Choco Bloody
8 Você é Meu!
Notas iniciais
Título: Choco Bloody
Autora: Toynako
Anime: Death Note
Casal: Near x Mello / Gevanni x Matt
Classificação: +18
Gênero: Yaoi / Lemon
Criada em: 08/09/08
—–x.I.x––
—Choco Bloody-
—Chocolate Sangrento-
“— Mello!!! ” – gritou Near, não conseguindo se mover.
Near encontrava-se tremendo de medo próximo à porta, observando a cena a sua frente. Aquilo não poderia estar acontecendo.
“— Me...llo... ” – sussurrou baixinho, ainda em estado de choque.
Matt e Gevanni encontravam-se do mesmo estado, aterrorizados com o que seus olhos viam.
Uma risada maquiavélica os fez sair desse transe. Olharam os três para o canto da sala. Sentado lá, em cima de uma mesa, estava um homem que rapidamente perceberam que era o Cain.
Near adentra mais no lugar, ignorando as risadas, suas pernas tremiam. No chão a poucos passos de onde estava, possuía uma poça de sangue, e todo este sangue estava saindo de um único ser. De Mello.
Este estava sentado no chão, com as costas na parede. Suas mãos estavam pressas juntas a cima da cabeça na parede, pregadas por uma faca prateada e deste ponto não parava de sair sangue. Mas apesar de tudo... Não era isto que estava deixando Near com medo.
Aproximou-se mais, sobre o olhar atento do homem no canto da sala, que estava sendo vigiado pelos outros com as armas miradas neste.
“— O... Que fizeram com você... ” – falou com sua voz tremula, pisando no sangue de Mello e aproximando-se mais.
Ajoelhou-se no sangue, em frente ao loiro. Delicadamente, temendo machuca-lo mais, levou seus dedos ao rosto dele. Tocando a face que agora estava tão fria quanto antes. Parecia que estava realmente morto. Deslizou seus dedos pelo rosto, descendo passando pelo peito desnudo, coberto de cortes e roxos.
Mello encontrava-se totalmente despido, contendo vários cortes em seu corpo, que misteriosamente não paravam de sangrar. Parecia um morto, Near não sabia ao certo se o loiro ainda estava vivo.
“— Você deve ser o humano que o estava alimentando... ” – comentou Cain, tendo a atenção de Near.
“— O que você fez a ele!? ”
“— Isso mesmo que esta pensando... Ele é delicioso, mas acho que isso você já sabe. ” – fala Cain, dando uma sonora risada logo depois.
“— Parado! Não se mexa! ” – gritou Gevanni apontando a arma para o outro.
“— Hum... Outro humano que insiste em alimentar esses monstros... ”
“— Como você pode fazer isso ao Mello!? ” – gritou Matt.
“— Por ele ter um corpo tão belo, eu fui bonzinho com ele... ” – comentou Cain maliciosamente “— E depois da ‘diversão’, eu gosto de ver seres como você, darem seus últimos suspiros. Antes de morrer... Antes de desaparecer completamente deste mundo, o grito de dor que sai é tão belo... Uma verdadeira sinfônica de agonia. ”
“— Você me da nojo! ” – gritou novamente Matt, jogando sua arma no chão, partindo para cima de Cain.
Foi com estrema agilidade, pronto para dar um soco no rosto do outro. Mas furtivamente Cain desvia, aproveitando uma pequena brecha para passar sua mão no rosto de Matt. Este quase cai, se não tivesse se apoiado na mesa do canto no ultimo momento.
“— Eu poderia brincar com você, que nem fiz com seu amiguinho loiro... Mas eu não gosto de ruivos. ”
Em questão de instantes, as unhas de Cain crescem, ficando tão afiadas quando laminas. Rapidamente este desfere um golpe cortando as costas de Matt, que grita de dor caindo no chão em seguida.
“— Matt! ” – grita Gevanni, atirando próximo a Cain “— Não se mexa... Se fizer isso, eu não errarei desta vez. ” – ameaça.
“— Droga... ” – resmunga Cain, levantado as mãos em sinal de paz.
Gevanni fica parado, mirrando em Cain, não queria desviar os olhos deste, mas simplesmente não pode ignorar Matt que estava caído no chão.
Quando seus olhos desviaram de Cain, para ver como Matt estava, em questões de segundos Cain, percorre um espaço enorme na sala chegando próximo de Gevanni. Quando este notou o outro diante de si, era tarde demais, este já tinha dado um soco em seu estomago, e jogado sua arma para longe.
“— Co-mo? ” – pergunta-se Gevanni, ajoelhando-se no chão, levando a mão no local atingido.
“— Por estar ajudando um vampiro, sua sentença será a morte... ”
“— Espe-re... Não toque... Nele! ” – grita Matt, tomando a atenção de Cain para si.
Levantou-se com dificuldade do lugar, seu ferimento não queria cicatrizar. Estava doendo muito em suas costas, a ferida era realmente profunda. Tentou se aproximar mais de Cain, mas não teve forças, acabou caindo de novo.
