Notas iniciais
Então, acho que eu não falei no cap anterior, acho que eu esqueci.. Mas enfim, eu acho que o sistema de postagens será uma semana sim e uma semana não... Eu acho!! Tentarei fazer assim ou talvez eu fique sem postar ou poste bastante, eu não sei, okey?! Mas eu não abandonarei essa fic, bjss e boa leitura, pessoal!

Capítulo 4

Hopes

–Senhor Grey?- Escutei a voz de Taylor me chamando e me virei em sua direção contra a minha vontade. Eu queria virar novamente a visão para aquelas interessantes esferas azuis. Estranhamente eu não tinha visto mais nada a não ser aqueles lindos olhos, o que é estranho e novo para mim que sempre se sente na obrigação de ver o que acontece ao redor. Eu não tinha nem mesmo visto a menina por inteiro, me perguntem a cor de seu cabelo e eu não saberei dizer de tão… chocado? Não, de tão surpreso — positivamente- que eu tinha ficado do quão lindo e brilhante era aquele tom de azul.

–Senhor?- Taylor me chamou novamente e eu saí do mundo da Lua enquanto realmente prestava atenção nele. Ele tinha me chamado antes e eu apenas tinha desviado meus olhos para ele sem nem mesmo prestar atenção.

–Sim?- Perguntei. Ele tinha em suas mãos as minhas malas e parecia querer uma ordem sobre o que fazer com elas. -Ohh sim. Segundo andar, quarto 324.- Narrei o endereço de meu dormitório mandado para o email e vi quando Taylor assentiu com a cabeça e andou em direção ao prédio dos dormitórios masculinos, ele já saia onde ficava, tinha vindo comigo nos dois anos que eu estivesse aqui, portanto já estava acostumado com o local.

Esperei até que ele entrasse para que eu virasse novamente na direção onde os belos pares de esferas azuis estavam, mas para a minha infelicidade ela não estava mais ali. Suspirei e me apoiei no carro esperando Taylor voltar para pegar o carro e eu me despedir mandando o recado para a minha mãe de que eu estava vivo, inteiro e muito bem. Antes que eu fechasse meus olhos, senti meu celular tremendo e o puxei do bolso da calça, o nome “Elliot” piscava enquanto um toque qualquer soava.

–O que quer Lelliot?- Perguntei usando o apelido que ele tanto odiava.

Haha! Pare de me chamar assim, que droga!

–Tah, claro, vou pensar em seu caso. O que quer?- Perguntei novamente me sentando do lado do passageiro no carro.

Só queria saber se vai me ajudar a arrumar meu quarto.

–Não. Se vira. E você sabe que eu também tenho que arrumar o meu, certo?- Brinquei com um papel dado por uma mulher no sinal enquanto estávamos vindo para cá.

Que mau.

–Mais algo?

Na verdade não. Eu só queria saber se teria a boa vontade de ajudar seu pequeno maninho, mas como eu vi que a resposta é um grande não… Vou chamar Katy.

–Aí sim que você não vai arrumar droga nenhuma, idiota.- Disse.

Mas vou ganhar, com toda a certeza, muito mais.

–Não quero saber se suas aventuras sexuais são gratificantes, Elliot. Adeus.- Desliguei a ligação e suspirei. Olhei para o lado vendo Taylor voltar e me desencostei do carro.

[...]

Eu já estava há boas duas horas arrumando as coisas. O quarto no qual eu estava instalado era solitário, ou seja, sem parceiro de quarto. É impressionante o que o dinheiro e o poder de um sobrenome pode fazer, e não, eu não estou nem um pouco incomodado com isso, na verdade é um das poucas coisas que eu não ligo de minha família ter mexido. Eu não gostaria nem um pouquinho mesmo de ficar no mesmo quarto que alguém estranho, chato ou muito intruso, além do mais, o que eu ganharia tendo um parceiro de quarto? Uma vida mais social? Me socializar é a última coisa que eu quero no momento para a minha vida.

Já me bastava o barulho da música alta que vinha do quarto a minha frente.

Terminei de colocar o lençol na cama e me sentei pensando no que fazer algora que tudo estava terminado. Olhei para a porta do banheiro e fui em direção a ela querendo tomar uma ducha de água quente na esperança que isso me relaxasse mesmo que somente um pouco, afinal, eu queria dormir essa noite. Eu me forçaria a isso.

Era sempre assim. Eu não dormia bem nas primeiras semanas. Ficava virando para lá e para cá na cama e sempre que eu fechava os olhos, alguma coisa me atormentava me dizendo que se eu não abrisse meus olhos algo iria acontecer comigo, e mesmo eu sendo uma criança crescida — 21 anos de idade, pelo amor de Deus- eu me rendo e abro meus olhos, fitando o teto o tempo todo.

Claro que no dia seguinte, ficar acordado é uma coisa difícil, tendo em consideração que eu não paro por um segundo de tomar copos e copos de café.

