Notas iniciais
Boa Leitura.

Seu vestido era rosa, talvez fosse algo esperado, mas para ela era uma surpresa. As mãos ágeis de Sara prenderam o seu cabelo num simples penteado.

—Será que eles vão demorar?

—Acredito que logo estarão aqui.

—Oliver que não se atreva a perder o meu baile!

A porta foi aberta e por ela Moira e Laurel entraram. Thea levantou-se e as encarou. Os olhos de Moira rapidamente encheram de água.

—Oh, meu bebê. Não acredito que logo me deixará.

—Nunca irei deixá-la, mamãe.

Laurel usava um vestido laranja, seus cabelos estavam presos num coque e uma leve maquiagem completava o visual. Sara tinha os cabelos soltos, seu batom dava destaque a sua boca e o vestido verde destacava seus olhos. As irmãs estavam belas.

No andar de baixo Quentin cumprimentava os recém chegados: Oliver e Thomas. Os meninos já estavam vestidos adequadamente quando desceram do carro. Donna estava no jardim mais Felicity, a loira estava mudada, mais madura. Trajava um longo vestido preto e tinha os cabelos soltos.

—Vocês chegaram!- Exclamou Thea ao vê-los.

—Claro que chegamos, não perderíamos o seu baile.

—Por falar nisso, qual é o nome do seu acompanhante?

—Ah, Roy! É um amigo.

—Amigos... Sei. -Disse Sara.

A campainha tocou e Oliver logo andou até lá.

Helena chegou. -Avisou.

Thea fechou a cara, não ia com a cara da namorada do irmão.

—Boa noite. -Helena os comprimentos.

Apenas os homens responderam, tirando Thomas, este imitou as mulheres ao dar um sorriso falso.

—Podemos ir?

—Claro.

NÃO! -Gritaram Donna e Moira.

Eles já estavam na porta e se viraram assustados.

—Vocês não tiraram a foto!

Antes que pudessem dizer algo à campainha tocou novamente. Laurel abriu a porta e um rapaz entrou.

—Este é o Roy. -Apresentou Thea.

—Boa noite.

Todos o cumprimentaram com sorrisos nos rostos e outros "Boa Noite", Helena fechou a cara.

—Chegou na hora certa, querido, vamos tirar a foto, venha, venha.

Eles se juntaram, até mesmo Helena. Moira torceu a boca.

—Querida. -A chamou. -A câmera não pega você, sinto muito. -Disse com uma falsa tristeza. -Pode se afastar?

—Mas... -Oliver tentou argumentar, mas se calou.

Helena estava sem reação e apenas fez o que foi pedido.

Na foto, Laurel estava ao lado de Thomas, Felicity, Sara e Oliver estavam logo depois, por fim Roy e Thea sorriam.

Após a foto eles saíram. Dava para ouvir Helena reclamando com Oliver dentro do carro.

—Ela estava vestindo a mesma cor que eu? -Perguntou Sara.

—Não se preocupe. Não é o mesmo verde.

—Liz, aquilo é verde!

—Sara, não compare o seu vestido com o dela, por favor!

Elas esperaram a limusine de Thea sair e entraram no carro da loira. Seguindo-os.

O caminho foi calmo eram três caros, o de Felicity, o de Oliver e a limusine. Quando desceram perceberam que a escola estava decorada de uma forma bem parecida com há de um ano atrás, as cores eram uma mistura de bege e rosa claro. A quadra estava decorada com algumas rosas e cortinas de pétalas, tinha um bonito globo no meio do salão.

—Aqui está bem bonito. –Elogiou Sara.

—Senti falta desse lugar.

O diretor e alguns professores se aproximaram para cumprimenta-las.

—Senhorita Smoak, senhoritas Lance e senhor Merlyn, como estão?

—Estamos bem, senhor William.

—Como está a faculdade? Estão gostando? –Perguntou um dos professores.

Sara e Laurel começaram a falar sobre as aulas e atividades; Thomas discutia com o professor de Filosofia sobre questões éticas.

—Senhorita Smoak.

Felicity direcionou o olhar para o diretor.

—Tudo bem?

—Sim. –Disse vagamente.

—Está gostando da faculdade?

Felicity ficou calada.

—Por favor, me acompanhe.

Ela assentiu. Eles saíram do ginásio e, passando por corredores, entraram na sala da diretoria.

