Choco Bloody

9 Interrompidos Novamente...


Notas iniciais
Notas finais do capítulo foram atualizadas (2020) se puderem dar uma lida ao terminar, agradeceria!

Título: Choco Bloody

Autora: Toynako

Anime: Death Note

Casal: Near x Mello / Gevanni x Matt

Classificação: +18

Gênero: Yaoi / Lemon

Criada em: 08/09/08

—–x.I.x––

—Choco Bloody-

—Chocolate Sangrento-

Após uma volta de avião um pouco quente, por parte de Mello e Near, finalmente estavam de volta ao Japão, deixando de lado o ar poluído do local cujo estavam. Após um rápido dia de sono, todos os vampirinhos dormiam, ansiosos para terminar o serviço dado por Vectorius. Principalmente Mello que gostava de seu Mestre, de uma forma um tanto fraternal.

Gevanni tinha cuidado melhor da ferida na perna de Cain durante o dia e nada de mal aconteceria a este. Agora com a noite chegando, este estava feliz por seu amado.

Estavam todos hospedados em um dos vários esconderijos de Mello, preferiram assim, queriam ficar juntos até tudo estivesse resolvido, depois cada um poderia fazer o que quisesse.

Agora que tudo já estava pronto, Gevanni esperava todos acordarem. Andava pela casa, já não aguentando mais a hora de ver novamente o sorriso de Matt e sentir os beijos deste. Dirigiu-se a cozinha, sentindo um pouco de fome.

“— Por que só tem bolsas de sangue nesta geladeira...? ” – questionou Gevanni, averiguando o que tinha dentro da geladeira.

Sorrateiramente alguém chega por trás deste, abraçando-o amorosamente. Soube na hora quem era, assim que sentiu um beijo molhado em seu pescoço.

“— Só tem sangue, por que só precisamos disso... ” – comenta Matt.

“— Que bom que acordou... Não aguentava mais ficar sozinho... ”

“— Se quisesse, poderia ter me acordado antes. ”

“— Hum... Devia ter pensado nisso. ”

“— Iria adorar, ser acordado, por um beijo teu. ”

Ousadamente, Matt começa a adentrar com sua mão na camisa de Gevanni apertando fracamente o corpo deste. Estava com saudades daquele corpo, queria-o sentir novamente em seus braços, gemendo seu nome.

Gevanni apenas fechou a geladeira a sua frente, deixando-se levar pelas caricias em seu peito e pelos beijos quentes que sentia em seu pescoço. Sabia, pela insistência no qual o ruivo beijava-lhe este local, que ele devia ter acordado com fome.

Não queria simplesmente entregar-lhe uma das várias bolsas de sangue que possuía aquela geladeira. Queria sentir suas presas perfurando sua carne, os toques cada vez mais ousados que este lhe daria pelo fato de estar inebriado pelo gosto do sangue.

“— Hum... Matt... ” – gemeu baixinho, sentindo as presas roçando em seu pescoço.

Um beijo mais quente que o outro, um toque mais ousado que o antigo. O ruivo brincava com sua presa favorita, aquela cujo amava. Deliciava-se com pequenos ofegos que vinha do outro ansioso para transforma-los em gemidos.

Mas não estava aguentando mais aquilo, estava com fome, poderia brincar muito com o corpo de Gevanni depois que tivesse sua merecida ‘janta’. Sorriu safado, pensando em algo, que botaria em pratica neste momento.

Em quanto uma de suas mãos averiguava todo o peito de Gevanni a outra desceu pela cintura, parando maliciosamente no meio das pernas deste, fazendo uma leve pressão.

“— Matt... Aahnn! ”

Ao mesmo tempo, Matt modera o pescoço à frente, apertava-lhe provocantemente um dos mamilos e massageava fortemente seu membro, ainda por cima das calças. Sentiu visivelmente, quando Gevanni se contorceu entre ao prazer que sentira.

“— Hum... Matt... Assim você-ahnnn me faz perder o juízo... ” – falou Gevanni, entre baixos gemidos controlados.

O ruivo sorria internamente, sentindo o gosto do sangue em sua boca, saciando-lhe, assim como sentia mais e mais um crescente volume aparecer nas calças de Gevanni ente a seus toques naquela região e o prazer de ser mordido.

Gevanni estava começando a sentir-se estonteado pelo deleite, apesar de Matt recém ter começado a alimentar-se. Precisava de algum apoio, e ficar em frente aquela geladeira não ajudaria. Tentou falar algo, mas de sua boca só saiu um pequeno gemido.

