Choose your words! - a Swan Queen challenge
18 Máscara – magia – pernas – rosas – loucura SQ em Salvador - parte 1
Notas iniciais
Regina ajeitava uma máscara no rosto quando Emma entrou no quarto.
– Que isso ai? – perguntou para a morena.
– Minha fantasia ué... Não ta vendo?
– To... To vendo que você vai pro carnaval de Veneza.
– Como assim..? – Regina pousou as mãos na cintura – Não gostou?
Emma checou (que é um eufemismo para “devorou com os olhos”) sua esposa. Regina estava linda. Com uma roupa totalmente inapropriada. Mas linda. O vestido longo, todo decorado com detalhes finos, acompanhava a máscara deslumbrante e pomposa que a prefeita usava. Regina estava digna de ser chamada de rainha. Não que ela não estivesse sempre. Mas agora era como se simplesmente qualquer outra palavra não se encaixasse ali.
– Ah eu gostei sim... – a loira lhe atirou um de seus sorrisos cafajestes – E vejo muitas situações em que pode usar essa fantasia, na verdade...
Emma circundou Regina como um predador.
– Mas essa aqui não é uma delas querida.. – ela beijou sua bochecha.
– Ah e a senhorita sabe tudo sugere que eu coloque o quê??
A xerife tirou uma foto do bolso.
– Da uma olhada ai – ela entregou o papel à prefeita.
Regina encarou a foto. Mais especificamente, a mulher quase nua na foto.
– Geeente, mais o que que é isso?? Você não ta achando que eu vou assim né??
– Ué, a gente veio pro Brasil, tava esperando vestir o quê?? Uma burca?
– Eu achei que a gente viesse pra ir ao Rio...
– Você tava tonta ontem, concordou com tudo o que eu disse – Emma sorriu maldosa.
– E claaaro, você optou pelo local com o menor índice de pudor.
A loira deu de ombros.
– Ah amor... Salvador também é legal...
– Defina legal.
Emma riu.
– E por que diabos você estava com essa foto promíscua no bolso, posso saber..?? – a morena continuou.
Emma arregalou os olhos. Ela não estava esperando por aquela.
– Ora... E do que é que isso importa..??
– Não fuja da pergunta.
– Sei lá.. – Emma tentou desconversar – Isso é coisa da escritora que não teve uma ideia melhor. Ela simplesmente colocou aqui e eu não ia questionar né.
Regina cruzou os braços na frente do peito.
– Ahh então entendi de onde você tira tanta bobagem...
Emma deu de ombros novamente.
–Pois é.
– Enfim... – Regina pareceu esquecer tudo o que havia acabado de comentar (por que eu quis and i got the power 8D) e voltou ao assunto – Vai me ajudar com a roupa ou não??
– Ta bom, vem cá – ela puxou a morena em direção à mala que estava em cima da cama – Que tal esse short?
– Emma isso é uma calcinha. Na verdade, é uma cueca que você comprou e usa como se fosse calcinha.
– Ah é... – Emma jogou a peça de volta na mala – Se bem que nem ia fazer diferença, ninguém ia notar amor... Normal.
– Pra você ver o nível.. – Regina balançou a cabeça.
– Então.. – ela continuou a remexer nas roupas – Esse?
– Swan, noventa por cento das minhas pernas vão ficar de fora com isso ai...
– Eu sei – a loira sorriu largo- É pra isso mesmo.
E com esse comentário infeliz, Emma ganhou uma cotovelada na barriga. Regina se retirou em direção ao banheiro, deixando uma Emma se contorcendo na cama.
– Espera ai amor..! Eu vou te ajudar de verdade, eu juro.. – Emma dizia em meio a risadas.
– Me avise quando tiver crescido Swan.. – a morena gritou do banheiro – Ou quando esse maldito carnaval tiver passado e voltarmos pra casa. O que vier primeiro.
Emma continuou rindo e foi tratar logo de arrumar alguma coisa mais “decente” para sua prefeita vestir. Ou aquele carnaval nem começaria.
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– Emma, sei que pode parecei repetitivo depois da décima vez mas... Que DIABOS a gente veio fazer aqui mesmo?!
