Choose your words! - a Swan Queen challenge

27 Texto - sangue - faca - azeitona - floresta


Notas iniciais
Fic de terror, foi uma agonia para escrever, se você quiser rir espere até o próximo cap XD palavras by Black Rose 8D''''' fic by And-chan X3

Regina estava em seu escritório, trabalhando (ou jogando Silent Hill no pc, nunca saberemos), quando Henry chegou da escola e foi ao seu encontro.

–Oi, mãe! — O garoto veio dar um abraço.

–Oi, querido, tudo bem?

–Posso pegar um livro da sua biblioteca?

–Pode. A menos que o livro tenha cenas de sexo, a pior forma de violência que uma criança jamais deve testemunhar.

O garoto ficou em silencio por um tempo, encarando a mãe.

–O que é 'sexo'?

–Pegue o livro e vá para o seu quarto.

–Okay. — Ele escolheu um livro dentre os que estavam na estante da prefeita. Seu interesse era o autor, que um colega de escola lhe apresentara, só precisava de uma história para começar.

No corredor, Emma havia acabado de chegar e foi cumprimentar o filho, que saiu apressado do escritório.

–Hey, kid, o que vai fazer com esse livro? — Era uma pergunta um tanto idiota, mas importante para o desenvolvimento da história.

–Sexo. — Ele respondeu, e correu para o quarto.

–... ... ... Regina! — Emma caminhou determinada até o escritório e nem bateu na porta para entrar.

A rainha levou um susto com a entrada tempestuosa da esposa.

–Posso saber por que nosso filho acabou de me dizer que vai fazer sexo com um livro esquisito?

O rosto de Regina se contorceu em incompreensão, e ela refletiu por um momento.

–... ... Henry! — Ela se levantou e foi até o quarto do garoto, seguida por Emma.

A porta estava aberta e o menino estava lá, lendo.

–Henry... — Regina começou. — Por que você disse à sua mãe que ia fazer sexo com o livro? — Parecia ainda mais absurdo dito em voz alta.

Ele abaixou o livro para encarar as mães.

–Você disse que sexo era quando pegamos um livro e levamos para o quarto. — Ele disse calmamente.

Regina ficou sem palavras. Emma virou a cabeça lentamente da direção da rainha.

–Exatamente. — Regina tentou consertar. — Outro detalhe é que você nunca pode comentar com ninguém que está fazendo sexo porque ainda é tabu na nossa sociedade ocidental, okay? Use apenas o verbo 'ler' como as outras pessoas.

–Okay. — Disse serio. Henry adorava sacanear com a inocência das mães.

O casal deixou o quarto, e o menino voltou a ler em paz. Na hora do jantar, Regina perdeu uma aposta e Emma pediu pizza. Assim que chegou, foi levada para a cozinha.

–Cadê o Henry? — Emma olhou em volta.

–Deve estar lendo ainda... — Regina não parecia muito preocupada.

–Nossa, faz horas que ela não come...

–Você nunca se empolgou com um livro?

A xerife refletiu por um momento mas não respondeu.

–Se está tão preocupada leve um pedaço de pizza para ele. — A rainha fez um prato e entregou à esposa. — Leve água também, deve estar desidratado...

Emma subiu as escadas levando o prato e o copo. A porta do quarto estava encostada, deixando um filete de luz escapar para o corredor.

–Henry, quer pizza? Eu tirei todas as azeitonas... — Ela empurrou a porta com o pé.

Ele estava deitado com o livro sobre o rosto e os braços esticados ao longo do corpo. Deve ter adormecido enquanto lia. Emma deixou o prato e o copo no criado ao lado da cama.

–Henry... — Ela tirou o livro do rosto do menino e o deixou cair.

Os olhos do filho estavam abertos, vidrados no vazio. A expressão neutra e a respiração lenta e fraca.

–Henry! — Ela chamou novamente, sacudindo a mão em frente aos olhos do garoto. — HENRY!

O garoto tremeu e respirou fundo, como se tivesse levado um susto. Esfregou os olhos com as mãos.

–Que foi, mãe...? — Ele soava cansado e confuso.