Porem Matt notou o que afligia o outro então lentamente tirou suas presas do pescoço deste, olhando rapidamente em volta, avistando uma grande bancada da pia próxima a eles. Não pensou duas vezes em guiar Gevanni, sem desgrudar de suas costas, para aquele local.

“— Se apoie aí. ” – falou Matt, quando chegou perto da bancada.

“— Obrig-Aaahh! ” – Gevanni mal pode agradecer, pois teve seu pescoço mordido novamente, assim como aquela ousada mão voltar a apertar-lhe.

Apoiou-se desesperadamente na pedra fria, agora tinha um pouco mais de controle, embora isto não ter o ajudado muito a ter algum domínio de seu corpo. Arrepiou-se ao escutar, mesmo sem entender como, o barulho do zíper de sua calça sendo lentamente aberto, como se Matt fizesse questão de ir nesta lentidão apenas para que o som baixo que saia deste ato fosse ouvido.

“— Por favor... Não me torture... ” – pediu Gevanni.

O ruivo apenas ignorou o pedido, estava entretido demais em botar em pratica um pequeno plano, bolado há poucos instantes. Queria-o ali, naquele lugar, gemendo loucamente seu nome. E assim faria se nada atrapalhasse, como por exemplo, um certo loiro que estragou o clima da última vez.

Soltou satisfeito o pescoço de Gevanni, lambendo insistentemente o local para apreciar alguns pequenos filetes de sangue que escaparam de serem sugados. Escutou um suspiro mais alto por parte do outro, e isto apenas o atiçou mais. Não iria acabar só naquilo, agora que estava abastecido de vida alheia, seu corpo clamava pelo do outro.

“— Satisfeito...? ” – falou baixo Gevanni, tentando normalizar sua respiração.

“— Mas... ” – Matt deu uma pausa, aproximando-se mais do ouvido do outro “— Apenas começou... ” – terminou a frase provocantemente, lambendo-lhe o lóbulo da orelha.

“— Você vai... ”

“— Sim, eu vou. ” – respondeu desavergonhadamente.

Sem esperar algum protesto por parte de Gevanni, não que este faria algum, o ruivo desencostou-se das costas do outro, empurrando as costas deste com sua mão, para que se encostasse ao balcão.

Gevanni tentou olhar por cima dos ombros, sentindo agora o frio da pedra de encontro a seu rosto e seu peito colado nesta.

“ Talvez tivesse sido melhor, entregar uma das bolsas de sangue a ele... ” – pensou Gevanni, sentindo logo em seguida um beijo em sua nuca “A quem quero enganar? É exatamente isto o que quero. ” – completou, ainda em pensamentos, corando forte logo em seguida pelo que tinha pensado.

“— Você devia estar querendo isto tanto quanto eu... ”

“— Eu... ”

“— Errei? ” – perguntou, falsificando um tom de voz meio triste.

“— Não. ”

“— Sabia. ” – falou maroto, apertando a coxa do outro.

“— Mas... Por favor, pare de me torturar. ” – pediu.

“— Você quer mesmo isto, hein... ”

Matt provocou mais, desviando aquela mão que apertava a coxa de Gevanni, esgueirando com esta dentro da calça já aberta de Gevanni. Envolvendo fracamente a ereção deste.

“— Isso! Sim... Eu quero, faz mais... ” – implorou baixo, fechando seus olhos fortemente ao sentir um apertar mais forte naquela região “— Maatt... ”

“— Claro... Nos vamos nos divertir bastante... ” – falou o ruivo, começando um lento vai e vem no membro do outro, porem parou, pois estava sendo dificultado pela calça que ainda estava a usar “— Acho melhor tirar isso primeiro... ”

Matt ajoelhou-se atrás de Gevanni, puxando lentamente a calça deste para baixo. Mas quando notou que ele queria se levantar, parou.

“— Fique do jeito que está... ” – pediu o ruivo, apertando sensualmente a coxa do outro “— Se não, terei que te amarrar como daquela vez. ”

Gevanni apenas voltou a deitar seu peito na fria pedra da bancada, deixando-se totalmente a mercê do ruivo. Matt adorou o modo ‘comportado’ que o outro tinha, desceu toda a calça deste aproveitando para beijar-lhe as coxas.

“— Bela visão...” – falou descaradamente “— Mas pode melhorar... ”

Seus olhos brilhavam em um místico tom avermelhado em quanto olhava para a roupa de baixo de Gevanni. Suas mãos foram lentamente subindo pela perna fazendo uma suave caricia nesta.

