Choose your words! - a Swan Queen challenge
16 Rei Leopoldo – Robin Hood – Sidney – Daniel – ciúmes
Notas iniciais
Emma estava sentada no chão, com as pernas esparramadas no tapete do quarto. A sua frente ela tinha um amontoado de colheres e um pote de picles. Um livro estava deitado ali ao lado. Algumas das colheres já exibiam desenhos e enfeites feitos por ela e mais uma ganhava seus retoques finais no momento. Com uma caneta projetor ela desenhou uma coroa e pregou um pedacinho de pano na colher, fazendo um tipo de capa. Juntou-a às demais e sorriu satisfeita com seu trabalho. No total eram quatro, cada uma com um desenho característico. Os outros três desenhos se resumiam a um arco e flecha com um chapeuzinho no topo da colher, uma gravata e a última tinha apenas um “D” escrito. Emma juntou todas elas e jogou dentro do pote. A última ela demorou um tempinho, parecendo indecisa se deveria ou não. Mas por final apenas deu de ombros e jogou- a também. Abriu o livro e passou o dedo por algumas linhas, recordando-se do que tinha lido mais cedo. Deu um sorriso maldoso e tampou o pote de conserva agora cheio de colheres. Sacudiu tudo como uma criança frenética.

Foi nesse exato momento que Regina caminhou para dentro do quarto. Com uma cara de quem estava cansada demais para qualquer tipo de atividade depois de um dia de trabalho, ela jogou a bolsa por cima da cama e já estava para atirar-se também, quando notou a loira em sua atitude suspeita no tapete. Emma parou no ar o movimento de sacudir e girou a cabeça lentamente, como uma criança que tinha sido pega em flagrante roubando doces da geladeira. A loira abriu um sorriso amarelo e tentou acenar, mas ai se lembrou do pote que tinha nas mãos. Escondeu o vidro atrás de si e chutou o livro pra debaixo da cama. Regina ergueu uma sobrancelha.
– Swan...? O que você está aprontando?
– Nada amor... Por que a pergunta..? – ela sorriu com cara de inocente.
A prefeita cruzou os braços sobre o peito.
– Que é isso ai atrás de você?
– Nada – Emma respondeu na hora, tentando tapar a visão do vidro que Regina poderia ter dali.
– Nada..?
– Nada – ela sorriu.
– Então me deixa ver – Regina começou a se aproximar. Aquilo estava cheirando a uma das travessuras da loira.
– Não – Emma girou o corpo, com o pote preso nas mãos.
A morena tentava ver o que era, mas Emma se desvencilhava dela como um peixe se debatendo no sol. Regina estava cansada demais para aquela perseguição então simplesmente estalou os dedos e o pote logo apareceu em suas mãos.
– Oww!! Isso não vale!
Regina ignorou. Estava ocupada demais tentando descobrir o que era aquilo.
– Mas que diabos é isso Swan?
– Picles – ela sorriu largo.
– Ahn-ram. Conserva de picles com.. Colheres??
– Ai Regina, pra que tanto drama. E isso também não é da sua conta – a loira se levantou e tomou o vidro de volta.
– Hey, espera ai... – a morena notou os desenhos nos objetos. Eles tinham algo estranhamente familiar – Emma... Você estava.. Não..
A loira escondeu os picles atrás do corpo mais uma vez. Regina trouxe com magia o livro que estava de baixo da cama para onde ela pudesse ver.
– Emma!!! – ela colocou as mãos na cintura e encarou a loira – Voodu??! Eu não acredito... É pra isso que eu te dou algumas horas de folga nas quartas??
Emma deu de ombros, como se ainda pudesse provar sua inocência.
– Me dá. Deixa eu ver quem você colocou ai.
– Não.
– Me dá...
– Não..
Regina então deu um tapinha na testa da loira e tomou o pote a força. Se bem que nem foi preciso força nenhuma, só um pouquinho de habilidade. Sentou-se na cama e começou a retirar as colheres, uma por uma.
– Olha amor eu.._
– Shhh – ela foi interrompida por Regina – Você não está em posição de argumentar. Apenas sente-se para o seu interrogatório.
– Presumo que este seja... Rei Leopoldo? – disse retirando a primeira.
