Choco Bloody
3 Uma Simples Brincadeira
Notas iniciais
Título: Choco Bloody
Autora: Toynako
Anime: Death Note
Casal: Near x Mello / Gevanni x Matt
Classificação: +18
Gênero: Yaoi / Lemon
Criada em: 08/09/08
—–x.I.x––
—Choco Bloody-
—Chocolate Sangrento-
Quase um mês havia se passado depois do quente encontro com Mello e Near na fria madrugada. Mais nenhum encontro como aquele tivera acontecido. Novamente a noite chegara, era a hora das crianças da noite agirem. Tomando a cidade para elas, abdicando de tudo que se encontrava nela.
Near suspirava cansado, sentado em frente a várias telas de TVs e de computadores. Estava empenhado em achar qualquer pista que o levasse a achar o que o ‘mestre’ do Mello queria. Matt já lhe informara tudo o que precisava e repassava as informações para Mello, fingindo ser ele que misteriosamente conseguiu estas.
Sem que Near percebesse um vulto adentra seu quarto, esgueirando-se para traz desse.
“— Conseguiu alguma informação?”– pergunta a pessoa atrás de Near, sussurrando-lhe em seu ouvido.
“— Matt... Já disse para parar de fazer isso.”– diz friamente Near.
“— Eu sei, eu sei... Mas é divertido. ”
“— ... ” – Near não tirava os olhos dos monitores nem um instante.
“— Mas deixando isso de lado, descobriu algo? ”– pergunta Matt sentando-se ao lado de Near.
Dês que Near começara a ajudar secretamente, parecia que tudo estava indo mais rápido. Este achara elos importantíssimos, que possivelmente levaria a pessoa que estavam procurando.
“— Sim, uma impressa muito antiga com a logomarca ‘Radiance’. ”
“— Nossa, será que tem ligação com o garoto que estamos atrás? ” – Matt pergunta, deitando-se, colocando a cabeça no colo de Near.
“— Vinte e oito por cento, que sim. ”– explica Near, um pouco incomodado, mas não ligando.
“— Só isso? ”
“— ... ”
“— Certo, certo. Então aonde é essa empresa? ”– pergunta Matt, voltando sua atenção para as TVs.
“— Estados Unidos. ”
“— Tão longe!? ”– Matt indaga alarmando.
“— Sim. ”
“— Isso vai ser difícil... ”
“— Matt... ”
“— Fala. ”
“— Como Mello esta? ”– pergunta Near, tirando seus olhos dos monitores e encarando Matt.
“— Está bem... Só de vez em quando ele surta por não poder comer mais chocolate. ”– responde Matt rindo.
“— Entendi... ”
“— De mais um tempo para ele, tenho certeza que ele vira te procurar. ”– fala sentando-se novamente.
“— Eu também tenho certeza disso, o problema é esperar a boa vontade dele aparecer. ”
“— Você o ama muito? ”– Matt pergunta, levantando-se do chão.
“— ...Sim. ”
“— Ainda é cedo hoje, então se prepare. ”
“— Para que? ”
“— Eu vou importunar tanto o Mello hoje, que se eu não morrer, ele vai vir te ver. ”– responde Matt caindo na gargalhada logo em seguida.
Near apenas observa mudo, Matt pular pela janela do quarto.
“ Dês de quando essa janela virou uma porta? ”– pensa Near, voltando sua atenção as TVs.
—X—
Mello estava esparramado no sofá de seu apartamento, vestindo apenas uma calça preta, com vários papeis jogados pelo chão. Procurava minuciosamente qualquer informação que lhe fosse útil. Já estava estranhando que o ruivo conseguira muito mais informações que ele. Já não bastava Near, agora seria passado para trás por Matt?
“— Oi Mello. ”– fala Matt entrando pela porta.
“— Já comeu o bastante? ”– pergunta Mello folheando mais papeis.
“— Err... Sim. ”– responde Matt parando ao lado de Mello, encarando-o.
“— O que foi, para estar me olhando desse jeito? ”
“— Nada... ”
“— Estranho... Você está com um cheiro familiar... ”– fala Mello largando os papeis e levantando-se.
