Choices
3 Segundo.
Notas iniciais
Bella estava adormecida sobre a esteira de palha no chão duro, quando acordou abruptamente para a dor em sua barriga pelo chute que recebeu no lugar.
James, um dos soldados de Royce estava parado ali, segurando uma vela. Bella se sentou rapidamente; mesmo que nenhum deles ousasse tocá-la, ainda mais dentro do castelo, ela não era tola ou se dava ao luxo de ignorar o perigo de algo mudar de repente.
— Vamos, puta. — ele disse com desdém.
— O que foi?
— O senhor lhe quer em sua câmara agora.
— Tudo bem. — Bella concordou suavemente.
Viu o soldado franzir o cenho, desconfiado.
E ela entendia sua surpresa, ela nunca ia até Royce sem resistência, mas dessa vez, tinha planos maiores.
Levantou-se abaixando a saia de seu vestido puído e caminhou lentamente para fora da câmara. Na porta estavam mais dois soldados, também surpresos por não terem que ajudar a levá-la, mas ela foi sem discussão ou dizer uma palavra até os aposentos de Royce.
Royce estava apenas de ceroulas e uma túnica. Virou-se para porta, também surpreso, mas disfarçou isso com um de seus sorrisos cruéis e sádicos. Fazendo um gesto com a mão, dispensou os homens e eles os deixaram sozinhos, fechando a porta.
— Tire esses trapos e deite de bruços na cama. — Royce mandou impaciente.
Engolindo seco com o estômago se contorcendo, Bella caminhou lentamente para a cama. De costas, nem o viu se aproximar e encostar a virilha em seu traseiro, subindo a mão por sua barriga até seu seio esquerdo.
— E então... — ela começou, tomando coragem. — É verdade? Rosalie Hale está viva?
Royce a soltou e agarrou seu braço duramente, lhe virando para que o encarasse.
— Vejo que as notícias correm nesse castelo. — zombou. — Não tenho que conversar com você, Isabella. Você só me serve para uma coisa.
— E então é verdade? — forçou um sorriso de lado. — Royce King II foi enganado por uma... Mulher? — riu. — Os seres mais inferiores do planeta, como você mesmo diz.
Soltando seu braço, ele agarrou seu cabelo junto à nuca e puxou um punhado com força suficiente para fazê-la sentir como se estivesse sendo arrancado pela raiz. Bella soltou um gemido de dor, mas manteve seus olhos dele, ofegando.
— Você está rindo de mim? — Royce rosnou.
— A questão é... Quem não está rindo de você agora, senhor? — riu novamente.
Ele apertou a mão e ela sufocou outro gemido.
— Do que você está falando?
— Ela era sua noiva, sua prometida, fingiu estar morta e agora está casada com outro. Um Cullen. Ou seja, ela te enganou, Royce. Lembra o quão longe os destroços estavam? Mas estava perto dos Cullen. Vai ver ela estava apenas fugindo para os braços do amante e te enganou esse tempo todo. Quem você acha que vai acreditar nessa história de quase morrer em um acidente e ficar escondida em outro clã quando ela era nascida de um clã tão poderoso quanto os Hale? — riu com escárnio. — Ninguém. Vão todos comentar que foi tudo tramado, que ela não te queria, mas não podia acabar com o noivado por causa do pai, então tramaram toda a história da morte e ela foi abrir as pernas para o Cullen. E quando o pai morre, ela se vê livre pra dizer ao mundo que está viva, casada e que te enganou direitinho o tempo todo.
Mesmo com a dor pela mão dele cada vez mais apertada em seu cabelo, Bella estava rindo. A vaidade e orgulho dele sempre seriam um ponto fraco, estava adorando ver o rosto de Royce mudar de cor, enquanto o ódio crescia em seus olhos. Chegava a ser até assustador, era como a face de um demônio. Mas o importante era: estava funcionando.
— Vão todos saber que o Cullen é melhor e ela te enganou, Royce, pense bem.
Royce soltou seu cabelo e se afastou, passando a andar de um lado pro outro, espumando de ódio.
— Você tem que fazer algo a respeito, como um King faria.
Royce parou e a encarou com uma sobrancelha erguida.
— Do que você está falando?
— Você tem que mostrar quem é mais forte ou ninguém vai te respeitar, Royce. Vão rir as suas custas, como já devem estar fazendo agora. Como eles fizeram esse tempo todo. Os Hale e os Cullen zombaram de você, eles têm pagar por isso.
— Não seja tola, mulher, eu não posso ir contra dois clãs ao mesmo tempo, isso seria apenas estúpido!
— Dois clãs não, isso seria mais do que estupidez, mas você pode atingir os dois ao atingir apenas uma coisa, o elo entre eles. Pense bem Royce, é fácil... — ela se aproximou e abaixou o tom de sua voz, deixando-a mais sensual. — Atingir os dois clãs e fazer a principal culpada... Pagar por isso.
