Notas iniciais
Um dos meus capítulos favoritos e espero que vcs gostem...

— Agora eu sei seu segredo sujo, Isabella. — James cantou vitória.

Mantenha-se calma, Isabella repetiu mentalmente.

Não tinha tempo para perder o controle, se desesperar ou ter fricotes, era tempo de manter a calma e pensar friamente na situação. James aproveitaria qualquer deslize seu então o que tinha que fazer é manter-se firme.

— Eu não sei exatamente o que você acha que sabe, mas está errado, não tenho segredo algum. — disse friamente.

— Quanto mais cedo você parar de se fazer de inocente, melhor será para todos nós, Isabella, podemos entrar em comum acordo e trabalhar juntos.

— O que você está sugerindo?

James se aproximou, ficando a sua frente, mas ela não recuou, manteve o queixo erguido e os olhos nos dele.

— Você está tramando algo contra Royce — ele disse com a voz mais baixa. — Eu posso ajudá-la, será bom para todos nós.

— Supondo que eu esteja fazendo o que você pensa; o que você ganharia com isso?

— Supondo — ele repetiu com um sorriso debochado e agitou a cabeça. — O lugar de senhor do Clã.

Bella ergueu uma sobrancelha. Sabia que ele era ganancioso, mas não tão ganancioso ao ponto de ser idiota em sonhar com o lugar de senhor dos King.

— Você quer sua liberdade — ele continuou. — e a liberdade da sua família, eu suponho, e pode ter tudo isso. Sua liberdade, a de sua família, o lugar de senhora do Clã...

— Tudo isso ao seu lado? — o interrompeu com ceticismo.

— Mas é claro, duas mentes trabalham melhor juntas. — James sorriu arrogante. — Além do mais, ninguém aqui iria lhe servir de bom grado. No momento em que Royce estiver morto, vão se virar contra você e os outros, estarão mortos antes que o corpo de Royce esfrie e esquente novamente no inferno.

— E o que lhe faz pensar que estou tramando a morte de Royce?

— Você não é estúpida, querida, sabe que a única maneira que tens de sair livre daqui é a morte. A de Royce — ele sorriu perversamente. — ou a sua.

Ela engoliu seco. Foi uma reação que não conseguiu evitar, estava tentando mascarar suas emoções com ceticismo e superioridade, mas aquela era uma verdade. Mas ainda assim, se tivesse que percorrer esse caminho, não seria com James em seu encalço e muito menos ao seu lado.

— Não. — Bella disse concisa.

— Desculpe-me?

— Não. — repetiu. — Não, eu não quero a sua ajuda. Não, eu não quero trabalhar com você ou me associar a você. Como você disse, eu não sou estupida, eu não vou trocar o ruim pelo menos pior.

Com Royce ela já sabia lidar e agora sabia até controlar, enquanto James era algo instável e desconhecido, jamais cometeria esse erro.

James a encarou em silêncio por alguns segundos, estudando seu rosto, confuso e curioso, então riu com escárnio.

— Eu não sei se você percebeu, mas você não tem escolha, querida. Ou Royce saberá de tudo.

E dessa vez, Bella riu com escárnio.

— Tudo o que, James? Você não sabe nada. Você vai chegar a Royce com um monte de suposições infundadas e ele vai rir de você antes de cuspir na sua cara sem nem te ouvir até o final. — Bella sorriu debochada. — Você não tem nada.

— A não ser o desaparecimento do moleque da velha do seu clã. Acho que isso será suficiente para, no mínimo, ser ouvido com muita atenção.

Bella se enrijeceu.

— Olhe para você, tenta disfarçar, mas sabe que eu estou certo. Royce perderá a confiança em você e então te castigará, aposto que ele ficará feliz com a minha sugestão de deixá-la algum tempo com os soldados, nunca provamos uma boceta Swan. — o sorriso e olhar eram de pura maldade e excitação, satisfeito com sua ameaça e a ideia de cumpri-la. — Como eu disse, querida, você não tem escolha.

Escolha... Bella tinha passado tanto tempo pensando exatamente isso, que não tinha escolhas, que até riu ao escutá-lo dizer aquilo.