Demorei no banho, ficando debaixo da água quente, deixando-a cair em cima de minha cabeça. Relaxei conseideravelmente, mas mesmo assim eu sabia que quando meu corpo caísse na cama, eu não estaria nada relaxado. Fui em direção ao armário e peguei uma calça de moletom e um casaco com capuz, tudo cinza. deitei na cama com os cabelos ainda molhados e sem me importar se ainda era cedo ou não, eu me deitei, querendo e rezando que eu meu subconciente se entregasse .

E pela primeira vez desde de muito tempo, depois de mais ou menos dez minutos, eu dormi.

Eu estava assustado. Estava faminto e não achava minha mãe em lugar nenhum. Sheila, uma das amigas de minha mãe tinha me indicado que ela havia desaparecido a um tempo com a desculpa de dor de cabeça. Fui correndo para o “nosso” quarto e sem pedir para entrar ou bater na porta eu a abri. Eu gostaria de não ter feito isso.

Mamãe estava deitada nua na cama com as pernas para cima enquanto o cafetão fazia alguma coisa estranha com seu corpo. Ele não parou quando eu entrei. Ele nem mesmo se importou comigo.

–Pare, por favor! — A voz de mamãe soava desesperada. Eu olhei para seu rosto que estava molhado de lágrimas- Ele está aqui.. Pare!- Ela tinha me notado.

O cafetão parou de fazer o que quer que fosse e me olhou. Em seus olhos tinha tanta raiva que eu fiquei com medo. Queria correr, mas continuava com fome.

–Eu já não disse para nunca entrar sem bater?- ele gritou. Sua voz dava algumas voltas, como a de mamãe quando ela começava a beber.

–Eu sinto muito.- Me virei para sair, mas antes que eu saísse ele me puxou pelo ombro e disse em um murmurou que me aterrorizou

–Não antes de eu te punir, garoto idiota.”

Acordei com o coração pulando. Estava escuro.

–Hunft….- Ou eu não durmo com medo de algo aconteça, ou eu durmo e acordo de um pesadelo pior do que meus pensamentos medrosos.

Levantei-me e fui em direção ao armário. Peguei meu tênis de corrida e saí porta fora. Era proibida a saída dos alunos de noite, mas isso não era problema para mim, eu já tinha um histórico confirmado sobre sair em horário variados. Se algum dos guardas me parasse, não era eu que iria ser alertado.

Consegui sair sem problemas pelos portões da escola. Escolhi uma direção qualquer e comecei a correr por ela. Estava um vento frio e seco, mas o fato do moletom com capuz e a calça que eu usava serem bons protetores, eu só sentia um pouco do vento em meu rosto, quando eu o levantava para olhar para cima.

Eu corria sempre para o tempo passar. Corria sempre para que eu me esquecesse das coisas que eu sonhava, que eu pensava,que eu tinha passado. Eu corria porque quando eu o fazia, eu me concentrava em colocar um pé na frente do outro, em respirar no momento certo para não ter que parar. Quando eu corria, eu podia fingir que era uma pessoa normal e que não tinha vivido dias de merda, que tinha uma vida de merda, que provavelmente quando fosse mais velho, iria fazer merda na vida de muitas pessoas.

Apressei o passo ouvindo nada mais que o bater das molas dos tênis na calçada de cimento.

Era para isso que eu vinha para cá. Para tentar mesmo que talvez fosse impossível, para evitar dar sofrimento na vida das pessoa que entraria na minha vida quando eu fosse mais velho. Eu estava aqui para que um dia talvez eu possa olhar para essa época e dizer que eu superei.

Eu só espero que eu consiga ⅛ do que eu desejo.

Querer não é poder. Isso é um fato. Mas mesmo que isso seja real, mesmo que as pessoa digam que não dá para ter o que se quer, as vezes é possível. Mas não basta apenas nos esforçarmos. Não basta apenas nós darmos tudo de nós. Temos que ter uma coisa muito importante. Um apoio. Porque em uma guerra, quando se vai sozinho para o campo inimigo, se é mutilado sem muitos pêsames, mas quando se tem um amigo, mesmo que perca, mesmo que não mude quase nada…. Você vai saber que tinha alguém que apoiava sua escolha, que estaria lá, que mesmo sabendo o quão ariscado era, escolheu lhe acompanhar. E isso te dará mais força, mesmo que talvez não note.

E se Cristian quer algo. Se Cristian deseja com todo o vapor algo e está disposto a fazer tudo para ter o que quer, ele só precisa de um apoio. E esse apoio, pode estar mais próximo do que ele imagina.

50-Tons-Diferentes

Michelle Cipriano

Notas finais
É isso, pequeno tb, mas eu recompensarei... enfim.. Beijinhos e até mais!! P.S: No capítulo seguinte terá se passado uma semana!!!! Eu, provavelmente, avisarei..