Notas iniciais
Oii! Aqui estou eu novamente!
Quero dizer que estou postando assim, frequentemente, mas que isso pode mudar a qualquer momento. Não se aborreçam, por favor! Por enquanto, os capítulos vão sair rápido, então aproveitem! Boa leitura!

Depois da ceninha dentro da sua própria cabeça com a raposa de nove caudas, Naruto dirigiu-se para o escritório da Hokage. Ainda não tinha falado com ela desde que vira seus amigos se beijando, nem tinha entregado seu relatório ainda.

Sorriu ao pensar na quinta Hokage. Ela era como uma segunda mãe, ou como uma primeira, se pensasse que não tinha conhecido a sua verdadeira mãe. Ao chegar ao prédio, dirigiu-se imediatamente ao escritório de Tsunade, batendo na porta em seguida.

-Entre. – a voz feminina saiu abafada, devido a porta fechada.
Naruto entrou logo em seguida, dando de cara com uma loira de seios fartos e olhos voltados para papeis na mesa.

-Vejo que finalmente está trabalhando, hein vovó? – perguntou ele, a fim de irritá-la. Mas o fato é que ele não conseguiu. Tsunade olhou o seu preferido e sorriu. Finalmente o coração pôde se aliviar ao vê-lo são e salvo dentro de sua sala.

-Graças a Deus! – ela disse, e veio ao encontro de Naruto, a fim de lhe dar um abraço. Este retribuiu prontamente, também estava morrendo de saudades da loira.

-Aqui está o relatório vovó. – Naruto sorriu. Mas o sorriso logo desapareceu quando a Hokage desferiu-lhe um soco na cabeça.

-Já lhe disse para não me chamar de vovó, garoto! – disse, fingindo-se de irritada, escondendo o sorriso por detrás do papel onde Naruto tinha escrito o relatório.

-Nossa. Não custava repetir de novo. – ele disse, massageando o local atingido pelo soco potente da Hokage. – É bom que tenha sentido tanto a minha falta vov... Digo Tsunade-sama. – disse ele com ironia, ainda massageando o local dolorido.

-Ah, você sabe que a gente te ama. – disse ela, também com ironia, referindo-se a todos da vila.

-Sei, é claro. Onde está o ero-sennin? Quero vê-lo, tenho que falar com ele sobre algumas coisas.

-Deve está em algum motel. Hunft, aquele velho tarado! – reclamou Tsunade, recebendo um olhar malicioso de Naruto.

-O que foi, hein? Está com ciúmes, por acaso? – perguntou olhando para Tsunade com um sorriso de canto, maliciosamente.

-Não seja ridículo. – disse isso, embora tenha corado um pouco.

-Hum, certo, tudo bem. – disse Naruto, parando a brincadeira. – Tenho que ir, vou procurá-lo. Até mais vovó.

-Até mais Naruto... – foi então que percebeu. – Hey, quem é a vovó?
Mas ele já tinha saído. Tsunade sorriu.

Andando pelas ruas de Konoha, Naruto não procurava nada especificamente. Quer dizer, até estava querendo falar com o sábio tarado, mas também não estava assim com tanta pressa. O caso era que estava querendo andar por aí, espairecer, olhar o povo e a vila que tanto amava.

Naruto avistou, então, uma cabeleira longa e azulada e seu coração disparou. Não do modo que nós queremos que ele dispare, mas de puro desespero mesmo. Ela estava conversando com Kiba, seu colega de time animadamente. Ele sabia que mais cedo ou mais tarde ele acabaria tendo que falar com ela e ele ansiava que fosse o mais tarde possível, mas, sabem como é quanto mais tarde a gente quer que aconteça alguma coisa, mais cedo ela acontece. Parece até brincadeira.

“Droga! É melhor eu ir embora antes que ela...” Mas foi tarde demais. Como se lendo seus pensamentos, Hinata olhou diretamente para ele. Olhos perolados contra olhos azulados. O momento pareceu demorar uma eternidade, pelo menos para um deles. E então, ela virou o rosto e continuou a conversar com o amigo.

Naruto suspirou aliviado. “Parece que ela quer falar comigo tanto quanto eu quero falar com ela nesse momento.”

-Hey, Hinata, olha lá o Naruto! Ei, Naruto, espera aí! – Kiba gritou o mais alto possível para que Naruto esperasse. “Droga, seu idiota!”

-Ei, e aí pessoal? – perguntou, sorrindo forçadamente para os dois que o tinham alcançado.

-Tudo beleza cara. – disse o garoto apertando a mão de Naruto. Hinata apenas fez uma pequena reverencia.

-Hinata. – Naruto a cumprimentou, retribuindo a reverencia e esperando ansiosamente o que viria a seguir.

