Notas iniciais
Demorei?? Então, eu sei, e acreditem, eu me sinto péssima por isso, mas eu posso explicar. Primeiro eu não fazia a mínima ideia de como escrever esse capítulo narrado pelo Cristian!! Drástico. Mas o pior não foi isso, o pior foi que quando eu finalmente acabei de escrever esse capítulo, quinta passada, eu... toquem os tambores... fiquei sem internet de sexta até terça, então eu não pude postar nada e eu passei meu tempo olhando para a parede. Porém, aqui estou eu!!! Como sempre, divando e super insegura - eu odeio ficar insegura- com esse cap, mas espero que gostem!! P.s: Eu não faço a mínima ideia de qual é a cor dos olhos da Piranha - Elena- eu não prestava atenção nas partes do livro que falavam dela.. eu só ficava imaginando a linda da Ana pulando no pescoço dela e acabando com ela. - Eu não sou violenta. Enfim. Boa Leitura e até mais!

Capítulo 2

Changes

Olhei para minha mãe que tinha suas mãos no rosto tentando inutilmente abafar o som dos soluços e secar as lágrimas que eu não sabia porque mais uma vez caiam. Ao seu lado estava meu pai, como sempre mais reservado, porém seus olhos estavam marejados e ele prendia mordendo levemente seu lábio inferior o choro, uma de suas mãos estava nas costas de minha mãe a consolando e a outra estava segurando a mão de Mia que estava com seus 7 anos de idade e era a mais “normal”, sendo que sorria para mim e falava o tempo todo “me traga mais presentes”. Era uma fofa completamente gananciosa, mas mesmo assim era a minha pequena irmãzinha. E eu tinha que a agradecer porque sem ela, meus pais cairiam em cima de mim falando e falando sobre como eu era muito novo para sair de casa e ficar 10 meses fora, morando em outra cidade, longe da vista de águia deles, agora com ela, eles ficavam mais superprotetores com ela e me davam uma pequena folga. Pequena, já que eu ainda era o filho quebrado que eles tinham.

–Vamos logo antes que mamãe comece a gritar que o bebê dela está a deixando.- Ao meu lado Elliot que sorria para mim consolando-me — ele sabia como era isso, era um ano mais velho- ao mesmo tempo em que se forçava a prender o riso da situação constrangedora para mim.

Droga! Eu tinha feito a mesma coisa no ano passado, era para ela saber que mesmo que eu tivesse passado dois meses em casa com ela eu iria embora para poder viver a minha vida bem longe dos problemas que eu acumulo aqui.

–Tem razão.- Disse me virando para a empregada que eu tinha esquecido o nome para pegar a minha mala, uma, simples, que carregava todas as minhas desgraças misturadas com minhas roupas de marca idiotas.

–Tchau família!- Elliot gritou entrando no carro. Eu não iria com ele, precisava fazer uma coisa antes de tudo, antes de ir mais uma vez para longe.

–Meus bebês!- Mamãe falou mais uma vez enquanto seus soluços ganhavam mais volume. Fui até ela e a abracei sussurrando em seu ouvido que voltaria no final do ano e nos feriados, abracei meu pai e baguncei os cabelos presos em trancinhas da pequena Mia, depois andei em direção ao carro que estava bem atrás do que Elliot fugiu e entrei, fechando a porta.

–SenhorGrey.- Taylor, o motorista pessoal que eu tinha contratado me cumprimentou quando entrei no carro.

–Taylor.- Assenti para ele quando me olhou pelo espelho, imediatamente ligou o carro e foi para onde tinha que ir. Onde ele sabia que eu tinha que ir.

–---

Saí do carro no momento exato em que o veículo parou. Não dei uma passo em direção a casa enorme branca — que não era tão grande e luxuosa quando a de meus pais-, apenas esperei, encostado na porta do carro enquanto Taylor ligava seu Mp3, me dando total privacidade para conversar com ela.

Fazia tanto tempo que não a via, quer dizer, eu vinha aqui cinco ou seis vezes ao mês, ou seja, foram doze ao total dos dois meses que passei em casa nas férias da faculdade. Eu costumava ficar o tempo todo aqui, tentando me curar, tentando inutilmente me curar. Eu vinha sempre que ela me chamava, sempre que ela queria, sempre que elea estava disposta e mesmo que eu estivesse ocupado, mesmo que eu não estivesse realmente querendo, eu vinha, porque ela queria, e porque ela me comandava.

Não que eu não gostasse.

Era bom. Libertador. Era uma questão de precisar vir e vê-la.

Mas sentir culpa depois era devastador.

–Cristian.- Olhei para cima, só então percebendo que fitava o chão.

–Elena.- Os olhos azuis lindos e brilhantes era destacados pela maquiagem preta que cercava seus olhos. E que olhos, lindos. Os lábios pintados de rosa pálido, cor que ela sempre usava, estavam expressando um sorriso feliz, talvez pela minha vinda, ou talvez algo bom tenha acontecido que a fez ficar feliz. Como sempre estava com um conjunto de elegância, formado por uma vestido, desta vez em tom creme e saltos pretos.

–Quanto tempo.- Três semanas. Exatamente.

–Sim.- Simples.