–Eu que pergunto! Você fica aí olhando pro teto com cara de songo mongo, pensei que tivesse tido um derrame, sei lá! — Emma tinha raiva panico dissolvidos nas palavras.

–Eu... estava lendo e escutei... me chamarem... acho que dormi. — Ele esfregava o rosto e piscava devagar, tentando organizar os pensamentos.

–Você quer é me assustar, né? — A mãe queria acreditar nas próprias palavras, mas tinha dificuldade. — Trouxe seu jantar, come.

–Não estou com fome...

Emma passou a mão pelos cabelos e respirou fundo.

–Cê tá passando mal?

–Não sei...

–O que você quer? — Ela ajoelhou perto do filho.

–... Café.

–Você toma café? — Ela estranhou.

–Acho que nunca tomei mas deu vontade.

–... Okay, vamos lá embaixo.

Emma recolheu o jantar do menino e o guiou até a cozinha. Regina estava comendo seu pedaço de pizza.

–O texto estava muito envolvente? — Ela perguntou animada.

–Nosso filho quer café. — Emma interrompeu.

–Desde quando você toma café? — A rainha também estranhou, mas serviu o menino.

Henry ainda parecia confuso e sonolento, e virou a caneca de café como se fosse algo corriqueiro.

–Mais. — Pediu.

As mães se entreolharam.

–Assim você não vai dormir de noite, querido. — Regina observou.

O garoto continuou inexpressivo, esperando. Regina serviu mais um pouco, e o menino bebeu.

–Vou pro meu quarto.

–Não vai jantar? — A rainha parecia triste e preocupada.

–Não... — ele se levantou e saiu.

Regina se virou para a esposa, esperando uma explicação. Emma deu de ombros.

–Quando cheguei ele... primeiro pensei que estivesse dormindo, mas parecia... em transe.

–O quê? — Regina tentava não gritar. — O que aconteceu com ele?

–Não sei, estava lendo aquele livro... quando eu chamei ele acordou. E pediu café. Será que ele está doente? Enfeitiçado?

–Mas como? Quem...?

O som de vidro quebrando interrompeu a conversa. As duas se voltaram para a porta.

–Henry! — Regina chamou e foi caminhando para o hall.

Emma saiu correndo e subiu as escadas. Ao entrar no quarto do menino, viu a janela estilhaçada. Regina chegou logo depois. Onde devia estar o filho, estava apenas o livro. Emma se adiantou para a janela quebrada. Lá embaixo só havia cacos.

–É bom que esse menino esteja no banheiro. Henry! — Emma saiu pela casa chamando o garoto, mas não houve resposta.

Regina pegou o livro, na folha de rosto lia-se "Contos de H.P. Lovecraft". Ela não sabia muito sobre as criaturas daquele universo mas sabia que não faziam parte do seu. Nem aqui, nem na floresta encantada.

–Ele não está em lugar nenhum! — Emma retornou. Só agora ela parou para olhar o livro. A capa estava gasta e o titulo era ilegível de longe. Ela se aproximou e tocou o relevo das letras apagadas. — "Necronomicon"...

Regina não entendeu por que o rosto da loira se encheu de panico. Nunca tinha lido o livro, só ouvido falar. Era só um livro de contos de terror, o que poderia ter feito com Henry?

–Você tem o Necronomicon? Como você deixou ele pegar o Necronomicon? -A xerife deu um passo para trás. Emma passou a infância sendo assombrada por essas historias no orfanato. Mas naquela época eram só histórias. Agora, em Storybrook, onde histórias poderiam ser muito mais...

–Emma, é só um livro, do que você está falando? — Regina não entendia por que a mulher estava assim.

–No mínimo ele ficaria traumatizado. Agora ele sumiu. Me diz que a sua magica não tem nada a ver com esse livro. Que você nunca mexeu nele.

–Eu... eu nunca prestei atenção nesse livro. São só contos de terror, não são? — A rainha estava quase chorando. Seu filho tinha sumido e aparentemente era culpa de um livro que ela não devia ter deixado ele pegar.

–Ele disse... que tinha alguma coisa chamando ele... — Dessa vez Emma estava quase chorando. — Por favor que ele não tenha acordado nada desse livro... O que você está fazendo?