“— Um inútil... ” – comenta Cain, voltando sua atenção para Gevanni, que olhava o esforço que Matt fazia para ajuda-lo “— Parece que este vampiro gosta de você, acho que vou corta-lo em pedacinho para ele ver como é ver seu amado morrer... ”
As garras de Cain crescem mais, passando as pontas pelo rosto de Gevanni forte o suficiente para criar um corte, por onde sangue saia singelamente. Olhou para suas garras vendo o sangue do humano que ferira nelas, riu diabolicamente vendo o pouco sangue escorrer por seus dedos.
“— São todos inúteis. Eu sempre ganh-... ”
Um barulho de disparo de bala foi ouvido, Near recuperando-se do choque de ver Mello naquele estado, pega a arma que era de Matt que caiu porto de si e dispara, acertando a perna direita de Cain. Este vai ao chão, levando instintivamente suas mãos a ferida.
“— Errado. Eu que sempre ganho. ” – avisa Near, mais próximo a Cain, olhando-o com aquele rosto sem expressão.
“— Co...Mo... Apenas um huma-no.... ” – tenta falar Cain, ainda com as mãos na ferida de bala.
“— Cale a boca... ” – respondeu friamente “— Tem sorte de você ser útil para nos... Se não, teria te matado. ”
“— Near...? ” – fala Gevanni, já se recuperando do golpe que tinha levado
“— Algeme-o. ” – pede Near.
“— Certo. ”
Gevanni faz o que Near pedira, tirando dentro de seu bolso uma algema, prendendo assim as mãos atrás das costas de Cain. Near vendo que este já estava preso, e até meio inconsciente pela dor do tiro, volta suas atenções para Mello. Este parecia estar em estado critico.
“— Acorde Mello... ” – pediu Near.
Cuidadosamente, retirou a faca na qual prendia as mãos de Mello a parede. Tocou novamente a face deste, notando o qual gelada esta estava. Isso era preocupante. E muito. Abraçou-o delicadamente, não se importando em ficar todo sujo com sangue. Sangue este que ainda insistia em sair.
“— Como ele está? ” – pergunta Gevanni, aproximando-se, mais ainda com a mão no lugar que levara o soco.
“— Dele, cuido eu. ” – responde “— Vá ver como Matt esta. ”
Sem pensar duas vezes Gevanni se afasta dos dois, indo para onde Matt estava. Sentou-se ao lado deste, colocando em seguida este em seu colo, de costas para cima, com medo de agravar a ferida em suas costas.
“— Você ta bem? ” – pergunta, tirando uma mecha de cabelos vermelhos da frente dos olhos.
“— Sim... ” – respondeu com uma certa dificuldade.
“— Que bom... ” – inclinou-se, beijando a bochecha de Matt em seu colo “— Obrigado, se você não tivesse se esforçado aquela hora a se levantar, ele poderia ter me matado. ” – sussurrou, ainda próximo ao rosto deste.
“— Mas eu fui um inútil... ” – falou, tentando sentar-se, conseguindo depois de um pouco de ajuda.
Olhou demoradamente para o rosto à frente, analisando cada expressão. Notou o corte em seu rosto, então vagarosamente aproximou-se do local ferido, dando uma lânguida lambida, absorvendo o sangue que escorria do rosto até chegar ao ferimento.
“— Hhnm... ” – suspirou Gevanni, tentando se controlar.
Matt em instantes, afasta-se portando aquele sorriso típico. Nem parecia que tinham presenciado uma cena quase de um filme de terror há poucos instantes. Lambeu os lábios, sentindo o gosto de sangue em sua boca.
Após algum tempo, novamente apenas olhando-se o ruivo estranhou, sentindo-se como se não tivesse mais sofrido o corte em suas costas, levou rapidamente suas mãos ao local ferido, notando que este já estava quase todo recuperado.
“ O sangue me curou...? ” – pensou Matt, levantando-se, sendo seguido por Gevanni “— Near, parece que sangue ajuda a regeneração... Foi apenas um pouco que eu peguei de Gevanni, mas já estou quase todo curado. ” – avisou para Near.
Este olhou rapidamente para o ruivo, olhando para Mello logo em seguida. Pegou a faca prateada que antes estava prendendo este à parede, e cortou um pouco seu pulso sem nenhum pudor. Aquilo doía, e muito, mas tinha que fazer isso para ajudar Mello.
Com a outra mão, a que não estava cortada, abriu levemente a boca de Mello, posicionando em seguida a sua outra mão em cima desta, vendo o sangue cair em várias gotas dentro da boca de Mello.
“— Bebe... ” – pediu, fechando seu punho, fazendo que o sangue saísse mais rápido.
“— Hahahahah! ” – uma risada cruel foi ouvida pelo lugar “— Não adianta, eu brinquei demais com ele. Somente uma dose muito grande de sangue pode ser capaz de ajuda-lo. ” – fala Cain.