“ Lascou. ”– pensa Matt recuando alguns passos “— Dever ser o perfume da garota que eu mordi... ”
“— Perfume...? ”– Mello fica parado, pensando na resposta de Matt.
“— O que mais poderia ser? ”
“— Tem razão, devo estar ficando louco. ”
“— Pensou que era o cheiro de quem? ”
“— Near... ”– Mello deixa o nome do outro sair sem nem notar.
“ Tenho que ser mais cuidadoso. ”– pensou Matt, afastando-se de Mello só de precaução “— Você deve estar pensando muito nele ultimamente. ”
“— Eu... ”
Matt sorri safado, achando ali a oportunidade que precisava para fazer quem sabe Mello ir visitar Near. Só teria que dar um incentivo para este ir desesperadamente atrás do outro.
“— Você deve estar doidinho para saborear o sangue dele... ”– aproximou-se, não ligando mais para o risco por estar com o cheiro do Near.
Mello sabia que não era o cheiro do Near, mas não consegue tirar esse pensamento da cabeça, via Matt aproximando-se com uma cara que com certeza, aprontaria algo. Mas apenas ficou no mesmo lugar, olhando-o confuso.
“— Você ainda se lembra? ”– sussurrava Matt, no ouvido de Mello “— O sabor de seu sangue quente escorrendo pela garganta... ”
Inconscientemente Mello agarra-se no ombro de Matt. Estava perdido, apenas sentindo o cheiro do Near que vinha de Matt. Este lentamente empurra-o para o sofá, prensando-o contra este.
“— O sabor de seus lábios macios, de encontro ao seu. ”– torturava Matt, adorando ver as reações de Mello.
Este já até tinha se esquecido de que quem estava ali era o Matt, e não o Near. Fechara seus olhos, deixando-se levar pelas frases ditas por seu amigo, imaginando cada coisa que acontecia.
“— O calor da sua pele de encontro à dele... ”– cada vez mais a voz de Matt estava banhada em luxuria.
Matt surpreende-se ao escutar um leve gemido da boca de Mello. Talvez esse plano estivesse indo um pouco longe demais... Mas agora não teria como parar. Só achou um pouco estranho que esse gemido lhe causou um certo prazer.
“— Sentir os toques suaves em seu corpo... ”– Matt lentamente passa sua mão pelo braço de Mello, notando a pele arrepiar-se “— Os lábios dele de encontro ao seu pescoço, provocando sua pele... ”
Sua boca desviou da orelha, a qual sussurrava cada frase ousadamente, para começar a passa-la pelo pescoço de Mello. Arrancando outro gemido deste.
“— Near... ”– arfou Mello, gemendo o nome do outro.
“— Isso... Pense nele, concentre-se apenas nele. ”– dizia repetidamente, dando suaves beijos no pescoço de Mello.
“— Mais... Near... ”– gemeu Mello, levando suas mãos a cabeça de Matt.
Talvez a brincadeira estivesse realmente indo longe demais. Matt já estava começando a esquecer-se de seu plano, começando literalmente a atacar Mello.
“— Mello... ”– sugou com força o pescoço de Mello, sorvendo o sabor da pele macia de encontro aos seus lábios.
Este arfou, puxando desesperadamente o ar. Suas mãos antes entrelaçadas no cabelo de Matt, começam a descer, arranhando as costas deste.
“— Near... ”
“— Huuum... ”– gemeu Matt de encontro ao pescoço de Mello, quando sentiu as mãos deste aperta-lhe a bunda “Isso esta indo longe demais! ”– Pensa logo em seguida Matt, recuperando o controle da situação.
Rapidamente Matt se afasta de Mello, levantando-se. Este abre lentamente seus olhos olhando-o confuso, ofegante, ainda meio zonzo.
“— Tenho certeza que quer ir vê-lo. ”– fala Matt, confiante, esbanjando seu típico sorriso.
“— Como...? ”– falou Mello, ainda perdido no meio de tudo.