–Estou lendo. Se vai nos ajudar a achar Henry...

Emma viu a esposa folhear o livro e desmaiar, como havia acontecido antes com o filho.

–Não, Regina. REGINA! — Ela sacudiu a mulher, inutilmente.

Emma pegou o livro tentou rasga-lo, mas as paginas escorregavam entre seus dedos. Levou-o para fora do quarto. Precisava destruí-lo.

A visão de Regina estava esfumaçada, como se seu mundo estivesse coberto por uma fina neblina. Levantou-se. Estava no quarto de Henry, havia caído sobre a cama do menino. Ao olhar em volta, viu a silhueta do filho sumir pela porta.

–Henry? — Ela foi atras dele.

O vulto estava na porta do hall, saindo da casa.

–Emma, Henry está... — A xerife não estava por perto. Não havia tempo para esperar.

A rainha desceu as escadas e saiu pela porta da frente. Quando chegou ao portão, o menino estava no final da rua, se afastando. Ela tateou os bolsos e sentiu a chave do carro. Sabia que não era real, mas era a melhor pista que tinha para encontrar o menino. Entrou no carro e seguiu o vulto.

Alguns minutos depois já estava na floresta. O vulto sumira alguns metros atras. Impaciente, ela tentou ligar para Emma, dividindo a atenção entre o celular e a estrada. Sem resposta, ela afastou o celular procurando sinal de area. Assim que se voltou para a estrada novamente, o vulto estava lá, em cima do capô. Regina levou um susto e pisou com tudo nos freios. O carro derrapou e bateu nas arvores. Tudo ficou escuro.

A rainha se esforçou para abrir os olhos e substituir a imagem do eco vazio de Henry em sua cabeça por qualquer outra coisa. Aquele vulto não era seu filho. Era um reflexo de seu medo. Ela sentiu um liquido quente escorrer por seu rosto. Conseguiu abrir os olhos e tocar o ferimento na cabeça. O sangue manchou seus dedos e o corte doía, mas não havia tempo para isso. Precisava encontrar Henry. O carro não iria sair dali; e o celular estava quebrado. Sozinha, ela saiu pela floresta, incerta de que caminho seguir.

Não queria ver o vulto de novo. Queria seu filho. Queria Emma. Queria voltar pra casa com sua família.

–Mãe?

A voz veio de trás, distante. Regina se virou. Uma figura veio mancando lentamente em sua direção.

–Mãe!

Era Henry. Era mesmo seu filho. Regina caminhou até ele também com dificuldade. Ela caiu de joelhos e o abraçou. Seu corpo estava frio. Ela se afastou para olhá-lo. Ele tinha uma faca nas mãos, suja. As roupas também estavam sujas de uma gosma preta.

–O que você fez Henry? O que fizeram com você? — Ela esfregava os braços do menino, tentando aquece-lo.

–Ele só queria morrer, mãe. Ele só queria morrer.

Regina não sabia o que dizer. Não sabia do que ele estava falando.

–Mãe?

A prefeita acordou em seu escritório. O filho ali, chamando por ela.

–Mãe, posso pegar um livro?

Ela respirou fundo, tentando fazer sentido.

–Não, querido, vá jogar video game.

O garoto sentiu que a mãe estava estranha. Preferiu não contrariar e saiu. Regina correu até a estante em busca do livro maldito. Não estava lá. Apenas o espaço vazio. Sentiu alivio. Tinha sido só um pesadelo. Talvez nunca tivesse possuído o tal livro. Ela resolveu ir a té a cozinha pegar um copo de água, acalmar os nervos.

Ao chegar no meio do corredor, notou fumaça vindo do andar de baixo. Desceu as escadas correndo. Tinha esquecido algo no forno? Chegando na cozinha, as bocas do fogão estavam acesas e o livro esta lá, resistindo em queimar. Emma estava deitada no chão.

–Emma! — Regina correu até ela, seus olhos estavam abertos, vidrados no vazio. Chamou e sacudiu a moça. Sem resposta.

Notas finais
Fiz essa zona com varios clichês de terror XD Sou fã de Lovecraft, Silent Hill e outras coisas tensas assim 8D Espero que tenham gostado o/