Notas iniciais
Esse capítulo é inspirado na música "Hands on me", da Vanessa Carlton.
Tem alguns trechinhos que lembram a música.
Vale a pena conferirb

– Oi, garoto.

– Oi.

– Por que você usa isso?

– Meu manto? É que eu posso me queimar com o Sol.

– Que estranho.

O loiro abraçou as pernas e colocou a cabeça entre os joelhos.

– Eu não gosto do Sol.

– E de brincar, você gosta?

– A-acho que sim...

– Quer brinca comigo?

– Tenho que tirar meu manto?

– Não.

– E sair no Sol?

– Também não. Na verdade... — ela se sentou do lado do menino de sete anos que usava uma capa preta — Você nem ao menos vai precisar sair daqui.

– Então eu brinco.

– Não quer nem saber o nome da brincadeira primeiro?

– Quero.

– É “5 maneiras de te conhecer”. Foi meu primo quem inventou.

– Vamos brincar com ele?

– Não. Ele está brincando com outra garota. E não teria graça brincar com ele, já que ele vai viajar comigo.

– Como?

– Já, já eu explico.

– Meu Beelzenef pode brincar também? — ele disse delicadamente sacudindo seu fantoche de gato amarelado.

– A brincadeira é pra dois, mas ele pode fazer parte também.

– Oba! Então, como é?

– Primeiro, eu não vou poder saber seu nome, seu endereço e nem seu telefone, nem você o meu.

– Ok.

– E agora nós vamos ser namorados.

– O que são namorados?

– Papai disse que é um tipo peixe, mas mamãe falou que é alguém que você gosta mais que seu melhor amigo. E namorados se beijam.

– ECA! Eu não quero beijar ninguém!

– Mas nós não vamos nos beijar agora. Só quando a gente ficar grande. Mamãe me falou que depois que os meninos crescem eles gostam de beijar.

– Eu não!

– Você é menino?

– Sou, lógico!

– Então pronto! Bom... Aí, eu vou contar uma história de nós dois nos conhecendo no futuro, e vou dar uma característica de cada um de nós. Depois você conta outra história, mas sem alterar nossas personalidades, só adicionando mais. Certo?

– C-certo.

– Aí, eu conto mais outra história e você conta mais outra, até aí já temos quatro formas de nos conhecer.

– E a quinta?

– Bom... Eu vou viajar para minha terra natal amanhã. A quinta parte é a realmente legal. Até eu voltar, nós teremos que ser como nós descrevemos que seriamos nas nossas histórias. Daqui a dez anos, quando eu voltar para o Japão, nós iremos um a procura do outro, nos procurando pelo que sabemos da história.

– E... Se você não voltar? Nós mal nos conhecemos.

– Quem mente é gente grande.

– Mas quando você volta você não vai ser gente grande?

– Conheço meu coração e ele nunca mudará.

– Nós podemos atravessar mares mais profundos que o que previmos.

– Hein?

– F-foi uma coisa que eu escutei na novela da minha mãe. Ela colocou no site dela.

– Você entendeu?

– Não muito bem, mas eu achei bonito.

– Então, vai brincar ou não?

– Eu...

– Por favor.

– Eu não sei...

– Você não acredita em mim?

– Hm... — o jeito que ela o olhou para ele desapontada... Era a primeira pessoa que pedia pra brincar com ele, não queria fazê-la se sentir mal — Ok. Parece ser uma brincadeira divertida.

– Topa mesmo?

– Topo.

– Ok. Nós temos que fazer isso antes do meu primo achar a namorada dele, para ganhar, certo?

– Certo.

– Então eu começo.

– Antes disso, eu...

– Sim?

– Poderia te dar apenas um apelido para te chamar, já que eu não sei seu nome?

– Hã? C-claro.

– Hmm... Kana.

– Kana?

– De “Kanojo”.

– Aah... Eu posso dar um pra você também?

– Pode

– Kon

– De “koi”?

– Isso! Agora eu vou começar minha história... Um dia, em Ouran High School...

Notas finais
tomara que gostemD beijos ;*