Notas iniciais
Alguém já assistiu "JUNO"?
Pois é. "Anyone else but you" é a música que toca no final do filme e também é tema desse capítulo.
Beijinhos

- Então, Kon-chan... Me fale seu objeto mais precioso.

- Meu Beelzeref

- Pessoa mais preciosa?

- Kirimi, minha irmãzinha mais nova.

- Local favorito?

- Locais com muita sombra.

- O que você mais faz?

- Ando pela sombra e cuido do meu clube.

- Ah, cara! Eu pensei que conversar com você fosse mais imprevisível e divertido, mas suas respostas são muito óbvias!

- Mas é claro! Suas perguntas são óbvias!

- Ah, claro. Então... Ah! Coisas que você gostaria de fazer?

- Você acabou de perguntar isso.

- Não. Perguntei se você faz. Se você acha que é a mesma coisa, então isso torna sua falta de ambição evidente. Ou...

- Ou o que?

- Você está em escondendo algo, Kon-senpai.

- Não! Eu... Gostaria de passar mais tempo coma minha irmãzinha, Kirimi.

- Você gosta bastante da sua irmã, não é?

- Demais. Ela tem os cabelos loiros mais lindos de todo o Japão e olhos mais preciosos e azuis que qualquer tipo de ágata.

- Sua irmã é loira?

- Sim, eu também sou. Mas tenho que usar essa peruca negra, pois me escondem melhor do Sol.

- Era disso que eu estava falando! Poxa, ... Seus olhos também são azuis?

- Sim.

- Pronto! Quem diria que o presidente do clube de magia negra de Ouran é loirinho dos olhos azuis??

- Nossa. Quanto preconceito ._.’’

- Que tipo de sorvete você gosta, Kon-chan?

- Que-e tipo de pergunta é essa?

- É meu jeito de agradecer por estar te enchendo de tantas perguntas assim.

- E-eu...

- Não precisa ficar vermelho. É um agradecimento inocente.

- Você não acha que só piora as coisas dizendo isso?

- Ah! Claro. Me desculpe.

- Tudo bem... Eu gosto muito do sorvete de limão.

- Hihi. Quando você sorri e faz Beelzenef coçar a cabeça é tão bonitinho.

- A-ah! Eu...

- Ai! Desculpa! Eu fiz de novo!

- Tudo bem. Vamos logo para a sorveteria.

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- Um limão e um de milho, por favor.

- Aqui está, senhorita.

- Obrigada. Pode ficar com o troco.

- O que? Você pediu sorvete de MILHO?

- Sim. Achou estranho?

- Demais!

- Hihi. Então, quantos membros têm o clube de Magia Negra de Ouran?

- Não muito mais de dez.

- Há! Você está é bem. O clube do folheto de entrevistas só tem euzinha aqui.

- É. Mas todos na escola compram e lêem seu folheto.

- É. Quanto menos membros, mais fácil fica de organizar. Além do mais, só é preciso uma entrevistadora para fazer o folheto semanal.

- Acho que isso quer dizer que eu prefiro ter mais fãs e você prefere ter mais palco.

- Ainda bem que não somos da mesma banda.

- É mesmo. Não somos nem do mesmo tipo de banda.

- Bom... Voltando a entrevista. Você já amaldiçoou alguém e se arrependeu?

- Sim.

- Quem?

- O filho do diretor, Souo Tamaki.

- Por quê?

- Ele tinha pisado no Beelzenef. Me arrependi, pois ele e Renge-kun me ajudaram bastante a me aproximar da minha irmã.

- Você gosta mesmo da sua irmã. Falando em gostar, você se sentiria muito invadido se eu perguntasse sobre sua vida amorosa?

- Não... Na verdade, minha única paixão são as trevas e nada mais.

- Entendo. Nee...?

- Sim, Kana-chan?

- Está sujo de sorvete aqui...

- Onde?

- Pode deixar que eu limpo.

- O que você...? Aaah. Nee! Não!

Silêncio de alguns minutos

- Se eu soubesse que era tão perto da boca e-eu p-poderia ter la-lambido sozinho.

- O que foi? Não gostou do seu primeiro beijo, nee?

- V-você... Está me fazendo corar de novo.

- Gostou ou não?

- Eu... Gostei.

- Está pronto para o segundo?

- Eu não estava pronto nem para o prime-

Silêncio novamente.

- Dá pra parar com isso? Não quero encarar isso como uma brincadeira!

- Você é muito realista. E eu gosto do jeito que eu te faço ficar.

- Corado?

- Sim. E seu corpo fica oscilando. Não vejo isso em ninguém além de você.

- É... Mas isso não faz eu me sentir bem.

- Sinto muito. Pode me desculpar?

- Tudo bem. Também nunca vi ninguém igual a você.

- Por que eu tenho que fazer um clube de magia negra?

- Porque eu sei que ninguém fundaria um clube assim antes de você. Então vai ficar mais fácil eu te achar.

- Mas...

- Você tem algo contra, nee?

- Não. Eu até tenho me interessado, mas minha okaa-san fala para eu ficar longe dessas coisas e também pra não acreditar nas histórias da minha família sobre eu TER que gostar disso e vai me mandar fazer algo menos sombrio, como um clube sobre cogumelos, que ninguém nunca faria antes.

- Minha okaa-san falou que depois que a gente cresce, começa a gostar de vegetais.

- ECA! Sua okaa-san faz algo além de dizer que eu vou gostar de coisas nojentas quando crescer?

- Hei! Não fala assim da minha okaa-chan!

- Mas acho que a minha diria a mesma coisa. E por que vamos estudar logo em Ouran?

- Minha okaa-chan falou que eu vou pra lá quando crescer. Então nós vamos nos encontrar lá.

- Certo. E... Quanto essa tal de Kirimi. Eu não quero ter uma irmã! Muito menos com nome de peixe cru.

- Ah! Mais você vai querer, sim! Quando ela tiver chamando pelo seu nome e correndo até você, você vai se apaixonar por ela. Hei! Promete que se você tiver uma irmãzinha vai pedir pros seus pais pra ela se chamar Kirimi.

- Mas...

- Promete?

Aquele par de brilhantes olhos negros o encaravam como se o loiro fosse afundar neles. Diante daquilo, Kirimi não parecia um nome tão estranho.

- E-eu pr-prometo. Mas por que eu tenho que esconder meus cabelos?

- Por que cabelos negros, quando eles caem sobre os olhos, fazem parecer que está tudo mais escuro. E quando você crescer seu rosto vai ficar maior e mais difícil de proteger e não vai dar pra se esconder apenas com o capuz.

- Mas eu vou ter que comprar um manto novo mesmo.

- Ainda sim, não vai dar conta do seu rosto.

- Hmm. Tanto faz. Agora é a vez da minha história. Um dia em Ouran...