“— Já te mandei calar a boca! ” – avisa novamente Near, com a voz alterada.
Cain então emudece, concentrando-se em não sentir a dor em sua perna, lutando contra uma sonolência que estava apoderando-se de seu copo.
“— Vamos Mello... Bebe, nem que seja um pouco. ” – murmurou Near, de encontro ao ouvido do loiro.
Um leve mover dos lábios de Mello, foi o suficiente para Near soltar um suspiro aliviado. Mello estava tentando se recuperar, escutando, mesmo que inconsciente, suas palavras.
Encostou a parte cortada nos lábios deste, deixando que mais do seu sangue entrasse naquela boca. Arrepiou-se, ao sentir a língua úmida de Mello encostar-lhe na ferida, passando lentamente por toda ela. Olhou melhor para o rosto deste, vendo que ainda estava desmaiado. Deveria estar agindo apenas por instintos.
“— Isso... Bebe o máximo que puder... ” – pediu Near, baixinho, em um tom de voz que só Mello pudesse ouvir.
“— Está dando certo? ” – pergunta um curioso Matt, em pé a passos dos dois.
“— Pelo menos, acho, que não corre risco. ” – avisa Near “— Gevanni, arranje algum meio de transporte para levar Mello e Cain para o apartamento sem que ninguém perceba. ”
“— Certo, estou indo. ” – falou Gevanni, saindo do lugar.
“— Vou também. ” – disse Matt, com intenção de segui-lo.
“— Não. ” – disse Near, vendo o ruivo para parar observa-lo “— Você tem que me ajudar a levar Mello para um lugar um pouco mais confortável, e também você ficará de olho em Cain. ” – avisa.
Matt vê Gevanni se afastar. Após alguns segundos vai para o lado do amigo, pegando-o gentilmente no colo. Em quanto Near ficava de vigia para o outro, levou cuidadosamente Mello para um dos quartos daquela casa, deitando-o em seguida na cama.
Ajeitou-o melhor na enorme cama de casal, notando agora, o real estado que este se encontrava. Ficou observando- por algum tempo, mas decidiu que não devia demorar muito. Apressadamente procurou em um grande armário, situado no canto do quarto, por uma coberta leve, para que não incomodasse Mello.
Achando tal coisa, cobriu parcialmente a nudez de Mello, notando que rapidamente a branquidão da coberta ficara manchada com o sangue deste. Saiu do lugar. Em instantes já estava no local aonde acontecera todo aquele drama esta noite.
“— Ele já está em um bom quarto. ” – avisa Matt, chegando perto de Near.
“— ... ”
Sem nem se dar ao trabalho de responder, Near apontou para Cain, que estava algemado no mesmo local, e saiu do lugar. Lentamente andou pela enorme e escura escadaria, que dava aceso a sala. Passou pelos cômodos, não ligando para nada ao redor. Foi direto para aonde Mello estava descansando.
Nunca em toda sua vida sentira tanto medo quanto esta noite. Chegando ao quarto, no qual Matt colocara Mello, sentiu novamente suas pernas tremerem. Aproximou-se mais de Mello, sentando-se ao seu lado na cama. Analisando-o mais agora, percebeu quer, pelo menos, os cortes já pararam de sangrar.
Olhou para seu próprio pulso, o que tinha cortado, percebendo que o ferimento se fechara. Rapidamente achou o motivo para isto ter acontecido. A língua de Mello. Sabia, de uma forma meio estranha, vampiros conseguiam fazer cicatrizar os ferimentos com suas línguas.
Fato que já comprovara diversas vezes, quando Mello o mordia e minutos depois, o ferimento estava cicatrizado, quase imperceptível.
Lentamente tocou no peito do loiro, em cima de onde estava sujo de sangue. Olhou melhor para aquilo e não gostou. Levantou-se da cama, indo para o mesmo armário cujo Matt achou a coberta, vasculhou todo o lugar, não ligando em bagunçá-lo todo.
Sorri satisfeito, ao achar uma toalha branca, saindo apressado do quarto logo em seguida. Foi em direção a cozinha, portando a toalha nas mãos, procurou novamente por todo lugar. Em alguns minutos estava de volta ao quarto que Mello estava, tendo em mão agora, uma bacia com água morna.
Colocou cuidadosamente a bacia em cima da cama, molhando a toalha nela logo em seguida. Mello estava sujo, era bom, no mínimo, limpa-lo. E depois procurar alguma coisa com que vesti-lo, para o aquecer.
Afastou a coberta que Matt tinha posto em cima do loiro, passando suavemente a toalha úmida em cima de seus ferimentos, limpando-os com uma delicadeza extrema. Rapidamente a água da bacia ficou na cor vermelha, de tanto sangue que teve que limpar, mas após algum tempo, consegui deixa-lo limpo.
Botou a bacia no chão, junto com a toalha, e voltou a cobrir Mello com a coberta. Para quem sabe assim aquece-lo mais.
