Choco Bloody
4 Ciúmes?
Notas iniciais
Título: Choco Bloody
Autora: Toynako
Anime: Death Note
Casal: Near x Mello / Gevanni x Matt
Classificação: +18
Gênero: Yaoi / Lemon
Criada em: 08/09/08
—–x.I.x––
—Choco Bloody-
—Chocolate Sangrento-
“— Olha mamãe, alguém fantasiado de Madonna! ” – gritou um menininho.
“— Maldito pirralho... ” – resmunga Mello.
Do lado de Mello, estavam Matt que simplesmente estava caindo na gargalhada por causa do comentário do garoto, Near contendo-se para também não rir e Gevanni quase do mesmo modo que Matt, só que rindo de uma forma mais discreta.
“— Parem de rir malditos! ” – resmungou mais alto Mello.
“— A culpa é sua por andar vestido assim. ” – comenta Near.
“— ‘Nem vem que eu sei que você gosta.’ ” – responde malicioso para o Near, repetindo uma frase dita por este dois dias antes.
“— ... ” – Near corou violentamente.
“— Por que nos estamos aqui mesmo? ” – pergunta Gevanni, vendo milhares de pessoas em volta, andando apressadas.
“— É uma longa historia... ” – Matt para de rir um pouco.
—X—Começo do grande Flashback—X—
Novamente Near estava sentado em plena meia noite, fazendo algumas pesquisas para ajudar Mello. Quando novamente um vulto entra pela janela deste, mas dessa vez Near pode perceber a presença.
“— Já disse para parar com isso Matt, o que quer de novo aqui? ” – responde Near, sem ao menos ver quem era.
“— Matt...? ” – a voz que respondeu não era de Matt, e sim de Mello.
Near virou-se surpreso. Olhando Mello com uma cara de poucos amigos encostado a janela de seu quarto.
“— Por que o Matt apareceria aqui...? ” – perguntou Mello meio raivoso.
“— ... ”
“— Responde. ”
“— Você não veio aqui para ficar fazendo brigas, não é? ” – tenta esquivar-se da pergunta.
“— Não. E também não vim para fazer o que você está pensando. ”
“— Não? ”
“— Hum... Talvez até sim... ”
Near sorri discreto, levantando-se e andando até Mello. Tinha se passado apenas três dias dês do ultimo encontro, no qual algumas coisas ficaram inacabadas. E Near mais que estava ansioso por uma continuação.
“— Sorte que você não demorou muito a aparecer... ” – falou baixinho Near, mais próximo de Mello.
“— Mas eu realmente não vim para continuar o que esta ‘inacabado’. ” – Mello simplesmente virou o rosto, quando Near quis beija-lo.
Mello sabia que se não falasse o que queria, não iria ter coragem mais tarde.
“— Quer ir para os Estados Unidos? ” – pergunta Mello.
“— Como? ”
“— Quer ir ou não? ”
“— Para que motivo? ” – Near já sabia do que Mello estava a falar, mas tinha que se fazer de desentendido.
Near tão próximo assim de si. Mello já estava querendo deixar o que queria pedir de lado. O cheiro do Near era tão bom... Mas tinha um cheiro diferente, um que rapidamente reconheceu de quem era.
“— Cheiro do Matt? ” – indagou Mello.
“— ... ” – Near apenas ficou mudo.
“— Por que você está com o cheiro dele!? ” – perguntou raivoso.
“— Não sei do que você está falando... ” – Near lentamente se afastou.
“— O que você anda fazendo com ele? Eu nem tinha falado que ele estava vivo. ” – falou raivosamente andando até Near.
“— Deduzi... Já que você estava vivo... Matt também estaria. ” – Near recuava mais e mais.
“— E por que você está com o cheiro dele? ”
Near recuou tanto, que acabou encurralado em uma das paredes do quarto. Via o olhar serio de Mello vindo para si. Talvez tenha se metido em uma encrenca.
“— Você é meu... Não vou deixar que ninguém o toque. ” – sussurra Mello de encontro ao ouvido do Near.
Near pensou que Mello iria brigar com ele, como fazia quando ainda estavam no orfanato, mas a frase sussurrada em seu ouvido foi sibilada de uma forma tão sensual que simplesmente estremeceu.