Royce pareceu pensar por vários segundos, então pareceu entender a resposta óbvia disso e todo seu corpo relaxou.
— Rosalie.
Bella abriu um largo sorriso, como há muito não sorria.
. . . . .
E nos dias seguintes, Royce reunia seus cinco homens de confiança na sala de jantar e ali discutiam a melhor maneira de conseguir lavar sua honra e ter sua vingança contra os Cullen e os Hale.
Bella ficou a margem de tudo, silenciosamente escondida nas sombras apenas escutando as reuniões. E foi assim que descobriu que tão cruel e perverso quanto Royce era, ele também era estúpido. E no mesmo grupo de cruéis, perversos e estúpidos também estavam seus homens de confiança. E maior do que a estupidez apenas seus egos.
Os homens não tinham noção sobre luta ou estratégia, eles queriam apenas sequestrar Rosalie, amarrá-la a um cavalo e trazê-la para dentro dos muros do Clã. E ao ouvir isso Bella apenas revirava os olhos; como se as ruínas que cercava o lugar e eles ousavam chamar de muro fossem impenetráveis, ainda mais com a corja de imprestáveis que a guardava. Eles pensavam apenas em usar a força bruta quando não tinha. Mas era até compreensível, não podiam usar a inteligência, já que também não a tinham.
E foi assim que Bella resolveu intervir. Não podia deixá-los caçar, era melhor pagar a comida ela mesma, mastigar e cuspir para que eles apenas a comessem.
Então à noite, quando era arrastada para a câmara de Royce para servi-lo, ela encontrava um jeito sutil de puxar o assunto. Naquelas noites ele sempre bebia cerveja ou vinho, então ficava mais solto e falava mais sobre o assunto, desabafando sua frustração e ódio crescente dos Cullen e os Hale, mas não tinha ideia de como fazê-los pagar por tudo isso.
Naquela noite Royce, foi para seus aposentos gritando por Bella.
Já estava tonto por toda a cerveja que bebera durante o jantar e ainda pediu por mais vinho. Ela ficou na porta, ladeada por dois guardas e logo Leah veio com uma bandeja com o jarro de barro com vinho e um cálice ao lado. A morena não sorriu ou disse alguma coisa, mas seu olhar era suficiente diziam o quanto sentia muito pela situação da amiga. Bella pegou a bandeja e agradeceu, entrando na câmara e a porta foi fechada pelos guardas.
Ela colocou a bandeja sobre uma pequena mesa perto da porta e ficou parada observando um Royce cambaleante se despir até ficar apenas de ceroulas.
— Tire suas roupas e me sirva desse vinho. — ele rosnou e sentou na cama, passando a mão furiosamente nos cabelos castanhos longos o suficiente para cair sobre seus olhos.
Ela se despiu sob o olhar luxurioso de Royce, ignorando a sensação que esse olhar lhe causava no estômago. Quando nua, derramou vinho no cálice e o entregou a Royce, ficando parada a sua frente.
Enquanto bebia rapidamente o vinho, em nenhum momento os olhos de Royce saíram dos seus. Quando acabou a bebida, com o líquido escorrendo por seu queixo para seu peito, entregou o cálice a Bella e pediu mais. Ela o serviu novamente, mas dessa vez Royce bebeu lentamente.
Seus olhos saíram dos dela e foi para seu corpo. Esticou o braço e pousou a ponta dos dedos em sua cintura, descendo lentamente pela lateral de sua coxa até seu joelho e subiu todo o caminho novamente. Subiu os dedos para sua barriga e deslizou até seu umbigo, então desceu os dedos até monte de seu sexo, acariciando os suaves cachos que o protegiam.
Quando parou de beber, ele rapidamente passou o braço livre ao redor das coxas femininas e a puxou para perto, colocando o rosto em sua barriga e respirando fundo.
Bella engoliu seco e fechou os olhos, capturando o próprio lábio inferior para não fazer nenhum ruído, sentindo a língua dele, molhada e gelada pelo vinho, deslizar por sua pele.
— Mais vinho, senhor? — perguntou o mais suavemente possível.
— Deite na cama e abras pernas, é o que eu quero agora.
— Claro, mas primeiro, por que não me deixas te relaxar um pouco, senhor?
Royce ergueu a cabeça para encontrar seu olhar e sorriu perversamente malicioso.
— Ótima ideia, ajoelhe-se e me dê prazer com a sua boca.
— Não sou tão boa nisso quanto deveria, não é o que o vives me dizendo, senhor? Mas posso te relaxar e então o senhor pode encontrar seu prazer entre minhas pernas.
Ele franziu o cenho parecendo desconfiado.
Bella sorriu e subiu na cama, se posicionando de joelhos atrás dele. Suas pequenas mãos pousaram no meio das costas dele e subiram lentamente até seus ombros, encontrando a curva para seu pescoço, então apertou fazendo Royce gemer.