“— Hummm... ” – um gemido mais longo e rouco saiu da boca de Gevanni.

Sem esperar mais, rapidamente removeu a peça que faltava, agora tendo uma visão completa. Levantou-se passando seus olhos pelo corpo do outro que estava só a usar uma camiseta.

“— Matt... ” – chamou o outro em um tom desejoso.

O ruivo apenas sorriu, passando suas mãos pela lateral das coxas. Porem decidi parar com aquela brincadeira, seu corpo estava querendo aquilo tanto quanto o de Gevanni. Levou seus dedos a boca, umedecendo-os bem, não tirando os olhos do corpo à frente. Após estes estarem bem úmidos, levou-os rapidamente para o meio das nádegas de Gevanni, os passando levemente pela entrada deste.

“— Ahnm...”

Um gemido foi escutado por Matt, assim como sentiu um rebolar da parte do outro, mostrando o quanto estava ansioso por isto. Suavemente introduziu um dedo no local, não encontrando muita resistência, fazendo um delicado vai e vem com este.

Gevanni estava se concentrando para não gemer muito alto, mas não de dor pois tudo que sentia era um prazer cada vez mais crescente, e qualquer dor momentânea era simplesmente ignorada.

Todavia os motivos de tentar se conter era para não chamar a atenção de outras pessoas que moravam na casa, tinha um certo receio de que Mello aparecesse e estragasse com o que estava havendo.

Foi desperto de seus pensamentos quando sentiu mais dois dedos enxeridos de uma só vez vasculhando dentro de si, aquilo no instante lhe causou um certo desconforto, mas rapidamente este incomodo foi esquecido quando sentiu a outra mão de Matt fazendo uma caricia em seu membro.

Porem estranhou quando ambas as mãos afastaram-se de si. Olhou para trás sobre os ombros, notando que Matt parara para retirar sua própria calça. Sorriu timidamente, fechando os olhos e aguardando pela ação tão desejada por parte do ruivo.

“— Agora... Vem a parte boa... ” – comentou Matt, transbordando em maliciosidade.

Gevanni mordeu o lábio inferior, ao sentir a invasão do ruivo em seu corpo lento e pausadamente, dando assim tempo para se acostumar com o volume dentro de si. Porem um gemido foi inevitável de ser segurar, quando sentiu Matt totalmente dentro de si e este parar por uns instantes. Aquela sensação e calor eram estonteantes.

“— Hum... ” – gemeu baixinho dessa vez o ruivo, dando langorosos beijos na nuca e pescoço do outro “— Gevanni... ”

“— Movimente-se... ” – pediu baixo Gevanni, ficando vermelho em seguida.

E assim como fora pedido Matt o fez, sorrindo sensualmente antes de começar com movimentos lentos e cadenciados. Sentindo um prazer enorme ao ser tão bem acolhido naquela parte quente e envolvente.

Gevanni estava maravilhado, além do prazer enorme de sentir o ruivo daquela forma tão deliciada, sentia também beijos quentes em sua nuca além de pequenos sussurros com palavras de carinho e desejo.

“— Faz mais forte... ” – pediu Gevanni, já esquecendo completamente o significado da palavra pudor.

“— Ahnnnm ” – Matt apenas gemeu, intensificando mais os movimentos como fora pedido.

“— Isso...Ahnm, ahnm, ahhmm...Assiiim...! ” – falou, ou tentou, Gevanni.

“— Shhhh... Nem pense em gemer alto-humm... ” – falou o ruivo, com a voz rouca.

Aos pousos os movimentos de Matt iam ficando mais rápidos e fortes além dos gemidos de Gevanni cada vez ficaram mais descontrolados. O ruivo levou a mão ao membro do outro, para o alivio deste, fazendo uma forte fricção neste, sentindo que este ato fez apenas Gevanni perder completamente o controle.

“— Hummm! ” – Gemeu Gevanni, controlando-se para não gritar, pelo prazer sentido.

Matt simplesmente adorou o deleite do outro movendo-se mais rápido em êxtase , levou a mão que estava antes no membro de Gevanni ao pescoço deste, passando o liquido viscoso no local só para logo em seguida lamber-lhe tudo de forma faminta, arrancando outro gemido deste.

“— Irresistível... ” – sussurrou o ruivo, antes de morde-lhe novamente o pescoço a frente, sugando o tão deliciado sangue.

