Cinco Maneiras de Amadurecer
2 Anyone else but you
Notas iniciais
Pois é. "Anyone else but you" é a música que toca no final do filme e também é tema desse capítulo.
Beijinhos
- Então, Kon-chan... Me fale seu objeto mais precioso.
- Meu Beelzeref
- Pessoa mais preciosa?
- Kirimi, minha irmãzinha mais nova.
- Local favorito?
- Locais com muita sombra.
- O que você mais faz?
- Ando pela sombra e cuido do meu clube.
- Ah, cara! Eu pensei que conversar com você fosse mais imprevisível e divertido, mas suas respostas são muito óbvias!
- Mas é claro! Suas perguntas são óbvias!
- Ah, claro. Então... Ah! Coisas que você gostaria de fazer?
- Você acabou de perguntar isso.
- Não. Perguntei se você faz. Se você acha que é a mesma coisa, então isso torna sua falta de ambição evidente. Ou...
- Ou o que?
- Você está em escondendo algo, Kon-senpai.
- Não! Eu... Gostaria de passar mais tempo coma minha irmãzinha, Kirimi.
- Você gosta bastante da sua irmã, não é?
- Demais. Ela tem os cabelos loiros mais lindos de todo o Japão e olhos mais preciosos e azuis que qualquer tipo de ágata.
- Sua irmã é loira?
- Sim, eu também sou. Mas tenho que usar essa peruca negra, pois me escondem melhor do Sol.
- Era disso que eu estava falando! Poxa, ... Seus olhos também são azuis?
- Sim.
- Pronto! Quem diria que o presidente do clube de magia negra de Ouran é loirinho dos olhos azuis??
- Nossa. Quanto preconceito ._.’’
- Que tipo de sorvete você gosta, Kon-chan?
- Que-e tipo de pergunta é essa?
- É meu jeito de agradecer por estar te enchendo de tantas perguntas assim.
- E-eu...
- Não precisa ficar vermelho. É um agradecimento inocente.
- Você não acha que só piora as coisas dizendo isso?
- Ah! Claro. Me desculpe.
- Tudo bem... Eu gosto muito do sorvete de limão.
- Hihi. Quando você sorri e faz Beelzenef coçar a cabeça é tão bonitinho.
- A-ah! Eu...
- Ai! Desculpa! Eu fiz de novo!
- Tudo bem. Vamos logo para a sorveteria.
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- Um limão e um de milho, por favor.
- Aqui está, senhorita.
- Obrigada. Pode ficar com o troco.
- O que? Você pediu sorvete de MILHO?
- Sim. Achou estranho?
- Demais!
- Hihi. Então, quantos membros têm o clube de Magia Negra de Ouran?
- Não muito mais de dez.
- Há! Você está é bem. O clube do folheto de entrevistas só tem euzinha aqui.
- É. Mas todos na escola compram e lêem seu folheto.
- É. Quanto menos membros, mais fácil fica de organizar. Além do mais, só é preciso uma entrevistadora para fazer o folheto semanal.
- Acho que isso quer dizer que eu prefiro ter mais fãs e você prefere ter mais palco.
- Ainda bem que não somos da mesma banda.
- É mesmo. Não somos nem do mesmo tipo de banda.
- Bom... Voltando a entrevista. Você já amaldiçoou alguém e se arrependeu?
- Sim.
- Quem?
- O filho do diretor, Souo Tamaki.
- Por quê?
- Ele tinha pisado no Beelzenef. Me arrependi, pois ele e Renge-kun me ajudaram bastante a me aproximar da minha irmã.
- Você gosta mesmo da sua irmã. Falando em gostar, você se sentiria muito invadido se eu perguntasse sobre sua vida amorosa?
- Não... Na verdade, minha única paixão são as trevas e nada mais.
- Entendo. Nee...?
- Sim, Kana-chan?
- Está sujo de sorvete aqui...
- Onde?
- Pode deixar que eu limpo.
- O que você...? Aaah. Nee! Não!
Silêncio de alguns minutos
- Se eu soubesse que era tão perto da boca e-eu p-poderia ter la-lambido sozinho.
- O que foi? Não gostou do seu primeiro beijo, nee?
- V-você... Está me fazendo corar de novo.
- Gostou ou não?
- Eu... Gostei.
- Está pronto para o segundo?
- Eu não estava pronto nem para o prime-
Silêncio novamente.
- Dá pra parar com isso? Não quero encarar isso como uma brincadeira!
- Você é muito realista. E eu gosto do jeito que eu te faço ficar.
- Corado?
- Sim. E seu corpo fica oscilando. Não vejo isso em ninguém além de você.
- É... Mas isso não faz eu me sentir bem.
- Sinto muito. Pode me desculpar?
- Tudo bem. Também nunca vi ninguém igual a você.
- Por que eu tenho que fazer um clube de magia negra?
- Porque eu sei que ninguém fundaria um clube assim antes de você. Então vai ficar mais fácil eu te achar.
- Mas...
- Você tem algo contra, nee?
- Não. Eu até tenho me interessado, mas minha okaa-san fala para eu ficar longe dessas coisas e também pra não acreditar nas histórias da minha família sobre eu TER que gostar disso e vai me mandar fazer algo menos sombrio, como um clube sobre cogumelos, que ninguém nunca faria antes.
- Minha okaa-san falou que depois que a gente cresce, começa a gostar de vegetais.
- ECA! Sua okaa-san faz algo além de dizer que eu vou gostar de coisas nojentas quando crescer?
- Hei! Não fala assim da minha okaa-chan!
- Mas acho que a minha diria a mesma coisa. E por que vamos estudar logo em Ouran?
- Minha okaa-chan falou que eu vou pra lá quando crescer. Então nós vamos nos encontrar lá.
- Certo. E... Quanto essa tal de Kirimi. Eu não quero ter uma irmã! Muito menos com nome de peixe cru.
- Ah! Mais você vai querer, sim! Quando ela tiver chamando pelo seu nome e correndo até você, você vai se apaixonar por ela. Hei! Promete que se você tiver uma irmãzinha vai pedir pros seus pais pra ela se chamar Kirimi.
- Mas...
- Promete?
Aquele par de brilhantes olhos negros o encaravam como se o loiro fosse afundar neles. Diante daquilo, Kirimi não parecia um nome tão estranho.
- E-eu pr-prometo. Mas por que eu tenho que esconder meus cabelos?
- Por que cabelos negros, quando eles caem sobre os olhos, fazem parecer que está tudo mais escuro. E quando você crescer seu rosto vai ficar maior e mais difícil de proteger e não vai dar pra se esconder apenas com o capuz.
- Mas eu vou ter que comprar um manto novo mesmo.
- Ainda sim, não vai dar conta do seu rosto.
- Hmm. Tanto faz. Agora é a vez da minha história. Um dia em Ouran...
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