Triunfante, Matt retira-se do local, entrando para um dos quartos e se trancando. Por outro lado Mello, ficou lá, no mesmo local, sentado no sofá quase como se estivesse deitado. Sua mente ainda vagava longe dali. Mas de repente levanta-se com tudo, finalmente notando o que tinha acontecido.
“— Que diabos foi isso!? ”– grita Mello “— Matt, como ousou... ”– resmungava sem parar andando de um lado para o outro da sala.
Os olhos de Mello brilhavam em completa fúria, tinha vontade de esganar o amigo por causa dessa brincadeira de mau gosto. E assim faria. Correu em direção a porta a qual Matt havia entrado, abrindo esta com um belo chute.
Entrou no quarto, olhando tudo em volta, procurando aquele ruivo desgraçado que ousou brincar com ele. Mas este não foi encontrado, então notou que a janela estava aberta.
“ Maldito... pensa que vai fugir de mim!? ”– pensa Mello, correndo em direção da janela.
Não ligou de estar no sexto andar, apenas pulou, aterrissando no chão com perfeição. Procurava apressado tudo em volta. Conseguiu enxergar um vulto pulando entre os prédios, não muito longe, sem pensar duas vezes apenas começou a correr em alta velocidade.
Matt notou rapidamente que Mello começara a segui-lo, talvez aquele plano não tenha sido um dos melhores. Mas agora tudo estava feito, só teria que brincar um pouco de gato e rato, fugindo desesperadamente de Mello. Sabia que se este conseguisse alcança-lo, sem ter conseguido concluir o seu plano antes, estaria morto. Talvez não ao pé da letra, mas sabia que às vezes Mello podia ser bem macabro.
“— Volte aqui! ”– Matt ouvia de longe, ainda correndo desesperadamente, Mello gritar enquanto o seguia.
“ Tomara que Near o deixe mansinho... ”– pensava Matt.
Já estavam correndo há quase uma hora direto, mas mostravam poucos sinais de cansaço. Matt estava dando voltas na cidade sem parar, mas decide que já era hora de parar com a corrida, pois Mello aos poucos estava se aproximando dele.
Com uma rápida olhada ao redor, Matt muda o curso que estava indo, começando a por em pratica a parte final de seu plano. Correu por mais alguns minutos, sempre sendo seguido por Mello. Usando toda a força que lhe faltava, acelera visivelmente sua velocidade, entrando em vários becos, a fim de fazer Mello perde-lhe de vista.
A cada minuto que passava, Mello ficava com mais raiva de Matt. Queria realmente lhe dar uma boa lição, e já tinha bolado planos e mais planos, um mais macabro e diabólico que o outro. Com sua mente voltada para esses planos é surpreendido quando Matt aumenta sua velocidade, começando também a entrar em vários lugares diferentes.
Sabia que o plano de Matt era fazer-lhe perde-lo de vista... E assim conseguiu.
“— Droga... Aonde ele foi parar...? ”– perguntava para si mesmo, parado no meio de uma escura rua.
Ficou um parado no mesmo lugar, pensando onde estaria, quando nota algo conhecido. Olhando o fim da rua avista a casa aonde Near, por enquanto, estava.
“— Esse era o real plano de Matt... ”– falou raivoso Mello.
Olhou para um lado, olhou para o outro. Não tinha mais nada para fazer então por que não fazer uma visita rápida ao Near? Uma simples e rápida visita, só o olharia e mais nada.
Botou as mãos no bolso e começou lentamente a andar em direção a casa de Near. Em sua mente lembrava de tudo que Matt lhe falou. Isso o fez começar a andar mais rápido, com o objetivo de ver Near o mais rápido o possível. Seus passos apreçados levavam-lo para de baixo da janela do quarto de Near.
“ Só uma visita rápida... ”
Sem receios pulou para dentro do quarto, que se situava no segundo andar. Cautelosamente olhou em volta, estranhando o fato do quarto ter mudado, possuía agora varias Tvs e computadores. Talvez Near tivesse pegado outro caso para solucionar. Ignorou isso. Voltando sua atenção para um certo garoto, que parecia um anjo, de tão sereno que dormia em sua cama. Sorriu. Começando a ir de encontro a este, para olhar-lo dormir.