Fora agora à vez dele não aguentar, soltando o pescoço para gemer roucamente próximo ao ouvido de Gevanni. Matt fica debruçado sobre o outro, esperando sua respiração normalizar. De forma lenta, sai de dentro do tão quente e aconchegante lugar, apoiando-se na bancada.

Após algum tempo, ambos já estavam recuperados da pequena e prazerosa loucura que tiveram. Já estavam se vestindo, e quando Matt ia botar a camisa, o loiro aparece na porta da cozinha vestindo somente uma calça preta bem justa.

“— Se já terminaram... Eu gostaria de pegar algo na geladeira... ” – comenta Mello, encostado na parede ao lado da porta.

“— Claro Mello... ” – responde o ruivo, colocando rapidamente sua camisa.

Enlaçando a cintura de Gevanni, guiou este para fora do lugar, aproveitando a proximidade para dar um selinho em sua bochecha.

“— Vão para o quarto vocês dois... ” – fala Mello, indo em direção a geladeira.

“— É uma ideia muito boa. ” – comenta Matt, sorrindo malicioso para Gevanni.

“— Malucos... ” – fala baixinho o loiro, mas logo se lembra das maluquices que aprontaram no avião “ Certo... Talvez o Near e eu sejamos mais loucos ” – pensa, chegando em fim a geladeira.

Abre está olhando atentamente as bolsas de sangue organizadas por tipo sanguíneo. Olhou para uma, olhou para outra, escolheu o seu favorito e ficou a pensar em qual tipo Near gostaria mais.

“ Humm.... Talvez ‘A’. ” – pensou maroto no seu próprio tipo sanguíneo.

Acabou por pegar um desses e mais as que escolheu. Voltou para o quarto, que no momento, estava dividindo com Near. Este ainda se encontrava dormindo, do mesmo modo que Mello o deixou antes de sair para buscar comida para ambos e ter que esperar que a diversão de seu amigo acabace.

“— Hei Near, acorde, já está na hora. ” – falou Mello sentando-se na beirada da cama.

“— ... ” – Near nada disse, apenas abriu os olhos fitando febrilmente Mello

“— Nada de pular em cima do meu pescoço toda vez que sentir fome. ” – advertiu Mello “— Trouxe isso para você. ”

“— ... ”

“— É bom, acredite. ” – informou, jogando uma das bolsas de sangue na cama ao lado de Near.

Lentamente Near desliza sua mão pelo colchão, chagando perto de onde Mello tinha jogado seu alimento, mas ao tocar neste com seus dedos recua rapidamente.

“— Está fria. ”

“— Se não deixar em um lugar gelado, estraga. ” – responde o loiro, sentando-se na beirada da cama, ficando a observar o menor “— É só pensar que é suco. ” – riu logo em seguida de seu próprio comentário.

“— Mello... ”

“— Fala. ”

“— Realmente eu não posso pular em cima do seu pescoço...? ” – perguntou Near, manhosamente, sentando-se na cama.

Mello olhou Near se aproximar lentamente de si, com aquela carinha de criança abandonada querendo atenção, mas ao mesmo tempo com um olhar provocante . Não resistiu, fechou seus olhos esperando pela ação vinda do menor.

“— Isso quer dizer que posso...? ” – indagou, aproximando-se mais.

“— Pode. ” – respondeu, ainda de olhos fechados “ Mas não pense que sairá ileso dessa vez. ” – pensou pervertido em seguida.

Near apenas sorriu discretamente, se aproximando mais de Mello, tocando lentamente seu rosto, deslizando seus dedos suavemente pela face, acariciando-o. Seus olhos se perderam nos lábios do loiro, que simplesmente pareciam implorar por um beijo. Seguindo instintos chegou mais perto destes, lambendo-os suavemente, apenas passando a língua por cima dos lábios.

Mello sorriu pela caricia do outro, inclinando-se mais para frente para assim capturar a boca deste. Porem ao notar isso Near se afasta, fazendo o loiro abrir os olhos perplexo, deparando-se com um rubro olhar que era realmente tentador.

“— Near... Você fica absurdamente lindo com esse olhar... ” – sussurrou Mello, derretendo-se pelo brilho no olhar do menor.

Near olhou divertido para o encantamento que via brilhar nos olhos do loiro. Rapidamente puxou Mello pelos ombros, jogando-o na cama e sentando-se em cima desse logo em seguida. Fora tudo tão rápido para o loiro que este ainda não estava entendendo como tudo aconteceu.

