Cinco Maneiras de Amadurecer
1 Hands on me
Notas iniciais
Tem alguns trechinhos que lembram a música.
Vale a pena conferirb
– Oi, garoto.
– Oi.
– Por que você usa isso?
– Meu manto? É que eu posso me queimar com o Sol.
– Que estranho.
O loiro abraçou as pernas e colocou a cabeça entre os joelhos.
– Eu não gosto do Sol.
– E de brincar, você gosta?
– A-acho que sim...
– Quer brinca comigo?
– Tenho que tirar meu manto?
– Não.
– E sair no Sol?
– Também não. Na verdade... — ela se sentou do lado do menino de sete anos que usava uma capa preta — Você nem ao menos vai precisar sair daqui.
– Então eu brinco.
– Não quer nem saber o nome da brincadeira primeiro?
– Quero.
– É “5 maneiras de te conhecer”. Foi meu primo quem inventou.
– Vamos brincar com ele?
– Não. Ele está brincando com outra garota. E não teria graça brincar com ele, já que ele vai viajar comigo.
– Como?
– Já, já eu explico.
– Meu Beelzenef pode brincar também? — ele disse delicadamente sacudindo seu fantoche de gato amarelado.
– A brincadeira é pra dois, mas ele pode fazer parte também.
– Oba! Então, como é?
– Primeiro, eu não vou poder saber seu nome, seu endereço e nem seu telefone, nem você o meu.
– Ok.
– E agora nós vamos ser namorados.
– O que são namorados?
– Papai disse que é um tipo peixe, mas mamãe falou que é alguém que você gosta mais que seu melhor amigo. E namorados se beijam.
– ECA! Eu não quero beijar ninguém!
– Mas nós não vamos nos beijar agora. Só quando a gente ficar grande. Mamãe me falou que depois que os meninos crescem eles gostam de beijar.
– Eu não!
– Você é menino?
– Sou, lógico!
– Então pronto! Bom... Aí, eu vou contar uma história de nós dois nos conhecendo no futuro, e vou dar uma característica de cada um de nós. Depois você conta outra história, mas sem alterar nossas personalidades, só adicionando mais. Certo?
– C-certo.
– Aí, eu conto mais outra história e você conta mais outra, até aí já temos quatro formas de nos conhecer.
– E a quinta?
– Bom... Eu vou viajar para minha terra natal amanhã. A quinta parte é a realmente legal. Até eu voltar, nós teremos que ser como nós descrevemos que seriamos nas nossas histórias. Daqui a dez anos, quando eu voltar para o Japão, nós iremos um a procura do outro, nos procurando pelo que sabemos da história.
– E... Se você não voltar? Nós mal nos conhecemos.
– Quem mente é gente grande.
– Mas quando você volta você não vai ser gente grande?
– Conheço meu coração e ele nunca mudará.
– Nós podemos atravessar mares mais profundos que o que previmos.
– Hein?
– F-foi uma coisa que eu escutei na novela da minha mãe. Ela colocou no site dela.
– Você entendeu?
– Não muito bem, mas eu achei bonito.
– Então, vai brincar ou não?
– Eu...
– Por favor.
– Eu não sei...
– Você não acredita em mim?
– Hm... — o jeito que ela o olhou para ele desapontada... Era a primeira pessoa que pedia pra brincar com ele, não queria fazê-la se sentir mal — Ok. Parece ser uma brincadeira divertida.
– Topa mesmo?
– Topo.
– Ok. Nós temos que fazer isso antes do meu primo achar a namorada dele, para ganhar, certo?
– Certo.
– Então eu começo.
– Antes disso, eu...
– Sim?
– Poderia te dar apenas um apelido para te chamar, já que eu não sei seu nome?
– Hã? C-claro.
– Hmm... Kana.
– Kana?
– De “Kanojo”.
– Aah... Eu posso dar um pra você também?
– Pode
– Kon
– De “koi”?
– Isso! Agora eu vou começar minha história... Um dia, em Ouran High School...
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