Choco Bloody
7 Hunter
Notas iniciais
Título: Choco Bloody
Autora: Toynako
Anime: Death Note
Casal: Near x Mello / Gevanni x Matt
Classificação: +18
Gênero: Yaoi / Lemon
Criada em: 08/09/08
—–x.I.x––
—Choco Bloody-
—Chocolate Sangrento-
No quarto de Mello.
“— Matt, me larga! ” – resmungava o loiro.
“— Já disse, se você não usar essa roupa, não vai dar certo. ” – comentava o ruivo, tentando despir o loiro.
“— Me solta! ”
—X—
Enquanto isso, na sala. Gevanni e Near estavam esperando os dois saírem do quarto.
“— O que eles estão fazendo lá dentro? ” – perguntou Gevanni.
“— Matt acordou cedo hoje e saiu para comprar uma roupa nova para Mello, para agradecer o jogo que ganhou. ” – comenta Near, sentado no sofá.
“— Que tipo de roupa ele comprou? ”
“— Não vi. ”
Nesta noite botariam os planos em dia, iriam atrás de Cain. Já tinham várias informações sobre o tal cara, só faltaria agora Mello ir ao local e arrasta-lo para um lugar mais fácil para rapta-lo.
Um tempo se passou e nada dos dois saírem do quarto. Gevanni estava fazendo um pequeno lanche para Near e logo depois iria comprar um remédio para este, que por algum motivo não estava se sentindo muito bem neste dia.
“— Que tal!? ” – pergunta Matt, saindo do quarto, puxando Mello pelo braço.
Mello lentamente anda até o meio da sala, tomando a atenção de Near, parando ao lado deste.
“— ... ”
“— Não vai falar nada? ” – resmungou Mello.
Não era que Near não fosse responder nada, como sempre fazia, a verdade era que estava sem palavras vendo o loiro a sua frente, vestido daquele. Sensualidade. Era isso que esbanjava, mas com um misto de algo sombrio.
Mello estava a usar lápis nos olhos, realçando o brilho destes e em seu pescoço possuía uma coleira de couro, toda negra. A blusa avermelhada era de manga longa e tecido leve, lembrava muito a seda, esta colava-se ao seu corpo, moldando-o perfeitamente. Já a calça que ele vestia parecia ser de couro, estava tão justa, que se podia notar com perfeição cada curva das pernas de Mello
“— Não gostou? ” – perguntou Mello, meio raivoso.
“— ... ”
O silencio de Near fez o Mello ficar com raiva. Imaginava que este iria dizer que estava belo, no mínimo.
“— Isso não importa, nada disso é para você mesmo. ” – comenta Mello dando uma voltinha.
“— ...O que quer dizer? ” – Near finalmente conseguira falar algo.
“— Que é o Cain quem vai usufruir disso tudo. ” – responde, fazendo questão de dar ênfase ao nome do outro.
“— O que voc- ”
“— Calma, calma gente. ” – fala Matt, aparecendo no meio para evitar uma discussão “— Vamos re-passar os dados. ”
“— Certo... ” – respondeu Mello sentando-se ao lado de Near.
Minutos mais tarde, quando Matt já estava rouco de tanto falar, finalmente termina de informar tudo a Mello. Este quase não prestou a atenção nas palavras do ruivo, estava mais interessante ficar vendo Near brincar com alguns bonecos ao seu lado.
“— Entendeu? ” – perguntou Matt.
“— Claro... Não sei para que tanto drama, não é só ir lá e seduzir o cara? ” – respondeu Mello.
“— Parece que é bem normal para você sair a noite seduzindo homens... ” – comenta Near.
“— Não só homens, mulheres também! ” – fala Mello raivoso.
“— ... ”
“— Afinal, sou um vampiro. ” – falou levantando-se “— Tenho que me alimentar.”
“— Não seria mais rápido só morde-los? ” – pergunta Near, sentindo ciúmes.
“— No começo eu achava isso... Mas descobri que é mais excitante, caça-los. ” – responde maliciosamente.
“— Mello, pare de brincar com o Near. ” – fala Matt, novamente entrando no meio da conversa dos dois para não dar confusão “— Você nunca gostou de caçar, pare de ficar brincando com ele. ”
“— Só estava me divertindo... ”
“— Pegue esta foto, Gevanni a tirou quando o garoto estava saindo da empresa que trabalha. ” – fala Matt, entregando-lhe a foto.