“— Devo admitir que não imaginava que o gosto de sangue era tão bom assim... ” – comenta Near, passando a mão pelo peito desprotegido de Mello.

“— Sim... Depois que se prova, se vicia neste sabor. ”

“— Agora sim, estamos viciados um no outro... ” – fala Near.

Este abaixou-se e beijou Mello timidamente no começo, como se querendo reconhecer o sabor, mas logo o beijo fora intensificado, com as línguas vasculhando curiosamente dentro da boca do outro.

“— Hnmm... Você não ia se alimentar Near? ” – perguntou Mello, assim que o beijo fora terminado “— Ainda temos coisas a fazer hoje. ”

“— ... ”

“ Eu ainda quero brincar com você... ” – pensou o loiro.

Near deu-se por vencido, se pudesse escolher, iria fazer muito mais do que apenas ter uma boa janta, porem Mello tinha razão, ainda tinham que entregar Cain a Vectorius. Sendo assim, partiu então para o pescoço do loiro o beijando ternamente, mas não resistiu em morde-lhe logo o lugar.

“— Isso...Hnm Pode pegar o quanto quiser... ” – fala Mello, abraçando fortemente Near “— Mais fundo... Ahnn. ”

Só de pensar que tinham a eternidade para sentir esse prazer, Mello estremece todo, quase se deixando levar pelo deleite que Near lhe proporcionava. Não tinha como negar, e nem sabia mais se conseguia, mas não importava se era ele que se alimentava ou Near que roubava-lhe o sangue, Mello sempre entregava-se.

Todavia, dessa vez iria resistir o máximo, queria mostrar para Near o prazer que sentia ao ser domado. Aproveitando que este ainda alimentava-se, começou sutilmente a acariciar suas costas, adentrando com suas mãos por dentro da camisa do outro, sentindo a pele que agora estava tão fria quanto a sua.

Tateou com seus dedos toda a região, passando de vez em quando suas unhas levemente pela pele do menor, só para sentir um remexer deste em cima de si, diante do prazer ínfero que sentira. Ousou mais, descendo suas mãos pela linha da coluna, deparando-se com a calça sempre branca que Near usava.

Burlou-a, enfiando suas mãos por dentro desta, apalpando fortemente a região das nádegas de Near, de modo enxerido levando um de seus dedos para o meio destas, rodeando de modo lento em volta de sua entrada.

Near simplesmente parou de se alimentar, gemendo arrastado perto do ouvido de Mello, que não parou de fazer estes movimentos, porem sem introduzir o dedo. Apenas provocava o menor.

“— Me-Mello... ” – chamou baixinho Near.

“— Você gosta, não é? ”

A pergunta de Mello foi tão banhada em luxuria, que Near não resistiu em roubar-lhe àqueles lábios para si novamente, subjugando a outra boca, impondo um ritmo faminto. O loiro apenas tentou seguir o compasso de Near, mas notando que não iria conseguir, optou por tortura-lo um pouco mais.

“— Me diga o que quer... ” – indagou Mello, aproveitando a oportunidade assim que Near o parou de beijar.

“— Eu tinha planos de fazer isto com vo-Humm... ”

Malvadamente, Mello não deixa Near terminar sua frase, introduzindo apenas um pouco de seu dedo na até agora intocada entrada do menor. Este pequeno ato o fez suspirar pesado, como se aquilo lhe tirasse a sanidade.

“— Mas... ” – recompõe-se Near recomeçando sua fala “— Isto que esta fazendo é tão bom... ”

“— Então é isso mesmo que quer...? ” – sussurrou Mello “— Que eu faça isso... ”

“— ...Sim. ” – respondeu, lambendo-lhe o pescoço, limpando-o do pouco sangue que escapara de seus lábios.

Aquele dedo que o loiro apenas tinha introduzido um pouco, somente para atiçar Near, foi deslizando mais, do mesmo modo como o menor ia arqueando suas costas e gemendo baixinho.

“— Bom... ” – gemeu Near.

A outra mão de Mello, que antes estava a aperta-lhe maliciosamente a bunda, foi escorregando pela lateral, indo para o outro lado acariciando levemente o membro de Near, notando que este já estava bem desperto.

Era tentador, apesar de querer sentir o calor do interior de Near, aquela parte dele lhe era tão estonteante, que quase pediu para ser preenchido por este.

“— Hmmm! ”

O gemido de Near o fez voltar a realidade, fazendo-o adicionar mais um dedo naquele local, constatando o quanto era quente e apertado, delirando só em pensar nisto.

