Choose your words! - a Swan Queen challenge
38 Música - Raiva - Selva - Invisível - Pokémon
Notas iniciais
Emma chegou em casa. Henry veio cumprimentá-la.
–Oi, mãe!
–Hey, kid, olha só isso! — ela tirou uma bola preta e felpuda do bolso.
–O que é isso?
–Um pokémon! — o bicho se espreguiçou nas mãos da xerife.
–Sério!? — o garoto arregalou os olhos.
–Não, é só um morceguinho. Mas estava no meu bolso, então tecnicamente...
–EMMA! — Regina veio pisando firma.
A xerife imediatamente escondeu o animal no bolso novamente.
–Você trouxe outro bicho da rua pra essa casa? — ela perguntou furiosa.
–Eu? Claro que não, amor. — Emma tentou parecer calma.
–Jura? — obviamente a prefeita sabia que a esposa estava mentindo. Mostrou a ela uma linda foto, numa moldura metálica toda trabalhada, da própria Emma mostrando o morcego ao filho, um minuto atrás.
–Quem tirou essa foto? — a loira olhou em volta em busca de sinais da entidade invisível que tira fotos.
–Acho que é parte da maldição, — Regina explicou — várias fotos de momentos aleatórios simplesmente aparecem, lindamente emolduradas, em vários lugares da casa.
–Todas as nossas fotos são amaldiçoadas?
–Inclusive esses dias mandei um álbum pra sua mãe.
–Pra minha mãe? — Emma estranhou.
–Sim, várias fotos dela grávida, de ângulos baixos.
–Esse... é um presente MUITO estranho, Regina.
–Eu não assinei... mas alguns minutos depois apareceu essa foto da cara dela vendo o álbum, e eu fiquei muito feliz. — ela pegou o porta-retrato em cima da mesinha da sala e mostrou.
–Ah, não, Regina, você tem muita raiva no coração...
–Muito pelo contrário, Swan, eu tenho uma incrível vontade de ser feliz. — e sorriu, olhando a foto mais uma vez. — O que aconteceu com sua clássica jaqueta vermelha? — ela observou.
–Eu a esqueci no varal debaixo de sol e chuva e agora ela é laranja.
– Hum... Enfim, livre-se desse animal.
–Mas... — a xerife tentou argumentar.
–Devolva-o. Para a selva. De onde veio. — Regina disse impaciente.
–Regina... — Emma se aproximou com o pequeno animal todo encolhidinho em suas mãos — ele é um bebê... — ela se aproximou ainda mais — eu pensei que ele pudesse ser... nosso bebê...
–Squee...– o bichinho se revirou nas mãos da xerife.
Regina parou, observando-o por um momento. Levou as mãos ao rosto da xerife delicadamente.
–Está louca, Swan!? — não era esse tipo de resposta que a xerife esperava — É um morcego! Eu não vou adotar um morcego!
–O nome dele é Bernardo, e ele tem uma música tema. — Emma estava ficando impaciente também.
–Como você sabe que ele é macho?
–Eu não sei, mas ele não parece incomodado com os pronomes que estou usando. Né, Bernardo?
–Squee...
–FAZ CARINHO NO BERNARDO! — Emma levou o morceguinho perto do rosto da prefeita.
–Não! — Regina se virou e subiu as escadas marchando — Até se livrar dele vai dormir no sofá!
E o próximo som ouvido foi apenas a porta do quarto batendo.
–Ela ainda não fez o jantar... — Henry observou.
Emma sentou no sofá chatiadissima, alisando seu bebê.
–Não se preocupe, mãe, — Henry sentou ao seu lado e a abraçou — eu cuido do Bernardo até você a mamãe se acertarem.
O garoto esticou o dedo sobre o morcego e o animal imediatamente se pendurou e enrolou as azas em volta do corpo.
–Acho que ele dormiu. — Emma observou.
–Vou leva-lo para o meu quarto. Se mamãe não fizer o jantar logo, você vai ter que fazer. — o garoto se retirou.
Emma se levantou, ajeitou as roupas, e subiu as escadas até o quarto, pronta para encarar a esposa.
–Regina? — ela bateu e abriu a porta lentamente.
A prefeita estava na cama, lendo um livro. Ou pelo menos fingindo, quando Emma se aproximou, ela pode ver que dentro do livro aberto se encontrava a foto da cara engraçada que a mãe fez ao receber o álbum de fotos mandado anonimamente pela prefeita.
–Se livrou dele? — Ela perguntou rispidamente.
–Ele não está comigo no momento... — Emma se esquivou.
Regina fechou o livro.
–Onde você acha esses bichos? — ela perguntou.
–Bem, — Emma se sentou na cama — o Bernardo foi assim, eu estava andando e do nade veio uma neblina, e tinha essa voz me chamando pra dentro da neblina...
–Não siga estranhos na neblina! — Regina interrompeu.
–Eu não segui! O Bernardo fez um barulho e ele estava no chão e eu me distraí e peguei ele e voltei pra casa... Ele me salvou da neblina.
–Você tem um sério problema de desvio de atenção.
–Eu sei. — Emma deitou e cruzou os braços.
–Já te ocorreu que aquele filhote pode ter pais procurando por ele?
–Sim, mas agora ele está coberto com o meu cheiro, os pais iriam rejeita-lo... ele não merece ser rejeitado, ele merece uma família boa. Por isso eu pensei em você. — a xerife se encolheu.
Regina se sentiu mal por um momento. Alisou as costas da loira.
–Oh, Emma... Pare de fazer fita e devolva aquele morcego pra natureza!
Emma fez um barulho frustrado, levantou e saiu batendo os pés. Foi até o quarto do filho. As luzes estavam apagadas.
–Henry? não teve jeito, temos que soltar o Bernardo... Henry? — Ela acendeu as luzes e milhares de morcegos começaram a voar pelo comodo em volta do garoto.
–Mãe... eu sou Batman!
Emma imaginou se o que estava sentindo agora, vendo seu filho cercado de morcegos, era o que Regina sentia com relação a ela.
–Vá dormir, garoto. E livre-se dos morcegos. — apagou a luz novamente e saiu.
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