Chuva, Filmes, Bebida e Chuva

5 Comprimidos, café-da-manhã e chuva.


Dor... Such a miserable bitch...

- Del...? — a voz de Linsay ecoava ao longe, expremendo meu cérebro — Acorda, gata...

— Vai se... — murmurei meu palavrão numa parte de um corpo deitado ao meu lado, que identifiquei como sendo de um homem, depois de sentir suas proporções. Cheirava muito bem, mesmo que tivesse um leve odor de álcool...

Álcool...

Dor, de novo...

- Vamos lá, levanta — a merda da voz da Linsay, rouca como nunca, insistia em ser reproduzida na minha cabeça por um alto falante.

— Deixa eu dormir... — reclamei, me aconchegando mais ainda no corpo masculino — Você sabe que eu odeio que me acordem... — não fazia a mínima ideia de como consegui falar tudo isso sem fazer meu crânio estourar.

— Eu sei, mas já passou da uma da tarde e é mais seguro acordar você do que a Ash e a Nat.

Alguém manda ela calar a boca e voltar a dormir? Mas que inferno...

— Finge que eu sou uma delas... — para meu belo mau humor matinal, eu até estava sendo educada com ela.
Pisquei meus olhos algumas vezes, só porque eles estavam ardendo e me deparei com o rosto sereno de um Danny dorminhoco, antes de fechá-los novamente e descansar minha cabeça latejante no peito dele...

Oh, fuck.

Danny. Eu estava dormindo em cima do Danny. Ou pior: não me lembro se "dormi" ou não com o Danny. E como eu torcia para o não.

Coloquei-me apoiada nas mãos, olhando o Danny ainda adormecido, com a boca aberta, embaixo de mim... Sem calças. Instintivamente, cobri meus seios por garantia, mas felizmente eu vestia minha camiseta de ontem. A minha, não a dele. Ponto pra mim.

Olhei para baixo e, com um suspiro de alívio, vi minhas calças vestidas em mim. Oh céus, eu estou vestida.

- Isso! — sussurrei, rouca como Linsay, levantando as mãos fechadas em punhos para o alto, sentindo meu cérebro sendo fatiado por um laser de alta temperatura — Ouch...

— Bom dia — Linsay apareceu de novo, descabelada e com olheiras. Se não estivesse sentindo a dor da minha cabeça se espalhando pelo meu corpo inteiro, eu riria dela — Douguie já acordou e foi à padaria — ela me ajudou a levantar do chão e demorei um momento para me acostumar com a luz e com a nova posição da minha cabeça — comprar algo pro café-da-manhã. Quer me ajudar a arrumar a cozinha para quando os outros acordarem? — até eu entender o sentido de todas aquelas palavras, eu bocejei bem alto e me espreguicei, coçando meu antebraço esquerdo. Movi minha boca algumas vezes e senti o gosto ruim da bebida adormecida.

O alarme que minha neura por higiene bucal tinha começou a piscar na frente dos meus olhos.

— Depois que eu for ao banheiro... — disse ainda sonolenta e coçei minha cabeça, me arrastando lentamente até a porta, por sorte, não muito longe.

Entrei e fiz meu xixi barulhento. Dude, como eu odiava quando o som do meu xixi ecoava pelo ambiente. Era vergonhoso.

Busquei minha bolsa, depois de me limpar e lavar minhas mãos devidamente, para pegar minha escova de dentes, que eu tanto valorizo agora.

A luz na sala parecia estar forte demais e eu desejei profundamente ter um controlador terrestre da intensidade do Sol. Achei minha bolsa preta no sofá fora do lugar e, sem olhá-la direito, achei minha escova facilmente. Tirei a capinha no caminho de volta e quando fui pegar a pasta de dentes da Nat, quase tive um ataque cardíaco. Minha imagem no espelho estava a ponto de quebrá-lo e me vi sem moral nenhuma para falar do estado de Linsay. Ela estava uma perfeita Miss Venezuela comparada a mim.