Mello olha para a foto. Um garoto de cabelos curtos negros vestindo um paletó finíssimo de uma coloração azul escuro, com uma gravata branca e luvas da mesma cor. Mas o que lhe chamou a atenção foi os olhos cor de ametista.
“— Com essa cor de olho, é impossível não acha-lo. ” – comentou ainda olhando a foto “— Mas agora notando, por que ele está de luvas? ”
“— Eu pesquisei sobre isso... ” – comenta Near, levantando-se “— Mas não achei nada para explicar esse fato, talvez tenha se queimado quando criança. ”
“— Bem... É esse o cara que você tem que ir atrás, Mello. ” – explica Matt.
“— Com licença... ” – pede Gevanni, aparecendo entre eles “— Aqui está o lanche Near, vou agora encontrar alguma farmácia para comprar um remédio para você. ” – fala, deixando uma bandeja em cima da mesa com as papeladas.
“— Obrigado. ” – agradece Near.
“— ...Vai sozinho...? ” – pergunta meio sem jeito Matt.
“— Sim, talvez demore. ” – respondeu já saindo do apartamento.
Matt fica mudo, vendo o outro sair de seu campo de vista. A verdade era que não tinham quase se falado depois do que acontecera naquela noite.
“— Leve isto... ” – Near entrega uma pulseira para Mello.
Mello olha aquilo atenciosamente em suas mãos. Uma pulseira bela toda prateada com uma pedra Ônix, que brilhava de encontro à luz. Por um instante comparou-a com o Near. A cor prateada lembrava-lhe o cabelo e a pedra brilhante, lembrava seus olhos quando brilhavam em excitação.
“— Para que isso? ” – perguntou, deixando de lado os pensamentos.
“— Eu estou com um mau pressentimento... Caso aconteça algo, é só apertar a pedra três vezes. ” – explica Near, colocando a pulseira no pulso do outro.
“— Bem... Você ainda tem um tempinho... Descanse um pouco. ” – comenta Matt, retirando-se do local “— Vou dar uma volta. Qualquer problema, me avise que eu vou lá te ajudar. ” – avisa saindo do apartamento.
“— Parece que ele voltou a ter apetite... Mas ele ainda não esta tomando sangue direito. ” – comenta Mello, feliz ao ver que o amigo estava melhorando.
“— Sim... Mas parece que eles ainda não se acertaram. ”
“— Fala de Gevanni e Matt? ”
“— Sim.”
“— Eles vão se acertar, Matt não é tão cabeça dura quanto eu. ” – comenta rindo.
“— Com certeza. ”
Near voltou a sentar-se no sofá, pegando alguns bonecos. Mas seus olhos insistiam em desviar destes, para parar em Mello. Não tinha como ficar quieto vendo o loiro em pé a sua frente, analisando alguns papeis.
“— Mello... ” – chamou baixo o nome deste.
“— Fala. ” – responde Mello, sentando-se no sofá.
“— Isso tudo é realmente para o Cain...? ”
“— Você ficou mesmo pensando nisso... ”
“— É que- ” – Near para de falar, vendo Mello se aproximar.
“— Não foi você quem disse que era para eu fazer isso? ”
“— Mas... ”
“— Eu não vou fazer nada, só atrai-lo para um lugar melhor. ”
“— Usando o corpo. ” – fala Near com uma frieza na voz.
“— Pare de pensar só nisso. Eu nem conheço o cara. E por mim, agente tentava outro plano. ”
Near pensou em falar mais algo. Mas parou. Teve consciência de que estava sendo injusto com Mello, este não estava indo de livre e espontânea vontade atrás de um homem cujo só vira em fotos.
“— Desculpe. ” – pede Near.
O loiro apenas sorri, aproximando-se mais, e beijando singelamente os lábios do outro. Mas não se conteve só nisso, rapidamente enlaçou o pescoço do outro, prensando-o contra o sofá.
“— Mello...? ”
“— Sabe... Eu já estava querendo isso há algum tempo... ” – sussurra Mello, acariciando a nuca de Near “— Mas você nunca deixa ou quando deixa, algo atrapalha... ” – começou a beijar o pescoço “— Você quer sentir o mesmo que eu...? ” – perguntou sensualmente.
