Choram as Rosas
10 Seja bem-vindo ao mundo dos bakas Max!
Notas iniciais
Capitulo 10
Seja bem-vindo ao mundo dos bakas Max!
May não aguenta mais as discussões dos dois e pelo que percebe o motorista também não.
LUNA: Seu estupido!
DAISUKE: Sua riquinha mimada metida a besta! IGNORANTE!
LUNA: ORA SEU…!
MAY: CHEGA! Calem a boca que merda! Vamos fazer assim. Quem conseguir ficar em silêncio até nós chegarmos à casa do Drew ganha o que quiser? Certo? – os dois sorriram marotos e resolveram aceitar a proposta de May.
Quando estavam bem perto da casa dele e May suspirou aliviada, mas seu sossego não durou muito.
LUNA: Chega! Não aguento mais esse imbecíl me olhando! Desisto da aposta.
DAISUKE: GANHEEEEI! – ele ficou com os olhos brilhantes e sorriu maliciosamente para a morena de olhos safiras.
MAY: Na verdade, ninguém ganhou, pois o combinado foi que nós chegássemos a casa do Drew e só DEPOIS um de vocês poderia falar, mas já que os dois falaram antes…
A morena deixou a frase no ar.
DAISUKE: INJUSTIÇA!
LUNA: Eu pela primeira vez tenho que concordar com o boboca destruidor de vestidos brancos vindos da Itália.
DAISUKE: Só espero que não vire mania em?! – sorriu malicioso.
LUNA: Idiota! Ainda nem acredito que concordei com você. Retiro o que eu disse – falou fazendo bico.
DAISUKE: Não me interessa agora você já falou! Não pode retirar.
LUNA: Posso sim!
May recostou-se atrás no banco e suspirou fundo.
“Não será nem um pouco fácil conviver com esses dois de baixo do mesmo teto” – ela respirando fundo, tentou pensar em qualquer outra coisa, mas seu pensamento sempre voltava para Drew. A mesma não pode deixar de sorrir com esse pensamento.
Longe daquele taxi, Max caminhava distraído pelas ruas. Estava com raiva de May, mas ao mesmo tempo queria entender a irmã, mas isso parecia impossível. Como ela ficava assim por alguém? Ele jamais sentiu nada parecido e duvidava que um dia fosse sentir, afinal, esse sentimento era idiota e apenas os bakas sentiam esse amor tão profundo por alguém.
Max estava tão distraído, que nem percebe que acaba esbarrando em alguém. O mesmo olha para frente e pensa estar vendo uma bonequinha. “Ela não pode ser real, nenhum ser humano tem o poder de ser assim tão linda”. A única coisa que faltava nela eram as asas, para o mesmo ter certeza de que ela era um anjo.
Ele levantou num pulo e estendeu a mão para a bela garota que estava entre os próprios joelhos, por causa do tombo.
MAX: Desculpa… e-eu… est-tava di-dis-distraído e a-acabei nem t-te v-vendo, desculpa – ele corou de imediato. Nunca antes gaguejara e não entendia o motivo disso agora.
GAROTA: Não foi nada – ela sorriu, o que a fez ficar ainda mais bela – você sempre gagueja assim ou é impressão minha? – ela riu meiga e aceitou a mão dele, enquanto com a outra, ainda segurava um coelhinho de pano. Um choque elétrico passou pelo corpo de Max assim que a tocou.
MAX: Ah! Não, não… é que eu ainda estou me recuperando do choque.
GAROTA: Que choque? – ela perguntou curiosa.
MAX: O de ter derrubado um anjo – ele sorriu para ela que corou de imediato, retribuindo o sorriso, mesmo ainda estando muito corada.
Vê-la corando foi a mesma coisa que ver o paraíso para Max, que ficou com um sorriso bobo.
GAROTA: Qual seu nome garoto galanteador?
MAX: Meu nome é Max princesa, e o seu?
GAROTA: Sou Midori. Você, por favor, poderia parar de me elogiar?
MAX: Por que Mi-chan?
MIDORI: Porque você está começando a me irritar.
MAX: Ver você com raiva é a mesma coisa que ver o paraíso para mim Mi-chan.
MIDORI: Para de me chamar de Mi-chan!
MAX: Mas você combina tanto com Mi-chan! – falou galanteador.
MIDORI: Mas eu não gostei de você!
MAX: Para seu azar eu gostei de você. Isso é um problema, pois aprendi com um amigo que nunca devemos desistir – “nunca pensei que eu diria que aprendi algo com Ash” pensou estranhando o significado da frase.
MIDORI: Mas eu também sei ser teimosa sabia garoto chato?
???: Midori! Pare de falar assim com o Max!
MAX: Soledad?
MIDORI: Mana?
SOLEDAD: Oi Max! – ela abre os braços e Max lhe abraça bem forte. O mesmo sentiu saudades da amiga.
MAX: Quanto tempo Soledad! Nunca pensei que você tivesse uma irmã!
SOLEDAD: Achei que já tivesse conversado com vocês sobre Midori. Isso não importa. Como as coisas estão Max?