Os dois semi-círculos cinza arroxeados em baixo dos meus olhos vermelhos faziam parecer com que eu tivesse levado um soco em cada um. Se meu cabelo fosse menor, estaria com um legítmo black power no momento, de tão alto que meus fios estavam. Minha boca seca precisava urgentemente de umidade e eu tinha algumas marcas vermelhas em meu rosto. Nem a Ke$ha consegue um visual mais selvagem que esse.

Sem pensar duas vezes, abri a torneira e enfiei minhas mãos em concha embaixo do jato de água. Joguei no rosto tudo o que pude segurar e esfreguei bem os olhos, para tirar qualquer sujeira. Fiz isso mais algumas vezes, para garantir, e passei as mãos úmidas pelos cabelos, abaixando-os momentâneamente. Antes de começar a escovar os dentes pra valer, fiz um breve bochecho para deixar minha boca molhada.

Até para movimentar minha escova, eu sentia dor. Meus braços doíam, meus dedos e — acredite se quiser — minhas gengivas também.

Sabe, agora eu já não vejo muita graça no pouco que consigo lembrar de ontem à noite, depois da batalha de sabres de luz... Só das bebidas e da chuva...

Ainda estava chovendo. Garoando, na verdade, mas ainda caia água do céu, que aliás estava completamente cinza claro, não deixando evidente nem o contorno das nuvens que se despejavam sobre nós.

Saí do banheiro me sentindo um pouco melhor. Só um pouquinho. Tipo, 5% melhor.

— Bom dia de novo — fui para a cozinha, passando por cima de Danny jogado no chão do começo do corredor e observei Ashley e Tom deitados de bruços no lado oposto a Danny, parecendo... mortos, ela em cima dele, babando.

Esse vai sofrer quando acordar.

— Bom dia, dona ressaca — ela me cumprimentou, oferecendo-me uma cartela de comprimidos para dor de cabeça e um copo d'água. Já podia-se sentir o cheiro delicioso que a cafeteira emanava.

Tomei o comprimido que me fora oferecido, engolindo mais água que o necessário. Estava morrendo de sede.

- Como se você não estivesse... — resmunguei, devolvendo meu copo à pia e colocando os outros comprimidos na prateleira acima — A luz já voltou?

- Não — Lin bufou.

- Então como que a cafeteira tá ligada? — assustei-me. Bruxaria!

- É a bateria — respondeu simplesmente.

Claro, como não pensei nisso antes.

Abri uma das gavetas da cozinha de Natalie e forrei sua enorme mesa redonda com a primeira toalha que achei, para nós tomarmos o café-da-manhã.

Fui colocando a louça em cima da mesa na disposição certa para oito pessoas quando Douguie voltou. Abriu a porta lentamente, sem fazer muito barulho, trazendo alguns sacos plásticos em uma mão. Ele parecia tão acabado quanto nós.

Linsay tirou as sacolas de suas mãos, levando-as para a bancada e retirando alguns produtos de lá — como um enorme saco de pães.

Douguie entrou na cozinha e pude ver alguns pingos em sua camiseta. Ele pareceu procurar por alguma coisa, até que parou o olhar na cafeteira.

- Isso está com um cheiro ótimo — disse ele, baixinho.

Dei uma leve risada, terminando de colocar os talheres na mesa. Aquela atividade até desviou um pouco a dor de cabeça, mas não a dor nas minhas costas.

Ouvi alguns resmungos vindos da porta e, olhando para lá, me deparei com o Danny de boxers e camiseta brancas, com o rosto amassado e coçando a cabeça. Adorável, de um jeito esquisito e que não faz parte dos meus princípios.

Ri baixinho mais uma vez e fui até ele.

- Não, não. Primeira parada é o banheiro — virei-o lentamente, segurando-lhe os ombros, e direcionando-o até o banheiro. Parei com ele na porta e ganhei um bocejo de agradecimento.

- Danny, este é o banheiro — disse como se apresentasse um amigo — Você vai entrar lá, levantar a tampa da privada — ele ainda parecia alheio ao que eu falava — abaixar as boxers e então...