“— Me-ahnn-Mello!? ”
Mello prensava-o contra a parede, passando suas mãos pela pele macia do outro. Near realmente pensou que iria levar uma bronca, sorte que estava errado, vagarosamente moveu suas mãos para os ombros de Mello. Apertando-os fracamente, em quanto sentia Mello distribuir beijos em seu pescoço.
“— Vou tirar esse cheiro de você. ” – afirmou Mello, sugando com mais força o local, fazendo Near arquear.
“— Ahnnn ”
Os lábios de Mello, passavam suavemente em uma doce caricia pelo pescoço de Near. Sentia o pulsar de sua veia se alterando, mostrando que estava gostando de tudo. Não resistiu, beijou delicadamente o local, para logo em seguida morde-lhe, de uma forma suave, calma, sentindo aos poucos o sangue de Near em sua boca. Sangue cujo havia viciado.
“— Hummm! ”
Near geme alto, sentindo uma pequena dor em seu pescoço, mas rapidamente essa dor passou para um prazer cálido. Como podia sentir prazer em ser mordido? Nem ele sabia. Mas sabia de algo, soube dês que teve Mello em seus braços. Nesse momento, Mello estaria preso ao seu sangue, poderia fazer o que quisesse com ele... Poderia ate tê-lo em seus braços novamente.
“— Se... Humm... Estava com fome, devia ter... Avisado. ” – falou fracamente Near.
Se Mello não terminou o que tinha feito da ultima vez, isso por em quanto não importava. Near iria novamente sentir o calor aconchegante daquele corpo de novo. Suas mãos desceram do ombro de Mello, passando-as pelas suas costas, puxando-o mais para si. Queria sentir o calor do outro corpo, apesar desse ser ultimamente um pouco frio. Não se importava, teria o prazer de deixa-lo quente.
“— Me-llo... ” – Near gemeu ao sentir Mello, o morder com mais força.
Seu vicio. Era assim que Mello denominava o sangue de Near, era quase o que tinha por chocolates. Era doce, mas possuía algo a mais do que o seu vicio antigo. Trazia-lhe uma excitação enorme em sentir o sabor do outro em seus lábios, o gosto de seu sangue descendo por sua garganta, lhe dando forças... Dando-lhe principalmente, prazer.
Mello contorceu-se ao sentir as ousadas mãos de Near, abrir-lhe a calça, e tentar esgueirar-se para dentro. Estava ansioso por esse contato. Algo mais intimo.
“— Ahhhhnm ” – gemeu algo Mello, soltando o pescoço de Near, ao sentir este começar-lhe a massagear com vigor.
“— Sabia que queria isso... ” – sussurrou maliciosamente Near.
A resposta de Mello foi outro gemido, só que dessa vez mais baixo, e em seguida lamber-lhe o pescoço. De uma forma faminta. Levou também sua mão a calça do outro, adentrando-a. Gemendo ao constatar algo.
“— Por piedade... Ponha alguma roupa de baixo ao dormir... ” – pediu travesso.
“— Nem vem que eu sei que você gosta. ” – sibilou tão sensual que Mello simplesmente mordeu-lhe de novo.
Novamente o sangue vicioso em seus lábios. Este sangue o fazia fazer loucuras. Sabia disso. E estava, de uma certa forma, feliz por isso.
Começou a masturbar Near na mesma velocidade no qual este fazia em si mesmo.
“— Hum... Mellooooo... ” – gemeu de modo arrastado, movendo sua mão com mais força e velocidade, notando que este também começou a fazer o mesmo em nele.
Near queria que Mello sentisse mais prazer. Conseguiu abaixar as calças deste até o joelho sem, no entanto, fazer com que Mello parece de morde-lhe. Faria-o gemer alto. Queria muito escutar esse gemido.
“— Geme meu nome... ” – pediu Near.
Near levou apenas um dedo a boca, lambendo-o, para logo em seguida leva-lo ao meio das pernas de Mello, penetrando-o apenas um pouco com este. Voltando a masturba-lo com a outra. As duas mãos tinham um único ritmo.
Tudo isso estava fazendo Mello tremer ente ao prazer. O dedo. A mão. O Sangue. Não sabia ao certo qual desses três eram mais prazerosos. Mas não aguentou esses três juntos por muito tempo.
“— Ahhnnnnnhnmm Near... ” – gemeu alto Mello, soltando o pescoço de Near.
