Chosen By Worlds
2 O Leão, As Feiticeiras e O Closet...
Notas iniciais
AVISO IMPORTANTE LÁ EMBAIXO... (PELO MENOS PRA MIM...)
Pov\\'s Laura...
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Anteriormente em Chosen By Worlds...
Faziam exatamente dois meses que eu estava no internato St. Jordan. Era uma escola super legal, tinha as atividades diárias, os fins de semana era livres... Estava tudo normal, até que decidimos dar uma de criança, e brincar de pique esconde.
- Lúcia... Você conta! — gritou Pedro.
Corremos pelo local, e acabamos entrando na floresta. Nos embrenhamos um pouco mais. Eu me escondi atrás de uma árvore grande. Ouvi quando Lúcia veio correndo atrás de nós. Fui dando passos para trás, e então bati em uma coisa peluda e grande... Muito grande. Olhei para cima, e tinha um focinho em meu nariz.
Dei um grito, o grito mais alto que eu conseguir, reunindo o pouco fôlego que eu tinha. Um leão enorme estava parado, agora na minha frente...
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Ouvi passos rápidos vindo em minha direção. O leão tinha olhos inteligentes, e continuava me encarando, olhando de cima abaixo... Pedro chegou e colocou as mãos em meus ombros. Como eu sabia que era ele? Bom, eu apenas sabia...
- O que houve Laura? Você está bem? — perguntou, me abraçando. Inexplicavelmente, apesar de ter um leão simplesmente GIGANTE na minha frente, eu me senti mais calma.
- Considerando esse leão imenso que está na minha frente, não... Pensei que só existissem na África ou em lugares assim...
- Que leão? — ele perguntou, confuso, enquanto mais passos seguiam o dele.
- Você não está vendo? — perguntei afobada.
- Pra falar a verdade não... — ele respondeu.
- Não está vendo o que? — perguntou Susana.
- O leão! — eu respondi, me irritando... Será que eu estava louca?
- Que leão?! — perguntou Edmundo, exasperado, e olhando para todos os lados.
- Ele era grande? — perguntou Lúcia por sua vez.
- Ele não era! Ele está aqui! — eu respondi.
- Você tem certeza de que está bem? — perguntou Pedro.
- Tenho! Como não conseguem ver um bicho desse tamanho? — eu disse, confusa.
- Onde ele está? — perguntou Edmundo.
- Ali... Em cima daquela... Colina. — eu respondi... O leão tinha sumido.
- Uai! Sumiu... — eu olhei para todos os lados, em busca de alguma pista, alguma pegada do leão imenso. Para se ter uma idéia... Era mais ou menos do tamanho de um trailer...
- Acho que você deve ter batido a cabeça... — retrucou Susana, dando de ombros.
- É... Deve ter sido. — eu cedi, mas não esqueci o que havia acontecido.
Aquele leão emanava poder. Voltamos para os jardins, e Susana, Lúcia, Pedro e Edmundo sentaram-se nos bancos de mármore (praticamente tudo na escola era de mármore) que rodeavam as fontes. Edmundo me puxou pro lado dele, e colocou o braço em meus ombros, me encarou preocupado. Fiquei uns minutos pensando em como voltar aquela clareira sozinha. Desamarrei a fita do meu cabelo, e a guardei no bolso, então me levantei de um salto. Todos me encararam.
- Deixei minha fita cair...! Vou procurá-la... Já volto. — eu disse, ameaçando sair.
- Eu vou com você... — ofereceram-se Pedro e Edmundo ao mesmo tempo. Olharam-se, e sorriram. Ambos sabiam como eu odiava perder algo.
- Não, obrigada... Eu prefiro ir sozinha, tenho que pensar... Dar uma caminhada ajuda.
- E qual é a diferença de ir sozinha e ir com alguém? — perguntou Lúcia, mas eu entrei pela floresta antes de ela terminar a frase.
Encontrar a clareira não foi tão fácil, devido ao fato de eu ter corrido meio sem rumo mais cedo. Depois de uns vinte minutos de procura, eu encontrei. O leão estava parado no mesmo lugar onde eu o havia visto mais cedo, com a pequena diferença de dessa vez ele estar deitado.