“— Sim... Eu quero sentir você dentro de mim. ”
“— Hoje você descobrirá o paraíso que eu já conheço... ” – fala Mello, roçando seus lábios na orelha de Near.
“— ...Mas vamos ter que adiar isso... ”
“— Por que? ”
“— Por que você tem que sair agora... ”
“— Certo... Mas assim que acabar essa missão, e o Cain estiver entregue ao meu Mestre... ” – fala sussurrando no ouvido de Near “— Eu farei questão de leva-lo ao paraíso... ” – termina a frase mordendo levemente o nódulo da orelha.
“— Ahnn ”
“— Não faz esse som... ” – sussurrou Mello.
Não conseguiu evitar em adentrar com suas mãos pela camisa do menor. Apertando-o cada pedacinho, escutando outro gemido baixo deixar os lábios deste.
“— Pa-pare... Não vai dar tempo. ” – pede Near, sentindo seu corpo ficar quente.
“— Mas eu não estou fazendo nada. ”– fala maldosamente Mello, passando suas mãos nas costas de Near, deslizando-as para baixo, apertando levemente a bunda deste.
“— Humm... ”
“— Esse som é tão belo... ”
As coisas estavam esquentando, Mello já estava quase perdendo a noção de seus atos e Near estava se deixando levar, se continuasse assim, aquilo iria terminar de outro modo.
“— Pa-re... ” – pediu Near em um sussurro, sentindo beijos em seu pescoço “— Eu estou com dor de cabeça. ”
“— Como!? ” – afastou-se um pouco Mello, incrédulo pela desculpa do outro.
“— Sim... Isso mesmo, melhor deixarmos para depois. ”
“— Near... Isso é desculpa de mulher... ” – zombou.
“— ... ”
“— Tudo bem... Vai me negar com uma desculpa esfarrapada dessas. ”
“— Na verdade eu estou com um pouco sim... Mas acho que se deve ao mau pressentimento que tenho. ”
“— Near... O que de mal poderia me acontecer? ” – pergunta Mello, sentando-se direito no sofá.
“— ... ”
“— Para evitar os seguranças do cara, vou traze-lo aqui, duvido queiram participar... ”
Near sabia que Mello não podia mais morrer para coisas normais. Talvez morresse com uma estaca no coração, mas não sabia ao certo se isso adiantava mesmo. Mas o fato era que estava sentindo que algo de ruim iria acontecer com seu amado. Isso começou quando Gevanni lhe mostrou a foto que tirou de Cain, a que foi dada mais tarde a Mello.
“— Prometa que vai ser cuidadoso... ” – pediu Near.
“— Acho que está exagerando. ” – comentou Mello, levantando-se “— Bem... Já está na hora, já vou então. ”
“— Prometa. ” – pediu Near de novo.
“— Certo... Eu prometo, vou ser cuidadoso. ”
Near suspirou aliviado, levantando-se logo em seguida. Segurou o pulso de Mello, puxando-o para si, beijando novamente aqueles lábios, de uma forma lenta e apaixonada, saboreando o interior da boca do outro com sua língua.
“— Te amo. ” – sussurrou Near após o beijo, roçando os lábios na boca do outro.
“— Também. ”
Com uma certa relutância, Mello afastou-se de Near, aquele calor que emanava do corpo do outro era tão bom, poderia ficar horas assim... Apenas abraçados, mas sabia que estava sendo romântico demais, quase não se reconhecia mais. Talvez ter virado um vampiro, tenha feito perder o controle das emoções.
“— Vou indo. ” – despediu-se Mello, controlando-se para simplesmente não esquecer do plano e atacar Near.
—X—
Sensualmente Mello entra na boate na qual estaria a vítima. O som que provinha daquele lugar estava altíssimo, mas ninguém parecia notar, muito pelo contrário, parecia que estava incentivando-os a dançar mais.
Seus olhos apressados procuraram por todos na pista, queria acabar com aquilo o mais rápido possível. Queria muito voltar para os braços de Near, principalmente agora que teria o prazer de tê-lo.
O lugar era amplo, e possuía um clima meio místico, lembrava o local aonde encontrou seu Mestre pela primeira vez. Adentrou mais no local, dançando, aproveitando. Já que estava ali, por que não se divertir. Mas ainda assim, procurava entre a multidão o alvo.