— E então senhor... — começou sem parar sua massagem e tentando soar a mais desinteressada possível. — Encontrou uma maneira de chegar a Rosalie?
— Isso não é de sua conta, apenas continue o que está fazendo. — rosnou.
— Não pretendia parar, senhor. E sei que não é de minha conta, apenas fiquei curiosa a respeito.
Sem parar a massagem, ela ficou alguns segundos em silêncio e logo voltou a falar com o seu tom de desinteresse:
— Seus homens não são suficientemente competentes para planejar isso, não é mesmo?
— Se gosta de sua língua e deseja mantê-la em sua boca, sugiro que se cale.
Bella engoliu a risada.
— Vou tomar isso como um não. Bem, talvez eu possa ajudá-lo, meu senhor.
— Você? — Royce riu com escárnio. — E o que diabos alguém como você sabe sobre estratégia?
Mais do que você e seus homens, obviamente. Mas Bella não ousou dar vida a esse pensamento dizendo-o em voz alta.
— Muito pouco, mas talvez possa lhe ser útil, senhor. — desceu a mão dos ombros de Royce para seus costas. — Você estará no território dele, deve ser mais cauteloso e cuidadoso do que nunca, pois eles terão toda a vantagem nessa situação.
— Então o que você sugere?
— Hum... — Bella deslizou suas mãos para a barriga de Royce e as subiu para seu peitoral, deslizando as mãos sobre os grossos pelos espalhados por ele. O gesto a fez colar os seios nus nas costas dele e o rosto sobre seu ombro, posicionando-se para sussurrar em seu ouvido: — Sutileza.
Sorriu ao perceber que Royce se estremeceu e se arrepiou.
— O Clã Cullen está nas montanhas. São terras grandes e com poucas pessoas ao redor, isso deve dar a sensação de liberdade e segurança a qualquer um. O senhor poderia colocar alguns homens discretos para observar a rotina do Clã por alguns dias, então encontre uma brecha. Talvez Rosalie goste de passeios a céu aberto fora dos muros do Clã de seu novo marido... E talvez no meio desses passeios encontre um homem ferido e se aproxime para oferecer seu cuidado, então ao se aproximar veja que esse homem estava apenas fingindo, mas não é rápida suficiente, ele a apaga, cobre sua cabeça com um saco de estopa e a traz direto para os braços de seu senhor, aquele com quem ela realmente pertence...
— Eu. — Royce completou com uma voz baixa, encarando o vazio como se pudesse enxergar perfeitamente o quadro que ela tinha pintado.
— Exatamente.
— Essa é realmente uma boa ideia.
Bella sorriu, voltando a se afastar e massagear seu ombro.
— Sabe o que mais atormenta minha mente nesse momento?
— Não, senhor. — engoliu seco. — O que?
Royce se levantou e a encarou com os olhos semicerrados. Bella sentou sobre os calcanhares e pousou as mãos sobre as coxas, tendo parecer o mais submissa possível.
— Qual seu interesse nisso tudo?
— Como? — se fez de desentendida franzindo o cenho.
— Por que repentinamente te vejo tão solícita e disposta a me agradar, Isabella?
— Estou apenas tentando servir ao meu senhor.
— Depois de todo esse tempo?
— Depois de um naufrágio, na desesperada vontade que tem de se manter vivo, você pode tentar, mas em algum momento se dá conta de que não adianta nadar contra a maré, porque está apenas perdendo tempo e suas forças, você percebe que é mais fácil aceitar seu destino, tentar continuar respirando e deixar ser levado com as ondas, porque em algum momento acabará em terra firme novamente. — Bella sorriu. — Eu naufraguei, tentei ir contra a maré e agora aceitei que não tenho forças para isso, estou indo com as ondas esperando alcançar terra firme.
Royce a encarava com uma sobrancelha erguida, parecendo confuso e desconfiado por suas palavras.
— E o que seria sua terra firme?
— Permanecer viva.
— Sente que sua vida está em perigo?
— Em perigo ou não, não sou tola e sei que quando não lhe for mais útil, mandar que passem uma faca em meu pescoço e se livrem do meu corpo lhe será bem fácil.
— Essa é uma verdade, mas no momento você é útil para o meu prazer, querida. Apesar de ter uma coisa ou outra que poderia melhorar. — ele zombou.
— E essa sou eu lhe mostrando que posso ser mais do que um simples buraco quente para aquecer seu corpo, senhor.
— Percebo. — inclinando a cabeça, ele pareceu refletir por alguns instantes. — Mas ainda gosto que seja um buraco quente para aquecer meu corpo.
— Eu sei. — Bella sentou na cama e esticou as pernas, depois as separou e colocou as solas dos pés na cama. — E eu posso lhe ser os dois, se assim o senhor me permitir.
Royce abriu um largo sorriso malicioso, sem tirar os olhos dela e parecendo encantando pela rosada feminilidade exposta entre suas pernas.
— Isso me parece bem inteligente.
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