“ O olhando assim... Parece tão inocente. ”– pensou Mello, mas rapidamente as palavras que Near disse a ultima vez para ele, lhe vieram a mente.
“ Mello, você ainda me trata como uma criança... Eu vou lhe mostrar o quanto eu cresci. ”
Essas lembranças fizeram Mello corar absurdamente. Realmente Near mostrou que de criança só possuía a face. Com a frase de Near ecoando na mente de Mello. Este se inclina diante de Near, roubando-lhe um beijo. Um simples encostar de lábios, mas fez Mello querer mais contato. Delicadamente levou sua mão ao queixo do outro, abrindo levemente a boca deste.
Precisava sentir novamente o calor da boca de Near. Lentamente deslizou sua língua para dentro da macia boca, sentindo novamente depois de algum tempo o interior da boca deste. Lentamente beijava, com todo cuidado, para não acordar Near. Mas levemente começa a sentir o outro correspondendo. Afasta-se rapidamente, olhando a face de Near.
“ Ainda está dormindo...? ”– pensou confuso.
Lentamente Mello vê os olhos de Near abrindo-se. E este lhe olhar com aquela típica cara sem expressão, mas seus olhos possuíam um brilho que lhe fez se arrepiar.
“— Por que demorou? ”– perguntou Near.
“— Estava ocupado... ”
“— E por que está vestido assim? ”
Mello olhou para si, notando que estava sem camisa. Olhou para Near novamente, vendo seu olhar fixo em seu corpo. Isso o fez arrepiar até o ultimo fio de cabelo.
“— Errr... Bem... ”– gaguejou Mello, desviando seu olhar de Near.
Near olhava Mello sem nenhum rodeio, analisava cada pedaço de pele exposta por este. Lentamente sentou-se na cama, tomando a atenção de Mello para si. Suas mãos foram de encontro à pele deste, passando só as pontas de seus dedos nela, em uma caricia suave.
“— Near...? ”– questionou Mello, admirado pelo brilho no olhar de Near.
Mello arrepiava-se com o toque que vinha do outro, não podia negar que dês da primeira vez em que se confessaram, estava ansioso em revê-lo... Mas era cabeça dura demais para ir encontra-lo.
“— Fome? ”– perguntou Near.
Até que Mello estava com um pouco de fome. Mas o que queria realmente agora não era o sangue de Near, mas sim mais toques e caricias deste.
“— Não... Por hoje estou alimentado já. ”
Near sorri discretamente, aproximando-se mais. Foi impossível para Mello não estremecer vendo este se aproximar lentamente dele. Mello era o vampiro, o predador. Mas diante do olhar de Near sentia-se apenas como a caça, o animal encurralado a espera do bote de seu predador.
Hoje iria mudar isso.
Sorriu sedutor, vendo os olhos de Near brilharem ente ao seu sorriso. Dessa vez faria uma surpresa para este. Simplesmente pulou em cima de Near, prensando-o contra o colchão macio, tomando seus lábios em um beijo ardente.
Era impossível para Near não gemer entre o beijo, Mello fazia questão de aperta-lhe cada pedaço de seu corpo, fazendo-o ficar quente. Mello habilidosamente desabotoava os botões da camisa do outro, ainda em posse de boca suculenta de Near.
Um vento frio entrava pelo quarto, mais tardar naquela noite sombria iria chover. Mas os dois amantes em cima da cama não sentiam frio. Um fazia questão de esquentar o outro, enlaçados, beijando-se.
“— Mello... ”– gemeu arrastamente Near, quando finalmente Mello larga sua boca, partindo para seu pescoço, distribuindo beijos e lambidas neste.
“— Você é tão saboroso Near... ”
“— Hummm... ”
“— Me faz querer morde-lo todo, saborear cada pedaço de seu ser. ”– sussurrava sensualmente de encontro ao ouvido de Near.
“— Se é isso que quer... Sou seu. ”
Mello sorri ente a frase de Near, sentindo suas mãos passarem pelas suas costas, mandando pequenos choques de prazer. Seria sua vez hoje de fazer Near gemer, implorando por mais de seus toques.