- Tá... Eu não sei o que está havendo, mas... Por que só eu consigo te ver? — perguntei, e depois me senti ridicula por estar conversando com um leão.
- Olá Laura... — o leão me cumprimentou...
Espera... Um leão me cumprimentou??????
Agora sim nada mais faz sentido. Eu arfei de surpresa, e dei um pequeno muxoxo de descrensa, e em seguida um berro.
- Você... Você FALOU comigo?! — gritei.
- Sim... Estava te esperando... Na verdade nós estávamos lhe esperando, e você poderá nos ajudar.
- Ok... Primeiro me explique, ajudar a quem, e quem é você? — sugeri.
- Claro... Bom... Sou Aslam, de Nárnia. Seus amigos, Pedro, Susana, Lúcia e Edmundo são reis de Nárnia, e... — ele me contou a história toda, desde que a feiticeira assumiu, até Caspian, e como ele se tornou o atual governante, e sobre a viagem dos fidalgos... A voz de Aslam era melodiosa e grave, séria e bonita, e muito, muito imponente.
- Então... O que eu tenho que fazer para ajudar? — perguntei. Havia me condoido com o esforço que essa gente e esse povo havia feito para finalmente obter paz e liberdade.
Eu sou uma pessoa muito sensivel, e tenho um coração de manteiga, apesar de determinada, e teimosa.
- Leve-os até a fonte a direita do pátio. Será dia de Lua Azul, um dia muito especial. Às 12h em ponto, quando a lua estiver alta, um portal de abrirá para Nárnia...
- Ok... Obrigada Aslam... Prometo que farei o possível para ajudar. — respondi, e lhe dei um abraço. Seu pelo era incrivelmente macio e sedoso. Ele riu, uma risada bonita e profunda.
- Obrigada criança... Você será muito importante para decidir o destino de Nárnia... Laura Marie Cohen Stewart... Pode ir, acho que já tomei demais o seu tempo, e seus amigos devem estar preocupados.
Assenti, e tomei o caminho de volta. Susana, Pedro, Edmundo e Lúcia já não estavam mais na fonte. Me direcionei ao meu quarto, e Susana estava em pé, encarando o closet, com o semblante pensativo. Eu bati levemente na porta, e ela se virou para me encarar. A expressão foi substituida por uma expressão de surpresa.
- LAURA!!! — ela gritou. — Onde você ESTAVA?
- Eu estava... Procurando a minha fita, e depois eu fui... — encontrei um pacote vazio de Doritos ao lado da porta, e o peguei rapidamente, empurrando-o para o lado do meu pé. — Na lanchonete, e agora estou aqui...
- Você ficou fora durante 4 HORAS! — ela estava quase tendo um treco.
- Calma Suzzie... Eu to bem... — respondi.
Ela pareceu se acalmar, e depois suspirou. Esticou os braços, e envergou as costas, se espreguiçando (se escreve assim?) e depois voltou a me encarar.
- Bom... Vamos, temos que encontrar Pedro, ele estava doido atrás de você...
- Ah é? — fiquei animada. O que estava havendo comigo?
- É... Na verdade, todos estavam. — ela disse, constrangida. — Vamos logo...
---- Na noite seguinte... ----
- Susana... — sussurrei. — Susanaa!
Ela resmungou, sonolenta, e depois virou de lado, voltando a dormir como um anjo... É, um anjo de chifrinhos, que demora HORAS para acordar.
- SUSANAA! — gritei.
- Me deixa... — ela resmungou. — Que horas são?
- 11horas e 48minutos... — respondi, nervosa. O tempo estava passando. Tinhamos que estar na fonte exatamente às 12horas...
- Por que diabos você está me acordando agora?
- Temos que ir... Nárnia... Precisa de vocês... — respondi. Usei a vantagem de que ela estava grogue, e demoraria pelo menos uns 30minutos para raciocinar, e perceber que eu sei sobre isso, então.
- Nánia! Ok... Vou indo, vá acordar os rapazes. — ela disse. — Eu vou acordar Lúcia.
- Tá... É pra dizer que você teve esse sonho sobre Nárnia? — perguntei.
- Sim... Diga sobre... Que sonho?
- O sonho que você acabou de me contar.