Emma apenas assentiu, escondendo um sorriso. O da gravata Regina deduziu que seria Sidney e o colocou ali ao lado junto do primeiro. O próximo tinha um arco e um chapéu desenhados e ela quase riu.
– Robin Hood..? De onde você tirou isso?
Emma deu de ombros mais uma vez.
– Ouvi alguns boatos por ai.
– Ceeerto...
Ela prosseguiu com a inspeção e a última colher foi salva do amontoado de picles. Nessa tinha apenas um D desenhado à caneta. Regina encarou o objeto por algum tempo até que entendeu. A loira recebeu um olhar maligno da prefeita.
– Daniel???!
Emma deu um pulinho pra trás com o susto. Regina estava conseguindo levar a historia na brincadeira. Até aquele momento.
– Eu até teria desenhado algo, mas não tinha ideia de como ele era...
– Ah e o Robin você conheceu com certeza..
– Não. Mas a Disney se encarrega disso aqui nesse mundo...
Regina estava furiosa. A xerife percebeu que tinha que dar um jeito de salvar seu pescoço.
– Olha, amor... – ela tentava consertar as coisas – Pelo menos ele não pode se ofender né..?
Emma sentiu o olhar mortal que Regina lhe lançou.
– Ops...
– Volta já aqui Swan!!!
Regina iniciou uma perseguição atrás da loira pelo andar de cima.
– Regina.! – Emma gritava enquanto corria da mulher – Foi só brincadeira amor..! Vamos conversar!
– Nós vamos conversar sim! Depois que eu enfiar você naquele pote de picles!!
Emma riu e saiu derrubando tudo o que via pelo caminho. Chegou até os limites da escada e optou pelo corrimão. Desceu escorregando até encontrar uma elevação de madeira no final dele. E assim ela foi pro chão.
– Aau! Quem colocou essa porcaria aqui?!
– A maldição uns trinta anos atrás? – Regina descia calmamente os degraus, admirando a besta da sua esposa jogada no piso.
– Há há há.. Muito engraçada você..
Henry chegou neste momento, vindo da escola. Assim que caminhou para dentro de casa se deparou com a cena.
– Ixe... Qual é a de hoje?
– Sua mãe ficou brava por que eu estava brincando com as colheres.. – Emma se defendeu.
– Você quis dizer, fazendo voodu com as minhas colheres...
– Ohh amor.. Eu só estava com ciúmes...
– Do que?? De dois falecidos, um desconhecido e o besta do Sidney??
– Ta bom.. Você ta certa.. – Emma se levantou e caminhou até a morena, abraçando-a pela cintura – Não vou mais brincar com as suas coisas...
Regina tentou resistir, mas acabou cedendo.
– Ta bom, Swan... Essa passa. Mas não quero mais saber de tortura e macumba aqui em casa.
Henry riu.
– Ai que bom então que você vai tirar aqueles bonequinhos da forca mãe... – ele encarou Regina, aliviado – Eles me assustavam pra valer de vez em quando.
Emma se desvencilhou na hora e encarou a morena.
– Que forca?
– A forca que ela tem escondida no armário com os seus ex.._ — Henry continuou, mas ao receber o olhar cortante de Regina se calou – Ops.. Ela não sabe né?
Não foi preciso resposta depois da cara da prefeita.
– É isso ai.. – ele desconversou, com um sorriso forçado no rosto – Acho que vou pra casa da vovó hoje! Tchau!
E foi ai que Henry pegou sua mochila e se mandou dali.
– Regina... – Emma se virou para a mulher com uma sobrancelha já lá no alto.
A prefeita encarou Emma, as escadas, e Emma novamente.
– Vai ter que me pegar pra isso Swan!!
E a caçada humana recomeçou, desta vez com a prefeita de isca.
“Desta vez, realmente, nenhum animal sofreu dano algum durante este episódio. Regina baniu a conserva de picles da lista de compras do mês, mas vez ou outra ainda notava a falta de algumas de suas colheres. Emma encontrou a tal forca apenas muito tempo depois e descobriu ali uma infinidade de pessoas, incluindo todos os seus rolos passados e até sua mãe. Henry passou uma semana na casa dos Charmings, até Regina se esquecer do ocorrido”
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