Choose your words! - a Swan Queen challenge
17 Corredor - Elevador - Urgencia - suor - flagra
Notas iniciais
–Henry? Está pronto? — Emma dava os últimos retoques na própria fantasia antes de levar o garoto pra festa de carnaval no Granny's.
–Sim! — O garoto saiu do quarto vestido de Robin. (Damian Wayne)
–Excelente! — Emma ajeitou a mascara de Batgirl. (Stephanie Brown) — Agora só falta sua mãe.
Regina saiu do quarto fechada na capa de Batman.
–Vamos. — Ela disse seria, deslizando escada abaixo.
–Que legal, ela entrou no personagem! — o garoto disse animadamente e saiu correndo.
–Não corre na escada! — Disse Batm-- erm, Regina.
Mas era tarde demais, o garoto tropeçou e rolou até o chão.
–Henry! — As mães foram acudir o menino. BatRegina, que já estava lá embaixo, chegou primeiro e levantou o corpo do filho. BatEmma, que ainda estava lá em cima, veio corrend--
–Não corre na escada que eu não dou conta de carregar vocês dois! — Regina disse furiosamente.
Emma veio calmamente pela escada, já ligando pra emergência, até alcançar o menino.
–Dr. Baleia, manda uma UTI móvel pro meu filho com urgência, por favor. Como assim não tem? — Emma desligou o celular e guardou de volta no cinto de utilidades. — Eu pego as pernas, cê pega os braços. — Ela se abaixou perto do garoto.
–Mãe, eu to bem... — Henry tentou sinalizar, mas foi ignorado.
–E as chaves do carro? — Regina procurou no cinto.
–Tão comigo. — Emma pegou em um dos bolsos amarelos.
Regina recolheu o garoto e o carregou até o veículo, Emma abriu e fechou as portas pelo caminho. Batman acomodou o menino no banco de trás e foi para o banco do motorista com Batgirl ao seu lado.
–Emma, que cê fez com meu carro!? — A rainha se distraiu por um momento.
–Foi o Henry que pintou o morceguinho no capô. Eu só instalei os misseis. — Ela disse virando o rosto.
–Misseis? — O olhar de regina perfurava a máscara.
–Para de reclamar e dirige, mulher!
Regina acelerou na direção do hospital. Enquanto isso o menino cantava e mexia os braços no banco de trás.
–Tanãnãnãnãnãnãnãnãnãnãnã...
–Ai meu Deus, eu carreguei ele torto e agora ele tá com lesão cerebral, eu quebrei nosso filho... — O rosto de Regina mostrava panico, mas ela ainda dirigia calmamente.
–Não... — Emma virou pra trás para verificar — ele já fazia esse barulho quando saiu de mim, tá normal.
Regina parecia mais calma.
–Cê nunca deixou ele cair?
–Não que eu pudesse ter evitado... Eu gostava de carregá-lo pra todo lado, mesmo depois que ele aprendeu a andar...
–Owwnn, que gracinha. — Emma puxou a esposa pela capa e deu-lhe um beijo no rosto.
–BATMAN! — Henry gritou atras. — BATMAN!
–Okay, esse barulho ele não fazia, ele tá lesado. — Emma retomou sua posição.
–Depois a gente faz outro. — Regina sussurrou.
–Mãe, eu to te ouvindo.
–Chegamos no hospital! — Regina estacionou e foi retirar o garoto.
A prefeita enfiou o pé na porta dupla do hospital e ajoelhou no chão com o menino-prodígio nos braços.
–Ajudem meu filho!
Emma se aproximou calmamente e pôs a mão no ombro de BatRegina. Imediatamente uma enfermeira saiu correndo de trás do balcão, parou diante dos três e tirou uma foto.
–O Dr. já vai atendê-los em um minuto... — e então a enfermeira se retirou.
–Amor, levanta antes que mais fãs apareçam...
–Mãe... — Henry levantou mancando. — Chega.
Regina se levantou, seria. Fechou a capa na frente do corpo e saiu andando pelo longo corredor.
–Onde cê vai, amor?
–Beber água. — Ela respondeu olhando por cima do ombro.
–Posso andar de elevador? — Henry segurou a mão de Emma.
–Ué, pode, aqui tem elevador?
–O único da cidade.
–Ah... então vamos.
–Eu também quero passear de elevador. — Regina estava de volta, ainda enrolada na capa.
E se dirigiram ao elevador do hospital. No segundo andar, saíram a procura do Dr. Whale. Que não foi difícil achar. O homem acabara de sair de um dos quartos. Estava fantasiado de Coringa disfarçado de enfermeira. Os quatro se encararam por um momento.
–Dr. — Regina deu uma boa olhada no figurino do homem. — Deus é justo, mas a sua saia...
–Desculpe, prefeita, — ele respondeu — não tinham pro meu tamanho.
Emma, sem paciência pras alfinetadas dos dois, pegou Henry no colo e levantou o pé inchado do garoto na altura do rosto do medico.
–Moço, conserta isso por favor!
–Por aqui. — Ele os guiou até um quarto.
O medico enfaixava o pé torcido Henry, num outro canto, Emma abria a capa do Batman e se enrolava ali no meio também, fazendo coisas...
–O Batman não faz esse tipo de coisa com a Batgirl... — O Dr. tinha um tom rancoroso.
–É meu Universo Alternativo e eu faço o que eu quiser. — Regina respondeu agarrando sua Batgirl de forma indiscreta por baixo da capa.
–Pronto. — O medico finalizou limpando o suor do rosto. — Agora por favor saiam daqui.
–Com prazer. — Regina amparou o menino que ainda mancava e, junto com Emma, deixaram o hospital.
De volta ao Batmovel, Henry estava novamente no banco de trás, levemente alterado por analgésicos. Regina dirigindo e Emma do lado.
–Eu ti-nha, uma galin-ha, que se chamava Mari-lu. — O menino cantava.
–Segura o volante. — Regina se virou e cobriu os olhos do garoto com uma mão, pressionando levemente suas temporas.
Emma segurava o volante tentando manter o carro na estrada enquanto regina macumbava o filho.
–O que você está fazendo?
–Shh. Dormiu. — Regina virou e retomou o volante.
–Como...?
–É uma coisa que eu fazia quando ele era criança.
Emma estava impressionada com a técnica da rainha.
–A Vovó me deu um creme pras mãos a base de clorofórmio, disse que ajudava muito com a Ruby...
Emma coçou os olhos lentamente.
–Vamos pra casa.
Foi um dia cansativo, não tinha mais clima pra festa.
–Ainda podemos brincar com as fantasias no quarto? — Regina pousou uma mão na coxa de Emma.
–E se ele acordar e flagrar a gente?
–Ele não vai. — A rainha sorriu confiante.
Porque o amor, analgésicos e clorofórmio andam juntos!
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