As pessoas dançavam como se não importassem com mais nada, apenas sentindo a música. Mas o que lhe chamou a atenção era um grupo de garotas dançando ao redor de um homem. Este parecia intoxicado com a melodia do local, de tão sensualmente que dançava. Atraia não apenas mulheres, mas também homens.
De relance seus olhos se encontraram, e este não parou mais de olha-lo com um sorriso malicioso na face. Parecia agora que o homem dançava exclusivamente para Mello, pois não parava de olha-lo.
Mello sorriu travesso, aqueles olhos que o olhavam, possuíam uma cor ametista. Este era o cara cujo teria que seduzir. Mas parece que não teve que fazer o mínimo de esforço, pois este já começara a ignorar os outros ao redor para chegar mais perto.
O outro estava a usar camisa negra longa sem mangas, com alguns detalhes em roxo, assim como um sol em suas costas. Esta combinava com uma calça, um pouco justa, de couro em um tom pairando entre roxo e negro. Usava ainda luvas e botas que vinham até seus joelhos.
O corpo esguio de Mello movia-se sensualmente, querendo mais ainda enfeitiçar o outro. Fechou seus olhos por um momento, sentindo a musica, deixando-se levar. Era um ser da noite, e seduzir era algo que sabia fazer muito bem. Após um tempo abriu os olhos lentamente ao sentir um beijo por trás em seu pescoço. Sorriu vitorioso.
“— Posso dançar com você...? ” – sussurrou maliciosamente no ouvido de Mello.
Nem dera tempo de Mello responder, pois sentiu mãos enluvadas em sua cintura, apertando-o fracamente, assim como sentiu o calor do corpo do outro bem mais próximo a si, quase colando a suas costas.
“— Como poderia negar... ” – falou sensualmente Mello não parando de dançar “— Qual seria seu nome? ”
“— Deve ser novo na cidade... Meu nome é Cain...”– suas mão eram atrevidas, e rapidamente adentraram na camisa de Mello, alisando todo o peito “— E o seu? ”
“— Mello. ” – respondeu.
Os dois moviam-se em sincronia. Mas Mello estava incomodado com aquelas mãos em si, tentou se afastar. Conseguindo apenas ficar de frente para o outro.
“— Você tem um cabelo lindo... ” – comenta Cain, afundando sua cabeça no pescoço de Mello sentindo o cheiro deste.
O loiro estava odiando isso, não queria que mais ninguém o tocasse alem de Near. Mas aquele cara o fazia como que fosse propriedade única e exclusiva dele. Mello tentou afastar-se novamente, recebendo de Cain um olhar raivoso, que o puxou para si e beijou-lhe a força.
Mello estava em choque. Cadê aquele garoto bonzinho e fofinho, cujo seu Mestre sempre disse que Cain era? Este homem a frente parecia mais um demônio sedutor, que faria de tudo para ter o que quisesse, e neste momento estava obvio o que ele queria.
Se Mello estivesse com sua arma, já teria estourado os miolos do outro. Mas deixou que o outro explorasse sua boca, naquele beijo que o estava deixando com nojo de si.
“— O que foi... Não quer? ” – pergunta Cain, após o beijo.
“ Claro que Não! ” – pensou “— Eu... ”
“— Realmente deve ser novo na cidade... Não conhece a minha fama... ”
Aqueles olhos ametistas eram tão penetrantes que estava deixando, por algum motivo, Mello com medo. Não pode evitar em se afastar do outro. Mas o olhar que recebeu deste, o fez realmente ficar com medo.
“— Bem... Se não vai ser por bem... ” – comentou Cain, retirando as luvas jogando-as no chão.
Voltou a aproximar de Mello, que prontamente recuou. Algo nele o estava dizendo para afastar-se daquele homem o mais rápido o possível. Mas acabou esbarrando em alguém que dançava atrás de si, sendo empurrado para frente, para os braços daquele o estava tentando escapar.
Sabia que era para o bem da missão o que estava a fazer. Mas os seus sentidos o estavam alertando. Havia algo naquele homem que não devia definitivamente se aproximar. Mas não sabia o que era.
“— Calma ‘vampirinho’... ” – sussurrou Cain, passando seus lábios no ouvido de Mello.