“— Isso... Humm...” – quase gozou Near, ao escutar a forma melodiosa que saiu a voz de Mello.
Mello respirava pesado de encontro ao pescoço de Near. Estava um pouco mole, e era segurado pelos braços do outro. Talvez se estes não estivessem enlaçados em sua cintura, tivesse caído ao chão. Como Near podia fazer isso com ele... Seu plano realmente não era atacar o pescoço deste e ser levado pelos prazeres...
“— Eu te amo... ” – sussurrava repetidamente tão baixo Near ao ouvido de Mello, que este mal podia ouvir.
Aos poucos a respiração de Mello ia se normalizando. Este fato, o fez se lembrar de algo. Lentamente levou sua mão para o meio das pernas de Near, notando o volume ali presente. Era tentador. Mas tinha que se controlar. Se não iria acabar na cama com o outro o fazendo gemer.
“— Eu te amo. ” – Mello disse em alto e bom som, tomando a boca de Near logo em seguida em um beijo ardente.
Near sentia o gosto do próprio sangue em sua boca. Isso não o incomodava, só que a boca de Mello estava possuindo um gosto diferente do chocolate. Pois mesmo sabendo que este não podia mais come-los, sentia o gosto de chocolate toda vez que se beijavam.
“— Cuidarei do seu problema... ” – sugeriu Mello, após encerrar o beijo, abaixando-se lentamente.
Cuidar do problema? Near sabia como cuida-lo, e de uma forma que faria Mello gemer loucamente. Mas vendo este se abaixando e ficando entre suas pernas. Não pode evitar estremecer ente ao que o Mello iria fazer.
“— Fica quietinho... ” – pediu Mello, abaixando a calça de Near.
Não pode perder a oportunidade, enquanto abaixava a calça, de apertar aquelas coxas firmes e belas, dando também suaves beijos nestas. Near lentamente levou suas mãos aos cabelos de Mello. Puxando-o mais para cima, em um mudo pedido por um contato em outra área que estava realmente necessitando.
Mello ignorou isso, adorando poder tortura-lo um pouco. Beijava, lambia e de vez em outra dava leves mordidas. Ouvindo mais, e mais Near gemer rouco, do mesmo modo como sentia este puxando desesperadamente seus cabelos.
“— Mello... Por favor... ” – Near pediu, com pequenas lagrimas em seus olhos.
Novamente Mello ignorou o pedido de Near, adorando o gemido de reclamação deste. Já Near por outro lado, não estava aguentando a tortura feita por Mello. Precisava de um alivio.
Em um lampejo de pensamento, Near leva uma de suas mãos ao seu pescoço, no lado em que fora mordido. Passou seus dedos ali, retirando um pouco do sangue que tinha escorrido da boca de Mello, quando este gozou.
Olhou rapidamente para seus dedos sujos de sangue. Sorriu provocante. Levando em seguida sua mão ao seu próprio membro, passando o sangue neste.
“— Meellooo ” – melodiou o nome do outro em uma clara provocação, tomando assim a atenção deste.
Mello ergue o olhar se deparando com nada menos do que, no momento, achou ser a visão do paraíso. Não pensou duas vezes. Abocanhou com gula extrema o membro de Near. Fazendo este quase urrar de prazer.
“— Humm-ahnnhnm... ”
Near cada vez menos controlava sua voz, Mello o torturava prazerosamente, já não sabia se estava no inferno por causa da tortura ou se estava simplesmente no céu pelo prazer que Mello lhe dava.
“— Delicioso... ” – sibilou Mello, parando um pouco o que estava a fazer.
“— Por...Por favor... Não pare... ” – pediu Near de olhos fechados, não aguentando mais tudo aquilo.
“— Se pede tão gentilmente... Não teria como recusar. ”
Mello volta o que estava a fazer, fazendo novos gemidos em total deleite de Near escaparem de sua boca. Queria escutar mais destes, mas por hora teria que se conformar com estes, já que não poderia demorar muito.
“— Ahnn-Ahnn... Hummm-Ahmnhnm ” – gemia Near, para total felicidade de Mello.
Isso já estava demorando demais, Mello ainda tinha outros planos a fazer. Alem do que, já estava entendendo o por que de Matt estar sendo mais inteligente do que ele. Mas por enquanto, melhor se concentrar em acabar o que estava a fazer primeiro.