“ Mello... O culpado por isso foi eu... ” – pensa Near, sentando-se na cama ao lado de Mello “ Já que esse plano doido foi minha ideia... ”
Lentamente acariciou a face ao lado, passando os dedos pelos contornos dos lábios vagarosamente. Estavam vermelhos, deve ter sido por beijos forçados que possivelmente tenha levado de Cain.
“ Desgraçado... Como ousou fazer isso a Mello? ”
Cuidadosamente, aproximou-se mais daqueles lábios, beijando-os lenta e calmamente. Apenas para Mello sentir o calor de seus lábios, e notar que já está tudo bem.
“— N-e-a-r... ” – falou Mello pausadamente, após este afastar-se de sua boca.
“— Acordou! ” – falou alegre “— Sente-se bem? ”
“— ...-me... ” – Mello murmurou tão baixo que Near não conseguira ouvir.
Para escutar melhor o que o loiro estava tentando dizer, aproximou-se mais novamente, colocando sua orelha próxima à boca de Mello.
“— Fome... ” – sussurrou Mello.
“— Fome? ”
Lentamente os olhos de Mello se abrem, como se fosse muito esforço apenas fazer aquilo. Near assustou-se ao ver os olhos com aquela coloração vermelha, que algumas vezes o fascinava. Mas não foi isto que o assustara, mas sim, o fato destes estarem sem vidas. Não possuíam mais aquele brilho tão característico de Mello.
“— Você consegue me morder ou quer que eu me corte com algo? ” – perguntou Near, calmamente.
“— Con-si-go. ” – falou fracamente.
De uma forma cuidadosa, ajustou os travesseiros para que Mello ficasse sentado confortavelmente na cama. Olhou novamente para os olhos, que mesmo olhando-o pareciam que estavam perdidos em outra coisa. Notando melhor, os olhos de Mello pareciam vidrados em seu pescoço.
“— Pronto. ” – comentou Near, sentando-se mais perto de Mello “— Alimente-se a vontade. ” – concluiu.
Mello suspirou pesadamente, tentando reunir forças para aquele ato. Sentia-se faminto. Extremamente faminto. Apoiou-se com uma certa dificuldade ao ombro de Near, para ter mais firmeza.
Não tinha olhos para mais nada ao seu redor, tudo parecia nublado. Exceto a pele branca do pescoço de Near, que parecia mais que tudo clamar por seus lábios, por seus dentes. Tirando-lhe tudo, sangue, energia, vida...
“— Não tenha pressa... Gevanni demorará a chegar. ” – fala Near, abraçando confortavelmente Mello.
Mas este pareceu quase não ter ouvido ou simplesmente ignorou a frase de Near. Não queria ligar para nada. Lambeu com sofreguidão o pescoço de Near, arrancando deste um suspiro desejoso, voltou a lamber mais o local sorvendo mais do sabor, antes de macular aquele lindo local.
“— Mellooo... ”
Near não conseguiu evitar gemer baixo o nome do loiro. Principalmente quando este começou a arranhar com suas pressas seu pescoço, fazendo pequenos cortes, para logo em seguida lamber-los com luxúria, sorvendo o sangue que saíra destes.
Queria mais. E muito. Mello simplesmente não aguentava mais seu corpo com tão pouco sangue. Precisava sentir o plasma vermelho de Near invadir-lhe a garganta o quanto antes. Queria tudo. Tudo que Near poderia dar para ele, não importando as consequências, não importando o que viria depois.
Não ligando para mais nada, mordeu Near com força, fincando o máximo que podia de suas presas. Ouvindo logo em seguida um grito de puro êxtase de Near. Nunca tivera as cravado tão fundo. O sangue quente invadiu sua boca com uma velocidade absurda, mas sorvia-o todo em um ato esfomeado.
Near se concentrava, estava ofegante, aquilo estava de uma forma mais dolorosa das outras, porem o prazer que aquela mordida lhe dava era supremo. Só não ganhava de quando tinha Mello em seus braços e o fazia gemer seu nome desesperadamente enquanto ambos gozavam avassaladoramente.
“— Hunhmm ”
Aquilo já estava levando mais tempo do que de costume, Near já estava até sentindo sua vista ficar turva e meio enevoada. Mal conseguia raciocinar direito, mas lembrou-se de que Cain disse que, para se recuperar, Mello precisaria de muito sangue.
Estava disposto a dá-lo sem reclamar, sem questionar. Sua vida já pertencia exclusivamente a Mello dês do momento em que descobriu que este o amava. Poderia fazer o que quisesse com consigo, até mesmo tirar-lhe a vida.
Impiedosamente Mello continuava a sorver o sangue de Near, sentindo-se recobrar as forças com o sangue de seu amado. Estava louco. Apenas queria sorver cada gota de sangue que Near possuíra, provar todo seu sabor.
E assim o fez, mão largou Near até que este amoleceu tanto, que parecia ter desmaiado.
