Notas iniciais
Boa Leitura

Todos ainda se olhavam, perplexos. Thomas não conseguia parar de encarar Laurel, que já estava constrangida. Sara e Thea tinha tinham sorrisos nos rostos, estava felizes por reverem todos juntos. Felicity olhava os amigos, estranhando as vestimentas de Oliver e Thomas, mas mais que isso estranhando os amigos! O modo com que se olhavam e a surpresa estampada no rosto de cada um. Pareciam estranhos.

—Senhorita Smoak. –Chamou um médico. –Me acompanhe, por favor.

Felicity assentiu devagar e o acompanhou, passando por Oliver que a seguiu com o olhar.

Após a saída da loira ninguém falava nada, Caitlin se virou e saiu.

—Senhor Queen. –Chamou uma mulher, assistente social. –A senhorita Melissa o espera.

Oliver saiu do transe e assentiu freneticamente e a seguiu.

— Sara. –Exclamou Diggle.

—Diggle! Como está papai? Alguma noticia?

—O que está fazendo ai? Parada? Venha, vamos vê-lo, ele já pode receber visita.

—A recepcionista não dá um crachá para Laurel. –Explicou.

A mulher da recepção ficou vermelha ao receber todos os olhares.

—Eu... Éhrr... –Tentou formular uma frase, sem sucesso.

Laurel suspirou cansada e se levantou da cadeira, abriu a bolsa e tirou a sua identidade (RG).

—Aqui. –Entregou. –Está é a prova que eu sou Laurel Lance. Agora, vai me deixar ver meu pai ou eu devo ter uma conversa com seus superiores? –Perguntou friamente.

—Acho que aqui é alguma empresa? –Perguntou abusadamente.

—Acho. E tenho absoluta certeza que seu chefe não vai gostar do seu comportamento. –Respondeu calmamente.

—Eu não preciso que me diga o que fazer ou me ameace.

Sara e Thea pegaram os seus crachás e se afastaram.

Laurel respirou fundo e pediu aos céus paciência, pegou o seu telefone e discou o numero de Ray.

—Ray, está ocupado?

—Não, o que ouve? Seu pai está bem? Como foi o voo?

—O voo foi ótimo. Ainda não tenho noticias de papai, estou tendo um problema. Pode conseguir o numero da diretoria do Starling Hospital, por favor.

Um minuto. Estou mandando por mensagem.

O celular vibrou, a mensagem tinha chegado.

—Chegou, obrigada.

—Até logo.

—Tchau. – Ela abriu as mensagem e discou o numero da diretoria, não demorou para um homem atender.

—Starling Hospital, direção.

—Estou na recepção e uma funcionaria se recusa a liberar a minha entrada. Meu pai se acidentou, me chamo Laurel Lance. E a funcionaria... –Laurel se aproximou da mulher e olhou o seu crachá. –Se chama Tanya, Tanya Godman. O senhor deve saber que vivemos em um país que preza a liberdade e que essa situação pode causar um processo.

—Estou descendo.

Não demorou e o elevador se abriu, um homem bem vestido se apresentou.

—Senhorita Lance. –Cumprimentou. –Vamos resolver o seu problema.

—Não haveria problema se sua funcionaria não fosse tão desrespeitosa.

O homem olhou para a mulher da recepção secamente.

—Peço desculpas em nome do hospital pelo incomodo. Vou providenciar o seu crachá e poderá ver seu pai. –Ele tomou o lugar da recepcionista e logo entregou o crachá a Laurel.

—Obrigada.

Laurel se virou pronta para seguir Diggle, mas antes do elevador fechar pôde ouvir o homem brigar com a recepcionista.

—Não sabe quem ela é? Incompetente, pode se apresentar no RH!

Laurel abriu um sorriso convencido.

—To com medo dela. –Disse Thea.

—Estou orgulhosa dela. –Disse Sara.

Só então Laurel percebeu que todos estavam no elevador. Thea, Sara, Thomas e Diggle. Engoliu em seco ao perceber que o moreno estava logo atrás dela. Perto. Muito perto.

Oliver acompanhou a assistente social até uma parte do hospital dedicada as crianças, nas paredes tinham azulejos com animaizinhos e pelo corredor cadeiras de plástico (em tamanho mini) estavam espalhadas. Quando a mulher parou de frente a uma porta Oliver conseguiu ouvir a voz da menina do lado de fora , a porta foi aberta e ele viu Melissa conversando com outra mulher.

—Melissa! –Chamou.

Ela virou a cabeça e abriu um gigante sorriso ao ver o pai.

—Papai!

Quando Oliver foi perceber apertava o corpinho da criança contra si.

—Você está bem? Se machucou?

—Não, a vovó Donna me protegeu... Papai, cadê meus avos?

—Eles se machucaram um pouco e estão sendo cuidados.

—Senhor Queen, sou Iris West, estive com sua filha nesse curto espaço de tempo.

