Choose your words! - a Swan Queen challenge

24 Ciúme – casamento – sexo – tempero – pássaros – Galo da madrugada – banheiro químico – bebedeira – cantar – sandália havaiana


Notas iniciais
Oe oe o/ segundo cap da fic de carnaval especialmente escrito pela Queen E por mim, desafio vocês a descobrirem quem escreveu até aonde 8D palavras by Suka e Black Rose fic by QuAnd 8D

Regina se jogou na cama, imensamente grata por aquele dia estar terminando. A primeira (e única coisa) que queria fazer agora era tomar um bom banho. Emma veio logo atrás, repetindo o movimento da morena.

– Ahh sai pra lá – a prefeita rolou a esposa para fora da cama – Você ta toda suada. Nem pense em encostar em mim...

Com um baque, Emma atingiu o chão.

–Au..! – colocou a mão na cabeça – Oww, não precisa ser mal educada!

– Você me força a isso...

As duas ficaram ali por algum tempo, Emma no chão e Regina encarando o teto.

– To cansada... Podemos voltar pra casa..?

– Regina... Essa ainda vai ser nossa primeira noite aqui..

A morena suspirou.

– Ahhh mas já foi o suficiente... Carnaval não é pra mim...

– Ohhh amor... – Emma tentou se aproximar e acariciar a prefeita – Você acostuma.. Quem sabe até não começa a aproveitar com o tempo?

– Quando você diz tempo está se referindo a...?

Quando concordou com aquela viagem, Regina não estava em seu melhor estado mental. Vários copos de whisky tinham se encarregado disso. Sendo assim ela não tinha certeza do que tinha se metido, e pra falar a verdade, vinha com medo de perguntar.

– Vamos ficar apenas mais dois dias aqui...

Regina se iluminou, já imaginando a volta para casa. Sua pacata cidadezinha onde as únicas coisas inusitadas e imprevistas que aconteciam estavam relacionadas à magia. E com isso ela sabia lidar. Não que ela não gostasse e tivesse vontade de visitar aquele país. Muito pelo contrário. Só não precisava ser naquela situação e em uma das regiões mais quentes. Isso sim era um problema para ela. Insetos, calor, e pessoas em demasiado invadindo seu espaço pessoal. Quando Emma mencionou então que a volta estava próxima, a morena logo se animou. Só queria abraçar o filho, sentar calmamente em seu sofá, ficar próxima à lareira, lendo um bom livro e escutando alguma música (que ela entendesse) numa altura que não agredisse seus tímpanos.

– E depois.. – Emma continuou, com cuidado – Vamos pra Recife! – completou erguendo as mãos.

– Aaaaah não Emma... – Regina cruzou os braços, inconformada – Isso não tava no nosso contrato de casamento.

– Amor, você vai gostar... Tem um bloco de carnaval lá e é o maior do mundo! Tipo, o maior mesmo!

– E você achou que esse argumento de aglomeração de pessoas ia ajudar por que...?

– Ah Regina.. Deixa de ser anti-social.

– Não – ela fez um bico – Você não entende que eu não gosto de gente?

– Cê gosta de mim... – Emma tombou a cabeça no colo da mulher.

– Porque você é uma só... E olhe lá.

– Nossa sua grossa..! – Emma deu-lhe um tapa na perna.

Regina teve que rir. Acabou percebendo também que quanto mais cedo aceitasse e tentasse lidar com a situação, melhor. Conhecia aquela loira muito bem.

– Ahh ta bom, ta bom... Eu me rendo. Ta feliz?

Emma abriu um sorriso.

– E só pra eu saber.. Que bloco é esse que você tava falando?

– Traduzindo pro inglês fica algo como Galo da manhã.. Galo da madrugada.. Algo assim.

Regina fez uma careta. Definitivamente, ela não gostava de aves e seus ruídos.

Pássaros deviam ser proibidos de cantar antes das dez.