Acelerou mais os movimentos, recebendo um forte aperto de Near em seus ombros, para logo em seguida sentir algo quente em sua boca. Assim como um lânguido gemido de Near.
Este respirava pesado, não aquentou o próprio peso, escorregando pela parede sentando-se no chão. Mello delicadamente passava sua mão no rosto de Near, ainda o vendo envolto em prazeres. Assim como apreciava o gosto do prazer deste em sua boca.
“ Estranho… Isso não tem gosto de areia, como qualquer outra coisa que ponho na boca alem de sangue... ” – pensou Mello “— Que bom... ” – falou baixinho, tendo a atenção de Near para ele.
Este lentamente abre seus olhos, percebendo assim que os abre uma expressão doce no rosto de Mello. Amor. Sabia eu era esse o sentimento que via. Mesmo que estivesse enganado, queria simplesmente se iludir com isso.
“— Te amo... ” – sussurrou Near, aproximando-se e dando um suave beijo nos lábios de Mello.
Este apenas sorri. Sabia muito bem que apenas Near podia entende-lo, e era assim que queria. Um mundo só deles, aparte de tudo. Mello respirou satisfeito, afastando-se de Near, e ajeitando-se. Em seguida Near fez o mesmo.
“— O que queria falar que era tão importante? ” – pergunta Near, sentando-se na cama.
“— Antes de falar o que tenho a dizer... Tenho uma pergunta. ”
“— ... ”
“— Near... Você sabia que o Matt estava vivo, e até possuía o cheiro deste. Do mesmo modo como a uns dias o Matt possuía seu cheiro... ” – falava Mello rodeando o quarto.
“— Sim, o Matt me informara de tudo, e eu passava as informações que conseguia para ele. ” – respondeu logo Near.
Mello suspirou cansado. Devia ter notado isso antes. Ninguém alem de Near podia estar frente dele, o ruivo só podia estar trapaceando de alguma forma.
“— Não vai reclamar? ” – perguntou Near, estranhando o fato de Mello ter ficado mudo.
“— De que vai adiantar...? Novamente fui passado para traz por você... Sempre estarei em segundo lugar... ”
“— Mas para mim, você sempre esteve em primeiro lugar. ” – responde Near levantando-se.
Caminhou lentamente, até onde Mello estava, abraçando este. Algo calmo, que fez Mello esquecer, pelo menos por um instante, a disputa que sempre travaram para suceder o ‘L’. Disputa esta que já estava encerrada há tempos.
“— Eu sempre estarei contigo. Não é isso que importa? ” – pergunta Near.
“— Pela eternidade...? ” – pergunta Mello meio receoso.
“— Sim, se me for permitido. ”
Por algum motivo, vendo a carinha com que Near olhava para ele, teve vontade de roubar todo o sangue deste. Dando-lhe logo depois o seu, lhe transformando em seu amante eterno. Seu amor para a morte inteira. Já que tecnicamente não estava mais vivo.
Mello lentamente aproximou-se novamente do pescoço alvo, querendo realmente lhe tomar a vida. Mas desiste da ideia no ultimo instante. Tinha que se controlar, Near ainda tinha utilidade estando ‘vivo’. E nada de mal poderia acontecer-lhe mais, já que estaria sempre por perto deste.
“— Já que já sabe de tudo, posso pular uma grande explicação. ” – comenta Mello, afastando-se do caloroso abraço de Near.
“— Sim... ” – fala Near, voltando a sentar na cama.
“— Pode parecer um absurdo essa frase saindo da minha boca mas... Poderia me ajudar? ”
“— ...! ”
Near espanta-se, apesar de não ter demonstrado isso. Nunca pensou que Mello algum dia falaria isso, sem que estivesse sido forçado por alguém. Talvez finalmente este estivesse deixando o orgulho de lado para notar o que realmente interessa.
“— Eu não gosto muito mais da luz do sol... então você agiria mais na parte da manha. ”
“— Entendo... ”
“— Mas é bom não estar sozinho. Conhece alguém confiável? ”
“— Sim, o Gevanni, ele saberá agir com precisão no que for preciso. Ele ajudou no caso do Death Note. ”
“— Hum... Lembrei... Aquele de cabelo preto... Que seja, se diz que ele serve, então esta tudo resolvido. ”
Mello começa a rumar em direção a janela do quarto.
“— Já vai? ” – pergunta Near.