- Aaah... É mesmo... Diga a eles — ela respondeu... Como era fácil manipular pessoas sonolentas...
Fui até o quarto dos meninos, e bati repetidamente na porta, até um Pedro sonolento, com o rosto marcado das dobras do travesseiro, e o cabelo loiro todo bagunçado.
- Oi Laurinha... — ele cumprimentou-me. — O que quer tão tarde da noite?
- Oi Pedro... — dei um abraço nele, e depois em Eddie, que tinha surgido ao seu lado. — Eddie... Preciso de vocês, agora... — eu disse.
- Ok. — responderam prontamente. — Só vamos trocar de roupa.
Fecharam a porta, e eu me escorei na parede do corredor. Eles apareceram dois minutos depois, devidamente vestidos.
- Vamos? – perguntei.
- Aham… — responderam eles, em uníssono.
Corremos para o meu quarto e o de Susana, e encontramo-na com Lúcia à porta. Elas nos acompanharam para fora do prédio do colégio, e chegamos a fonte do lado direito.
- O que foi? O que está havendo? – perguntou Lúcia, confusa.
- Um minuto... – sussurrei. – Cinco, quatro, três, dois...
A água se partiu em dois, caindo pelos lados de uma espécie de moldura. Dentro dela se via campos verdejantes, florestas, e água cristalina. Ruínas de um castelo estavam no alto de uma colina, e pareciam preservadas, e em um canto bem distante, para o norte, e escondido, um castelo branco, névoa em volta dele, e luzes nas janelas. Bati o olho e vi, não sei porque, mas me chamou a atenção. Estava entre uma cascata, e uma montanha tão alta que o pico estava coberto de gelo. Os primeiros 300 metros em volta do castelo também estavam cobertos de gelo. Vi os olhos dos quatro se arregalarem.
- Venham... – eu murmurei, colocando um pé pra dentro do portal. – Não tenham medo, ordens do próprio Aslam. – me diverti ao ver a boca de todos se abrir com um estalo.
E então me joguei lá dentro. Meu pouso foi suave, já que eu caí dentro d’água. Nadei para o raso, enquanto ouvia os BUMS dos outros caindo na água. Me joguei na areia, olhando para o céu estrelado, depois para as pedras ao lado, e vi uma mochila vermelha, uma laranja, uma azul, uma verde e uma amarela. Não entendi nada, mas fui pegá-las. Estavam repletas de comida, uma barraca a um canto, sacos de dormir e travesseiros, assim como toalhas.
- Como... Como... Como... – começou Edmundo, e eu ri da frase enrolada.
- Sei sobre Nárnia? Aslam... O nome daquele leão... Enfim, ele me contou tudo sobre Nárnia, desde que a feiticeira assumiu, até o reinado de Caspian, e disse também que teríamos que ajudar a salvar Nárnia... De novo.
- Mas... Ele disse que não voltaríamos... Que estávamos grandes demais para voltarmos... – objetou Susana.
- Bom... Aí ele se explicara mais tarde, a única coisa que ele me disse é que Nárnia precisa de nós. Vamos dormir nas ruínas... – entreguei uma bolsa a cada um, e subimos a “montanha”/”colina” lentamente. Quando finalmente chegamos lá em cima, estávamos horríveis, cheios de terra, molhados, cansados, com olheiras, e sujos.
- Vamos pegar roupas limpas e secas... – disse Edmundo.
Lúcia, Susana e ele foram em direção a uma caverna, tampada por uma pedra. Uma das entradas para o antigo porão imagino eu. Eu fui procurar um rio. O encontrei facilmente, pelo barulho que fazia. As meninas me entregaram um lindo vestido cor de creme, em estilo medieval, e eu fui tomar banho no riacho. Elas me acompanharam, e depois de vestidas, e limpas, nós comemos. Eu estava com um vestido cor de creme, a manga era longa e em camadas, o vestido era longo, e tampava o sapato estilo gladiador que eu usava, tinha trançados de fios de ouro nas mangas, e dos lados do corpo até o quadril, e um detalhe no meio da gola. O vestido de Susana era verde, e tinha uma parte preta por dentro, tinha detalhes dourados até a barra, onde separava verde/preto, fios prendiam uma parte na outra, e duas faixas douradas nas mangas. Já Lúcia estava usando um vestido azul bem clarinho, quase branco, trançado de preto nas mangas, com detalhes em preto na gola e no quadril.