Emma riu. Foi difícil, mas sua rainha estava mesmo se rendendo. A loira só queria curtir um pouco daquele país tropical com Regina. E torcia para a morena sobreviver até a volta para casa.

–E agora sexo! — Emma pulou pra cima da cama.

–Não. — Regina a jogou de volta no chão. — Você vai tomar um banho, e perder esse cheiro de banheiro químico.

Emma puxou a gola da camiseta até o nariz e esboçou uma expressão de desagrado.

–Argh! Você tem razão... — Ela imediatamente tirou a camiseta. E jogou na rainha enquanto se dirigia para o banheiro.

A peça atingiu o rosto já não muito feliz de Regina.

–Você me paga! — E jogou a camiseta de volta na xerife; que ignorou e seguiu seu caminho.

No banheiro, Emma despiu-se do resto de suas roupas e entrou no box. Tomou seu tempo para regular a temperatura da água do chuveiro, apoiou as mãos na parede e deixou a pressão massagear seu corpo; lavando o suor próprio e de milhares de desconhecidos com quem teve contato.

Alguns minutos depois, a salvadora, de olhos fechados, ainda apenas apreciando o movimento da água; sente braços familiares envolvendo-lhe a cintura. Logo o corpo de sua rainha estava colado ao seu. Regina roçou os lábios entreabertos pelo pescoço de Emma e mordiscou o lóbulo de sua orelha.

–Mudou de ideia? — A xerife moveu os braços para trás e deslizou as mãos da cintura até as nádegas da rainha, apertando levemente e pressionando contra seu corpo.

–Não.

Emma ignorou a resposta e mergulhou os dedos no cabelo de Regina, puxando-a para um beijo. Ela sentiu as mãos da prefeita deslizando de forma mais eficiente que o normal em direção a seus seios e envolvendo-os.

–Que é isso? — Emma interrompeu o beijo e observou a espuma se formando sobre sua pele.

–Sabonete líquido, — Regina respondeu apoiando a cabeça em seu ombro. — anta. É o que faz sair o cheiro de serviço público de você. Também faz bolhas, olha! — E soprou um monte no ar.

Emma se distraiu por um momento até a enorme bolha estourar perto de seu rosto, irritando seus olhos.

–Argh! — Emma se virou e abraçou Regina.

–Que foi? Caiu sabão no seu olho?

–Cala a boca e me esfrega. — Emma escondeu o rosto no ombro da rainha e abraçou mais forte.

Regina começou pela nuca, massageando os ombros, descendo pelas costas, deslizando entre as nádegas--

–Aí não. — Emma segurou com força os ombros de Regina, um olhar obstinado. — Mais pra frente.

Regina levantou os braços imediatamente.

–Então vire-se.

Emma obedeceu e ficou novamente de costas para a rainha, apoiando seu corpo no dela. Regina subiu os dedos até o pescoço da salvadora e arranhou de leve seu caminho até os seios, sentindo-os reagir ao toque. Emma tinha os olhos fechados, a cabeça jogada para trás, sobre o ombro da rainha, a respiração lenta e profunda. Regina apreciava as consequências de seu atos, os sons, as texturas, o poder de arrepiar a pele sob suas mãos... um sorriso formou-se em seu rosto. As mãos da prefeita desceram mais, sentindo os contornos dos músculos de Emma, flexionando conforme a respiração se intensificava em antecipação.

O corpo em suas mãos estremeceu quando Regina chegou onde queria; abrindo caminho até o interior. O calor evolvendo seus dedos conforme se moviam...

–Omelette du fromage... — As palavras saíram junto com o ar dos pulmões de Emma.

Regina parou e levantou a cabeça, sem tirar as mãos do lugar, digerindo o que acabara de ouvir.

–Swan. Você está pensando em comida? — A rainha não parecia muito feliz.

–Shh... — Emma, ainda de olhos fechados, levou uma mão ao rosto da prefeita. — Você está me comendo, continua.

Regina removeu as mãos do corpo da loira.

–Não estou mais. — E se retirou.