Emma nem parecia ouvir. Estava ocupada demais acompanhando a coreografia da multidão. Elas tinham encontrado um short que a prefeita acabou concordando em vestir (meio a contragosto, mas não era como se ela tivesse opção) e agora as duas se deslocavam pelas ruas agitadas da capital baiana. Regina revirou os olhos com a cena.
– Olha não foi isso ai – ela apontou para Emma toda – que eu comprei. Posso te devolver na loja??
– Não – Emma agarrou e ergueu Regina pela cintura – Tava na promoção. Eu não vim com garantia. Se vira – sorriu.
– Ta, ta, ta.. – Regina tentava se desvencilhar – Nem tudo na vida pode ser perfeito né.
Emma colocou a prefeita no chão e voltou a dançar. O batuque estava mais do que alto e a aglomeração de pessoas ali parecia não ter fim. Nem se cansar.
– Olha esse povo aqui.. – Regina apontou.
– Amoor, não aponta. É feio. – Emma segurou seu braço – Sua mãe não te ensinou?
– Não. A sua matou ela antes.
Emma cruzou os braços de forma engraçada e fez uma careta.
– Ah deixa disso vai Regina... Vamos nos divertir... Não foi pra isso que a gente veio?
– Foi pra isso que você veio... Isso aqui já transgrediu umas dezenas de condutas da vigilância sanitária. Não me é atraente.
– Madam Mayor – Emma colocou as mãos na cintura – Você tava esperando o quê?? Que você fosse andar pela e ruas e seus “súditos” – ela fez o sinal de aspas com os dedos – fossem lhe atirar rosas pelo caminho?
– Mais olha isso ai que loucura!! – a prefeita indicou um grupo (tava mais pra um bolo humano mesmo) de pessoas que pulava freneticamente mais a frente.
Emma virou-se para ver do que se tratava agora.
– Ah! É o trio da Claudia Leitte! Vem!! – ela começou a puxar a prefeita em direção a muvuca, assim do nada.
– Claudia quem??
– Ah num sei como que pronuncia isso não... O sotaque deles aqui é engraçado – Emma riu.
Regina apenas bufou e deixou-se levar pela loira. Quanto mais tentasse lutar, pior ficaria. Disso ela sabia. Já não era ruim estar em um lugar quente (coisa que ela não apreciava), sem entender uma palavra sequer do que aquele povo falava, agora ainda por cima tinha que dar conta da empolgação sem fim da loira.
“Eu já falei pra você deixar de maresia
Eu quero ver você na coreografia
Eu já falei pra você deixar de maresia
Eu quero ver você na coreografia
Mas se você quiser pode dançar largadinho
(Largadinho, largadinho)...”
A música empolgava e arrastava o pessoal na coreografia. Emma logo se juntou ao povão. Regina tentava entender que tipo de magia negra era aquela.
– Vai amor..!
– Entende o que ela ta dizendo..? – Regina tentava não surtar com o contato físico em demasiado que estava recebendo de estranhos ali perto.
– Nem uma palavra – Emma sorriu – Mas é só seguir a coreografia amor..
– E você já me imaginou dançando, se é que da pra chamar assim, isso ai??
– Nem nos meus sonhos mais loucos 8D
– Pois é.. Então fica ai imaginando que eu vou procurar alguma coisa, que não me agrida emocionalmente, pra comer...
– E vai pedir como..?? Cê sabe falar português?
– E eu tenho cara de quem sabe Swan..?? – ela ergueu a sobrancelha.
– De você a gente pode esperar tudo né... – ela riu.
Regina lançou-lhe um sorrisinho forçado.
– Há-há. Muito engraçado.
A morena então se afastou dali, não entes de colocar uma pulseira rastreadora em Emma, e foi procurar algo atrativo em alguma daquelas barracas de comida. O carnaval estava apenas começando e ela teria de se manter viva até a volta a Storybrooke. Mesmo que com pouca dignidade. 8D
FIM DA PARTE UM
“Henry não participou da viagem por que Regina achou que ele era muito novo pra essas coisas e por que ela teve medo de estragar o menino com aquilo. Cora, de fato, não ensinou a filha que apontar as coisas é falta de educação, pois ela fazia isso sempre e usualmente coisas voavam pelos ares. Foi nessa viagem que Regina finalmente achou uma função para a tecla SAP de seu controle mágico, e tudo ali passou a ser uma grande tela com legendas. Pena que ela só descobriu isso no avião, de volta para os EUA.”
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