Choose your words! - a Swan Queen challenge
25 Lareira - melão - vela - abajur - termometro
Notas iniciais
Emma chegou em casa com uma garrafa de cinco litros de mel. Henry veio recebe-la.
–Oi, mãe, tudo bem? Nossa que melão! — e apontou a enorme garrafa.
–Hey, kid, tudo bem... — A xerife fechou a porta.
–Pra que tanto mel?
–Sua mãe quer fazer uma coisa diferente... falando nisso, cadê ela?
–Cozinha...
O garoto retornou ao que estava fazendo e Emma se encaminhou à cozinha. Regina preparava algo desconhecido.
–O que é isso? — A salvadora olhou por cima do ombro da prefeita.
–Pão de queijo.
–E o que é isso? — Ela apontou um dos ingredientes.
–Fécula de batata.
–E o que é fécula?
–Luxuria de satanás, agora faça-se útil ou não me atrapalhe.
–Okay. — Emma abraçou a mulher e passou as mãos por dentro da blusa da prefeita.
–Emma. — Regina parou. — O que você está fazendo?
–Sendo útil. Te amando.
–E... o que é isso no seu bolço? — A rainha sentia um volume anormal.
–É Mentecapto, levei ele comigo.
–Ele está... grande. Levou ele aonde? — Ela tentava continuar cozinhando.
–Pra depilar.
Regina largou a massa pesadamente no balcão.
–Emma. — Ela se virou coçando os olhos lentamente. — Lagarto não tem pelo.
Emma tentava conter o riso, consequencia do risco de massa que a rainha ostentava no rosto agora.
–Mas é claro que... — Ela parou e refletiu um pouco, se lembrando do eventos da tarde — ... Acho que interpretei errado toda aquela conversa...
Regina preferiu não saber o que Emma tinha feito com o lagarto.
–Mas o importante é que o Mentê tá aqui... — Ela enfiou a mão no bolso e puxou o réptil.
–Emma! — A rainha deu um passo para trás. — Isso é uma cobra!
–Oh — A xerife encarou o pequeno animal se enroscando em seus dedos e pôs de volta no bolso. — Desculpe, Mentê fica no outro bolso... aqui!
Agora Emma apresentou o reptil certo. O lagarto estava brilhando de limpo, e além da cartola, apresentava também um monóculo e uma echarpe. A prefeita observou o bichinho; tentando limpar o risco de massa do rosto, sem sucesso.
–Amor, faz o seguinte... Tira essa cobra daqui. Eu não quero saber. Deixa eu terminar... depois a gente conversa.
Emma guardou o lagarto de volta no bolso. Parte dela gostava de enlouquecer a rainha assim.
–Okay! — Emma sorriu e beijou o rosto da esposa, limpando o risco de massa.
–Sai. — Regina disse tentando parecer brava, e deu uma leve cotovelada nas costelas da xerife.
No outro comodo, Henry estava sentado perto da lareira quando Emma veio lhe mostrar o novo mascote.
–Hey, kid, olha só. — Ela sentou ao lado do garoto e tirou o filhote de cobra do bolso.
Henry se encolheu onde estava analisando o animal.
–Mãe...
–Tudo bem, essa é uma coral falsa, ela não tem veneno nem nada...
–Não, mãe, essa é uma coral verdadeira, olha as cores.
Emma parou olhando o padrão de cores do bicho. Gotas de suor começaram a se formar em seu rosto.
–Tem certeza? — Emma questionou o menino.
–Sim. — Ele continuava atento e a uma distancia segura.
Emma esticou o braço e deixou a cobra se enrolar num abajur ali perto.
–Você não vai deixar ela aí, vai?
–Shh. Sua mãe está vindo.
Regina entrou no comodo com a graça e a majestade que fariam modelos da Fashion Week chorarem no banheiro.
–O pão de queijo está no forno! — A rainha disse animadamente. — O que é isso no abajur? — E seu humor mudou subtamente.
–Nada... é decorativo... — Emma tentou desconversar enquanto a cobra deslizava lentamente pelo objeto.
–Uhum, sei. Livre-se disso! — E se retirou.
–E agora? — Henry quis saber.
–Mentecapto, faça alguma coisa! — Ela tirou o iguana do bolso e colocou cuidadosamente perto do abajur. Nenhum dos dois animais se mexeu.
–Agora eles lutam até a morte pelo direito de morar na minha jaqueta enquanto nós comemos pão de queijo. Vamos. — E puxou o garoto pela mão, trancando a porta do comodo atras deles.
Na cozinha, Regina arrumava a cesta de pão de queijo quente quando os dois entraram.
–Nossa que cheiro de... luxuria de satanás! — Emma se adiantou para agarrar a rainha.
–Haha, muito engraçado. Sirvam-se, está gostoso.
–Tem guaraná? — Henry perguntou pegando copos.
–Na geladeira. — Regina respondeu tentado se livrar dos braços da esposa.
–Hein Regina, vamos levar uns pra comer no quarto, acender umas velas, por pra tocar a trilha sonora de Senhor dos Anéis e... — Emma percebeu que o filho estava ouvindo. — Calcular o imposto de renda!
Henry pegou seu copo de guaraná e um prato com alguns pães de queijo.
–Eu estarei assistindo tv bem alto, no porão, fiquem a vontade. — E saiu sem olhar pra trás.
Sem a presença do garoto, Regina relaxou e abraçou Emma de volta.
–Tá vendo aquele termômetro do forno ali? — Regina apontou. — Vamos brincar de encostar ele em você e ver o quão alto eu consigo fazer ele marcar?
–Você diz de um jeito sexy? — Emma sorriu maliciosamente.
–Não, com pão de queijo. Agora senta e come.
Emma obedeceu. E estava muito bom. Enquanto a xerife comia distraidamente, Regina passou pela mesa e deixou o termômetro perto dela.
–Eu estava brincando. Vai ser muito, muito sexy. — E saiu.
***
O termometro sobreviveu mas nunca mais foi o mesmo; os números que ele registrou estão apenas na memoria de Regina. Mentecapto e a cobra eventualmente fugiram pela janela e estão bem. O mel foi passado no pão de queijo.
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