— Do que você está rindo? — ele rosnou.

— Sabe o que eu aprendi nos últimos meses, James? Depois de tanto abaixar a cabeça e pensar que eu não tinha escolha? É que sim, eu tenho escolha. Eu posso não escolher o que o destino me dá, mas eu posso escolher como vou lidar com isso. E sabe como eu vou lidar com você? Vou lhe dar opções e você escolhe como quer lidar com isso.

Ela se aproximou ainda mais enquanto ele se manteve em silêncio. James era mais alto que ela, mas isso a impediu de estar de igual para igual, de cabeça erguida e os olhos nos dele, com o rosto e frio.

Agora ele sabia que não estava mais lidando com a mesma Isabella de antes.

— Primeira opção: Você pode seguir com a sua vida medíocre longe de mim, esquece tudo que ouviu e eu esqueço tudo que você me disse, nunca mais se aproxime de mim e tudo ficará bem. Pessoalmente, querido, eu sugiro que você escolha está opção. — Bella disse com um sorriso condescendente.

— Sim? E se eu não o fizer? — perguntou com um sorriso divertido em seu rosto.

— Então você estará escolhendo automaticamente a segunda opção.

— Que seria?

O sorriso sumiu do rosto dela.

— Você continua no meu caminho e eu lhe tiro a força.

James riu.

— Você tem certeza que essa é uma batalha que você pretende lutar, Isabella?

— Oh sim, eu tenho, então não pague para ver.

— Na verdade, eu estou pagando. É divertido vê-la pensar que pode fazer algo comigo.

— Lembra? Eu não sou estúpida. É claro que eu não posso fazer nada contra você. — com suas palavras, ele sorriu. — Mas eu conheço alguém que pode.

O sorriso sumiu do rosto dele com um piscar de olhos e seu rosto se transformou em uma máscara de confusão quando Bella começou a rasgar a parte de cima de seu vestido.

— O que você está fazendo?

— Tirando você do meu caminho. — respondeu naturalmente e rasgou o vestido até que o vale entre seus seios estivesse à mostra.

Então bagunçou os próprios cabelos e deu tapas nas próprias bochechas deixando-as avermelhadas.

— A única coisa que eu lamento é o que vou fazer agora porque vai doer.

Bella fechou a mão em punho e a ergueu, mas hesitou. James esperou que ela fosse em sua direção e tentasse lhe golpear, mas então ela murmurou uma maldição e socou a própria boca, atingindo o lábio inferior. Gemendo de dor com os olhos marejando imediatamente.

— Sua... Vadia louca. — James disse horrorizado.

Ela tocou o lábio inferior partido e olhou os dedos ensanguentados, assim como sentia o sangue em sua saliva.

— Você não viu nada.

Sorrindo, ela foi em sua direção e se jogou em seu peito, socando seus ombros, estapeando e arranhando seu rosto.

— Para... O que você está fazendo... — James tentava segurá-la, mas ela se agitava e tentava lhe bater ainda mais.

Quando ele agarrou seus braços e apertou com força, ela colocou uma perna atrás da dele e o empurrou usando o próprio corpo sem parar de se debater contra ele até que os dois foram ao chão. James girou e ficou sobre ela, tentando pará-la.

Por uma fração de segundo Isabella parou e sorriu vitoriosa. Sorriso como um predador que tinha sua presa exatamente onde queria – em sua armadilha.

— Não! Não! Me solta! — Isabella começou a gritar a todos os pulmões. — Socorro! Royce! Roooooyce!

— O que...

— Roooooooooyce! Por favor, alguém me ajuda! Socorro! Rooooooyce!

— Pare com isso, sua vadia louca!

Mas ela não parou. Gritou o mais que sua garganta lhe permitia, gritos que pareciam rasgá-la e que a lembrou da primeira noite que Royce a tocou. Lágrimas desceram por seu rosto, mas não por James, mas sim pelas lembranças. A dor que parecia lhe rasgar ao meio, o ardor que parecia lhe queimar completamente e o desespero que lhe tomava com tanta força que não parecia ter controle sobre o próprio corpo.