E com esse intuito em mente, desceu os beijos, passando pelo peito claro como porcelana de Near, deixando vez ou outra, algumas marcas por onde passara.
“— Huuum... ”
Cada gemido baixo que Near dava, era um deleite para Mello. Simplesmente por saber que mais ninguém no mundo conseguia tirar qualquer sentimento do garoto que estava em seus braços.
“— Me-Mello... ”
Mello sorria internamente, beijando cada pedaço daquele corpo, passando por um dos mamilos róseos, dando famintas lambidas em cima deste. Escutando satisfeito um gemido mais lânguido de Near.
“— Ahnn ”
Como era extasiaste o calor que emanava de Near. Mello tinha certeza que este não fazia idéia do quanto era lindo e principalmente.... Delicioso. Desceu mais os beijos, parando agora em cima do umbigo de Near. Olhou para o local, e em seguida para a face de Near.
“— Neaar... ”
Mello simplesmente gemeu o nome de Near, ao ver a face deste. Era um encanto, os olhos semicerrados com pequenas lagrimas nos cantos. A boca aberta em busca de ar para seus pulmões. Tudo isso. Sem contar o fato desta estar totalmente vermelha.
“— Como é lindo... ”– falou dando uma leve mordida próximo ao umbigo.
Near arqueia as costas, levando suas mão aos cabelos Mello, entrelaçando seus dedos nos sedosos fios loiros. Este olhou lentamente para baixo, afastando-se um pouco logo em seguida. Com um sorriso no rosto, levou seus dedos ao cós da calça de Near.
Mas para ao escutar algo. Uma voz familiar vinha à mente, dando-lhe um pouco de dor de cabeça.
“— Aí... ”– falou Mello, levando rapidamente sua mão a cabeça.
“— ... ”– Near olhou curioso o gesto de Mello.
Uma voz ia e vinha em sua mente, estava quase reconhecendo de quem era o dono desta voz, mas não sabia quem era, assim como não conseguia entender o que estava falando.
“— Mello? ”– perguntou Near, vendo Mello fazer uma cara de dor.
“— Fica quieto. ”– falou meio bravo, mas não sabia se falou isso para Near ou para a voz lhe perturbando.
“— ...? ”
“ Mihael, venha a mim agora mesmo. ”– Repetiu novamente em pensamentos para Mello.
“— Mestre...? ”– falou Mello, estranhando tudo.
Near ainda encontrava-se do mesmo jeito, apenas olhando um pouco preocupado para Mello. Este se afasta de Near, sentando-se a beira da cama. Ainda tentando escutar a voz de seu mestre em sua mente.
“ Sua cria, Mail, já se encontra aqui. Apareça o mais rápido o possível. ”– Ouviu Mello em sua mente.
Mello olhou rapidamente para Near. Estava indo tudo tão bem... Near estava tão lindo... Seu rosto, seu corpo. Seu mestre tinha que justo atrapalhar nessa hora?
“— Já estou indo... ”– respondeu Mello.
Este se levanta da cama, dando um suspiro triste. Foi impossível pra Near não sentir um pouco de raiva por Mello ter parado, apesar de não ter demonstrado isso. Lentamente sentou-se na cama, observando Mello de costas para si.
“— Droga... Eu tenho que ir... ”– avisou Mello.
“— ... ”
“— Não vai falar nada? ”
“— Algo que eu falar, vai fazer você ficar? ”
“— ... ”
Near discretamente sorri, soltando um suspiro longo.
“— Me dê ao menos um beijo antes de ir. ”– pediu Near.
Mello sorriu malicioso, virando-se e puxando Near pelos cabelos, tomando sua boca em um beijo que tirou o fôlego de ambos.
“— Te amo, mas você já sabe disso. ”– fala Mello ao terminar o beijo.
“— Mas não custa nada lembrar. ”
“— Travesso. ”
Mello não aguentou ficar só naquele beijo, tomou novamente os lábios de Near. Mas dessa vez de uma forma mais calma, suave. Mostrando o quanto realmente se amavam... Apesar de que às vezes aconteciam tolas brigas, mas nem todo casal é um mar de rosas.
