Choices

13 Promessas de uma missa.


Olive encarava a mulher a sua frente com choque. Após tantos anos lhe era estranho vê-lá pessoalmente. E ouvir sua voz... Nesse ponto a estranheza era além. E, Deus, ela estava tão diferente. Desde as suas roupas, ao corte de cabelo e ao modo de pronunciar as palavras, ele se perguntava se por trás daquela mulher ainda existia a velha Felicity. Tal como, se questionava a respeito do motivo pelo qual ela tinha ido embora, o motivo que fez com que ele não visse ele por tantos anos.

E ele continuava encarando ela.

Da mesma forma que ela encarava ele. O maldito frio na barriga, estava presente, ao lado da ansiedade. Ela se perguntava o que diabos aquele homem tinha feito para permanecer tão atraente. Chutava que deveria ser algum tipo de pacto com o diabo, mas logo cuidava em parar de pensar nisso.

—Papai?

Eles estavam tão concentrados se encarando que não perceberam a menina ali. O chamando.

—Pai! -Ela soltou a mão de Felicity e foi até ele. -Olha para mim, papai!

E só quando ela deu um chute na perna dele que ele migrou seus olhos de Felicity para a criança. Seus olhos se arregalaram e ele abraçou a menina com alivio.

—Melissa, onde você estava? Não deveria ter saído de onde estava! Sabe que não pode falar com estranhos, muitos menos andar com eles.

—Mas... Eu...

—Não, Melissa! Sem eu, ou mas! A senhorita ficará de castigo, sabe que não deveria ter feito isso.

Os olhos da menina estavam cheios de lagrimas. Algumas pessoas sabem o quanto dói uma bronca bem dada de um pai. Principalmente quando esse pai era Oliver. Seu voz se tornava grossa e suas feições serias. Aos olhos da pequena criança, ele nunca esteve tão assustador.

—Papai...

—Não adianta chorar, vá se sentar. -O bico da menina aumentava e as lagrimas ameaçavam cair. -Não chore, Melissa! Engula o chove e vá se sentar enquanto eu arrumo toda essa confusão.

Triste e com a cabeça baixa, a menina foi senta-se na mesma cadeira que estava anteriormente. E para quebrar ainda mais o coração de Felicity, as lagrimas começaram a molhar o vestido da menina.

Quando levantou o olhar de volta para Felicity, Oliver pôde ver sinais de uma cara de raiva tradicional dela, e não havia só raiva. Havia rancor e decepção. Ela o ignorou e foi até a criança. Se ajoelhou e ficou na altura da menina.

—Ei Kid, não chore. -A menina fungou. -Olhe para mim. -Felicity segurou os rosto da criança que a encarava com cuidado. -O que sua tia Thea diria se a visse assim?

—A senhora conhece a tia Thea? -perguntou com a voz de choro.

Felicity sorriu.

—Sim, eu conheço. Conheço todos os seus tios e os seus avos. Sendo assim, seu que eles não gostariam de lhe ver chorando. Venha cá. -Ela segurou a criança em seus braços e a abraçou. -Não chore, eu sei o quão chato é receber uma bronca, tio Robert sempre foi bom com elas, mas broncas, assim como, erros e quedas nos ensinam a acertar. -Ela olhou para o rosto da criança. -Então, respire fundo, não faça mais o que fez e continue a voar, pequena borboleta. -Ela abraçou a menina novamente e a colocou de volta na cadeira. -Não chore mais, prometo que ainda vamos tomar outro sorvete daquele juntas!

Um sorriso cresceu no rosto de Melissa, como se nunca tivesse chorado.

—De chocolate?

—De chocolate com cobertura de morango...

—E granulado! -Exclamou animada, passando a mão no rosto e limpando as lagrimas.

Felicity assentiu contagiada com a animação dela.

—Isso, agora, fique ai quietinha que eu vou falar como seu pai e depois vou procurar saber noticias da minha mãe.

Melissa assentiu.

Oliver observava a interação com curiosidade, quando ele poderia imaginar que veria sua filha, em um momento de fragilidade, se comunicar tão bem com alguém que ela nunca tinha visto? Ele não poderia julgar sua menina, pois sabia que aquela mulher tinha esse dom.

—Oliver. -Disse Felicity ao se virar para ele.

—Felicity.

—Como está? -Perguntou seria.

—Como imagina que eu esteja? Meus pais sofreram um acidente e, para melhorar, minha filha sumiu em meio a um hospital após a baba ter um infarto!

Ela olhou Melissa, que ouvia a conversa atentamente e o puxou dali.