- Delilah, eu ainda sei mijar — disse um tanto rude, mas eu relevei só por que ele estava com sono e de ressaca.

— Entra aí e faça o que tem que fazer que eu procuro suas calças e sua escova de dentes — empurrei-o para dentro e fechei a porta.

Achei um jeans jogado no encosto do sofá de Natalie e realmente fiquei com medo de saber como ela foi parar ali. Revirei os bolsos, tentando achar algo que me provasse que aquela era a calça do Danny e achei uma carteira, dentro dela a habilitação de motorista pertencente ao Jones. Embaixo da calça, tinha uma jaqueta preta que eu lembrei de tê-lo visto usando quando chegou e dentro de um bolso interno havia sua escova azul-escuro, do mesmo modelo que a minha.
Bati levemente na porta, imaginando quão perturbador seria para ele se eu batesse com força, agravando sua dor de cabeça.

Ele abriu a porta com uma expressão mau humorada que foi igualmente devolvida. Coloquei suas calças e sua escova em seu peito um tanto brutalmente e não esperei nem um segundo a mais depois que ele as segurou. Voltei direto para a cozinha e encontrei uma bela cena romântica de Linsay abrindo o pote do queijo branco enquanto dava um selinho em Douguie.

Doce logo pela manhã, eu mereço.

Passei despercebida por eles e me sentei na mesa, já composta por pães, queijo, presunto, requeijão, Nutella, suco de caixinha de manga e de uva, geleia de amora, Gatorade de morango — obrigada por lembrar de mim, Douguie -, sonhos, pães de queijo, bolachas doces e de água e sal, cookies de chocolate — esses também eram para mim, sem dúvidas -, leite frio e achocolatado.

Imaginei quanto ele não deveria ter gastado, mas por outro lado...

Roubei um cookie e fui até a sala. Ashley e Tom estavam acordando e só pela expressão de dor e os gemidos chorosos dele, imaginei que meu palpite estava certo.

— Ah, Tom, me desculpa — Ash sussurrava quase inaudivelmente, passando as mãos levemente pelos ombros do garoto — De verdade, me desculpa — ela recebia gemidos em resposta — Quer que eu faça uma massagem em você? Hein? — mais um gemido abafado — Oh, droga, me desculpa — ela começou a apertar delicadamente os ombros dele, arrancando gemidos mais altos e, se não estiver louca, pude jurar que ouvi um "que gostoso" sair sofrido da garganta dele.

Danny apareceu no corredor com uma aparência um pouco melhor, com os olhos cerrados, provavelmente por causa da luz branca vindo da janela que mostrava — imagine só — mais chuva.

- Vem cá — puxei Danny pelos ombros enquanto ele olhava assustado para a cena do Fletcher com a Oak. Não o culpo: ver Ashley sentada nas costas de Tom, enquanto este está estirado no chão, gemendo loucamente não é o que se chama de uma cena "comum" — Vamos esperar Nina e Harry saírem do quarto e Ashley e Tom se arrumarem para tomarmos café — fui puxando Danny até a cozinha, onde Linsay tirava o bule transparente de dentro da cafeteira e Douguie encontrava-se encostado a parede, perto da janela, olhando para fora.

- O que aconteceu ontem? — Danny sussurrou rouco, assim como todos nós.

— Nós bebemos demais — passei a mão em alguns fios do seu cabelo que permaneciam em pé.

- Isso explica muita coisa... — disse meio zonzo — Você tem algo para dor de cabeça? — pediu de olhos fechados.

Peguei o comprimido no mesmo lugar que o deixei e enchi um copo com água para ele. Entreguei-lhe, fazendo Danny abrir os olhos.
- Obrigado
.
Quando ele acabou com a água de seu copo, enchi o mesmo de novo e bebi eu mesma. Ainda estava com sede e provavelmente eu teria que lavar a louça, então quanto menos itens sujos, melhor.

- Por que eu estava sem calças? — foi meio cômico o jeito que ele perguntou, mas o máximo que fiz foi dar um sorriso singelo.