Enquanto gritava e se debatia sob James, ela retomou o controle de sua mente. Não era mais aquela menina inocente e indefesa, que aceitava tudo com lágrimas os olhos como se não tivesse escolha. E jamais voltaria a ser aquela menina. Agora era uma mulher que estava tomando o próprio destino nas mãos, escolheria seu próprio caminho e faria qualquer coisa para tirar dele quem tentasse atrapalhá-la – e não perderia uma única noite de sono se arrependendo disso.

— O que no inferno você pensa que está fazendo?! Tirem-no de cima dela agora! — Royce esbravejou e a fúria voz ecoou pelo corredor de pedra.

Bella ergueu o canto da boca em um sorriso vitorioso para James enquanto ele era erguido por dois soldados de Royce. Foi algo rápido, logo substituído pelo rosto franzido em desespero, mas James o viu e entendeu o que ela estava fazendo.

— Sua vadia! — ele gritou enquanto era segurado pelos homens pelo braço.

Ela se levantou rapidamente, com os braços sobre os seios, então correu para Royce. Passou os braços ao redor de seu pescoço, chorando na curva entre ele e seu ombro.

— Graças aos céus você está aqui. — ela chorou. — Eu estava com tanto medo.

— Está tudo bem, querida. — Royce a tranquilizou, afagando suas costas com o braço ao redor de sua cintura.

— Não é nada disso que você está pensando, senhor! — James gritou.

— Cala-se, seu pedaço de merda inútil. — Royce rosnou. — Fale apenas quando lhe for perguntado algo.

Era estranho para ela sentir o toque de Royce com tanta suavidade, mas ele foi suave ao lhe afastar e segurar seu queixo com a mão. O dedão capturou o sangue que escorria no canto de sua boca e ela viu o ódio brilhar em seus olhos, enquanto a fúria contorcia seu rosto.

Ele não se importava com ela em particular – ela sabia disso –, tanto que ele já a tinha deixado em situação muito pior mais vezes do que podia se lembrar, o que ele se importava é que alguém tinha ousado tocar algo que considerava ser dele. Era tudo sobre sua posse e orgulho, não carinho. Jamais carinho.

E ela não podia se importar menos, na verdade, usaria isso ao seu favor.

— Olha o seu bonito rosto... Meu bonito rosto... — acariciava o canto ferido de sua boca com o dedão. — Ele ousou marca-la.

— Ele tentou... — ela parou com um soluço e voltou a abraçá-lo com força. — Eu fiquei com tanto medo que ele conseguisse...

— Eu estou aqui agora, querida, ninguém irá feri-la novamente. — ele sussurrou junto a sua orelha pra que apenas ela escutasse. — Na verdade, ele pagará muito caro por fazê-lo.

— Obrigada, muito obrigada.

Royce a afastou novamente para olhar seu rosto.

— Conte o que aconteceu, Isabella.

— Ele disse que já que eu era a nova senhora do Clã devia servir a todos os soldados, me deitar com todos...

— Sua vadia mentirosa! — James gritou tentando se soltar dos soldados.

— Eu disse: cala-se. — Royce rosnou. Ele soltou Isabella e se aproximou de James apenas para dar um soco em seu rosto e dois em seu estômago, que fez o homem se dobrar e cair de joelhos, só não caiu para frente porque ainda era segurado pelos soldados.

— Ele disse que se eu não o servisse dessa maneira, ele iria envenená-lo contra mim, dizer que tramo contra o senhor e que quero trai-lo. — Bella disse com a voz chorosa e as lágrimas desciam por seu rosto. — Quando eu disse que ele jamais teria como provar, ele disse que usaria a morte de Seth contra mim.

— Quem diabo é Seth? — Royce rosnou.

— Filho de Sue. Ele confessou que o matou e escondeu o corpo. Oh Deus, ele disse que faria o mesmo comigo. — ela parou no meio do choro, respirou fundo e continuou: — Mas eu disse não, disse que meu corpo e alma lhe pertenciam, então ele enlouqueceu, me bateu, tentou rasgar minha roupa, ele tentou... — ela colocou a mão sobre a boca e chorou forte.