—O senhor vai perder o baile!

—Não se preocupe com isso. Estou muito velho para aproveitar esses bailes. –Ele apontou para a cadeira. –Sente-se.

—Ok.

—Então, conte-me. O que está errado?

Felicity suspirou.

—Sinto como se algo estivesse errado. Faltando.

—Entendo. Sabe senhorita, antes de assumir a diretoria, alguns anos antes, eu estava no 5º período da faculdade de medicina. Tal como a senhorita, eu era muito inteligente, esperto, todos me diziam que eu deveria cursar um grande curso, um curso que tivesse prestigio.

—O senhor é formado em medicina?

—Não. –Sorriu. –Eu abandonei no 5º período. Logo depois entrei em Química, me formei com êxito, consegui um emprego aqui e, depois de cinco anos lesionando, me tornei diretor. Ser bom em algo é fácil, mas ser feliz fazendo-o é difícil. Pense melhor, procure dentro de si algo que goste e que te faça feliz.

Felicity estava emocionada com o depoimento do velho homem.

—Vou fazer isso.

Felicity fechou a porta da diretoria e caminhou lentamente pelos corredores, sendo corroída de lembranças. Quando chegou ao ginásio, correu os olhos pelo lugar a procura dos amigos. Encontrou Thomas e Laurel, era uma cena bonita, Laurel encostou a cabeça no ombro dele, pareciam sussurrar algo. Sorriram. E voltaram a dançar. Viu Sara e Thea na mesa do poncho e Oliver dançar com Helena.

Ela suspirou, não foi um suspiro de dor ou lamentação, foi um suspiro atrás de ar.

Virou-se, saiu do salão e foi para o campo. Olhou para o céu, tentou lembrar de alguma constelação, mas não. Algo tirava sua concentração. Cansada, decidiu que apenas iria olhar para as estrelas. Fechou os olhos e pensou na sua vida. Mesmo tendo uma bela e grande família, amigos verdadeiros, planejamento futuro e um ótimo desenvolvimento escolar, ela se sentia inquieta. Era o peso das decisões.

Porque pessoas adultas vivem de decisões. O que comer, como se proteger, quem amar. Felicity não se sentia preparada para tomar essas decisões, entretanto ela não tinha tempo para se preparar, restava apenas, aprender com a vida. Levantou e quando se virou deu de cara com Helena.

—O que faz aqui?

—Não seja cínica, Felicity. -Exclamou. -Vejo que ainda tem uma queda pela meu Oliver. -Helena começou a caminhar até Felicity. -Vim apenas avisa o óbvio: Ele não vai querer alguém como você, quando me tem!

Felicity ouvia cada palavra, até que sentiu uma estranha vontade de rir. E riu. Helena a olhou como se estivesse louca.

—Por favor, Helena. -Disse depois de se recuperar do ataque de risos.- Eu não quero Oliver. No passado eu poderia até pensar em querê-lo dessa forma, mas hoje não. Se quer tanto, fique. Essa luta não é minha. -Sorriu e saiu, deixando uma Helena abismada para trás.

Esperou um pouco e viu Helena sair, pegou o telefone e digitou uma mensagem para os amigos.

—Estou esperando no campo, tenho algo importe para falar!_

Foi até o meio do gramado e esperou.

Logo Thea, Sara e Oliver surgiram, Felicity acenou. Depois vieram Laurel e Thomas. Fizeram uma roda.

—Liz, o que foi?

Os olhos azuis de Felicity estavam cheios de lágrimas.

—Não está gostando da festa?- Perguntou Thea, preocupada.

—Não, não, não. A festa está perfeita!

—Então, o que está acontecendo?

Respirou fundo.

—Depois das aulas terem começado eu recebi um convite: Ir para a Coreia e terminar meus estudos lá.

—O QUE?

—É, e eu irei aceitar. -Comunicou.

—Mas... -Oliver tentou dizer algo.

—Sei que é algo novo, mas tentem entender.

—Eu entendo. -Disse Thea. -Estou orgulhosa de você Liz, parabéns.

Elas se abraçaram.

—Vamos sentir sua falta. -Laurel já chorava.

—Vamos sim. -Completou Sara, que se encontrava no mesmo estado da irmã.

—O tempo passa rápido, nem vão perceber. -Tentou conforta-las.

Oliver também a abraçou.

