Notas iniciais
Olá. Capítulo novo, espero que gostem e comentem! ♥

Fred tirou o paletó jogando-o sobre a cama do hotel, pegou o espelho dupla face para chamar o irmão e sócio da Gemialidades Weasley.

— Cópia mal feita. – George saudou bem humorado. — Como foi na reunião?

— Tudo certo, maninho. – O gêmeo respondeu rápido, ansioso para contar a novidade. — Você não vai acreditar... – Segurou a expressão misteriosa, já que sabia o quanto o outro era curioso.

— Diga logo, peste! – George lambeu os lábios, pois Fred estava radiante, então só podia ser algo excelente.

— Eu encontrei a nossa bela e doce Hermione vivendo em Paris. – Revelou com um sorriso “tenho-trinta-e-dois-dentes-e-todos-são-perfeitos”.

— Impossível! Pelas cuecas de Merlin! – O outro ruivo exclamou refletindo o sorrindo do irmão. — Não perca o rastro dela. – George mandou.

— Por quem me toma? – Fred sorriu com ironia. — Eu já sei seu local de trabalho e daqui a pouco vou busca-la para jantar.

— E como Mione está? – O bruxo indagou mais baixo com um olhar cheio de significado para o gêmeo.

— Ainda mais bonita do que era, porém, o melhor é vê-la exibir aquele sorriso confiante de novo. – Respondeu lembrando-se da bruxa com uma expressão sonhadora. — George, eu...

— Eu sei, Fredoca. – O homem de cabelos rubros interrompeu sorrindo, ele conhecia todos os desejos de sua outra parte. — Apenas a conquiste, eu vou preparar o terreno aqui.

— Roniquinho... Ele... Ele não a esqueceu. – Disse nervoso, passando as mãos pelos fios lisos em frustração. — Não que ele a mereça. – Refletiu.

— Não merece mesmo. – George foi firme. — Se você não tivesse sido tão lerdo em Hogwarts, Ron jamais teria tido uma chance com ela... Você sabe que Hermione sempre teve uma queda por ti. Então, pare de bobagens e reconquiste sua bruxa. – Piscou e a imagem do bruxo desapareceu.

Rindo plenamente Fred tomou um relaxante banho, arrumou-se e pontualmente às 18 horas aparatou na frente da livraria. Ele não queria admitir o quão ansioso estava para aquele encontro, era incrível como o tempo e a distância não diminuiu em nada o sentimento latente por aquela sabe-tudo linda e mandona. Hermione abriu um sorriso radiante ao vê-lo e foi cutucada pela sócia que ria divertida do óbvio encantamento deles.

— Olá, Weasley. – Camille o cumprimentou com um sorriso, seus olhos analíticos como se avaliasse se o ruivo era digno de sua amiga.

— Olá, Srta. Blanchard. – Fred retribuiu o sorriso, contudo não conseguia tirar os olhos de Hermione o que fez a loira sorrir ainda mais. — Vamos, docinho? – O homem perguntou e, com a confirmação de Hermione, passou um braço informal pela cintura esbelta e com o consentimento da morena, aparataram.

Eles surgiram num agradável restaurante próximo ao rio Sena. A mulher precisava admitir: o reencontro com Fred despertou antigos sentimentos fortemente reprimidos nela. Havia namorado Ronald por poucos meses, porém nunca havia sentindo nada parecido ao que sentia perto daquele outro ruivo. Aliás, a mulher admitia para si mesma: nenhum interesse amoroso superou a paixonite que Granger nutria pelo Weasley maroto desde quinto ano de Hogwarts.

— Conte-me sobre sua vida em Londres. – Hermione pediu enquanto lia o cardápio, um arrepio cruzou sua espinha ao cruzar seu olhar com o amigo. Fred Weasley estava ainda mais bonito do que era em Hogwarts, uma tentação de cabelos vermelhos e sorriso endiabrado.

— Continuo morando com George no Beco Diagonal, e trabalhamos na matriz da Gemialidades. – Narrou sereno com um sorriso torto. — Temos outras quatros filias: em Hogsmead, em Bruxelas, em Praga e New York, essa em Paris será a quinta loja de sucesso.

— Impressionante. – Pronunciou, orgulhosa, do sucesso de seus queridos gêmeos. — E Molly ainda não encontrou as noras perfeitas? – Ergueu a sobrancelha, entretanto corou sob o olhar malicioso do homem.