— Ela está mentindo! Ela está mentindo!

— Eu? Então eu fiz isso tudo em mim mesma? Eu rasguei minhas roupas e me bati? — ela perguntou horrorizada. — Pelo amor de Deus, olha o que você está dizendo! Você doente!

— E você é uma puta mentirosa! — James gritou furioso, seu rosto estava vermelho enquanto ainda estava ajoelhado e segurado pelos soldados. — O senhor está criando uma cobra pronta para lhe dar o bote!

— Você a tocou. Você ousou tocar, marcar e tentar tomar o que é meu. — Royce disse calmamente. Sua voz calma dava mais medo que sua voz furiosa, era de gelar a alma.

— Não. Eu não o fiz, eu juro pela minha alma que não o fiz, o senhor precisa acreditar em mim.

— Eu não vou repetir novamente, cala-se. — Royce rosnou. — Seu desrespeito não será aceito e só existe uma maneira de pagá-lo. — tirou um punhal que estava preso em um pedaço de couro em sua cintura.

— Senhor... Piedade, eu lhe imploro, eu não...

— Eu disse que não falara novamente. Se você não sabe se calar, então... — com um golpe forte, firme e certeiro, Royce passou a lamina do punhal na jugular dele. O sague voou em sua direção e sujou sua blusa. — Eu lhe calo.

Com os olhos arregalados, James engasgou com o próprio sangue. Quando os soldados o soltaram, ele colocou as duas mãos na garganta tentando conter o sangramento, engasgando e gemendo, e caiu para frente com o rosto no chão. Girou no chão e ficou deitado com o sangue descendo descontroladamente de sua garganta por entre seus dedos para o chão.

Ele ergueu uma mão ensanguentada e apontou na direção de Isabella, que encarava tudo a distância, sem expressão. Então a mão dele caiu no chão, os barulhos pararam e seus olhos rolaram para trás. Morto.

Morto e fora de seu caminho, Bella escutou uma voz dizer em sua mente, e não perderia uma única noite de sono se arrependendo disso.

Sem arrependimentos. James nunca foi misericordioso, não merecia a misericórdia de ninguém, muito menos a dela. Era um fim merecido. Nada mais do que o resultado de suas escolhas.

— Espelhe essa mensagem a todos. — Royce disse ao soldado. — Qualquer um que tocar Isabella terá o mesmo fim que ele. E chamem alguém para limpar essa bagunça.

Então se virou para Isabella como se nada tivesse acontecido, limpou o punhal ensanguentado na própria blusa e o guardou no couro preso a sua calça novamente. Sorriu.

— Vamos, Isabella, vamos cuidar de você agora.

Segurando sua mão, Royce a levou para sua câmara.

Depois de mandar que um soldado chamasse alguém para ajudá-la com o banho – e ela pediu Leah, usando a mesma desculpa que preferia alguém que não a deixasse tão desconfortável quanto às mulheres do Clã – e trocar a camisa ensanguentada, ele se aproximou, segurando seu queixo.

— O que você estava fazendo naquele lado do castelo, Isabella? E por que pediu que aquela mulher me chamasse? — ele perguntou com uma sobrancelha erguida.

— Eu estava indo visitar a Rosalie e o queria comigo. Estava com tanto bom humor e me sentindo um pouco... Travessa, só queria um pouco de diversão com ela.

— Diversão? E o que você tinha em mente?

— Nada em especial, talvez um pouco de tortura psicológica ou um show. Pode imaginar como seria fazê-lo na frente dela?

Royce sorriu malicioso e agarrou a cintura dela.

— Você segurando as grades e eu tomando sua boceta com Rosalie nos observando. Oh sim, vamos isso.

— Não hoje, por favor. Eu estou cansada e ferida, não quero que ela me veja assim, quero estar inteira e perfeita pra você, querido.

— Claro. — ele sorriu contrariado.

— Obrigado pelo que fez por mim, Royce. Eu sou muito grata. — ela disse suavemente com as mãos pousadas no peito dele.

— Ninguém toca o que é meu, Isabella, nunca se esqueça disso. Qualquer um que toque em você sem a sua permissão irá morrer. E se for com a sua permissão, ele morre e você irá se arrepender mais do que ele, pode ter certeza.