“— Sim, ainda tenho que checar umas papeladas... Dar outro castigo no Matt e ir relatar tudo ao meu mestre. ”
“— ‘Mestre’... ”
“— Ciúmes? ” – comenta Mello malicioso.
“— Eu!? ” – Near cora violentamente.
“— Nossa, não sabia que possuía isso. ” – responde Mello, dando meia volta, aproximando-se mais de Near.
“— E que... Daquela vez ele também atrapalhou... Você nem reclamou...”
“— Ciumento. ” – fala brincalhão.
“— Não é isso... ”
“— Certo... Então farei uma promessa, da próxima vez iremos até o fim... Nem se estiver pegando fogo na casa ao lado. ”
Near da um pequeno sorriso ente a promessa de Mello. Era tentador. Tudo naquele ser era, parece que ter virado um vampiro deixou-o ainda mais sexy e sensual. E tudo isso era só dele.
“— Aceito... ”
Near, puxa Mello pelo braço, já que este estava mais perto. Dando-lhe um daqueles beijos que sabia que deixaria Mello zonzo, e principalmente... Querendo mais. Só fez isso simplesmente para provocar, sabendo que este não poderia perder muito tempo ali.
“— Neaaar... ” – foi a resposta de Mello, após se separar deste.
“— Sim...? ”
“— Malvado... ”
“— Talvez. ” – responde dando um suave beijo nos lábios de Mello.
“— Pare de me provocar. ”
“— Impossível ” – fala lambendo a bochecha agora.
Mello se afasta rapidamente. Se continuasse ali, era capaz do sol raiar, e ele ainda estar grudado a Near. Apesar de não ser uma má idéia. Na verdade era uma ótima idéia, pena estar sem tempo para fazer isso.
“— Vou indo. ” – fala Mello, andando novamente em direção a janela.
“— Boa noite. ” – responde Near, deitando-se na cama, com um sorriso de satisfação no rosto.
“— Sim... Ela sempre é muito boa. ” – comente Mello, pulando pela janela.
—X—
Matt estava tranquilamente deitado no sofá do apartamento, fazendo um pequeno lanche noturno, saboreando uma bolsa de sangue. Em sua mente pensava em tudo que tinha acontecido até agora. Estava feliz, por seu amigo ter conseguido se arrumar com Near.
Mas sentia-se um pouco solitário, sabia o que precisava. Precisava de um amor. Mas essas garotas que vivia se alimentando pareciam tão vulgares ao seus olhos, estava a espera de uma ideal, uma que o fizesse querer protegê-la tendo-a ao seu lado pela eternidade.
Não queria ficar séculos que nem Vectorius, sonhando com um amor que não sabia se realmente iria dar certo. Só teria que achar essa garota... Esse era o difícil.
“— Matt... ” – uma voz soando raivosa fala vindo da porta.
Matt arrepiasse todo, a ultima vez que escutou Mello falar seu nome desse jeito, foi quando ‘brincou’ um pouco com este. Apesar de ter falado varias vezes que foi por uma boa causa, este não lhe deu ouvidos, torturando-o de uma forma que nem queria se lembrar.
“— Me-Mello? ” – perguntou temeroso.
“— Venha aqui. ” – ordenou.
“— Si-Sim. ” – falou Matt, colocando o que tinha sobrado do seu lanche em cima da mesa e rumando para aonde Mello havia mandado.
Mello ficou mudo assim que o ruivo se aproximou dele. Realmente era o cheiro do Near. Parece que Matt se esqueceu, novamente, do olfato aguçado que tem agora pelo fato de ser um vampiro.
“— O cheiro do Near. ” – falou imponente Mello.
“— Near? Você deve estar pensando de mais nele de novo... ” – tenta disfarçar Matt.
“— E por que o Near estava com seu cheiro? ”
“— Você foi vê-lo!? ” – tenta desviar do assunto.
“— Sim. Mas você não respondeu a minha pergunta. ”
“— Err... ”
“— Só falta dizer que é um cheiro do perfume de alguma garota com quem ele estava... ” – comenta sarcástico.
“— Bem... ”
“— Eu sei muito bem, que isso é impossível... Aquele corpo é meu, e de mais ninguém. Por isso não deixarei que se aproxime dele sem minha autorização. ” – fala rigoroso e principalmente possessivo.