Apenas Thomas ficou olhando para ela. Sério.

—Tommy?

—Não chorem por ela. -Sua fala surpreendeu a todos. -É uma escolha dela. Escolheu nos abandonar.

—Tom... -Laurel tentou se aproxima, mas Thomas a afastou.

—Não!- Exclamou e saiu correndo.

Laurel se iria segui-lo, mas Felicity interviu e disse que iria falar com ele.

Pela cabeça de Thomas passava varias coisas, a principal era que Felicity o estava abandonando igual a mãe fez, eram insano, mas que naquele momento fazia sentido. Ele não percebeu e saiu da escola, caminhava pela estranha quando ouviu um apito, se virou e era Felicity em seu carro.

—Entre. –Disse.

—Não.

—Entre. –Repetiu. –Por favor.

Ele suspirou, derrotado e entrou. Felicity dirigiu em silencio até sua casa, não tinha ninguém lá, ela abriu a porta do carro e desceu, foi até a piscina, tirou os sapados, levantou o vestido e colocou os pés dentro da agua. Depois de alguns minutos, Thomas apareceu.

—Eu não estou te abandonando. –Disse sem olha-lo. –Nunca faria isso.

—Qual nome você dá a isso? –Atacou.

—Escapatória. –Ele sentiu-o sentar. –Todos os dias pessoas morrem, de todas as idades. O mundo está cheio de fantasmas, entretanto esses fantasmas não são almas, são os vivos. Não quero me tornar um desses. Quero ser feliz. Quero crescer e viver.

—Não pode fazer isso aqui? –Sua voz estava falha.

—O mundo é um lugar enorme, mas não se preocupe, eu sei o caminho de casa.

Ela o abraçou, o confortando.

—Eu nunca vou te abandonar, eu te amo. Até mesmo quando você faz merdas.

—Por favor, não demore muito.

Eles passaram mais de 1 hora ali, conversando, ou apenas calados. Felicity mandou uma mensagem para os outros avisando que estavam bem e naquela casa. Quando recebeu uma mensagem de Sara falando que estavam voltando para casa, eles calçaram os sapatos e entraram no carro, passaram de frente a escola e pegaram Laurel e Sara.

—Você está bem? –perguntou Laurel ao namorado.

—Estou. –Ele deu um carinhoso beijo na testa dela.

Sara deu pulinhos no banco e todos olharam para ela.

—VAMOS PARA A COREIA! –Exclamou contente.

Riram.

◊Uma semana depois◊

—Oliver?

—Aqui na varanda!

A moça andou até lá e o encontrou sentado numa cadeira, com uma xicara de chocolate quente nas mãos.

—Trouxe uns biscoitos, tia Moira mandou. –Disse entregando o prato para ele.

—Obrigada.

Ela assentiu e se virou pronta para seguir o caminho de volta para a cozinha.

—Espera!

Ela se virou.

—Sim...

—Sei lá, será que você poderia ficar aqui um momento?

Felicity abriu um pequeno sorriso.

—É claro.

—O que você acha... Sobre Helena e...

—Já disse o que acho, você escolhe, é a sua vida. Não sou ninguém para dá opinião.

—Você é muito importante.

—Não o bastante Oliver.

—Por que não me chama mais de Ollie?

—Temos que crescer.

Abaixou a cabeça, pensando.

—Vou sentir sua falta. –Confessou.

—Não, você não vai. –Levantou a cabeça e a olhou. –Você está construindo a sua vida Oliver. Tem uma bela namorada e, com certeza, vai passar mais tempo na faculdade que aqui. Não vai dá para sentir saudades de mim, pois você vai está com mais saudades da vida que tinha. Dos momentos que viveu, da escola, da namorada e por fim, dos amigos.

—Como pode dizer isso?

—Como pode me perguntar?

Eles se encararam por alguns segundos, até Felicity suavizar o rosto e falar:

—É a vida, Olli, estamos aqui para mudar. –Levantou. –Coma os biscoitos e se quiser mais, venha busca.

Oliver levantou os olhos e observou as estrelas, uma leve brisa bateu no seu rosto.

Os astros brilhavam sem parar, em milhões e milhões de anos ainda eram os mesmo, com o mesmo brilho, com a mesma longevidade; Á distancia entre eles era inimaginável, mas mesmo assim, estavam mais perto que longe, dividiam a mesma casa.