Os dois possuíam suas diferenças, mas foi isso que os uniu. Near sempre observava admirado como Mello podia ser expressivo, apesar de isso às vezes atrapalhar em uma decisão. E Mello sempre achava fascinante o jeito calmo com que Near enfrentava tudo e a todos ao seu redor.
Um completava o outro. Essa era a pura verdade.
Lentamente Mello se afasta de Near, olhando os olhos deste brilhando. Fez um leve carinho em sua face, beijando rapidamente a bochecha deste. Virando-se em seguida, rumando pra a janela, que de agora virou sua porta para o quarto de Near. Saindo rapidamente deste.
“— Hum... ”– gemeu baixo Near, passando um dedo em seus lábios.
Realmente estava amando as ações de Mello. Queria muito, muito mesmo que este estivesse continuado o que estava a fazer. Sabia que a essa hora, já devia estar gemendo alto, com as caricias ousadas que Mello lhe fazia...
“ Melhor ir tomar um banho bem gelado... ”– pensou Near, já rumando em direção ao banheiro.
—X—
Antes de tudo, Mello correu para seu apartamento, colocando em fim uma camisa. Achou uma que lhe agradava, vestindo-a e saindo do local, rumando para seu destino. Mello corria apressadamente pelos prédios, não ligando nada para o seu redor. Sua mente ainda vagava em pensamentos, e todos eles eram voltados para Near. Ainda iria faze-lo gemer.
“ Hum... Near... ”
Foi diminuindo a velocidade, assim que saiu da cidade, chegando na parte com a densa e negra floresta. A casa não estava tão longe dali. Olhou rapidamente o lugar sombrio em sua volta, mas já estava um pouco acostumado, até já começara a achar o local belo. Andando lentamente agora, já avistava a casa, e via um semblante encostado à porta.
“— Matt!? ”– falou chegando mais perto.
“— E aí? ”– cumprimentou o outro.
“— Acho que estou esquecendo de alguma coisa... ”– falou baixo passando pelo Matt, e entrando na casa.
“— Que nada, vamos logo de encontro a Vectorius. ”– falou Matt, com medo de que Mello lembrasse de sua ‘brincadeira’.
Passaram ambos pelo longo corredor, chegando a grande sala em que Vectorius se encontrava.
“— Vocês demoraram. ”– fala imponente Vectorius, sentado em uma grande cadeira.
Mello e Matt fizeram uma rápida reverencia, observando-o melhor em seguida. Este possuía um brilho majestoso, luxuoso emanando de si. Estava com uma roupa negra, com vários detalhes em verde esmeralda, assim como seus olhos.
Mas o que chamou a atenção dos jovens vampiros foi um garoto. Aparentando ter a mesma idade que eles. Estava vestido apenas com uma longa camisa da cor vermelha, sentado no chão ao lado de Vectorius, encostando sua cabeça no colo deste.
“— Não liguem para ele, é apenas o meu lanche e divertimento para a noite. ”– fala Vectorius, puxando o cabelo negro do garoto.
“— ... ”– Mello e Matt ficaram mudos.
“— Mas eu não os chamei aqui para verem meu alimento. ”– falou meio raivoso “— Já encontraram o meu Cain!? ”
“— Err... Bem... ”– gaguejou um pouco Mello.
“— Encontra-lo ainda não, mas sabemos por onde começar a procura-lo. ”– fala convicto Matt.
“— Prossiga Mail. ”
“— Achamos uma ligação dele com uma empresa muito famosa chamada ‘Radiance’, nos Estados Unidos. ”
“ Dês de quando ele sabe disso!? ”– pensa Mello surpreso.
“— Interessante... ”– fala Vectorius, olhando rapidamente para seu lanche, sorrindo malicioso em seguida.
“— Tudo indica que o sujeito a quem estamos procurando seja algum parente dessa empresa. ”
“— E quando vão averiguar isso melhor? ”
“— Nós vamos viajar para o local e procura-lo melhor. ”
Mello estava ficando com raiva... Como não sabia disso que Matt estava falando? Será que realmente o ruivo o teria passado para traz? Isso seria impossível, inadmissível!
