Cinquenta Tons Diferentes

3 Bônus:Dia Dos Pais


Notas iniciais
Oi, pessoal, eu sei que hoje não é um capítulo de verdade da fic e que pode até mesmo seu meio infantil nesta fic ter um cap de Dia dos Pais, mas eu acho, pelo menos na minha opinião que não importa quantos anos nós temos, se é 5, de é 20, 30, ou 60 anos de idade, pai é pai, e ele é o nosso herói, ele é uma das razões de nossa vida, ele é o homem mais incrível do mundo e mesmo que as vezes irrite, mesmo que as vezes seja tão chato e tals, ele é o nosso ídolo. Muita gente diz mais de mãe que é nossa razão de vida, nossa vida, mas, pai também. Pai é muitas vezes a pessoa que coloca você para dormir, que te deseja os melhores sonhos do mundo, que reza todos os dias por vitórias na sua vida, que te faz sorrir e rir, que te faz feliz e que te dá as maravilhas da vida. Pai é pai, e pai não se deseja melhor, porque é impossível ter um melhor que o nosso. Então, eu amo o meu pai, ele é o meu herói e esse cap, mesmo que ele não leia, é dedicado a ele. Do fundo do meu coração. Obrigada por tudo.

Bônus: Dia Dos Pais

Anastácia olhou mais uma vez, a última, ela jurava a si mesma, o túmulo de seu pai, seu pai biológico. O homem que a tinha dado a vida, junto com sua mãe. O homem responsável por ela poder viver em um mundo colorido, se bem que se perguntassem para ela qual era a principal cor de seu mundo ela diria cinza. Claro que apenas ela e seu Cinquenta entendiam, mas as pessoas não ousavam perguntar ou tentar obter uma explicação detalhada, se bem que se quisessem Anastácia daria facilmente, demoraria longas e longas horas para ela contar tudo, mas contaria, com um grande sorriso bobo no rosto.

Ela lembra-se de poucas coisas sobre seu pai, a maioria ela pensava que eram de sua cabeça, já que sua mãe sempre tirava meia hora antes de colocá-la na cama quando criança para contar-lhe como era seu pai. Carla contava tão bem e tão amorosamente, até porque, acreditando ou não, o pai de Anastácia, fora o primeiro em absolutamente tudo na vida de Carla. O primeiro amor, o primeiro íntimo, a primeira decepção amorosa, absolutamente tudo. Pois é, as mulheres da família Steele tem seus números, certo?

Anastácia olhou para o túmulo e lembrou-se de quando tinha 5 anos de idade e Carla sentou-se em sua cama para contar-lhe sobre a primeira vez que ela e ele tinham se visto.

FlashBack

–Filha!- Carla chamou Anastácia que estava vestida com uma calça de ursinho e uma blusinha de manga curta branca, a menina de apenas 5 anos estava se preparando para dormir e em seus braços tinha um ursinho rosa que ela gentilmente apelidou de “Lala”.

–Mãe?- A menina entrou em seu quarto, já que estava no banheiro escovando seus dentes, e fechou a porta branca com uma plaquinha escrita “Aqui dorme –roncando- uma princesa”, que fora feita por sua mãe com ela mesma.

–Deixe-me ver.- pediu Carla e Anastácia foi em sua direção deixando a mãe sentir seu hálito, agora de menta.- Muito bom!- Falou e agarrou a filha, deitando-a na cama com ela.

–Mamãe!- chamou Anastácia.

–Sim?

–Como você e papai se conheceram?- Perguntou a menina ajeitando o ursinho ao seu lado.

–É uma história meio longa.

–Me conte.- Pediu a pequena

–Bem... Hmm,... Ah sim, eu me lembro.

Anastácia olhou para sua mãe ansiosa.