—Bom, se você quer ser um otário, sejamos. -Disse a ele, num local no qual eles ainda poderiam ver a menina e ela não poderia ouvi-los. -Ela é uma criança que, independente da razão, você deixou sozinha em um hospital sem a supervisão adequada! Uma criança faminta, que você deveria ter alimentado! Você! Mas, não, no lugar disso, você sumiu e quando ela o viu novamente você gritou com ela. Merda Queen.

—Oras, eu...

Ela não deixou ele continuar.

—Eu não me importo da porra da razão que fez você deixa-lá aqui, eu realmente tô pouco me lixando. Mas, ela é a sua filha. Sua e esse sim é um motivo especial o bastante. Então, não grite com uma criança que já estava passando mal de fome quando ela vai comer!

Ele encarava ela com os olhos arregalados. Entre raiva, descrença, arrependimento e outros sentimentos. E ela escolheu não esperar ele processar nada e saiu dali, dando tchau a Melissa, que retribuiu.

Quando as portas do elevador se abriram ela deu graças a Deus por está longe daquele homem. Ele conseguia tirar ela do serio, independente do motivo.

—Sentimos sua falta. -Disse Sara á Laurel antes de entrarem no quarto que o pai estava.

Laurel sorriu.

—Nós passamos o final de semana juntas, não seja tão sentimental, Sara.

Sara sorriu, Laurel entrou primeiro e a mais nova ficou pensando em como elas mudaram, outrora ela mesma teria dito aquilo.

—Papai! -Exclamou ao entrar no quarto dele.

—É um milagre divino! Minhas duas meninas juntas!

Ambas sorriram.

Thomas observava a interação do lado de fora, ele queria participar daquilo, está com Laurel e Sara. Queria tomar coragem e ir ver o seu pai. Imagina que o velho estivesse irado com a ausência do primogênito. E estava.

—Olha quem apareceu! O descarado! -Exclamou assim que viu a cabeça do filho na porta. -Pelo menos chegou, o que esperava? Pegar a herança e se safar? Não me diga que estava em mais uma noitada!

Thomas sorriu, aquele era seu velho pai.

—Bom, se considerar trabalho como noitada... Eu estava em uma daquelas.

O velho Malcolm sorriu.

—Oras seu...

Thomas se sentou na poltrona ao lado da cama do pai.

—Como aconteceu?

—Besteira! O carro derrapou e...

—Besteira? Soube que outros estão ferido. -As feições do homem mudaram.

—Feridos? Donna? Moira? Robert? Droga, a menina Melissa.

Ele já começava a se levantou, para o assombro de Thomas, seu pai retirou a agulho que o ligava ao soro.

—Sente-se, senhor Merlyn! Todos estão recebendo o tratamento necessário e não ocorreu nada com Melissa... Eu...

—Eu? Desembucha menina. -Mandou, já deitado.

—Laurel está aqui. -Disse.

Malcolm levantou uma sobrancelha.

—E...

—Como "e"? Ela esta aqui, na verdade, todos estão.

—Todos? -Uma pequena esperança crescia no peito do homem.

—Todos! Felicity, Thea, Sara, Oliver, Laurel... Todos! Isso...

—Isso é maravilhoso! -Exclamou animado, recebendo toda a atenção do filho, que olhava fixamente para um ponto entre os lençóis brancos do leito hospitalar. -espere só até Donna, Moire, Robert e Quentin saberem! Finalmente, devo mandar celebrar uma missa?

Thomas riu.

—É realmente inédito.

—Menino, parece que vocês fogem um dos outros. Onde está seu celular? Passe ele para cá. -Mandou. Thomas logo passou e observou o velho pai discar ferozmente um numero e, logo em seguida, por o aparelho próximo ao ouvido. -Olá... Padre Kleber?... Sim, Malcolm Merlyn... Estou bem, parece que toda a cidade já sabe... Sim... Não... Logo descobrirei... -Ele revirou os olhos por algum motivo. -Quero mandar celebrar uma missa... Para logo... Quando? Na quarta?... Perfeito!...

E ele continuou falando e combinando, sendo observado de perto pelo filho que observava descrente.

Só não estava mais descrente que Moira ao ouvir a narração dos últimos acontecimentos diretamente da boca da filha.

—E todos se encontraram?

—Sim.

—Jesus amado!

Thea riu.

Na manhã seguinte, após os filhos passarem a noite com os pais e não se verem. Todos receberam alta, com a promessa que se cuidariam e com o convite para a missa que seria realização na quarta (no dia seguinte) em prol de um grande milagre, que o medico imaginou ser o fato que todos estavam bem.

Como ele estava enganado, um pequeno cartaz era feito no silencio de uma gráfica, nele tinha a foto de todos juntos...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.