— Minha cópia namora com Luna Lovegood. – Revelou e gargalhou do espanto da bruxa. — Eles são completamente apaixonados. – Exclamou verdadeiramente satisfeito. — Inclusive, Georgie, tem planos em pedi-la em casamento na sexta-feira e eu aposto que ela dirá sim.

— Isso é maravilhoso! – A morena sorriu. — E você, Sr. Weasley? – Hermione tomou um gole de seu drink que desceu refrescando a garganta seca,... Estava tão ansiosa por aquela resposta... Quem sabe aquele reencontro não fosse um presente do destino? Uma forma de ajustar um equívoco do passado...

— Eu estou solteiro, Mione. – Encararam-se intensamente. — Agora me fale sobre seus anos longe da minha linda pessoa...

Ela riu com alívio e desejo. — Eu cheguei a Paris completamente arrasada emocionalmente, conheci Camille por acaso... – Ela sorriu, nostálgica. — Mille também é inglesa, ela me ajudou muito mesmo e com os anos construímos nossa livraria.

— Lembre-me de agradecer Camille. – O ruivo sorriu afetuosamente. — Ela cuidou muito bem de ti. – Possuía emoção e gratidão nos olhos dele.

Os pratos chegaram, Fred encarou com fome a refeição apetitosa. Eles ficaram alguns momentos em silêncio, absortos em seus próprios pensamentos e expectativas para aquela noite. Somente o som dos talheres era escutado.

— Você namora? – Fred perguntou tão direto que Mione engasgou.

— Não! – Exclamou um tanto afobada e ele riu divertido. — Mille sempre me apresenta bruxos e até bruxas, mas, no momento estou solteira. – Explicou mais calma.

— Isso é bom. – O ruivo relaxou sobre a cadeira enquanto lançava um olhar longo e apreciativo sobre a mulher que corou. — Você realmente não sabe a satisfação que estou em reencontra-la, docinho.

— Me fale sobre a sua família. – Pediu subitamente tímida, o homem estava muito interessado nela ou era apenas impressão causada por sua própria vontade.

— Bill e Fleur são pais de duas lindas meninas: Victorie e Dominique. – O ruivo tomou um gole generoso de sua bebida. — Percy e Audrey têm Lucy; Charlie continua solteiro morando na Romênia na reserva de dragões; George namora Luna, Ginny joga nas Harpias Holyhead e namora Dean Thomas,... E Ron joga no Chudley Cannons e não para com nenhuma namorada. – Ele respirou fundo, preparando-se mentalmente. — Eu acho que Roniquinho ainda é apaixonado por ti. – Revelou sem evitar a careta e Hermione o encarou, incrédula.

— Eu não o amo dessa forma. – Refutou rápido, decidida. — Eu tentei na época, entretanto, eu nunca fui apaixonada por ele. — Revelou um pouco encabulada, pois sabia que sua tentativa tinha sido muito impulsionada pelo desejo de tirar o ruivo que estava agora em sua frente da cabeça. Não foi justo com Ronald.

— Até porque eu sou seu Weasley predileto, não é? – Fred flertou completamente incitado pela declaração anterior dela. George estava correto, ele já tinha errado no passado deixando a bruxa acreditar que não correspondia seu sentimento. Não faria aquilo novamente.

— Convencido. – Hermione tentou esconder o sorriso e terminou seu drink.

Eles conversaram bastante, relembraram vários momentos do passado. Riram. Implicaram um com o outro. Flertaram. Após pagarem a conta, o casal caminhou tranquilamente de volta ao hotel que Fred estava hospedado, fazia uma temperatura amena em Paris que era simplesmente magnífica durante a noite. Existia uma eletricidade entre eles, uma expectativa...

— Hermione. – Fred entrelaçou seus dedos nos dela. — Volta comigo para Londres, por favor? – Pediu parado em frente à entrada do luxuoso hotel, o ruivo sentiu seu coração acelerar... Merlin, ele não queria viver novamente sem o sorriso dela em sua rotina.

— Voltar? – Hermione lhe olhou assustada. — Fred, eu tenho uma ótima vida aqui, eu posso visita-los agora que estou mais tranquila quanto a receptividade de vocês. – Disse sincera, porém seu coração apertou com a possibilidade de ficar distante novamente daquele bruxo. Ela o queria tanto e sabia: não era somente por uma noite... Seu coração encheu-se de incertezas.