“— O senhor não teria nenhuma informação a mais para nos passar? ”– perguntou Matt.
“— Já disse tudo, e não gosto de repetir. ”– Fala Vectorius puxando o garoto pelo cabelo, beijando-lhe a boca com selvageria.
“— ...! ”– Matt fica mudo vendo a cena.
Vectorius o solta, vendo o brilho do prazer nos olhos de seu ‘lanche’. Teve sorte em achar um garoto tão gostoso passeando pelas boates. Apesar de que o único sangue de quem realmente queria era de seu amado Cain. Mas não podia simplesmente morrer de fome, e não estava querendo dormir por alguns anos. Já que finalmente Cain, seu anjo, seu demônio, estaria vivo. Suspirou triste, qualquer lembrança que tinha de seu amado, fazia-o entrar em uma profunda tristeza.
“— Mestre... Está bem? ”– pergunta Mello.
Vectorius olhou um pouco feliz para sua cria. Nunca em sua longa vida tinha feito uma. Não queria amaldiçoar mais ninguém, ele por si só já bastava. Mas ao notar que Mello iria se sacrificar por alguém amado, não pode evitar em transforma-lo. Notando uma leve semelhança com seu Cain.
“— Estou bem. ”– falou levantando-se, talvez pudesse se alimentar de um sangue um pouco mais delicioso do que aquele garoto sentado ao lado de sua cadeira “— Mail, você está dispensado. Mihael... Venha comigo. ”
“— ... Certo. ”– Matt começa a sair do local.
“— Mestre o que precisa? ”– pergunta Mello.
“— Estais bem alimentado? ”
“— Sim... ”
“— Que bom. ”– Vectorius começa lentamente a andar em direção a Mello.
Esse se espanta com o olhar que vinha de seu mestre. Era algo tão imponente, majestoso, elevado, não sabia ao certo como descreve-lo. Só sabia que ele possuía um brilho, e fora este brilho que o prendeu na primeira vez que o viu. Não seria louco de seguir um completo estranho, mas aquele ser emanava uma aura superior aos demais mortais, simplesmente confiou nele.
“— Siga-me. ”– sussurrou Vectorius no ouvido de sua cria.
Passaram por vários cômodos daquela grandiosa mansão. Entrando em um especifico. Mello se espantou ao ver tantos livros espalhados pelo chão, assim como em varias estantes. Mas o que lhe chamou a atenção era que no meio de tantas estantes com livros existia uma cama bem espaçosa, coberta toda de negro. Fora que o lugar era enorme, mais parecia uma biblioteca.
“— Este é meu quarto, deve ter notado que gosto de ler. ”– comenta Vectorius adentrando no cômodo, sendo seguido por Mello.
“— ... ”
“— Calma, só quero conversar... ”
Vectorius faz um gesto com a mão, fazendo aparecer do nada uma mesa com duas cadeiras em volta.
“— Sente-se. ”– pede.
Mello fez assim como seu mestre pediu, sentando-se em uma das cadeiras. Vendo em seguida seu mestre aproximar de si, com um olhar meio preocupado.
“— Atrapalhei algo quando lhe chamei? ”– pergunta Vectorius, passando a mão delicadamente pelo rosto de Mello.
“— Err... ”
“— Pelo jeito sim. ”
“— Mestre Vectorius eu- ”
“— Por favor, quando estivermos sozinhos, me chame de Veck... Não gosto muito de formalidades ”– pede.
“— Veck...? ”
“— Era o nome pelo qual Cain me chamava. ”– fala um pouco radiante, afastando-se de Mello e sentando-se na outra cadeira.
“— Cain... Como ele era? ”
“— Lindo e ingênuo. Um anjo e um demônio... ”
“— Pelo visto se amavam muito. ”
“— No começo, ele era apenas um amigo... Mas com o passar do tempo, eu acabei vendo ele com outros olhos... Mas só pude reconhecer isso na hora de sua morte. ”
“— Tem algo que eu possa fazer? ”– pergunta Mello, vendo seu mestre meio abatido.