“— Near!? ” – chamou Mello, incrédulo pelo que tinha feito.
Depois de ter se abastecido com o sangue alheio, mais precisamente de Near. Voltara a pensar direito. Mas quando se deu por si, Near estava frio em seus braços.
Tinha tomado sangue demais.
“— O que eu fiz... ”
Mello deitou Near na cama, sentindo este respirar pesado, parecia que a qualquer momento este poderia morrer por falta de sangue. Não aguentava vê-lo daquele jeito, de olhos fechados...
“— Eu não queria... ” – sussurrou Mello, baixo.
Mello passou seus dedos em seus lábios, afastando-os em seguira para ver nestes o sangue de Near. Não tinha mais como mudar o que tinha feito, agora só restava duas alternativas. Near morre ou vira um ser da noite.
Não precisou pensar muito para descobrir qual das duas escolher, na verdade a primeira opção nem foi cogitada. Sabia o que tinha que fazer, depois só teria que falar melhor com Near sobre o que ocorrera.
“— Near... Não durma... Você tem que fazer algo antes. ” – pediu Mello, em um sussurro próximo do ouvido de Near.
“— Ta... ” – respondeu fraco.
“— Beba isto... O máximo que puder. ”
Rapidamente Mello corta seu pulso, aproximando-o logo em seguida da boca de Near, que a abriu delicadamente. Near suspirou pesado, quando sentiu o sangue de Mello em sua boca, sorveu-o o que podia, sentindo uma dor apoderar-se aos poucos de seu ser.
“— Eu queria ter te perguntado antes, se queria realmente isto... ” – comentou Mello, começando a retirar seu pulso de onde estava.
Porem Near impediu este ato, segurando com as suas duas mãos o braço deste no lugar, voltando a sorver mais daquele sangue. Não importando a dor, que já estava absurda.
“— Solte Near... Já está bom... ” – pediu Mello.
Lentamente os olhos de Near se abrem, fitando Mello com tanta luxúria no olhar que calou este em um instante. Seus olhos antes tão frios e calmos, estavam aos poucos ganhando uma coloração carmesim. Mas rapidamente estes olhos que o fitavam se fecham, assim como as mãos que o prendiam no lugar se afrouxam.
“— Desculpe-me por fazer isto sem perguntar antes... ”
Mello ajeitou melhor Near na cama. Olhou rapidamente para si, notando que estava nu. Andou lento ate o armário, procurando algo para poder vestir. Acabou por achar uma calça verde de moletom, bem folgada. Não era seu estilo aquela roupa, mas por enquanto esta servia.
Vestiu-a apressadamente, dando logo em seguida uma ultima olhada em Near, para depois sair do local. Caminhou até onde Matt estava, passando pela enorme escadaria que levava ao subsolo daquele lugar.
“— Mello! Que bom que você está bem. ” – falou Matt, assim que viu o loiro aparecer no local “— Essa calça não combina com você... ” – zombou.
“— Eu sei... Eu sei... ”
“— Mello... O que aconteceu para este cara burlar os poderes de vampiros nossos? ”
“— É uma longa historia... E eu descobri da pior parte. ” – fala Mello, olhando melhor para Cain “— Espera... Vocês deram um tiro nele? ”
“— Foi o Near... ”
“— O Near deu um tiro... E acertou? ” – perguntou incrédulo.
“— Sim... A situação não estava boa... Se ele não fizesse isso, Gevanni podia morrer. ” – explicou.
“— Certo... É só torcer para não haver reclamações sobre isso. ”
“— E Near, dormiu? ”
“— Sem querer eu tomei muito sangue dele... E tive que transformá-lo em vampiro... ”
“— Mas... E agora? ”
“— Agora? ” – Mello da uma pausa, suspirando pesado “— Vai ser tudo normal. Pelo menos, eu acho. ”
“— Certo... ”
“— Possivelmente, ele só acordará amanhã... Vou me alimentar um pouco melhor hoje, para estar bem satisfeito quando Near acordar. ” – comenta Mello.
“— Sim, é bom. Gevanni cuidará de tudo durante o dia. ” – fala Matt, com aquele típico sorriso.
“— Agora é só esperar por amanhã... ”
—X—
Lentamente Near abre os olhos, vendo a face de seu amado olhando-o delicadamente. Sentia seu corpo um pouco frio, e necessitando de algo que ainda não sabia ao certo o que era. Olhou melhor ao redor, reparando que estava no quarto do apartamento que alugaram. Já era noite também.
“— Como se sente? ” – perguntou Mello.
Este estava sentado em uma cadeira ao lado da cama de Near, olhando-o atentamente. Mello cuidadosamente levou sua mão ao rosto do menor, afagando-o carinhosamente.
“— Estou bem... Só sinto que parece me faltar algo... ” – responde Near, fechando os olhos.
“— Não seria fome? ” – comenta o loiro
“—Sangue... ” – sussurrou Near, sem nem notar o que estava falando.
