Choices
11 Capitulo 11
Notas iniciais
Fazia quase 3 anos que os mais velhos não viam os filhos juntos, Donna e Moira reclamavam com frequência da falta que as "crianças" fazia. Quentin e Malcolm entendiam que a vida deles tinha mudado, já não eram mais adolescentes imaturos, eram homens e mulheres de respeito e talento. Algumas vezes, Sara aparecia de surpresa, normalmente nos horários que a academia estava fechada, e lhes contava como estava à vida dos amigos.
—Esse é o pecado dos filhos. -Certa vez disse Malcolm. -Excluir os pais das suas vidas.
—Não acredito que eles estavam cometendo esse erro.
—Como não? -Contestou. -Criamos aqueles indivíduos com amor, carinho e conforto, e como eles retribuem? O imprestável do meu filho, vai fazer 6 meses que não o vejo.
Sara riu.
—Ele está cuidando dos seus negócios, dando continuidade ao seu legado.
Merlyn resmungou.
—Pelo menos para isso...
Esse tipo de conversa não era muito comum, mas vez ou outra acontecia, Sara sentia falta dos amigos e às vezes se irritava pela falta de atenção, entretanto isso não a impedia de tentar entender.
Robert era o único que ficava quieto. De todos, ele era o mais velho, então poderia exclamar que sabia um pouco da vida, não que os outros não soubessem. Certa vez, numa ligação para Thea, expressou como se sentia.
—É chocante vê-los separados, tanta coisa mudou, vocês mudaram tanto... Meu temor é que se esquecem de onde vieram, pois nesse dia, esquecem o que é ter família.
Isso partiu o coração da pequena Queen.
—Sinto falta deles, papai. -Sua voz saiu trêmula.
—Eu também, querida, muita.
Melissa era uma grande alegria para eles. Todos a adoravam, Donna até aprendeu a cozinhar para agradar a criança, costumavam fazer pequenas viagens com frequência. Iam a cidades pequenas, mas encantadoras. Passavam noites rindo e degustando um bom vinho, no caso de Melissa, um cremoso sorvete.
Naquela manhã de sábado, eles decidiram visitar uma reserva florestal, para mostrar a menina o quão gracioso era está em meio à natureza, arrumaram algumas roupas dentro de malas pequenas, pegaram dois carros. Quentin pegou sua churrasqueira, Malcolm era o responsável pela carne, Moira levaria duas tortas doces, Donna e Robert prepararam os alimentos que seriam consumidos (arroz, feijão, macarrão...) e Melissa separou algumas guloseimas. Poucos antes das 06h00min da manhã eles saíram.
Naquele dia, em especial, todos os filhos estavam fora da cidade, Oliver e Thomas estavam numa convenção sobre empreendimento, em Londres. Sara estava em NY, com Laurel. Para eles o dia passou de forma rápida. Quando a noite chegou, Oliver ligou para saber de Melissa. Chamou 1, 2, 3 vezes e nada. Assim que parou de tentar, crente que já estavam dormindo, em NY o celular de Sara tocou.
—Alô?
—Sara.
—Diggle? -Reconheceu rapidamente a voz do amigo. -Oi, tudo bem ai?
—Não, espero que esteja sentado.
—O que ouve? -Perguntou preocupada.
◊
O clima em Paris estava frio e denso. Thea andava pela rua despreocupada, observava alguns casais abraçados, fazendo juz ao apelido da cidade. A torre brilhava no seu explendor, após sair do atelier gostava de andar e respirar. Quando "Mirrons" começou a tocar, automaticamente, ela levou o celular a orelha.
—Thea Queen falando.
—Senhorita Queen, aqui é do hospital de Starling City...
◊
Felicity estava sentada no chão saboreando o seu Kalgooksu com calma.
—Esta do seu agrado, senhora?
—Por favor, Kang Sun Woo não me chame de senhora. Minha mãe deveria receber essa descrição, mas tenho certeza que se a chamar assim ela não irá gostar.
O homem riu, Felicity o acompanhou.
A porta se abriu repentinamente e por ela entrou Oh Woo-Sik, secretário dela. Ele estava pálido e parecia ter corrido, suas bochechas estavam vermelhas e sua respiração acelerada.