Danny encostou-se na bancada e jogou a cabeça para trás.

- Não faço a mínima ideia.

- Ah, minha cabeça vai explodir — clichê.

- Daqui a pouco melhora — passei as mãos em suas bochechas, acompanhando quando ele abaixou a cabeça de novo e me olhou de um jeito esquisito. De um jeito esquisito, anormal e incomum que eu prefiri ignorar.

- Responde uma coisa — sua voz estava menos rouca — A gente não...?

- Esperava que você me respondesse — olhei para baixo, envergonhada — Eu acordei vestida, pelo menos.

- Isso é um bom sinal... Ou um mal sinal. Depende do ponto de vista... — sem que eu percebesse, estava encaixada entre suas pernas.

- Bom sinal, definitivamente.

- Aham... — e virou a cabeça para trás de novo.

Eu achava isso meio estúpido as vezes, mas eu gostava de cuidar do Danny... E dos outros, de todos na casa, mas ele normalmente era o que precisava de mais atenção. Um enorme bebezão que precisava de cuidados a todo o instante.

- Bom dia, meus amores — Nat apareceu na cozinha, radiante como sempre, e me beijou a bochecha — Que cheiro bom de café. Acho que vou embebedar vocês mais vezes aqui em casa, se no dia seguinte eu acordar com café pronto — ela estava feliz e arrumada demais...

Olha o que uma boa noite de sexo e uma suíte não fazem com uma garota.

— O que é aquela sessão de exorcismo que a Ash está fazendo no Tom? — Harry apareceu logo em seguida na cozinha, tão alegre e apresentável quanto Nat, provando minha teoria do sexo e da suíte.

- Ashley dormiu em cima do Tom — falei, saindo do meio das pernas de Danny, encostando na bancada, ao seu lado, e vendo Nat tomar um comprimido, entregando um para Harry logo em seguida.

— Ouch — ele disse antes de beber o copo de água.

- Esses dois tiveram uma noite muito boa — Danny disse no meu ouvido baixo o suficiente para que só eu o ouvisse.

Respondi, depois de um risinho:

- Você ainda não viu a Linsay e o Douguie — apontei com a cabeça para a mesa, mais afastada, onde Douguie e Linsay estavam sentados um ao lado do outro.

- Mas, como, se eles estavam na sala e nós também? Quero dizer, eu não ouvi nem vi... Nada
.
— Tão misterioso quanto como você acordou sem calças... Estamos falando de Linsay: ela já fez um menage. Não duvido de mais nada — levantei os ombros uma vez e coloquei as mãos nos bolsos.

Calma: eu me lembrei! Lembrei de uma parte do jogo!

- Wow, me lembrei de algumas coisas!

— Pistas sobre como minhas calças sairam do meu corpo? — ele colocou um braço em volta da minha cintura e nos tirou do balcão, me levando para a mesa do café. Natalie e Harry já estavam juntos de Linsay e Douguie e podia-se ouvir Tom vindo atrás de nós, com Ashley a lhe apertar.

- Esse é um mistério que temo não poder resolver, Mr. Jones — usei meu melhor tom de Sherlock Holmes e Danny sorriu para mim, involuntariamente, me fazendo sorrir de volta.

Sentamo-nos lado a lado também, e logo Ashley e Tom juntaram-se a nós, sentando a minha frente.

Comi muito bem, obrigada. Comecei com um pouco de café e passei para os pães de queijo, incrivelmente ainda quentes. Comi meio pão francês com requejão e dividi minha — oficialmente minha depois que Douguie confirmou que só comprou por minha causa — Gatorade de morango com Danny e Tom. Aliás, enquanto comia, tive que ajudar Danny, como se ele tivesse três anos de idade e eu fosse sua mãe, fazendo todos rirem — não tanto como na noite passada. Ele sujou todo o rosto com o creme dos sonhos e eu tive que limpá-lo, ouvindo Harry dizer para eu passar a língua numa sujeirinha perto da boca do Danny.