“— Temos algum tempo antes de irmos ao aeroporto... ” – começa a falar Mello, levantando-se da cadeira e sentando-se na cama “— Você tem que se alimentar antes. ” – conclui.
“— Alimentar? ” – pergunta o menor, abrindo seus olhos.
“— Sim, você saberá o que fazer. Apenas siga seus instintos. ”
Mello reclinou-se sobre Near, beijando-lhe de leve os lábios, estavam frios como os seus. Porem isso não importava. Era extremamente prazeroso sentir os lábios do menor de encontro aos seus. E o que começou apenas com um simples selinho, transformou-se em um beijo ardente.
Near abraçou forte Mello, aprofundado o beijo, pedindo por passagem com sua língua. Rapidamente estas se encontraram em um prazeroso bailar. Misteriosamente precisava de mais.
Os dentes de Near cortaram a boca de Mello, fazendo aquele beijo ficar com gosto de sangue. O que para ambos ficou mais deleitoso. Os dois agora usufruíram do mesmo anseio, precisavam de sangue para sobreviver.
“— Gostoso... ” – comentou Near, assim que pararam de se beijar.
“— Sim, e muito... ”
“— Quero mais... ” – pediu manhosamente.
“— É para isso que eu estou aqui... Sou sua primeira refeição. ”
“— ... ”
Near não respondeu nada, apenas sorriu timidamente. Aquilo ainda era novo demais para ele. Não conseguia explicar o fato de precisar tanto assim de se alimentar, todavia, não iria recusar alimentar-se.
Rolou na cama, ficando por cima do loiro. Olhou atentamente para o pescoço à frente, sentindo o sangue fluir por ali, como se clamasse para que fosse retirado das veias. Notou também os batimentos descompassados de Mello, poda-os ouvir com perfeição. Sabia,de algum modo, que tinha alguma coisa afligindo este.
“— Te amo Mello... ”
Então os batimentos ficaram mais calmos, parece que era realmente isso que Mello precisava ouvir no momento. Beijou levemente a bochecha deste, para logo em seguida olhar com mais luxuria para o pescoço do loiro.
Curiosamente passou sua língua no pescoço deste, sentindo o pulsar do sangue. Como era tentador isto. Então era exatamente isto que Mello sentia toda vez que ia morde-lo.
“— Morde... ” – pediu Mello, em quase um gemido.
E Near assim o fez. Alongou suas presas e fincou no pescoço à frente, de forma lenta e demorada, apreciando cada segundo o prazer de sentir o sangue começando a invadir-lhe a boca.
“— An-Ahnn ” – gemeu baixinho o loiro, levando suas mãos a cintura do menor “— Como isso é bom... ”
Morder Near era tão prazeroso quanto ser mordido por este. O loiro derretia-se pela mordida em seu pescoço, algo tão se alimentado bastante, até em excesso, antes do menor acordar. Queria dar todo sangue possível a este, alimenta-lo bem.
Sentiu as mãos de Near começarem a vagar por seu corpo. Não parecia que Near queria apenas alimentar-se de Mello. Queria unir-se a este, tê-lo em seus braços.
“— Não... Near... Só alimen-Ahnn... ”
O gemido de Mello só fez Near continuar com seu intuito, sentia-se elétrico por causa do ato, e agora uma vontade extrema de faze-lo gemer apoderava-se de seu corpo. O sangue que fluía em sua boca o instigava a tudo isso. Agora entedia o por que do Mello ficar tão submisso quando tomava seu sangue.
“— Hum... Near... ”
Depois de algum tempo, Near fica satisfeito, então larga meio relutante o pescoço de Mello.
“— Isso é saboroso. ” – comenta o menor.
“— Que bom que gostou. ”
“— Mello... ”
“— Sim? ”
“— Te amo. ”
“— Eu também... ” – responde o loiro, dando em seguida um suave beijo nos lábios ensanguentados de Near.
Este sai de cima de Mello, deitando-se ao lado, ficando a observar o pescoço maculado de seu amado. Aquela visão, naquele instante, lhe pareceu linda.
“— Tem algo te preocupando. ” – comenta Near.
“— Me desculpe Near. ”
“— Por que? ”
“— Eu me descontrolei... E acabei te transformando nisso. ” – responde meio triste.
“— Eu queria isso. ”
“— Queria!? ”
“— Sim... Mas não tinha coragem de pedir. ”
“— E eu aqui, me culpando por nada... ” – comenta Mello, rindo.
“— Tem outra coisa que eu quero também... ”
“— O que? ”
“— Você. ”
“— Mas isso você já tem. ”
“— ...Você não entendeu... ” – fala Near, meio envergonhado.
“— Mas eu sou todo seu... Agora até meu sangue te pertence. ”
“— Você continua sem entender... ”
“— O que seria então? ”
“— Quero que você faça amor comigo... ” – fala Near, só que dessa vez extremamente envergonhado.
“— Mas... Isso agente já vez um monte de vezes. ” – responde Mello.