-Naruto-san. – ela disse respeitosamente. O quê? Naruto-san? Desde quando ela o chama assim? “Naruto-san? Desde quando ela me chama assim?”

-Naruto-san? Desde quando você o chama assim? – perguntou Kiba tão espantado quanto o próprio Naruto. – Era sempre Naruto-kun e agora...

-Kiba-kun, pare com isso. – disse Hinata corando e sentindo-se estúpida por ter dito isso. Mas era assim que iria lhe chamar a partir de agora. Era assim que chamava quem não era próximo de si, quem a desprezava, como Naruto. Ela os tratava com o respeito que ela não tinha.

-Mas, Hinata, eu também não entendo... – Ela olhou para ele. E ele viu, por um segundo uma ponta de dor em seus olhos. Ponta essa que sumiu prontamente logo depois dessa pequena falha. Afinal, é da Hinata que estamos falando gente! Ela é mestre em esconder a dor. E como antes ele tinha feito ela se calar, foi a vez da Hyuuga fazê-lo. Naruto olhou para ela com culpa e entendeu do que se tratava. Tratava-se de como ele a tinha tratado antes. De como ele deixara extravasar seus sentimentos. Coisa que não poderia ter acontecido nunca, porque ela não merecia. Mas, mesmo assim, ele o fez. Porque ele é um idiota. Mas sem nenhuma novidade até aí.

-Tudo bem. Vamos Hinata, a Kurenai-sensei tem uma coisa pra dizer pra gente, lembra? Temos que nos apressar.
-Tudo bem, então. Vamos. – Hinata olhou para Naruto e caminhou, passando por ele.

-Desculpe. – ele sussurrou somente para ela ouvir. Mas ela não parou, apenas continuou andando. “Talvez ela não tenha ouvido.”
Ah, mas ela ouviu sim.

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A professora do time oito esperava calmamente seus antigos alunos, sentada na varanda de sua casa. Esta era uma casa média e aparentava ser antiga. No entanto, no que tinha de antiga tinha de maravilhosa. O jardim em frente era magnífico, com os mais variados tipos de flores. A varanda por sua vez, tinha piso de madeira e um balanço, além de uma pequena escada que dava para onde Kurenai estava sentada.

Ao longe ela pode avistar os alunos andando calmamente em sua direção, conversando provavelmente sobre alguma coisa sem importância. Mas o que mais chamou sua atenção fora Hinata. Seus olhos estavam, mais uma vez, sem nenhum brilho. Ela sorria para alguma coisa que Kiba falava, mas esse sorriso não chegava aos seus olhos. Kurenai suspirou. Tinha tomado sua decisão.

-Olá sensei. – cumprimentou a aluna, sempre educada.

-Olá. Onde está o Shino? – perguntou a professora, notando pela primeira vez que estava faltando um de seus alunos.
-Ele não pôde vir sensei. — respondeu Inuzuka. – Está em uma missão pela ANBU.

-Claro. Bom, já que somos somente nós, mesmo, vamos direto ao ponto, sim? – a professora se levantou com dificuldade de uma das cadeiras, mostrando a barriga saliente. Ela estava grávida de seis meses de Asuma e como havia previsto, teria que passar seu novo time para outro jounin, já que estava impossibilitada de treiná-los.

- Como vocês sabem, depois de vocês, fiquei responsável por outro time de genins. Mas, como vocês também devem saber, estou um pouco impossibilitada de treiná-los nesse momento. – disse ela, vendo os alunos assentirem. – Então, eu gostaria de propor a um de meus antigos alunos, a guarda temporária do meu time. O que acham? – perguntou Kurenai, sorrindo para eles.

- Nós dois? – perguntou Kiba, animado por poder ficar mais perto de Hinata do que tem estado ultimamente.

-Infelizmente não, Kiba. – respondeu a professora. – Terei que escolher um só e já tenho a minha escolha.

- E quem será? – perguntou Hinata, manifestando-se pela primeira vez.

- Será você, Hinata. – disse ela, olhando para sua aluna que mais progredira. Hinata tornara-se muito forte, embora nem ela tenha se dado conta disso.

-E por que me chamou aqui se era a Hinata o tempo todo? – perguntou Kiba, ligeiramente irritado.

-Desculpe-me Kiba. Mas só fui tomar a decisão depois que já tinha chamado você também. – Kurenai sorriu do aluno. – Você está de acordo Hinata?

Hinata estava receosa. Não se sentia confiante para treinar um time, sendo que ela mesma só tinha de jounin o titulo. Mas não podia decepcionar sua sensei. Não depois de tudo que ela tinha feito para si.

-Tudo bem então, sensei. Eu aceito.

Hinata sabia que seu tempo estava curto e que com isso, a diversão deveria ficar cada vez mais restrita. Mas, mesmo assim, não voltou atrás.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Mandem reviews, por favor!
Beijo!