“Foi em um dia de verão, não, primavera. Eu tinha 16 anos de idade e era a típica menina nerd que não sabia se vestir bem e que não ficava míseros cinco segundo em pé sem tropeçar nos próprios pés. Eu queria poder dizer que conheci seu pai em pé, bem vestida e maquiada, mas não. Seu pai era aluno novo no colégio e ele estava na minha sala, eu não sabia disso, claro, não era realmente uma pessoa atualizada. Sabe, aquele foi o primeiro dia em que eu me atrasei para a escola. Tinha acordado mais tarde porque estava cansada, afinal, tinha passado a noite estudando. Eu cheguei correndo na escola e empurrava todo mundo, a aula já iria começar, mas o professor chegava sempre meio atrasado, então eu ainda tinha tempo. Tudo ia dar certo, fora isso que eu lembro de ter pensado quando via a porta da minha sala meio aberta e saindo um barulho de conversa de lá. Mas aí –Carla riu se lembrando – Quando eu abri a porta para entrar. Boom! Eu caí de cara no chão. Não era novidade eu ser estabanada, mas eu me lembro de ter pensado “Como eu consegui cair?” . Me lembro também que todo mundo começou a rir, todo mundo da sala. As meninas da torcida, os meninos jogadores, todo mundo. Até mesmo o nerd como eu, mas ele era um pouco mais antisocial que eu. Eu estava vermelha como um tomate. E eu sabia que como sempre em breve eu ia começar a chorar, mas ia ter que ficar na sala e engolir. Foi aí, quando eu comecei a me levantar que eu vi um garoto parado bem a minha frente. Ele era.. Uau...”

–Como assim “Uau” , mamãe?- Perguntou Anastácia

–Um dia você saberá, pequena.- Disse Carla rindo da inocência da filha-Onde eu estava.. Ahh sim.. “Ele era simplesmente lindo. Estava com calças jeans que eu não poderia nem sonhar em comprar, ele tinha uma camisa polo tão apertada em seu corpo que me lembro de ter pensado que era um dos jogadores por causa da malhação. Eu pensei como qualquer nerd normal que ele iria me zoar e que seria mais uma das pessoas que me fariam chorar como uma ... Chorona. Podemos dizer assim. Mas não. – Carla olhou para o teto do quarto da filha e sorriu minimamente- Ele me ofereceu a mão e um sorriso, eu sabia que ele queria rir, mas não riu. Apenas me ofereceu um sorriso e a mão. Eu peguei e ele era quente, ele perguntou como eu estava e eu estava tão travada que quando eu pude responder ele tinha uma careta no rosto, devia estar pensando “Será que ela é louca?”, mas quando eu respondi e me apresentei ele simplesmente falou “Bonito nome, Carla” e se sentou, todo mundo parou de rir e foi falar com ele. Eu me sentei em meu lugar e me lembro de não conseguir tirar os olhos dele na aula. Eu pensei que ele iria ignorar a minha existência, mas não. No final do intervalo quando ele tinha um “grupo”, quando todos sabiam seu nome e sobrenome, idade e tudo mais, ele me disse “Hey, eu não vi você.” e eu lembro que disse que lanchava no banheiro. Eu era uma idiota, Deus, que ideia era aquela, dizer para um garoto que se lancha no banheiro é horrível, nunca faça isso, minha filha. Mas, ele não brincou comigo sobre isso, ele sorriu e disse, “você é engraçada”. – Carla sorriu se lembrando dos olhos azuis céu que ele tinha. Eram totalmente hipnotizantes.- E, eu sei que é estranho, para muitos é, mas... Eu sabia, que um dia, eu ia ser completamente apaixonada por aquele homem. Se eu já não fosse. Aquele, minha filha, eu acho que foi um dos melhores dias da minha vida., se não o melhor.”

Anastácia olhou para sua mãe e sorriu- Mamãe amava o papai.- Disse e Carla sorriu

–É, mamãe amava o papai, e quer saber um segredo?- Perguntou Carla

–Sim!

–Mesmo o papai não estando mais ao lado da mamãe, ela ainda ama perdidamente ele.- Disse

–Eu também amo, mamãe!- Anastácia sorriu e abraçou Lala

–E nós duas sempre iremos amar.

FlashBack Fim

–Ana?- Chamou Cristian que estava atrás de Anastácia o tempo todo, vendo como sua menina iria encara um dia dos pais no cemitério da cidade natal

–Eu estou bem.- Disse a garota

–Quer ir embora?- Perguntou Cristian preocupado com Anastácia.

–Vamos, ainda temos que ir falar com seu pai- Disse feliz que passaria esse dia com a família de seu namorado.

–Claro.

Anastácia olhou para o céu. Eram ainda 17:00 e o céu mesmo estando meio claro, mostrava a lua.

–Eu te amo, papai.- Disse- Eu te amarei para sempre, muito.

Feliz Dia dos Pais.

Notas finais
É isso, nos vemos provavelmente semana que vem, tchau pessoal!