–Vejo que chegou a hora.- Disse olhando-me com certo orgulho. Eu não era seu filho, era seu caso, mas mesmo assim ela sempre fazia questão de dizer o quão orgulhosa por mim ela estava. Eu gostava que ela estivesse orgulhosa, gostava de saber que alguma coisa, no caso enfiar a cabeça nos livros, que eu fizesse deixasse as pessoas felizes e orgulhosas de mim.

Mesmo que tudo fosse superficial e desagradável no real.

–Sim.- Disse. Vi quando ela deu um passo em minha direção, deixando os saltos fazerem um som de estalo.

–Sentirei sua falta, Cristian.- Disse ela enquanto andava segura de si em minha direção. — Muita falta.- Eu sabia disso, mas essa falta não seria o suficiente para ela esperar. Ela tinha necessidades, como ela mesma dizia sempre a mim, e eu ficava 10 meses fora estudando, sendo que os únicos intervalos eram apenas os que duravam uma semana e a maior parte do meu tempo era dada a minha família.

–Sim.- Eu me sentia a pessoa mais idiota do mundo apenas falando sim, mas o que mais falar? “Eu te amo”, ou “Se quiser eu fico”? Não. Mesmo que dissesse seria mentira, e não seria a melhor cosia a dizer sabendo que tipo de relação nós tínhamos.

A relação, eu-fodo-com-você-mas-o-seu-marido-não-pode-saber. A relação amantes.

Bem incomum no noso caso.

–Estude bastante.- Disse. Olhei para ela enquanto parava a centímetros de mim. Eu fitava um ponto logo atrás dela, mas olhando na visão dela, com certeza achava que eu fitava seus olhos. Ela gostava que eu fitasse seus olhos, mesmo que eu não o fizesse de verdade na maioria das vezes. O ponto atrás dela que eu olhava me intrigou. Tinham duas malas.

–Fará uma viagem?- Perguntei com o máximo de indiferença na voz, sendo qeu eu realmente estava curioso.

–Eu e meu “lindo” marido faremos uma segunda lua de mel.- Falou dando um tom sarcástico no “lindo”.

–Para onde?- Perguntei vendo ela se inclinar um pouco.

–Eu não sei, ele não quis me falar.- E antes que eu pudesse questionar o porquê, ela me beijou. Sem língua, sem contado íntimo. Apenas o encostar dos nossos lábios.-Até mais, Cristian.- Então se virou e entrou na casa, sem olhar para trás, sem querer me dar mais um tchau ou qualquer outra coisa, apenas foi.

E eu pude finalmente soltar o ar que prendia. E eu nem mesmo sabia que prendia.

–Senhor?- Taylor me chamou. Olhei em sua direção e mesmo que ainda estivesse com os fones ele me apontou o relógio do carro. Eu tinha que ir, ou teria que pegar o próximo vôo e distância, é uma necessidade enorme no momento.

–---

–Estamos chegando, Senhor Grey.- Taylor falou enquanto eu suspirava. Tínhamos pegado o vôo e depois um táxi para depois pegarmos o carro, um dos carros que minha mãe tinha deixado a disposição minha para o que precisar. Eu tinha — como soube que faria- me arrependido cruelmente de ter ido de avião e recusado a chance de ter uma viagem, mais demorada, de carro. Eu tinha ficado enjoado o trajeto todo e ainda por cima tive o problema de pegar a mala errada. Hoje não era o meu dia.

Enfrentar o choro da minha mãe.

Ter que falar com Elena

Passar três horas dentro de um avisão enjoado e com dor de cabeça.

E ainda trocar duas vezes de veículo.

Hoje, definitivamente não era o meu dia e com certeza não melhoraria.

–Chegamos, senhor.- Ouvi Taylor falando quando parou o carro. Pelo vidro negro dava para ver o tanto de pessoas circulando pela área, muitos olhavam o carro com interesse, outros apenas passavam direto. Saí do carro e respire o ar que seria o meu consolo por aproximadamente 10 meses.

E foi aí que eu vi.

Um par de olhos curiosos e brilhantes. Azuis. Lindos e perfeitos. Pareciam inocentes e tinham um leve tom de dúvida.

As vezes o dia simplesmente não é o nosso. As vezes quando queremos Sol temos a chuva. E quando isso acontece todos os nossos planos tem que mudar, nem sempre ficamos contentes, na real, na maioria das vezes ficamos bem tristes com isso, mas não podemos nos afetar. Porque se tem algo para fazer quando a situação foge do “ideal”, é torná-las, mesmo que bem diferente do planejado, ideias. Só se tem que saber como fazer isso.

Mas mesmo assim será que Cristian conseguirá ver que o “ideal” dele seria melhor mudando? Será que ele fará as mudanças que ou salvarão ele ou o derrotarão realmente? Isso apenas uma cor, presente em uma pessoal em especial, pode dizer. Ele só tem que achar o tom ideal de azul …. ♥

Notas finais
Basicamente isso. fraquinho e tosquinho, mas enfim...Eu espero que tenham gostado e que ainda queiram ler a fic! Sinto muito pela demora e tentarei não ser mais assim. Comentem e não joguem pedras em mim, por favor. Até o próximo. Beijinhos