— Eu não quero somente algumas raras visitas, Hermione,... Eu quero você na minha vida. – Fred a segurou firme pela cintura, a intensidade que o homem a observava... A mulher sentia-se derreter nos braços dele.

— Por quê? – Perguntou impactada por toda a determinação do ruivo. O passado ainda pesava em seus ombros, contudo as próximas palavras dele poderiam mudar tudo.

— Eu amo você, docinho. — Declarou com um sorriso que chegava até seus olhos. — Sempre foi você, Hermione. – Então Fred Weasley a beijou, como era seu desejo há anos e ela correspondeu imediatamente.

Um beijo persuasivo, as línguas enroscando-se e brigando por domínio, Fred a apertou entre seus braços... Repuxou o lábio inferior da morena e o mordeu levemente. Os corações de ambos batendo fortes e a respiração descompassada. Aquilo tinha sido indescritível.

— Eu te disse, docinho, eu não posso imaginar solta-la. – Fred beijou a testa dela, as bochechas, a ponta do nariz arrebitado e selou seus lábios rapidamente. — Eu te quis tanto e por tanto tempo, todavia eu não me achava o suficiente para uma bruxa perfeita como você... Quando você cedeu à investida de Roniquinho foi como ficar preso num pesadelo... Eu te amo. – Declarou-se, expondo seu lado mais vulnerável. Ela merecia a verdade.

— Você é um tolo, Frederick Weasley. – Rebateu com lágrimas presas entre os cílios. — Eu não queria ser colocada num pedestal eu só sonhava que o garoto que eu gostava retribuísse meu afeto. – Falou deixando uma lágrima descer por sua face. — Então, dessa vez, não me solte. – Hermione ficou nas pontas dos pés e o enlaçou, sua mão acariciando os fios próximos da nuca, roçou seus lábios ao dele e sussurrou seu pedido como uma prece. — Fique comigo aqui na cidade luz, Fred. – Convidou o surpreendendo. — Assuma a filial de Paris da Gemialidades Weasley.

— Céus, Mione! – O homem a beijou brevemente, zonzo. — Morar em Paris? E George? – Fred respirou fundo, organizando todo o atordoamento dentro de si. Sentia-se preso numa tempestade de emoções. Incrível e assustador. — Você me ama? – Desconfiava, mas precisava da confirmação dela. Seu coração só sossegaria quando escutasse aquelas palavras.

— Eu te amo. – Hermione exclamou olhando no fundo dos olhos cor de mel de Fred. — Como poderia não amá-lo? – Foi retórica. — Fomos covardes tempo demais, você não acha? – Indagou com um tom provocativo.

— George vai mata-la, você sabe... E precisaremos ir frequentemente para Londres, porém não há nada que não faria por ti, Srta. Granger. – O ruivo riu e inesperadamente a agarrou girando no ar... Só mais um casal apaixonado em Paris...

Entraram no quarto do empresário ruivo aos tropeços, indiferente aos objetos derrubados ou a bonita decoração. Estavam perdidos em beijos quentes e fugazes, Hermione mordiscou o pescoço de Fred que estremeceu prazerosamente. Eles pararam ao lado da espaçosa cama, o bruxo deixou seu terno cair no chão junto da camisa azul, expondo o abdome definido e uma linha de pelos rubros que faziam um caminho tentador para Hermione que se afastou para apreciar a visão... Por Morgana! Que homem gostoso era aquele?

— Tem uma baba aqui. – Fred proferiu, debochado.

Hermione revirou os olhos, e foi o empurrando até derruba-lo na cama. Com um sorriso longe do tímido, ela despiu sua blusa de seda e rebolou até a calça jeans sair de seu corpo, somente com um conjunto de lingerie vermelha. A bruxa o fitou, provocativa. — Quem está babando agora?

Fred assobiou quando ela subiu na cama e se acomodou em seu colo, ele a puxou para um beijo apaixonado... E nenhum dos dois sabia porque demoraram tantos anos para aquilo... O Weasley sorriu maliciosamente, precisavam compensar o tempo perdido...

Notas finais
N.B.: Compensem o tempo perdido enquanto a beta recupera o fôlego. Adorei! Bjs bjs, Ártemis.