Minutos depois Emma saiu do banheiro vestindo a costumeira camiseta regata e um short; e no quarto, encontrou a rainha deitada na cama, em vestes semelhantes (inclusive a camiseta era sua), assistindo novela. A xerife se acomodou embaixo do cobertor e manteve sua distancia.

–Tá chateada? — Emma arriscou.

–Muito. — A rainha respondeu sem tirar os olhos da tv.

–Ficou com ciúme?

–De um omelete? — Regina se virou furiosamente.

Emma fez uma cara triste.

–O que o omelete tem que eu não tenho? — A prefeita parecia seriamente aborrecida.

–... ... ... Tempero. — Emma respondeu e roubou um beijo dos lábios da rainha.

–Vou te mostrar o tempero, sua idiota! — E deu-lhe uma travesseirada.

***

Dois dias depois, em Recife.

Assim que puseram o pé na rua, Regina se sentiu desconfortável.

–Emma pra quê a gente veio aqui? — A rainha cobriu o rosto com as mãos em desespero.

Bebedeira e fornicação com desconhecidos!

Regina se virou para voltar ao hotel, mas a imagem de sua esposa no meio daqueles homens suados trouxe um peso ao seu coração e um gosto horrível à sua boca. Ela procurou se concentrar no quanto amava aquela 'feadaputa' que a arrastara para esse pedacinho do inferno. E só esse amor era capaz de lhe dar forças para dar meia volta, segurar a mão de Emma e se jogar no meio da massa de corpos que acompanhavam o bloco.

Regina não fazia ideia de quanto tempo tinha se passado. Estava ali desorientada pela música incompreensível e o movimento das pessoas.

–Emma, por favor, vamos embora! — A rainha não conseguiu ouvir a própria voz.

Sem ver outra opção, segurou firme na mão de Emma, escolheu uma direção, e fez seu caminho pra fora do tumulto. Fora da massa, Regina deu um puxão na mão da esposa e se surpreendeu com o quão leve... Emma não estava lá. A rainha tomou um momento para contemplar o próprio estado. Havia perdido um tênis (que também era da Emma), não se lembrava de ter vestido esse abadá, e em sua mão, onde deveria estar a de Emma, havia apenas uma sandália havaiana. A rainha respirou fundo e questionou todas as suas escolhas de vida. Virou-se para contemplar a enorme ponte abarrotada de pessoas. Era hora de medidas drásticas. Puxou o celular que escondera num local que não precisa ser mencionado, e ativou o sinal da pulceira localizadora.

O radar indicava o meio da multidão. Como chegar lá, minha Nossa Senhora? Regina foi pelos cantos, tentando não voltar pro meio da massa de pessoas, tentando avistar Emma. Mais uma olhada no radar. E na ponte. E um corpo caiu na água. E o radar se moveu.

–EEEEEEEEEEEMMMMMAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! — A rainha saiu correndo.

Com a ajuda dos bombeiros, o corpo de Emma foi resgatado e levado ao pronto-socorro mais próximo.

[SAP OFF]

–Êun falo un poco dê português... — Emma tentava se comunicar de forma deplorável.

–Shh... you don't have to, sweetie. — Regina a apoiava em seu ombro, fazendo o melhor para remove-la dali de volta para o hotel.

[SAP ON]

Deixando várias enfermeiras rindo, o casal pegou um táxi e retornou à paz e privacidade de seu quarto de hotel. Regina levou sua esposa fortemente alcoolizada e levemente afogada para um banho frio, que não foi agradável para ninguém, e finalmente dormiram.

Emma voltou para Storybrook com uma camiseta do Pelé e menos memórias do que esperava. Regina voltou com a certeza de que nunca mais em sua vida deixaria Emma escolher onde passar as férias assim.

Nenhum galo ferido durante a fic. Emma até hoje não sabe onde foi parar seu tênis. Nem Regina.

Notas finais
Espero que tenham gostado, reclamações e pedidos nos comentarios pfv 8D/