“ Agora Near... Você não me escapa... ” – pensou o loiro, maliciosamente.

Estava tudo indo ótimo, mas algo faz Mello parar as caricias. Uma dor súbita de cabeça. Sabia o que era, mas ainda não queria admitir que era aquilo. Porem logo que começou a escutar vozes se convenceu de que era verdade.

“— De novo não... ” – falou Mello, meio abatido.

“— ...? ”

Near apenas estranhou, estava indo tão bem, aquele prazer era tão delirante, que não conseguia entender o porque de Mello parar justo nesta hora.

“ Mihael... ” – sussurrou uma voz na mente do loiro.

“ Sim... Mestre? ” – respondeu em pensamentos.

“ Se já voltaram, aonde estais meu Cain? ”

“ Iríamos leva-lo hoje mesmo... Espere só um tempo... ”

“ Não! Traga-o logo a mim. É uma ordem. ” – falou imponente Vectorius.

“ ...Certo... ”

“ E traga sua nova cria consigo. ” – ordenou.

“ Tudo bem... ”

“— Mello? ” – chamara Near, pela quinta vez.

“— ... ” – Mello da um suspiro pesado, retirando suas mãos de onde estavam em Near “— Parece que teremos que deixar isto para depois... ” – comenta meio cabisbaixo.

“— Seu mestre de novo... ”

“— ‘De novo’? ” – repetiu Mello a frase de Near.

“— Daquela vez... Ele também interferiu... ”

“— Desculpe. ”

Near lentamente sai de cima de Mello, sentando-se ao lado deste meio acanhado. O loiro estranha essa ação no outro, sentando-se ao lado deste, olhando-o de modo curioso, notando então o ‘estado’ em que este se encontrava.

“— Não podemos sair com você assim... ” – comentou Mello, ajeitando-se, sentado de frente para Near “— Vamos dar um jeito nisto antes... ”

“— ... ”

Rapidamente Mello abaixa um pouco a calça de Near, junto com a peça intima. Olhou ternamente para este, antes de abaixar-se e abocanhar fortemente a ereção deste, fazendo-o gemer em susto e deleite.

“— Hum... Mello... ”

A boca de Mello deslizava por toda a extensão, pressionando seus lábios e usando mais sua língua, para assim dar o máximo de prazer para o menor. Com movimentos fortes e rápidos, seguidos de caricias na parte interna da coxa deste, Near não pode aguentar muito com o tempo.

“— Melloooo! ” – gemeu alto, arqueando lentamente, gozando na boca de Mello.

“— Hum... ” – gemeu baixinho o loiro, lambendo seus lábios “— Sei que não era isto que pretendíamos fazer... Mas por enquanto é melhor que nada. ” – comenta, saindo da cama.

“— ...Obrigado. ”

“— Bom... Já que se alimentou, vamos agora mesmo... Vou só colocar uma camisa.”

—X—

“— Lugar estranho. ” – comenta Near, em frente da mansão de Vectorius.

“— Se acostuma a esses tipos de lugares rapidinho. ” – fala Matt, segurando Cain que estava algemado, amordaçado e ainda vendado.

“— Vamos entrar logo... ” – pede Mello.

Entraram os quatro na enorme e sombria mansão, passando pelo enorme corredor iluminado apenas por castiçais na cor prata. Andaram lentamente, chegando a um grande cômodo, deparando-se com Vectorius que vagava de um lado para o outro na sala.

“— Demoraram. ” – falou este raivosamente, parando em frente a seu trono ornamentado de crânios.

“— Imprevistos... ” – falaram juntos Mello e Matt.

“— Tudo bem... Mihael e Maill, vocês fizeram as suas partes no acordo. ” – fala Veck aproximando-se lentamente “— Este é Cain...? ” – pergunta temerosamente.

“— Sim. ” – responde Near, que até agora estava calado.