Eles eram as estrelas. Oliver, Thea, Tomas, Laurel, Felicity e Sara. Só não poderiam imaginar que a distancia seria tanta.

Entretanto não se deve temer, pois aos olhos humanos as estrelas estão uma ao lado da outra.

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2008¥2015

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¥7 anos depois¥

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Após alguns anos a turma foi se separando.

Felicity foi a primeira a partir, quando chegou à Coreia do Sul se encantou com a universidade, mas o que a encantou mais, por incrível que pareça, foi o mercado de moda. Diferente do que pensava não se tratava apenas de futilidades. Então, ela respirou fundo novamente e mudou de curso. Sem que ninguém soubesse voltou para os EUA e prestou administração em Yale, se formou em 2012, primeira classe. Novamente parou e pensou no que iria fazer. Voltou para a Coréia do Sul e decidiu-se por abrir uma pequena loja de tecidos, essa pequena loja foi crescendo e crescendo e logo era uma fábrica. Ela não parou por aí, seu desejo por conhecer o mundo da moda cresceu, herança da mãe, e ela fez faculdade de moda e criou uma marca de roupa, o curso acabou e com o tempo essa marca também prosperou. Felicity criou uma nova vida lá. Era chamada de Megan, fez amizade com empresários e suas famílias, funcionários e amigos de trabalho. Poucas vezes ela retornou a cidade em que crescerá, foi se afastando... Antes ia a todos os feriados e datas especiais (como aniversários), foi deixando de ir para alguns feriados, depois aniversários e só ia para o Natal e Ano Novo. Lá todos se encontravam e, às vezes, algum amigo chegava de surpresa. Com a correria não dava tempo de viajar muito. Sentia saudades dos amigos, mas não podia reclamar da vida que tinha.

Felicity não foi a única a partir, Thea e Laurel também foram. A pequena Queen terminou a faculdade de moda e se mudou para Paris, não pediu ajuda a Donna, lá conheceu muitas pessoas influentes que a ajudaram a se consolida no mercado e abrir seu próprio atelier. O sobrenome Queen ganhou destaque e Thea não era mais apenas a “Filha do empresário Robert Queen", agora ela era "Thea Queen, grande estilista". A capital da França tinha muitos atributos e os parisienses eram um deles. Thea aproveita cada minuto do seu sonho. As viagens para sua terra natal tornaram-se poucas, apenas via seus pais, Thomas, se comunicava com as Lance e Oliver pelas redes sociais e, vez ou outra, visitava Felicity.

Por falar em Lance, Laurel não permaneceu em Starling City, a faculdade tomava muito dela, com o passar dos meses a relação entre ela Thomas foi esfriando, até que numa certa noite de verão ela saiu do campus decidida a ir vê-lo, entrou no carro comprou comida e dirigiu até Nova York, quando chegou foi até o apartamento do jovem, pegou suas chaves e colocou na fechadura, mas antes que pudesse girar ouviu gemidos. Paralisou. Sua mente falava que podia ser Oliver, entretanto a voz de Thomas foi ouvida. Ela abriu a porta e viu o namoro com uma loira qualquer em cima do sofá, ela tinha as pernas ao redor da cintura dele e ambos estavam nus. Era óbvio que o fazia. Thomas olhou espantado para ela. Lágrimas caiam dos seus olhos. Ela virou e correu, escutando os gritos dele.

—Laurel, eu posso explicar! — Gritou, já vestido com um roupão, Laurel se virou.

—Fale.

—Não sei o que falar. -Assumiu.

—Tudo bem. Vou embora e, por favor, não me procure mais.

Ela se virou e sentiu-o segurar seu braço.

—Por favor, não me odeie.

—Vou tentar.

No dia seguinte Laurel não apareceu nas aulas, nem pelo resto da semana, seus colegas e professores estranharam o comportamento. Ela passou uma semana sozinha no seu dormitório, pensou, comeu besteiras, sentiu nada. Por um tempo pensou em desistir. Até que no sábado, o sexto dia da sua semana deprimida, recebeu uma ligação.

—Quem é? -Sussurrou sonolenta.

—Laurel?

Seus olhos se abriram.

—Liz?

—Oi. -Suspirou feliz. -Mamãe me passou o seu novo número, não sabia se tinha anotado certo. -Laurel fungou. — Está gripada?

—Não.

