Choose your words! - a Swan Queen challenge
23 Escola - namorada - vídeo game - jantar - cigarro
Notas iniciais
Dentre todos os desafios impostos pela maldição, o que Regina achava mais irritante com certeza era temperar a água do chuveiro. Não existe mágica pra isso ainda. Esse era um dos talentos de Emma que ela frequentemente sentia falta. Depois de uma longa batalha ela finalmente saiu do banho em seu lindo roupão com monograma (um 'Q' de 'Queen', o da Emma tem um 'S' de 'Swan') e se dirigiu ao espelho para se arrumar. Durante o processo, sentiu falta de alguns de seus cosméticos. Provavelmente Emma os consumiu, nada pra se preocupar. A xerife já havia saído, levando o filho para a escola. Sem ninguém em casa a rainha decidiu se dar mais uns minutos antes de começar a trabalhar.
Depois de um longo dia... ... ... calculando impostos(?), a prefeita ouviu a porta da mansão abrir e fechar. Henry chegou e foi direto pro quarto jogar video game. A rainha desceu para preparar o jantar da família. Logo Emma chegou do trabalho e foi ajudar na cozinha. Daquele jeito.
–Como foi seu dia, amor? — Emma abraçou a rainha por trás e beijou seu pescoço.
–Hm... — Regina tombou a cabeça para trás, apoiando no ombro da xerife. — nem vem que você acabou com a minha maquiagem hoje.
Emma franziu o rosto.
–Não.
Regina se desprendeu para encarar a esposa.
–Então quem foi? Ontem tinha... — as duas puseram-se a pensar.
–A Cinderela?
–Não, ela só vem as terças e quintas...
–...
–...
–... O Henry?
–... Será?
–As vezes ele tem uma namorada...? — Emma imaginava o que o garoto faria com maquiagem de marca.
–Você acha? — A rainha arregalou os olhos.
–Ou um namorado...? — Emma não estava ajudando.
Regina sentou-se esfregando os olhos.
–O João não... — A prefeita estava se lembrando do incidente com os pombos.
–Vamos falar com ele? Melhor né... — Emma amparou Regina até chegar ao quarto do garoto.
As batidas na porta não tiveram resposta. Emma girou a maçaneta e empurrou lentamente.
–Henry? — A xerife entrou trazendo sua esposa.
O garoto estava deitado na cama com headphones, agitando os braços no ar. Ao notar a presença das mães, ele parou e abaixou o som.
–Oi? — ele cumprimentou.
–Ele está possuído? Sente cheiro de cigarro? — Regina perguntou discretamente para Emma, mas não obteve resposta.
–O que você está fazendo? — Emma se adiantou para o garoto.
–Ouvindo música. — Ele sorriu. — Mãe, escuta esse som — Ele passa o headphone para Regina.
A rainha contrai levemente o rosto absorvendo a música.
–Que é isso, menino? — Emma observa os feitos.
–Týr +_+ Que cê acha mãe? — Ele se volta novamente para Regina.
–... Épico +_+
– +_+ — Emma pega o headphone.
–Mudando de assunto, Henry, você mexeu na minha maquiagem?
–Sim, olha meus olhos, que metal! — O garoto chegou mais perto mostrando o detalhe.
–Henry! Eu já falei pra você não mexer nas minhas coisas. Se você quiser maquiagem a gente sai e compra uma mais adequada pra sua pele, okay?
Emma concordou. Ou estava apenas apreciando a música, nunca saberemos.
–Okay. — O garoto respondeu.
A prefeita segurou o rosto do menino.
–Nossa, ficou muito bom! — E sacudiu a cabeça se lembrando de seus afazeres. — Emma vamos terminar o jantar. Emma!
A xerife não mostrava nenhuma intenção de largar o headphone.
–Cuide da sua mãe, que eu vou terminar o jantar. — A rainha disse desanimadamente para o filho.
O garoto concordou.
–A proposito, — ela interrompeu seu caminho até a porta e se virou. — Cê não tá namorando o João não, né?
Henry refletiu por um momento.
–Não, eu não me vejo passando o resto da vida com alguém com a personalidade dele... é só... não é o que quero.
–Ótimo... — Regina respirou aliviada e se retirou.
Entre os efeitos colaterais causados pelo consumo excessivo de Heavy Metal, podemos citar súbito interesse por mitologia nórdica e cultura sobrenatural (dependendo da banda) sofrido por Henry, e estresse muscular no pescoço sofrido por Emma, o que a impediu de realizar certas atividades por alguns dias. Felizmente Regina estava bem e pode realizar as ditas atividades nela.
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