Choose your words! - a Swan Queen challenge
3 Zumbi – machado – pinto – mitologia – observatorio
Notas iniciais

– Maãe!! Pega o machado! – Henry tentava ensinar a loira – O machado!!
– To tentando!
Emma apertava os botões do controle num ritmo frenético. O garoto, com muito menos estardalhaço, tinha muito mais resultado no jogo.
– Você nunca jogou vídeo game né? – ele brincou.
– Nooops...
Os dois riram. Toda vez que seu personagem tinha mudar de direção a loira pendia seu cabeça para o mesmo lado, como se aquele gesto fosse de alguma forma ajudar no desempenho virtual. Henry achava aquilo particularmente engraçado. Tirando o fato da mãe estar quase quebrando seu controle.
– Venham jantar...!! Já está pronto! – a voz da prefeita se fez presente, vinda do andar de baixo.
Sem tirar os olhos da tela, Emma gritou de volta:
– Amor, agora não dá! Só mais uns minutinhos... – a loira fez uma comemoração entusiasmada quando conseguiu acertar um movimento e partir um inimigo ao meio – Estamos... Ocupados.
Não houve resposta do outro lado. Emma sabia que sua frase poderia (Não! Com certeza) ter desagradado à mulher e que em breve ela sofreria as conseqüências dessa atitude. Mas agora estava ocupada demais para pensar nisso. Estavam quase passando de fase. Na verdade, Henry estava quase passando de fase. O personagem de Emma era um guerreiro frenético, de fundo de cenário, que ficava agitando a espada e dando golpes no ar por toda a tela. Regina apareceu no vão da porta. Ela encarou a cena à frente com uma sobrancelha erguida. Emma parecia uma criança sem controle. Seu personagem, refletia muito bem a loira real.
– Posso saber o que diabos é mais importante do que o jantar? – perguntou de braços cruzados.
Emma respondeu, sem coragem de dirigir o olhar à esposa.
– Estamos matando... Zumbis.
Regina deu uma boa olhada na TV.
– São guerrilheiros, Ms Swan... – disse, balançando a cabeça inconformada.
– Sério? – a xerife forçou a vista — Parecem zumbis pra mim...
– Acho que não os acertaria nem se fossem... Onde arrumou esse jogo Henry? – ela franziu a testa.
– Ah qual é Regina... Zumbi é mitologia. É cultura.
Regina riu, sarcástica.
– Ah é? Sério, Ms Swan? Primeiro, pela segunda vez já, eles não são zumbis, e segundo... Não, zumbi não é mitologia... Loira... – essa parte ela sussurrou para si mesma, mas Henry conseguiu ouvir.
O menino riu. Regina ainda esperou por mais algum tempo. Sem paciência, e já com fome, ela se aproximou e tomou o controle das mãos da loira sentando-se ao lado do filho.
– Heey! – Emma protestou.
E com mais cinco minutos de jogo a musiquinha da vitória tocou, indicando que haviam vencido o chefão e passado de fase.
– Yess!! – Henry deu um beijo na bochecha de Regina.
A morena se virou, com a melhor cara de “olha como eu sou a coisa mais foda do universo”, para encarar a xerife.
– Como fez isso?? – Emma apontava para a tela, indignada.
– Não é tão difícil assim Ms Swan... É só ter um pouco, bem pouco mesmo, de coordenação motora... – provocou.
Henry se levantou e correu para fora do quarto. Sabia muito bem como terminavam aquelas “discussões” das mães.
– Então.. Vamos jantar ou não? – disse, já saindo pela porta em direção às escadas.
Emma se preparou para segui-lo, mas uma mão firme em sua perna a impediu de se mover. Regina apertou com mais força.
– Aaaauu!
– Isso é por me deixar de lado por um jogo idiota...
O bico que Emma fazia agora foi interrompido pelas ágeis mãos que a puxaram de encontro à morena. Regina colou seus corpos e levou os lábios de encontro aos dela.
– E isso é por esse seu jeito bobo... E encantador..
Elas se separaram e Emma sorriu.
– Sei que você não resiste, Madam Mayor...
Regina deu-lhe um tapinha na coxa.
– Vamos convencida... Vamos jantar.
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Eles jantaram o macarrão à bolonhesa que Regina fez. Estava delicioso e eles se fartaram. Já estavam indo para a sala assistir um pouco de TV quando a campainha tocou. Regina foi atender. Emma e o garoto a seguiram um pouco atrás. A prefeita abriu a porta e se deparou com um homem mais velho do outro lado.
– Ahn.. Poso ajudar?
– Madam Mayor? Muito prazer... – ele estendeu a mão.
Regina hesitou, não era exatamente do tipo que gostava de contato físico. Bom, pelo menos não daquele tipo de contato físico. Por fim, decidiu ceder às regras de boa convivência e apertou a mão do homem. Ele sorriu.
– Meu nome é Jhonathan Pinto...
Emma, que observava a cena não muito longe dali, não conseguiu conter um risinho. A prefeita a fuzilou com o olhar. Percebendo que tinha sido pega em flagrante, ela tapou a boca com as mãos e se afastou. Regina apenas revirou os olhos.
– Desconsidere. – disse se dirigindo ao homem – Minha... Amiga.. Costuma ter algumas recaídas de mentalidade de vez em quando.
O homem não pareceu se importar muito, de qualquer forma. Devia estar acostumado a reações com aquela.
– Tudo bem... Liguei pra você sobre a construção do observatório, lembra? Me perdoe o horário, era o único que tinha pra passar por aqui. Amanhã estou de viagem.
– Não, tudo bem..
Regina puxou a porta e conversou com o homem do lado de fora. Dez minutos depois ela estava de volta à sala. Sentou-se no sofá ao lado dos outros dois, que assistiam desenho na televisão.
– Sabe.. As vezes eu me esqueço de porque me casei com você... – Regina murmurou.
Emma e Henry caíram na risada. Regina também não conseguiu manter a compostura por muito tempo e se juntou a eles. Ela própria confessara para si mesma que tinha sido difícil não rir também mais cedo. Emma era apenas espontânea. E tinha muito menos autocontrole.
– Imagino que sim... – a loira retrucou – Mas ai todas as noites eu te mostro o motivo.. Quando subimos para o quarto.
Emma piscou para a morena.
– Cale a boca, Swan... – Regina riu – Vamos assistir TV e salvar o pouco de dignidade que ainda nos resta nessa noite.
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