A mulher tinha um grande sorriso no rosto, parecia que queria mostrar os dentes. Oliver levantou os olhos e a olhou.

—Agradeço. –Disse serio, mas não grosso. – Podemos ir?

—Oh, sim. –Exclamou ligeiramente rubra.

Oliver levantou-se e pegou Melissa nos braços, a menina deitou a cabeça no seu ombro.

Adeus... —A assistente social disse.

Assim que chegaram a recepção Oliver ligou para uma baba, que não custou a chegar, mas antes que pudessem acertar algo apareceu um medico chamando-o. Ele se virou e pediu para a mulher esperar, a senhora assentiu e sentou-se numa das cadeiras com melissa ao seu lado.

Melissa observava tudo, a forma com que as pessoas corriam, viu um homem começar a pular e gritar: “EU SOU PAI!” e achou engraçado. Virou a cabeça e observou a mulher que estava ao seu lado. O nome dela era Diana Withew, ou senhora Withew, quando seus avos, seu tio Tommy,sua tia Sara ou seu pai não podiam cuidar dela ligavam para a senhora Withew e ela logo aparecia.

Mas hoje ela estava diferente. Seu rosto estava muito branco e ela não sorria carinhosamente, na verdade ela parecia está com falta de ar. Uma mulher vestida de branco se aproximou e perguntou se ela se sentia bem e ela não falou nada, mas tentou.

—EMERGENCIA!- Gritou a mulher, a enfermeira.

Varias pessoas surgiram, Melissa olhava a procura do seu pai. Logo levaram a senhor Withew em uma maca. Melissa permaneceu sentada.

Após alguns minutos estava concentrada no chão e percebeu que alguém sentou ao seu lado. Levantou os olhos e viu cabelos loiros, depois olhos azuis, cheios de lagrimas.

—Olá. –Disse timidamente.

A mulher a olhou.

—Oi. Está sozinha?

—Sim, meu papai foi ver meu vovô. E a senhora Withew ficou dodói.

—Quem é a senhora Withew?

—Minha babá.

—Ah... –A mulher sorriu. –Meu nome é Felicity. Pode me chamar de Lissy. Qual o seu nome?

-Melissa. –A barriga dela denunciou que ela estava faminta.

—Está com fome? –Ela bateu na cabeça. –Não seja tonta Felicity, é claro que ela está, não ouviu sua barriga roncar? -A menina a achou engraçada.- Gostaria de comer algo? Podemos ir a lanchonete e voltar logo.

—E o meu papai?

—Podemos pedir para alguém lhe avisar que você foi na lanchonete comigo.

Melissa assentiu animada, elas caminharam até a recepção.

—Olá. – O homem levantou a cabeça.- O senhor viu com quem essa menina veio? –O homem abaixou a cabeça e olhou Melissa, depois levantou e assentiu. –Pode avisar que ela foi na lanchonete comigo?

—Sim, senhora.

—Obrigada. –Ela se virou para melissa. –Vamos?

—Onde está minha neta? –Foi à primeira coisa que Robert Queen perguntou quando viu o filho.

—Está na recepção com a baba.

Ele suspirou aliviado.

—Como o senhor está?

—Estou ótimo, apenas uns aranhões bestas.

—Senhor Queen, pode vir aqui?

Oliver assentiu e deixou o pai aos cuidados dos internos.

O medico explicou a situação do seu pai, disse que ele foi o que menos se ferio, por isso estava sozinho, os demais estavam fazendo exames, mas estavam bem. Toda essa explicação durou cerca de 40 minutos, quando Oliver voltou ao quarto do pai, ele perguntou.

—Como aconteceu?

O homem o olhou confuso.

—Onde está Melissa?

—Com a baba.

—Num Hospital! –Exclamou revoltado.

—O que demais nisso?

—Se a minha neta ficar traumatizada... Vá busca-lá! –Mandou, vendo que o filho não faria nada.

—Ok.

Oliver caminhou por um corredor até a recepção, se aproximo0u das cadeiras e não achou nem a filha nem a baba.

—Com licença. –Disse na recepção. –Você viu para onde foi uma menina pequena e uma senhora?

—A mulher foi internada as pressas, infarto. E a menina foi lanchar.

—Será que a senhor... O que? Lanchar? Com quem? Quem loucura é essa?

—Desculpe, apenas pediram para informar que a menina estava lanchando.

—Quem pediu?

—Uma mulher loira, jovem...

—E você deixou? Uma criança sozinha!

O coração de Oliver começou a se aperta e a preocupação a aumentar.

—QUE INFERNO! –Gritou.

—Não grite num hospital. –Exclamou uma voz feminina.

—Quem se importa? –Exclamou grosso sem se virar.

—Eu me importo.

Oliver se virou e deu de cara com uma Felicity seria segurando a mão de uma Melissa assustada, que tinha nas mãos uma bolacha.

—Nunca pensei que com o amadurecimento sua educação acabaria, Oliver.

Notas finais
Me diga o que acharam!!!