— Assim? — disse com a língua para fora, ameaçando realmente lamber a bochecha do Jones, que se afastava de mim como se eu fosse uma louca. E com razão.

— Isso, Del. Sempre soube que você sabia lidar muito bem com sua língua — Harry respondeu, me fazendo rir.

- Gente, que nojo! Nós acabamos de acordar, estamos comendo e vocês falando dessas coisas! — Ashley ralhou conosco.

- Harry começou — dei de ombros e voltei a passar o gardanapo nos lábios de Danny, mordendo uma bolacha de chocolate que fora mergulhada no pote de Nutella.

— Aí, você se sujou também — Danny apontou para mim quando mudei para sua bochecha direita.

- Depois eu me viro — nem ao menos estava sentindo algo sujo no meu rosto.

- Não, vem cá. Deixa que eu tiro — Danny puxou meu queixo e...

Beijou-me.

Fiquei estática no mesmo instante, com os olhos arregalados — que só fecharam quando senti os lábios dele tocarem os meus — e parada segurando o guardanapo do Danny. Este que me olhava reprimindo um sorriso, com seus olhos tão perto...

E todos agiram como se nada fosse, continuando a comer e conversar.

- Certo... — disse antes de me voltar ao pacote de Waffers de chocolate.

Nada mudou depois disso. Quero dizer, nada pareceu mudar. Danny ainda me roubava beijos e depois da quinta vez desisti de impedir ou me surpreender; Nat e Harry continuavam a brincar românticamente; Ashley cobria Tom na sua bolha de preocupação, o poupando de praticamente qualquer movimento e Linsay e Douguie conversavam animadamente sobre qualquer coisa, mas sempre evitávamos comentar qualquer coisa que lembrássemos da noite passada. Ninguém estava pronto ainda.

— E agora, o que a gente faz? — Harry continuou com seu bordão — São quase cinco horas da tarde, não parou de chover um minuto e a luz ainda não voltou — ele apertou o interruptor, mas a única onda que este liberou foi uma sonora.

— Liga na portaria e pergunta o que aconteceu, Nat — sugeri porque eu ligo para a portaria do meu prédio pra qualquer coisa.

— Certo — ela foi até o interfone e o tirou do gancho, apertando uma única tecla e começou a falar.

Ashley sentou-se no sofá com a cabeça de Tom deitada em seu colo.

Nas duas últimas horas, nós arrumamos a casa de Natalie, que definitivamente estava um caos. Eu e Ashley ficamos com a cozinha, os garotos colocaram os móveis da sala — com uma pequena participação de Tom, já que Ash o mandou não fazer esforço. No fim sobrou pro Harry, por que Danny e Douguie são as pessoas mais preguiçosas que eu conheço, depois de mim mesma, e ficaram enrolando o pobre coitado. Mesmo reclamando, Harry fez os dois ajudarem e, como eu sempre digo: melhor fazer do que reclamar; eles podem fazer corpo mole, mas são muito prestativos quando querem (ou são obrigados).

Linsay e Natalie foram arrumar o quarto desta e imaginei que ele estivesse tão bagunçado quanto o resto do apartamento, mesmo que só ela e Harry tenham dormido lá.

- E aí? — Lin perguntou quando Natalie desligou, atraindo nossa atenção toda a ela.

- Parece que uma árvore caiu na fiação elétrica principal e metade do bairro está sem luz.

- Que maravilha! — minha ironia finalmente despertou — Quantos meses vamos ter que ficar sem luz?

— O porteiro disse que não tem previsão.

- Olha, foi uma ótima noite, mas não dá pra gente ficar enchendo a cara por causa da falta de luz — Ashley disse.

- Não? — Douguie perguntou incrédulo, fazendo cena.

- TÉÉÉÉÉÉÉÉÉDIO — Tom gemeu do sofá, ainda com o rosto escondido em uma das pernas de Ash.

Notas finais
Ain, gente, tá acabando! T_T Mas obrigada mesmo pelo incentivo, vocês não têm IDEIA de como eu fico feliz com os reviews de vocês! Muito, muito obrigada!