“— Mello...? ” – Matt já não sabia mais o que fazer.
“— Só queria deixar bem claro isso: Não quero mais sentir seu cheiro nele, se ousar chegar perto dele novamente, vai receber um castigo bem pior do que levou da última vez. ”
“— Sim... ” – Matt tremia, só de lembrar das coisas que Mello fez com ele.
“— Bem... Não vou fazer mais nada, já que estou de bom humor. Além disso, tenho outras coisas para fazer. ”
“ Isso é bom humor!? ” – pensou Matt.
“— Agora que já está tudo explicado, prepare a papelada para viajarmos para os Estados Unidos. ”
“— Near também ira? ”
“— Sim, ele e um ajudante. ”
“— Quem é esse? ”
“— Qual era mesmo o nome...? Me lembro que tinha cabelo preto... Gevanni, este é o nome dele.”
“— Gevanni... ”
“— Pare de ficar sonhando acordado, vá faze o que te pedi, vou relatar ao Mestre. ” – fala Mello já saindo pela porta.
“ Acho que tive muita sorte do Near tê-lo deixado de ‘bom humor’... ” – pensa Matt, vendo Mello sair do local.
—X—
Mello adentra calmamente a residência de seu Mestre. Realmente, já apreciava o gosto meio gótico que possuía este. Talvez pelo fato de ser um vampiro, e sua percepção das coisas ao seu redor terem mudado.
“— Estive te esperando, Mihael. Sabia que viria. ”
Mello simplesmente deu um pulo do lugar que estava. Seu mestre sem mais nem menos aparece ao seu lado. Causando-lhe um baita susto... Ainda não estava acostumado com essa ideia de que realmente existia ‘magia’ no mundo.
“— Desculpe lhe assustei. ” – comente Vectorius rindo um pouco.
“— Quer me matar de susto Mestre? ” – fala Mello, levando a mão ao coração.
“— Você já está morto. ” – responde seu Mestre, ainda rindo.
“— Tem razão. ” – concordou, rindo também.
Vectorius para de rir, começando a andar pelo corredor logo em seguida, sendo seguido pela sua cria.
“— Para que motivo veio a minha residência Mihael? ” – pergunta, ainda andando pelos corredores.
“— Só para avisar que irei, junto com Matt, viajar para os Estados Unidos. ”
“— Quando? ”
“— Daqui a dois dias. ”
“— Já está tudo pronto? ” – pergunta.
“— Sim. ”
“— Pelo visto, conseguiu se acertar com seu amado. ” – fala Vectorius, parando de andar.
“— ... ”
“— Não tenha vergonha de mostrar seus sentimentos. Como eu em relação ao Cain. ”
“— Veck... O Cain te amava do mesmo jeito que você o ama? ”
“— Na verdade... Eu não sei se ele me ama. ” – revela Vectoius.
“— Não? ” – pergunta incrédulo.
“— Bem... Talvez ele no fim, só me veja como um amigo... ”
Era visível a tristeza nos olhos de Vectoius. Isso de uma certa forma doeu em Mello. A culpa era dele por puxar esse assunto.
“— Não se culpe. Eu posso ter lhe encorajado a respeito de seu amado. Mas na verdade sou um covarde. ”
“— Mestre... ”
Seu mestre parecia tão frágil aos seus olhos, nunca o tinha visto assim. Em um ato impensado, abraça-o carinhosamente, reconfortando-o.
“— Engraçado... Uma vez o Cain fez a mesma coisa comigo... Eu pareço ser tão fraco assim? ” – pergunta Vectorius, ainda abraçado a Mello.
“— Não é isso... Só achei que precisava de um pouco de carinho. ”
Vectorius se espanta. Afastando-se de sua Mello, olhando-a contente.
“— Eis mesmo uma boa cria... Fico orgulhoso de ter lhe transformado. ” – comenta Vectoius.
“— O-Obrigado... ”
“— Como um presente para você, daqui a uns anos, posso lhe ensinar magia. ”
“— Serio!? ”
“— Sim. Você parece ter um certo don. ”
“— Obrigado. ” – responde alegre Mello.
“— Agora, se não tem mais nada para falar... Tenho que ir a meu quarto.”
“— Alimentar-se? ”
“— Sim. Tem uma garota fofinha me esperando. ” – comenta rindo.