— Oh Woo-Sik, está bem? Sente-se!
—Não trago boa notícias.- Anunciou.
◊
—Falou com eles? -Perguntou Thomas.
—Ninguém atendeu.
—Espero que estejam bem.
Sentaram numa das cadeiras do bar e pediram uma dose de Whisky, o barmen assentiu e saiu.
—Espero que consigamos chegar contrato com a empresa coreana.
—A de tecidos?
—Sim, será de grande ajuda.
O barmen voltou com as bebidas, eles seguraram os copos e beberam. Os celulares tocaram ao mesmo tempo.
—Alô- Disse juntos.
—Senhor Merlyn.
—Thereza, não estou em horário de trabalho. Seja o que for, deixe para amanhã.
—Senhor, não tem nada haver com a empresa. O senhor Merlyn... -Se atrapalhou.- Quero dizer, seu pai.
—O que tem meu pai?
—Ele sofreu um acidente.
—O QUE? -Oliver e Thomas gritaram juntos. Se olharam. -Onde? Aonde? Como? Quando?
—Hoje, o carro onde ele estava caiu de uma ponte.
—Uma ponte?
—Sim! Lá cedeu. Eles estão no hospital.
◊◊
Em Seul, na Coréia, Felicity se apressava para entrar logo no jatinho, sem malas ou qualquer bagagem, apenas a bolsa com os documentos e o celular. Thea, Sara e Laurel tiveram a mesma sorte, quando chegaram ao aeroporto havia um voou naquele horário e lugares livres. Thomas e Oliver tiveram problemas com as suas malas, tudo por causa de alguns grampos, mas logo estavam dentro do avião.
Era estranho, eles se sentiam estranhos. Sentiam o coração apertar só em pensar que os pais poderiam está feridos. Nenhum parou para pensar em nada mais... Nem mesmo que depois de anos iriam se reencontrar... Como podiam imaginar?
¥
—Senhora, coloque o cinto, iremos pousar. –Avisou a aeromoça.
Ela assentiu.
Após o pouso, Felicity foi recepcionada por um homem que trabalhava no aeroporto.
—Seja bem vinda senhorita Smoak.
—Obrigada. Meu carro está me esperando?
—Sim senhora.
Felicity procurou com os olhos e logo avistou um carro preto próximo a área de pouso.
—A imprensa não sabe da chegada da senhora.
—Ótimo.
Ela caminhou até o carro e logo estava na estrada.
◊
Assim que Thea desembarcou, correu pelo aeroporto e sem perceber acabou catendo numa mulher, fazendo-as cair.
—Não olha por onde anda? –perguntou irritada, a mulher.
—Não olha para frente? –Retrucou.
Levantou a cabeça e encarou a ultima pessoa que pensava ver naquele momento.
—Laurel?
—Thea?
Elas se levantaram.
—Oh, meu Deus, Thea! –Exclamou.
A pequena Queen foi esmagada pela morena, num abraço.
—Também senti sua falta. –Disse, já sem ar.
Lance a soltou e viu sara vindo.
—Sara, olha quem eu encontrei.
—Thea!
Outra vez a Queen foi esmagada.
—Oi Sara.
—Temos que correr para o hospital.
—Vocês já sabem?
—Sim.
◊
Oliver e Thomas assim que pousaram pegaram logo um taxi rumo ao hospital.
Na recepção uma confusão se formava. Felicity discutia com uma enfermeira que não queria lhe passar informações, Thea e Sara (que não tinham percebido a presença da loira) estavam na recepção tentado conseguir o crachá para Laurel, que cansada se sentou numa das cadeiras de roda. Thomas e Oliver adentraram o hospital e correram para a recepção, atrás de informação. A gritaria só aumentava.
—SILENCIO! –Gritou uma medica.
Todos se viraram para ela.
—Aqui é um hospital, respeitem! –Exclamou revoltada.
—Caitlin? –perguntou Felicity.
—Megan?
Oliver e os demais olharam para a loira surpresos.
—Felicity? –Perguntou Thomas.
Que fez com que eles olhassem para ela e vissem Sara, logo depois uma Laurel branca.
—Oliver? –Disse Felicity.
Todos os olhavam desacreditados.
—O que diabos está acontecendo?

Fale com o autor