“— Mas por que ele tem que estar algemado, amordaçado e vendado? ” – pergunta “— Preciso ver os olhos dele... ”

“— Ele está desse modo por causa que, quando fomos captura-lo nos deu muito trabalho... ” – comenta Mello “— Mestre... Por que não me falou nada sobre Hunters? ”

“— Hunters? ” – Veck para chocado “— Pensei que eles tinham se extinto a quase uns oitocentos anos. ”

“— Mas não estão... Seu Cain é um deles. ”

“— Me perdoe Mihael... ” – pede Vectorius, aproximando-se mais de Mello, tocando suavemente seu rosto em uma doce caricia “— Não queria que nada de mal acontecesse a você... ”

“— Eu sei... ” – fala Mello “— O mais importante é que o achamos. Matt, trás ele aqui. ”

“— Aqui está. ” – diz o ruivo, trazendo consigo Cain para mais perto de Vectorius “— É todo seu. ”

Todos ficam mudos. Veck então observou melhor Cain, notando feliz que apesar deste ser um pouco mais fraco, o resto lhe parecia idêntico. Aproximou-se mais, levando as mãos a venda, retirando-a rapidamente, deparando-se com um olhar enfurecido em sua direção, porem a cor destes olhos brilhavam em um tom ametista.

“— É ele... ” – sussurrou Veck “— Mihael, faça-me mais um favor... Segure-o um instante para mim. ”

“— Claro. ”

Mello prontamente fez o que seu mestre lhe pedira, segurando bem firme atrás de Cain. Veck sorriu agradecido, afastando-se de todos, indo parar próximo a uma das paredes, encostando sua mão nesta e fazendo suaves movimentos circulares criou um portal para si.

“— Já volto. ” – falou Veck entrando no portal.

“— Bem... Já está quase tudo resolvido. ” – comenta Mello, aliviado por tudo estar acabando.

“— Sim. ” – fala um sorridente Matt.

“— ... ” – Near apenas permaneceu quieto.

“— Que foi Near? ” – perguntou o loiro.

“— ...Nada. ”

“— Tudo bem então... ”

Minutos depois Vectorius regressa ao local, trazendo consigo uma espada negra e sombria.

“— Pronto... Segure-o bem... ” – pediu Veck, empunhando a espada e mirando em Cain.

“— Mestre... O que vai fazer!? ” – perguntou Mello, estranhando a ação de seu mestre.

“— Para reviver o meu Cain, tenho que matar este de agora, usando a espada que tem lacrada a alma do original... ” – explica.

Em um movimento rápido, Vectorius perfura o coração do outro, o sangue deste esguichou, sujando as suas roupas. Mas não ligava para isso, não conseguia na verdade tirar um sorriso discreto dos lábios ente a felicidade de poder rever seu amado.

Mello segurou firme quando este amoleceu, para que não ter o risco deste cair. Logo em seguida pode perceber uma aura negra circulando o corpo em seus braços, e aos poucos pode notar que este já conseguia ficar em pé sozinho.

Veck olhava esperançoso, aguardando o Cain a sua frente abrir seus olhos para poder realmente constatar que o seu Cain tinha voltado.

“— Desamarre-o... ” – pediu Vectorius.

Matt fez o que o outro tinha pedido, tirando também a mordaça de sua boca, afastando-se logo em seguida.

“— Cain... Abra os olhos... ” – pediu Veck em tom triste.

“— Vec... Veck? ” – sussurrou Cain, abrindo lentamente seus olhos.

Cain rapidamente olhou em volta, estranhando o lugar e principalmente as pessoas, mas uma em especial reconheceu no mesmo instante. Sorriu alegre correndo feito uma criança e se jogando nos braços de Veck.

“— Veck!! Você está vivo! ” – gritava, inda abraçado a este.

Mello, Matt e Near estava mudos, apenas assistindo a cena espantados com o modo infantil e até meio ingênuo que aquele Cain possuía, era extremamente diferente do mostro assassino de vampiros que conheceram.

“— Calma Cain. Está tudo bem... Como se sente? ” – perguntou suavemente.

“— Me sinto ótimo! Então a maldição foi retirada? Posso voltar ao meu reino? ”

“— Acho isso improvável Cain... Passaram-se séculos até que eu conseguisse te salvar da maldição... ”

“— Como!? ” – perguntou exasperado, afastando-se de Veck.

“— Por favor... Tenha calma... ”

“— Para que me trouxe de volta então... ” – falou Cain, indo ao chão chorando fortemente.

“— Não faz isso... Fiquei séculos sozinho... Apenas esperando a oportunidade de te ver... ”

“— Para que tudo isso!? Deveria ter tentado fazer outro amigo... ” – fala Cain ainda chorando.

“— Eu não te vejo como amigo! ” – gritou Veck, para o espanto de todos “— Você sabe disso... ” – maneirou a voz logo em seguida.

“— Se não era pela amizade que você me ajudava. Então era por ganância, mas se fosse por isso quando eu morri, você ficaria com a espada... Não era ela o que você queria?”