“— Garota? ” – Mello estranhou o fato de não ser um garoto.
“— Gosto de variar o sabor. ” – responde Vectorius, já andando pelos corredores “— Melhor ir para casa, eu irei no aeroporto, quando for partir... ”
“— Certo. ”
—X—Fim do grande Flashback—X—
O sol já havia se posto há umas duas horas. Estavam em um movimentado aeroporto, esperando pelo avião que os levariam aos Estados Unidos. Mas Mello estava realmente de mau humor.
“— Maldita criança... ” – resmungava Mello, sentado em um banco, ao lado de Near.
“— ... ” – Near estava quieto, enrolado uma mecha de cabelo.
“— O avião está atrasado... ” – comenta Matt, olhando para seu relógio no pulso
“— Só o que podemos fazer é esperar... ” – fala logo em seguida Gevanni, sentado ao lado de Matt.
“— Mihael! ”
Exclamou alguém, no meio da multidão, tomando rapidamente a atenção de todos ali presentes. Seus passos eram sensuais, suas roupas negras lhe davam um ar extremamente atraente.
As pessoas que estava naquele aeroporto, simplesmente pararam de fazer o que estavam a fazer para ver a figura que desfilava pelo grande local. Todas deslumbradas pelo ser sensual que passava por eles.
Os cabelos prateados levemente avermelhados nas pontas estavam belamente amarrados, com uma fita de seda, caindo pelo seu ombro. Dando-lhe um ar mais elegante. Os quatro sentados no banco do aeroporto, viam espantados a figura imponente que aproximava-se deles.
“— Nossa... Pensei que tivesse me atrasado. ” – comenta Vectorius parando em frente de Mello.
“— Na verdade esta... Mas parece que o avião também. ” – comenta Near, não gostando deste ter chamado Mello pelo seu real nome.
“— ... Você deve ser o Near. Prazer, me chamo Vectorius. ” – fala cortes.
“— Prazer... ”
“— Vôo nº245, com destino aos Estados Unidos, por favor dirijam-se ao portão de embarque Nº3 da ala leste. ” – fala em alto falante uma voz feminina.
“— É este nosso vôo. ” – informa Gevanni.
“— Parece que cheguei atrasado mesmo. ” – comenta Vectorius, meio chateado.
“— Por que se atrasou Mestre? ” – pergunta Matt, levantando-se.
“— Fiquei procurando uma roupa legal. ”
Todos ficam mudos.
“— Brincadeira... Um amigo meu me fez uma visita... E não pude tira-lo de minha casa até dar-lhe o que queria. ”
“— O que ele queria? ” – pergunta Mello, curioso.
“— Eu. ”
Todos novamente ficam mudos.
“— Brincadeira de novo. Vocês levam tudo muito a sério. ” – fala rindo.
“— Última chamada para o vôo nº245, com destino aos Estados Unidos, por favor dirijam-se ao portão de embarque Nº3 da ala leste. ” – fala novamente a voz feminina.
“— Melhor irmos. ” – fala Near se levantando.
“— Bem... Então vou indo embora, cuidem-se Mihael e Mail. ” – fala Vectorius.
“— ... ” – Near fica mudo, realmente não gosta de ouvi-lo chamando Mello por este nome. Ciúmes talvez?
Vectorius lendo claramente os pensamentos de Near, não pode conter-se em sorrir., aproximando-se deste.
“— Cuide bem de minha cria, não esqueça de alimenta-lo. Nate. ” – sussurra ao ouvido de Near.
Após a rápida despedida, os quarto rumam para o local indicado, esperando alguns instantes em outra sala para logo em seguida entrar no avião.
Este era grande e luxuoso, sentaram-se Near e Mello um do lado do outro, e Matt e Gevanni em algumas cadeiras mais à frente. A viajem seria um pouco longa, chegariam de manha, com o sol quase raiando.
Após o avião decolar, Mello inclina a cadeira, fixando os olhos em seguida.
“— Sono? ” – pergunta Near ao lado.
“— Não. Nem um pingo, eu troco o dia pela noite. ” – responde sem abrir os olhos.
“— Que bom... ” – comenta maliciosamente.
Mello abre os olhos espantado, fitando Near. Talvez essa viagem seja menos tranquila do que ele tinha pensado. Principalmente ao notar os olhos de predador com qual Near o olhava.
CONTINUA
(17/10/08)
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