“— Você está meio lento hoje... ” – comenta Near “— Eu quero... Quero... ”
“— ...? ”
“— Ser o passivo... ” – murmurou, extremamente baixo.
Foi a vez de Mello ficar vermelho. Escutara muito bem as palavras de Near, e algo dento de si ardeu. Queria muito isso também. Por um momento, pensou em realizar o desejo de ambos neste exato momento, porem lembrou-se que tinham pouco tempo.
“— Por mim... Faria isto agora mesmo ” – falou Mello, vendo um pequeno sorriso nos lábios de Near “— Mas não temos tempo. Já devem estar nos esperando. ”
O pequeno sorriso de Near desapareceu. Tinha que ser mais lógico, tinha que deixar as emoções um pouco de lado. Ainda tinham uma missão a cumprir, completariam esta antes de aproveitar a eternidade juntos.
“— Temos que levantar, na sala termino de explicar a situação... ” – fala Mello, levantando-se.
“— Espere... ” – falou Near manhosamente, segurando o braço do loiro.
“— O que foi? ” – pergunta calmamente, sentando-se a cama.
“— Fica só um pouquinho... Tudo ainda é muito novo para mim... ”
“— Isso não é uma desculpa para você me agarrar não é? ”
“— Talvez... ”
“— Certo, certo... Eu fico um pouquinho mais ” – fala Mello, dando-se por vencido e deitando-se ao lado do menor.
“— Obrigado.... ”
Near aninha-se no peito de Mello, confortavelmente, sorrindo fracamente. O loiro apenas relaxa, com o amado em seus braços, pensando que este iria descansar um pouco mais.
Porem enganou-se, ao sentir, em pouco tempo, Near começar a se remexer, começando a beijar-lhe o pescoço e adentrando com as mãos em sua camisa. Aquilo era tentador...
“— Near... ” – sussurrou Mello, quase dando-se por vencido e entregando-se ao menor “— Nós não temos tempo para isso... Já te disse... ”
Apesar de Mello alertar Near, não fazia nada contra o avanço deste.
“— O cheiro dele... ” – fala baio Near, próximo ao ouvido do loiro.
“— Cheiro de quem? ”
“— Dele... ”
“— ‘Dele’ quem, Near? ” – perguntou novamente Mello, não entendendo nada do que Near falava.
“— Cain... ”
“— É impressão sua. ”
“— Não. Eu sei muito bem o que ele fez a você naquele lugar... ”
“— Nem me lembre... ”
“— Você é meu. ” – fala Near friamente, possessivamente.
Sem esperar mais palavras, Near beija a boca de Mello, de uma forma violenta, dominadora, fazendo em pouco tempo o loiro perder o fôlego. As suas mãos, que estavam começando a entrar por de baixo da camisa de Mello, sobem deparando-se com um dos mamilos, na qual o apertou e puxou malvadamente.
“— Nearrr... ” – gemeu Mello, arrastadamente.
“— Você é meu... ” – repetiu o menor.
Near levantou a camisa do loiro, e não tardou a levar seus lábios aquela parte, ora beijando, ora lambendo aquela parte, sentindo Mello arquear as costas em busca de mais contato.
“— Ah-Ahhhnm! ”
Um gemido mais alto saiu da boca de Mello, quando sentiu que Near mordera-lhe o peito com seus caninos, fazendo o sangue sair do local. Olhou em seguida, extasiado, este lambendo-lhe como um felino o lugar, sorvendo todo o sangue que saíra deste.
“— Near... Tempo-Ahhnm... Não temos tempo... ” – falou Mello, ou tentou.
Criando coragem, Mello afastou Near de si. Olhando-o nos olhos logo em seguida. O tom vermelho que pairava nestes o fascinou tanto que acabou por beija-lo, sentindo o próprio gosto de sangue na boca deste.
Aquilo não estava indo bem. O loiro não conseguia resistir ao menor, apesar de tentar ter algum controle de seu corpo.
Novamente Mello afasta Near de si, mas dessa vez evitou olhar para este, temendo não resistir e entregar-se totalmente.
“— O que foi... Não quer...? ” – perguntou Near, sedutoramente.
“— ... ” – Mello continuava sem olhar para o outro “— Estou com dor de cabeça ” – falou rindo em seguida.
“— Eu já usei essa desculpa... ” – riu baixinho Near, soltando e afastando-se em seguida de Mello
“— E eu pensando que isto era desculpa de mulher... ” – Mello dá um suspiro, só então olhando para Near “— Bem, pelo menos você parou. ”
“— ... ”
“— Agora temos que ir... ” – avisa o loiro, levantando-se e ficando em pé ao lado da cama.
“— Pode ir na frente? ” – pede Near.
“— Claro. ”
“— Obrigado, em minutos estarei lá. ”
Mello lentamente sai do quarto, parando em frente a porta por um tempo, recuperando-se do que Near tinha lhe causado. Ajeitou melhor sua roupa, sentindo seu corpo clamar por mais toques.