Roupa Susana: http://www.polyvore.com/susana_narnia/set?id=38275966
Roupa Lúcia: http://www.polyvore.com/lucia_narnia/set?id=38276314
Roupa Laura: http://www.polyvore.com/laura_narnia/set?id=38274836
- Estão bonitas... – comentou Pedro.
- É... Obrigada. – respondeu Lúcia por todas nós.
- Então... O que faremos amanhã? – perguntei.
- Vamos ao reino, falar com Caspian sobre esse tal problema... – respondeu Edmundo, que provavelmente havia discutido isso com Pedro enquanto nos lavávamos.
- Ah... Então vamos logo dormir, que amanhã teremos um longo dia... – repreendeu-nos Lúcia.
- Ok... Mamãe... – brincou Edmundo, e todos rimos.
Os meninos tinham montado a barraca, colocamos os sacos de dormir dentro dela, e em segundos eu estava ressonando.
Pov’s Edmundo...
Eu me levantei cedo na manhã seguinte, e como não tinha mais ninguém acordado, eu saí da barraca e fui explorar. Andei alguns minutos, e ouvi um barulho de galho se quebrando atrás de mim. Me virei imediatamente, mas não tinha nada. Mais um barulho ao meu lado, me virei novamente não havia nada. Se seguiu assim, até que em um momento de distração havia uma faca em meu pescoço.
- Me diga somente o seu nome, e o que quer aqui... – disse uma voz melodiosa, bonita e feminina em meu ouvido.
- Desculpe senhorita... Mas se pudesse me soltar eu agradeceria...
A menina deve ter pensado no fato de ela ter vantagem, já que eu estava desarmado, e acabou me largando. Pegou um arco, e o segurou na mão. Eu tinha a leve impressão de que ela o armaria antes que eu pudesse das dois passos.
- Então... Responda... – ela me cobrou.
- Sou Edmundo Pevensie... E vim falar com Caspian... – respondi inocentemente, e pomposo.
- Oh! – ela murmurou, então me encarou, mirando meu rosto detalhadamente. – Majestade! Me perdoe... Não sabia que era você, e atualmente nosso reino tem estado em alerta... – ela se ajoelhou.
- Não se preocupe com isso... Levante-se.
Ela me obedeceu, e guardou a faca em um cinto que havia ao lado do corpo. Usava um bonito vestido marrom, com detalhes em branco, e dourado, e o capuz estava levantado, de modo que não conseguia ver seu cabelo, e seu rosto estava obscurecido.
- Como é o seu nome? – perguntei.
- Tem certeza de que quer ouvir? É meio grande...
- Tenho... Você pode resumir... – sorri.
Ela sorriu, e os olhos azuis brilharam. Sim, eram tão azuis que eu podia vê-los apesar do capuz.
- Eliza Helena Katherine Belacqua...
- É um lindo nome... – respondi, e ela corou.
- Obrigada... – retirou cuidadosamente o capuz, revelando bonitos cabelos loiros, os olhos incrivelmente azuis, ainda mais do que eu suspeitava, tinha um rosto angelical, boca rosada e cheia, redonda, tinha um corpo definido, e cheio de curvas. – É um prazer majestade...
Roupa Eliza: http://www.polyvore.com/eliza_narnia/set?id=38275268
- Igualmente. – respondi, e essa foi a minha vez de corar. – Então... O Castelo de Caspian continua no mesmo lugar?
- Bem... Mais ou menos... Terei prazer em levá-lo lá se assim desejar... – respondeu ela. Eu sorri.
- Claro... Seria ótimo. Mas como me reconheceu? Eu poderia ser qualquer outra pessoa... – estava genuinamente curioso.
- Eu sei toda a história de vocês, e possuo algumas pinturas. Meus descendentes lutaram junto com o rei Pedro contra a Feiticeira Branca.
- Uou! Interessante. Venha, preciso ver se meus irmão já acordaram. — ela me acompanhou até a clareira onde estavam, agora despertos, Pedro, Susana, Laura e Lúcia.
Continua...
Notas finais
Ate a proxima, bjuuus Juh...
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