Vectorius levanta-se de seu lugar rumando par onde Mello estava sentado.
“— ...? ”– Mello apenas o observa confuso.
“— Deixe-me desfrutar um pouco de seu sangue... Ele era tão doce... ”– pede Vectorius, passando a mão suavemente no pescoço de Mello.
Mello suspirou longo. Por algum motivo tinha um certo carinho por seu mestre, olhava-o como um pai, ou algo do tipo. Talvez por este ter lhe dado à vida que tem agora. Podendo viver ao lado de Near, apesar de que quase não tinha ido o ver, ainda o poderia ver. Agradecia muito por isso. Agradecia por de uma certa forma, estar vivo.
“— Não poderia negar seu pedido, Veck. ”
Vectorius abre um lindo sorriso. Realmente sua fez certo em fazer de Mello sua cria. Com esse pensamento em mente, move suavemente a cabeça de Mello para o lado, retirando algumas mechas loiras de cabelo que estavam tirando-lhe a visão daquele pescoço. Se aproxima mais perto do local, dando um suave beijo antes de enfim morder-lhe o local. Não tinha mentido, Mello realmente tinha um sangue absurdamente doce, talvez pelo fato de quando era apenas um humano, ter comido tanto chocolate. Apesar disso ser impossível influenciar em tal coisa.
Mello apenas fecha seus olhos, sentindo uma leve caricia em sua nuca, algo que o deixa mais relaxado, tranquilo. Em pouco tempo sentiu essa pequena caricia se findar, junto com o afastamento de seu mestre. Abriu lentamente os olhos.
“— Mestre...? ”
Mello estranhou ao notar as pontas do cabelo prateado de seu mestre, mudarem para uma coloração vermelha, tal como sangue.
“— Isso é normal... No meu caso, é claro. ”– responde Vectorius, de olhos fechados, apenas apreciando o gosto em sua boca.
“— ... ”
“— Já é tarde... É melhor você ir. ”
“— Sim. ”– responde Mello, levantando-se.
“— Mihael. Se vocês forem para os Estados Unidos, atrás do meu Cain... Vão precisar de alguma ajuda humana. ”
“— Ajuda humana? ”
“— Sim... Peça ajuda ao seu anjo, não erre que nem eu errei. ”
“ Pedir ajuda a Near... Nunca! ”– pensa Mello.
“— Melhor parar com essa infantilidade, se não o quiser perder. ”
“— Vou pensar... ”
“— Antes de ir embora, peça para aquele garoto do lado de minha cadeira naquela sala, vir para o meu quarto. ”– pede malicioso.
“— Claro. Bom lanche. ”– responde Mello saindo do lugar.
“ Mihael... Deixe esse orgulho de lado. ”– pensou Vectorius, andando até uma estante e pegando um livro qualquer “ Ou ira se arrepender... ”
—X—
Mello havia feito o que seu mestre pediu, e já rumava para a tranquilidade de seu apartamento. Tinha muitas coisas a arrumar antes do sol raiar. Não que não pudesse andar a luz do sol, mas este ainda lhe causava um certo desconforto. Por isso evitava o máximo ele. Fora isso, ainda tinha que perguntar para aquele ruivo desgraçado, como ele conseguiu tantas informações sobre o caso.
“ Estou me esquecendo de alguma coisa... ”– pensou Mello, pulando por cima dos prédios “— Lembrei! ”– simplesmente gritou, parando em cima de uma casa.
Lembrara de tudo o que Matt havia feito mais cedo nesta noite, e que ainda não o tinha devidamente castigado este. Faria algo para punir pela brincadeira ousada que o ruivo ousou fazer com ele.
Deixaria os planos para outra hora, apenas brincaria um pouco com Matt. Descontaria tudo pelo qual passou.
“— Hoje vou me divertir! Háhahaha! ”– gargalhou alto, voltando logo em seguida a pular pelos prédios.
Hoje, Matt iria sofrer...
CONTINUA
(08/10/08)
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