MAX: Muuuuuuuito mal.
SOLEDAD: Por quê?
MAX: A May e o Drew estão namorando – falou emburrado.
SOLEDAD: Eu sabia que isso ia acabar acontecendo mais cedo ou mais tarde – ela falou sorrindo.
MIDORI: Quem?
MAX: Minha irmã e uma gosma ambulante.
MIDORI: Sua irmã namora uma gosma ambulante? – perguntou achando graça do garoto e rindo sem parar.
MAX: Infelizmente Mi-chan, infelizmente.
SOLEDAD: Que intimidade é essa com a minha irmã Sr. Max? – ela perguntou, fingindo estar irritada.
MAX: Erm… — ele ficou nervoso e uma gota de suor começou a escorrer por sua face.
Soledad começou a rir e ele soltou um sorriso forçado, Midori não conseguiu deixar de rir com a situação.
MAX: Você é má Soledad – falou emburrado, fazendo as duas irmãs rirem ainda mais.
SOLEDAD: Desculpe Max, mas não pude deixar de zoar com os dois. Vocês não se importam de ficar um pouco sozinhos não é mesmo? Eu preciso resolver umas coisas e não gostaria de deixar Mi-chan sozinha. Você se importaria de ficar com ela e deixá-la no CP às seis horas Max?
MAX: Claro que não Soledad! Com o maior prazer!
Midori fechou a cara, mas resolveu não discutir com a irmã. Sempre perdia quando ambas discutiam.
Soledad deu um beijo na irmã e despediu-se de Max com um abraço apertado.
Quando não Soledad não podia mais ser vista, Max olhou para o belo anjo de olhos violeta ao seu lado.
MAX: Quer ir ao cinema?
MIDORI: Ver que filme? – ela perguntou um pouco desconfiada dele.
MAX: Sei lá um de comédia qualquer – ele deu de ombros.
Percebendo que ele não queria nada com ela, a garota abriu um lindo sorriso e aceitou. Por um momento Max perdeu-se nos lindos olhos e no sorriso luminoso de sua linda Mi-chan… sua não, de Soledad.
MAX: Vamos – disse pegando na mão dela enquanto a puxava animado para o cinema. A rosada apenas sorriu e o acompanhou como pode.
Eles ficaram assistindo ao filme mais engraçado que acharam “Se meu apartamento falasse” tinha bastante romance, mas ao mesmo tempo não deixaram de dar boas gargalhadas com o filme.
Quando saíram do cinema, ambos conversavam animadamente sobre o filme.
MAX: Você viu a cara de taxo que ele fez quando descobriu que a amante do presidente era a mulher que ele amava?
MIDORI: Muito engraçada! Quase chorei de tanto rir Max!
Ambos riram juntos e foram ao CP. Afinal, tinham apenas meia hora até Soledad chegar.
No meio do caminho, Max tentou pegar na mão de Midori, mas a mesmo não permitiu, soltando-se assim que ele a tocou.
MIDORI: Olhe Max! Já chegamos! – ela falou sorrindo docemente, enquanto começava a correr. Mas sorriu para ela e correu junto da mesma. Dessa vez foi Midori quem pegou na mão de Max e os dois correram de mãos dadas até o CP.
Eles ficaram no jardim até que perceberam Soledad se aproximando. Max não gostou muito, mas suspirou. Foram as horas mais divertidas e estranhas de sua vida.
Ele levantou-se do banco e foi até uma árvore de Sakuras, de onde tirou uma linda flor de cerejeira.
MIDORI: Já vai Max?
MAX: Vou sim Mi-chan, mas nem se preocupe. Vemos-nos amanhã. Garanto-te que nem ao menos sentirá minha falta – ele sorriu convencido e ela estava pronta para retrucar enraivecia, quando ele coloca a flor que pegou na boca dela – até amanhã princesa.
Ele soltou a flor nas mãos dela e saiu dali.
Soledad chegou poucos minutos depois e olhou preocupada para a irmã que encarava o horizonte completamente, corada.
SOLEDAD: Já está apaixonada maninha? – perguntou rindo.
MIDORI: Deixe-me em paz Sol! – ela saiu bufando, mas as palavras da irmã sempre voltavam para sua mente.
“Será? Não… nunca irei me apaixonar por alguém como ele” – ela deu de ombros e foi tomar um banho bem longo e relaxante.
Já perto da casa de Drew, Max ainda não havia conseguido tirar a bela garota da cabeça. Pensou na flor que deu a ela… “estou passando tempo demais com o Drew” pensou rindo.
Seu coração palpitava e ele finalmente parecia estar entendendo a sua irmã e o amor incondicional dela ao Drew. Quase podia ouvir a voz de May em sua cabeça… “Bem-vindo ao mundo dos bakas apaixonados maninho”. Franziu o senho com esse pensamento. Não estava apaixonado por ela… ou ao menos era isso que ele imaginava.
Continua…
CONVERSA ENTRE FERNANDA E MAX ...
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