Precisava realmente se acalmar, pelo jeito, Near também precisava, por esse motivo ficara mais um tempo no quarto. Após recuperar-se um pouco andou pelo apartamento um pouco pensativo.
Parou assim que entrou na sala. Matt e Gevanni estavam aos beijos e amassos no sofá, e pelo que parecia, se não parasse os dois agora, era capaz deles nem notarem sua presença e começarem a fazer ‘algo mais’ ali.
“— Hei! Vocês dois, aquietem-se ai! ” – falou Mello, chegando mais perto “— Se não, eu jogarei água fria em vocês. ”
“— Poxa Mello... Tinha que aparecer agora...? ” – reclama Matt.
“— ...! ” –Gevanni rapidamente endireita-se no sofá, extremamente constrangido pelo fraga.
“— Pensei que você fosse demorar mais lá com o Near... ” – comenta o ruivo, ajeitando-se no sofá também.
“— Não temos tempo para isso, quero o quanto antes entregar Cain ao seu dono. ” – avisa o loiro.
“— E o Near... Não reclamou em nada você ter o transformado em um de nós? ” – perguntou o ruivo.
“— Não. ” – suspira aliviado “— Pelo visto, estava me preocupando a toa. ”
“— Que bom. ” – fala Matt, também aliviado.
“— Mas... E vocês dois... ” – Mello dá uma pausa, olhando fixamente para Gevanni “— Acertaram-se? ”
“— Sim! ” – fala um radiante Matt, abraçando-se no Gevanni.
“— ... ” – Gevanni fica extremamente vermelho.
“— Não é fofinho, quando ele fica vermelhinho assim? ” – pergunta Matt, cutucando a bochecha do outro.
“— Matt! ” – fala Gevanni, mais constrangido ainda, tentando afastar-se do ruivo.
“— O único que eu acho fofinho é o Near. ” – responde Mello, cruzando os braços.
“— Quem é o fofinho...? ” – fala Near, aparecendo na sala, tomando a atenção para si.
Este caminha sedutoramente pelo cômodo, aproximando-se de Mello. Misteriosamente Near tinha algo de diferente, possuía um ar fascinante. Algo que fez Mello instintivamente recuar alguns passos, em quanto o menor aproximava-se mais dele, ficando a sua frente.
“— Por que eu sempre fico com a fama de ‘fofinho’... ” – pergunta Near, segurando o queixo de Mello “— Se é você quem geme absurdamente fofo, quando está em meus braços... ”
Mello ficara simplesmente mudo, ter virado um vampiro deixou Near, de certa forma, mais ousado. E apreciou muito isto, apesar da ocasião o ter deixado extremamente vermelho, mais até do que Gevanni a poucos instantes.
Já Matt e Gevanni olhavam espantados a ação de Near. Quem poderia imaginar que aquele garoto quieto se transformaria nisto? Mas logo o ruivo começou a rir da cena, vendo o modo acuado e submisso que Mello se encontrava. Nunca o tinha visto assim.
“— Então é o Near quem é o ativo? ” – comenta Matt, rindo.
“— Que!? ” – Mello empurra o menor, aproximando-se do ruivo.
“— Ops! Foi mal... ‘Fofo’ ” – Matt não aguentando e caindo na gargalhada.
“— Seu... ”
Mello segura a camisa de Matt, fazendo-o levantar-se do sofá. Olhou com ódio para o ruivo, e em segundos este ficou calado. O olhar de Mello era tão ameaçador que parecia que queria matar apenas olhando-o.
“— Você se esqueceu da punição que lhe dei da ultima vez...? ” – pergunta Mello, sarcasticamente.
Near e Gevanni se entreolham, porem nada fizeram.
“— Quer ganha-la de novo...? ” – pergunta Mello, intimidador.
“— Não... ” – fala Matt, dando-se por vencido “— Foi mal Mello... ”
“— Certo... ” – diz o loiro, soltando a camisa do ruivo.
Este se senta no sofá e fica quieto. Um silencio estranho fica no lugar. Todos estavam com um certo medo do loiro.
“— Bem... É melhor deixarmos de brincadeira, temos uma missão a cumprir. ” – fala Mello, quebrando o silencio do lugar.
“— E Cain... Aonde está? ” – pergunta Near.
“— Bem preso e amordaçado em um dos quartos... ” – responde Gevanni “— Já arrumei tudo, o avião que transportara nos chegará em pouco tempo. ”
“— Como você é eficiente, arrumou tudo enquanto agente dormia. ” – fala Matt, abraçando Gevanni.
“— O-obrigado. ” – fala tímido “— Mas o avião não vai ter tanto conforto como o que nós viemos. ” – avisa.
“— Tem banheiro? ” – pergunta Near, sorrindo maliciosamente para Mello logo em seguida.
“— Acho que tem. ”
“— Já é o bastante. ” – comenta o menor.
CONTINUA
(31/12/08)
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