“— Não... Nunca foi pela espada... ”

“— Então foi pelo que? Por que se meteu em vários perigos, vários monstros, só para me ajudar? ” – falava Cain, já controlando seu choro.

“— Eu... ”

“— Mestre... ” – interferiu Mello, tendo a atenção de todos da sala “— Não se lembra dos conselhos que você me dava logo que virei um vampiro, e não queria reencontrar Near? Tenha coragem... ”

“— Quem são eles? ” – perguntou um confuso Cain.

“— Cain... Escute-me... ” – começou a falar Veck, parando para ajoelhar-se em frente a este “— No começo, não nego, te ajudei por ganância... Depois te ajudei por que você me lembrava muito o meu primeiro amor... Mas depois... Eu... Eu te... ”

“— Pode falar Veck, sabe que sempre serei seu amigo, não importa o que diga. ”

“— Não estais ajudando nada desse jeito Cain... ” – fala Veck suspirando pesado “— Eu... Eu te amo! ”

Cain fica mudo, olhando para os olhos esverdeados que Veck possuía. Minutos se passaram, e todos estavam estáticos, menos por Near que estava a enrolar uma mecha de seus cabelos. Não parecendo ligar muito para o drama que se passava ali.

“— Agora pensando... ” – Cain repentinamente quebra o silencio do lugar “— Acho que também te amo... ”

“— Como!? ” – Veck estava espantado.

“— Sempre que você estava perto de outra pessoa, meu peito doía... Me alegrava mais quando te via sorrindo... E quando te dei um beijo uma vez para lhe salvar de uma maldição meus lábios pareciam pedir por mais... Se me lembro bem, eu ainda morri por ti. ”

“— Cain... ” – Veck não podia esconder um enorme sorriso que tinha no rosto “— Mas um momento. Quando você me beijou!? ”

“— ... ” – de uma hora para outra Cain fica tímido “— É uma longa historia... ”

“— Certo... ” – responde Veck, levantando-se “— Mihael, Mail e Nate, já estão dispensados. Podem fazer o que quiserem de suas vidas... Só dou uma advertência, não saem por ao transformando todos em vampiros. ”

“— Tudo bem. ” – respondeu Mello, contente por tudo estar resolvido.

“— Só uma coisa... Mihael. Obrigado, venha me visitar de vez em quando. ” – fala Veck, sorrindo para este.

“— Claro, Veck. ”

Todos saíram do lugar, deixando apenas Veck e Cain sentados um de frente para o outro no chão.

“— E agora, o ponde começamos? ” – pergunta um curioso Cain, meio encabulado.

“— Comece me dizendo quando foi que me beijastes... ” – provocou.

“— Seu bobo... ”

CONTINUA

(01/02/09)

Notas finais
Heya~ Agradeço por terem lido e ficaria contente se deixassem um comentário sobre o que acharam! Eu estou fazendo commissions de fanfics, se tiverem interesse deem uma olhadinha~ Commission de Fanfics — Tabela de preços: > 1.000 palavras -> 20 reais > 2.000 palavras -> 25 reais > 3.000 palavras -> 30 reais > Acima de 4.000 palavras negociar sobre preço. > Observação: A quantidade de palavras pode ser alterada para finalização da história, sem custos adicionais. Ex: 1000 palavras virar 1100 palavras. — Qual gênero é permito? > Ação; Amizade; Angust; Aventura; Comédia; Crossover; Darkfic; Death Fic; Drama; Ecchi; Ficção Científica; Furry; Humor; Humor Negro; Lemon; Paródia; Poesia; Romance; Shoujo-ai, Shounen-ai; Songfic; Suspense; Terror; Tragédia; Universo Alternativo e Yaoi. > Basicamente todos, no entanto conteúdo adulto +18 apenas no gênero Boys Love/Yaoi. > Conteúdo adulto não pode ser comissionado por pessoas menores de 18 anos. — A fanfic após finalizada será postada no Nyah e Spirit. Caso queira que esta seja de teor pessoal, será cobrado 10 reais a mais do total, até 3.000 palavras. Após isso negociar sobre. — O prazo para a entrega da fanfic (até 3.000 palavras) será de até dois dias úteis. Acima de 4.000 palavras negociar sobre prazos. — O pagamento será realizado no ato do pedido, via Paypal, da preferência do cliente. Para pedidos acima de 4.000 palavras, pode haver dois parcelamentos. — Será conversado a respeito da commission apenas por Twitter: @Toynako.