Bella sorriu e afagou a bochecha dele.

— Nunca, querido. Só você.

Royce sorriu satisfeito e a beijou duramente, fazendo-a gemer de dor pelo corte em sua boca. Mas ele não se preocupou, apertou ainda mais os lábios sobre os eu ferimento e lambeu seu sangue.

— Doce. Como cada parte de você. Agora eu vou resolver alguns assuntos com os meus homens, limpe-se e jogue esses trapos fora, sinto o cheiro dele em você e isso está me deixando enjoado.

Sem mais nenhuma palavra, ele saiu da câmera.

Ela se sentou na cama e esperou. Minutos depois, bateram na porta. E ela se levantou para abri-la. Um soldado de Royce e atrás estava Leah, com uma bandeja de madeira com as coisas para limpar seus ferimentos.

— Entre, Leah.

O soldado lhe deu espaço, mas não se afastou, ficou lhe encarando. Ela o conhecia, era um amigo de James, Laurent.

— Você deseja alguma coisa, soldado?

— James está morto.

— É o que acontece com animais que não conseguem se controlar, são sacrificados.

Ele estreitou os olhos.

— James não era estúpido, ele jamais iria te atacar dessa maneira, há algo errado nessa história e aposto que a culpa é sua.

Bella deu uma risadinha debochada e o desafiou:

— Você quer me dizer mais alguma coisa ou posso poupar dos seus lamentos, Laurent?

— Você mudou, Swan. Não é mais aquele cordeiro assustado que trouxemos para o castelo, não é mais aquela garotinha de olhos arregalados, inundados de medo e que se encolhia a qualquer movimento com medo de apanhar.

— Essa garotinha tinha razão pra ter medo, ela apanhou muito antes de mudar e de tanto apanhar, ela aprendeu a bater. Não se esqueça disso, Laurent. — disse com um tom baixo e ameaçador, mas mantendo sua voz suave. — Olhe o corpo de seu amigo e pense duas vezes antes de cometer o erro de pensar que eu sou aquele cordeiro assustado que vocês trouxeram para o castelo.

Sem lhe dar a chance de responder, ela entrou e fechou a porta.

E Leah lhe encarava, segurando a bandeja. Obviamente tinha escutado tudo.

— Você realmente mudou.

— Mas eu ainda sou uma Swan. — Bella disse firme.

— James está realmente morto?

— Sim. — respondeu sem hesitar.

— Bom. — Leah respondeu da mesma maneira. — E como você está?

— Bem. Você pode colocar as coisas ali, eu me limpo.

— Eu posso fazer isso.

Bella se lembrou do que tinha feito...

— Escuta aqui...

— Leah. — Bella a interrompeu firmemente. Quando Leah lhe olhou, Bella se aproximou e a abraçou sem lhe dar chance de discutir ou se afastar, manteve o braço firme ao redor de seu pescoço e a boca próxima a sua orelha. — Vá até Royce, diga que o estou chamando na masmorra, te imploro pela minha vida, conversamos depois.

E então agradeceu:

— Obrigada por ter me ajudado, Leah.

— Valeu a pena. Será que agora podemos conversar? E você irá me contar tudo? Não faça tome decisões por mim, Isabella. Eu estou cansada de ter minhas escolhas arrancadas das minhas mãos, eu estou escolhendo saber de tudo e participar disso.

Bella respirou fundo e assentiu. Leah não pôde escolher o que destino tinha lhe dado, assim como ela, mas agora escolheria como lidar com isso. E lidariam juntas.

— Tudo bem, eu lhe contarei tudo.

Notas finais
"...de tanto apanhar, ela aprendeu a bater" uma boa definição sobre a Isabella. Agora ela está sem arrependimentos pq está focada, será que no futuro mudará esse pensamento? Num futuro quando, por exemplo, quando começar a ter sentimentos bons novamente? (Calando-me aqui). Próximo capítulo os King receberão visitantes inesperados mas tão aguardados... Seria legal se vcs comentassem e nos vemos no próximo, bjsbjs s22