—Quer vir para cá?

—Para a Coréia?

Felicity riu.

—Esqueceu que não estou mais na Coréia?

—Ah. Esqueci, desculpe. -Respirou fundo. -Tommy e eu terminarmos. -Soltou. -O encontrei com uma loira aguada no sofá do apartamento dele.

—Como você está?

—Como você acha que estou? Faz uns 5 dias que não saiu de casa.

—O QUE? Laurel, acorde! Por que se você não acordar vai se atrasar, não pare sua vida por ninguém, não deixe de viver por ninguém. Viva por você. Ame por você. E, por favor, levante esse traseiro daí e volto a estudar!

Na segunda Laurel estava de volta. Nas férias de fim de ano voltou para casa e não encontrou com Thomas, os anos foram passando e junto com eles o sentimento foi esquecido. Mudou para NY e se transformou em uma boa advogada, não custou para abrir seu escritório de advocacia junto a um amigo, Ray Palmer, o sucesso não foi instantâneo, mas com o ganho de várias causas o escritório foi ganhando prestígio. Pequenas viagens a Paris e a Coréia se tornaram algo normal.

Sara foi a que teve a vida mais calma, ao terminar a faculdade de Educação Física, se especializou em algumas lutas, deu aulas e com o dinheiro delas e a ajuda do pai abriu sua própria academia, tinha bons lucros e um bom robe: Lutas. No ringue conheceu John Diggle, um ex-militar, que no começo era seu segurança, mas depois mostrou talento para lutas e se transformou em seu parceiro, ele a ajudava com as aulas, junto aos demais profissionais que trabalhavam na academia.

Thomas também não teve uma vida cheia de surpresas, nunca superou o fim do relacionamento com Laurel, mesmo que não falasse sobre. Sentia falta da fala dela, do modo em que ela o tocava. Sabia que tinha sido um estúpido ao trai-la e não entendia o porquê de ter feito, não lembrava como aquela mulher parou ali ou como ela o envolveu, entretanto isso não era desculpa para a escolha que tinha tomado. Ninguém entendeu muito bem o porquê do fim do relacionamento, Laurel foi culta e respeitosa com ele, apenas Felicity sabia o real motivo, ele ganhou belos cascudos da loirinha. No fim do curso começou a trabalhar com o pai, conheceu a fábrica, os negócios, os funcionários, ganhou a confiança de cada um ali. E assumiu os negócios, era um bom chefe e seu pai se orgulhava dele.

Oliver ai bem faculdade, assim como seu namoro com Helena. No meio do segundo semestre eles terminaram. Oliver concluiu os estudos e assumiu um setor da empresa dos QUEENS, Helena voltou depois de um tempo falando que estava com saudades e arrependida, eles saíram para beber e naquela noite ela engravidou. Oliver tinha 24 anos. Com 25 se tornou pai de uma bela menininha de olhos claros, Melissa. Helena deixou claro que não queria contato com a menina e a abandonou. Com a ajuda dos pais Oliver conseguiu conciliar seu trabalho com o trabalho de cuidar de uma recém-nascida. Poucos sabiam a respeito da menina apenas Sara, Thomas e os mais velhos. Os outros não vinham quase nunca. Sua rotina era cansativa: De dia trabalhava e passava a noite acordado, com Melissa. Ela chorava a noite inteira. Ao menos ele pensava assim. Aprendeu a trocar frauda, a dar banho, dar de comer e fazer arrotar. Aos 6 meses começou a dormir a noite inteira, depois aos 9 meses quase nunca chorava, só quando a aproximavam de estranhos. Oliver cresceu em 9 meses e amadureceu. Melissa se tornou sua prioridade máxima, ele a amava tanto, tanto, tanto. Era o seu bebê. Depois de completar 1 ano e 6 meses Oliver se dedicou ainda mais ao trabalho.

Cada um criou sua própria vida, em lugares diferentes.

Seus caminhos se distanciaram, mas isso logo iria mudar... Graças a um acidente.

Notas finais
Sei que estive sumida, e não posso prometer que iria postar capitulos com frequência, porque estou estudando e isso puxa muito de mim. Massss, não se preocupem, pois o próximo capitulo está quase todo pronto, então, posso adiantar que logo teremos outro capitulo. Comentem, quero conversar com vocês. Favoritem e Recomentem, se se sentirem preparados.