Choose your words! - a Swan Queen challenge
26 Castelo - invasão - catatônica - drácula - fetiche
Notas iniciais
Emma deu boa noite ao filho e fechou a porta do quarto. Percorreu o corredor até o seu, onde a esposa se encontrava na cama, segurando um punhado de papéis. A xerife foi deitar-se ao lado dela.
–O que é isso? — Emma observou o que a rainha tinha em mãos.
–É um livro que Henry e eu fizemos quando ele era criança... Eu inventei uma história para ele, escrevi e ele desenhou. — Ela passou o bloco de papel costurado para a esposa.
–Nossa... — Emma folheou o livro e sentiu inveja da rainha. Mesmo que tivesse ficado com o garoto provavelmente não teria capacidade de fazer algo assim. — Como ele desenha mal... — ela tentou disfarçar com um sorriso fraco.
–Isso ele herdou de você. — Regina fechou a cara. — Devolve, vou guardar.
–Nããããão, lê pra mim!
–Não.
–Reeee... — Emma deu o sorriso mais idiota que pode.
A rainha sabia o que estava pra acontecer.
–Giiiiii... — A loira chegou mais perto.
E ela odiava profundamente quando Emma fazia isso.
–Naaaaaaaaaaaaaa... — E bagunçou o cabelo da rainha.
–O. Quê? — Regina disse pausadamente.
–Lê pra mim? — A xerife tombou a cabeça pro lado.
–Só se você se comportar. — Regina se rendeu.
–Tá bom. — Emma lambeu os dedos e ajeitou o cabelo da prefeita, que fez cara de choro e respirou fundo.
Regina pegou o livro e abriu na primeira pagina. Emma se acomodou encostando a cabeça no ombro da rainha para ver as figuras.
–Era uma vez...
–Sua letra é linda!
Regina fechou o livro e se virou para o outro lado.
–Não, não, não, continua! — A xerife se arrependeu de ter interrompido.
–Vai se comportar?
–Sim.
–Então tá. Era uma vez uma princesa...
–A princesa é você?
–... chamada princesa Calaboca Queutolendo.
Emma se encolheu e deixou a Rainha continuar.
–A princesa tinha um lindo castelo nas montanhas. Um dia a princesa estava cavalgando pelas montanhas...
–Isso é um cavalo? — Emma apontou o desenho no livro.
–Acredito que essa era a intensão dele.
–Parece que você é um centauro...
–A princesa não sou eu.
–Não...
–Nem o cavalo! — Regina se adiantou.
Emma puxou o cobertor sobre metade do rosto e Regina continuou.
–Muito bem, "A princesa cavalgou por um longo tempo, até o sol se pôr. O que foi uma péssima ideia porque agora não era possível ver o caminho de volta. Como a princesa era muito inteligente, ela resolveu fazer uma tocha..."
–Como ela fez uma tocha se não conseguia enxergar nem o caminho de volta?
–Ela ateou fogo na namorada loira dela.
–... Okay. — A xerife recolheu-se novamente.
–"Com a tocha, era possivel ver alguns metros a frente, e o cavalo pode seguir seu caminho. Infelizmente a tocha se apagou antes que chegassem no castelo. Um pouco a frente, a lua iluminava uma cripta. Levada pelo seu interesse por arte barroca, a princesa desmontou do cavalo e foi inspecionar a construção...
–O que é "arte barroca"?
Regina abaixou o livro e respirou fundo.
–Aqueles... antigo, super realista que todo mundo é gordinho...
–Não parece com o desenho... — e apontou o livro de novo.
–Ele herdou a sua coordenação motora também.
Emma se endireitou.
–Por acaso Madam Mayor... está insultando minhas "técnicas artisticas"?
–Eeeeeeeeu? Imagina...
–Termina a história que eu vou te mostrar coordenação motora. Vou escrever "Os Lusiadas" nas tuas partes coma a lingua, quero ver.
Regina respirou fundo.
–Escreve "Wicked". É mais grosso...
–ACABA A HISTORIA!
–CONTINUANDO! "Dentro da cripta, havia um único caixão de mogno..."
–THAT'S MAHOGANY!
Regina fechou o livro e esbofeteou Emma com ele. A xerife caiu da cama com o impacto.
–"De dentro do caixão..." vai ficar aí mesmo?
–Estou muito confortavel, obrigada. — Emma levantou o polegar por cima da cama para que regina pudesse ver.
–Okay... "De dentro do caixão, emergiu uma criatura pálida, de cabelo longo e preto. 'Boa noite!' A criatura cumprimentou. 'Sou Marina Drácula Parrilla, como vai?'"
–Amor... Cê bebeu pra escrever isso?
–Me desculpe, quer subir aqui e fazer uma história melhor?
Silencio.
–"'Boa noite' Disse a princesa. 'Pode me ajudar a voltar para o meu castelo?' 'Claro que sim!' Respondeu Marina animadamente; e sumonou seu próprio cavalo para acompanhar a princesa. O pelo do animal brilhava vermelho escuro sob a luz da lua, enquanto o da princesa brilhava dourado. 'Que cavalo lindo você tem, Marina, como ele se chama?' A Princesa quis saber. 'Vanessinha.' Ela respondeu. 'É o animal mais fiel e obediente que existe, Vanessinha sempre me faz rir!'"
–Você está zoando com a minha cara, mulher!
–Estou lendo o livro, fique quieta. "Ao chegar no castelo, a princesa convidou Marina a entrar e tomar uma xícara de guaraná. 'Que lindo castelo você tem!' Marina observou. 'Deixe-me mostra-lo a você!' A princesa guiou Marina pelo castelo, apresentando os cômodos. 'Aqui é o quarto da minha irmã.' Ela abriu a porta, revelando um amplo salão com um caixão de vidro no centro. 'Ela é catatônica!' E fechou a porta novamente. 'Desculpe a invasão de privacidade, mas tinha alguém com ela naquele caixão?' Marina prestava atenção nesses detalhes. 'É o namorado dela' Ela respondeu. 'Ele tem fetiche...'"
–Você escreveu essa história pra uma criança. Serio? É uma história de terror!
–Qual o problema?
–Não parece meio... inapropriado?
–Ele gostou! Olha os desenhos!
–Isso é a irmã da princesa? — Emma apontou no livro.
–Sei lá, deve ser...
–Parece um dinossauro!
–Ninguém tem obrigação de saber genética aos 5 anos!
–Quer saber, para. Não quero saber mais.
Regina ficou ofendida.
–Tá bom. Guarde o livro aí na gaveta. — E entregou-o para a esposa.
Emma levantou do chão, se endireitou e abriu a gaveta.
–Olha, nosso album de casamento! — Ela guardou o livro e pegou o album de fotos. Sentou-se ao lado da rainha e ficou olhando as fotos. — Você estava tão linda de noiva...
–E você estava tão linda de pinguim albino...
Emma empurrou o rosto da prefeita para o outro lado. No final do album, a xerife reparou no nome da fotografa do casamento. "Marina D. Parrilla".
–Regina...
FIM!
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