Mello alertou-se. Não tinha como ele saber que era um vampiro, talvez este também fosse um. Mas em nenhuma das pesquisas deu a mínima idéia de que ele poderia ser tal ser. Tentou afastar-se, mas ficou completamente sem forças, quando sentiu as mãos de Cain, agora sem a luva, tocar-lhe por de baixo da camisa.
“— O... Que...? ” – a voz de Mello saiu baixa e um pouco rouca.
“— Seu Mestre devia ter te avisado dos ‘perigos’ da noite... ”
Cain passava as mãos pelo abdômen de Mello, assim como beijava a curva do pescoço, dando também fortes chupões na área.
Por algum motivo, Mello sentia-se fraco, vulnerável e também uma excitação misteriosa tomou conta de seu ser. Já estava até ofegante pelos toques do outro.
“— Sabia que se renderia aos meus ‘toques’... Nenhum vampiro resiste. ”
“— O.... Que aconteceu... Comigo...? ”
“— A julgar pela sua imaturidade... Deve ser um vampiro bem novo. ”
“— Cala a boca... E me... Responde! ” – ordenou Mello, sentindo-se zonzo.
Não ouve respostas do outro, apenas mais um beijo forçado. Mas dessa vez, Mello não entendia o porque de estar correspondendo a este beijo. Queria fugir, matar esse ser. Mas estava beijando-o de um modo luxurioso.
“— Ninguém me dá ordens... Principalmente um vampiro. ” – rosnou o outro, após o beijo.
O mau pressentimento de Near estava se realizando. Mello estava facilmente sendo dominado pelo outro, que agora se afastava lentamente do meio da pista, procurando um local mais reservado.
“— Pa-pare... ” – pedia Mello, sendo guiado para um lugar aonde poucas pessoas iam.
“— Vampiro, considere-se morto já... Mas, eu gostei de você, vou me divertir antes de ter o prazer de te matar. ” – avisou o outro.
Mello alertou-se. Talvez tivesse muito mais na noite do que se pensava. Não só vampiros, mas sim algum outro ser que possuía um poder de sedução inimaginável. Estava zonzo, e mal sabia para aonde estava sendo levado. Sua vista estava escura, via brevemente que estavam saindo da boate, mas não conseguia fazer nada para ir contra.
Quando sua mente voltou a funcionar, notou que estava em um quarto, mas ainda era perto da boate. Pois seus ouvidos ainda conseguiam escutar o barulho daquele lugar. Foi empurrado bruscamente, e por causa disso, acabou caindo no meio dessa sala.
“— Onde estou...? ” – Mello sentia cheiro de sangue por todo lugar daquela sala.
“— Esse cheiro, é de seus semelhantes... E de alguns humanos que tentaram ajuda-los. ”
A sala estava quase toda escura, as únicas luzes provinham de velas negras em cima de quatro mesas que estavam nos cantos da sala. Mas o que lhe chamava a atenção, era varias marcas vermelhas espalhadas por todo lugar. Sabia o que era. Era sangue.
Cain parou em frente de Mello, olhando-o como se fosse um pequeno coelho, pronto a ser devorado por um coiote. Instintivamente Mello foi recuando, ainda sentado no chão, recuou tanto que suas costas bateram na parede.
Olhou para trás assustado, vendo uma mancha de sangue nesta e que não tinha mais saída, mas por algum motivo não conseguia reagir a seja lá o que fosse aquele homem. Toda vez que sentia que ele o tocava, rapidamente suas forças eram drenadas, e uma excitação tomava conta de si.
“— Muitos vampiros veem a mim tentando me seduzir e me matar... ” – comenta Cain, aproximando-se felinamente de Mello “— Mas alguns, queriam apenas se divertir, e acabaram caindo nas minhas ‘mãos’. ”
“— O que é você? ”
“— Apenas um Hunter. ” – falou, sorrindo desdenhoso.
“— Que diabos é isso!? ”
“— Seu Mestre deve ser um tolo em larga-lo no mundo sem explicar o básico... ” – sensualmente levou a palma de sua mão a boca, lambendo-a lascivamente “— Não deve saber nada sobre a Associação dos Hunters... Ingênuo... Vou me divertir tanto com você hoje. ”
“— ... ”
“— Certo, estou com tempo hoje mesmo... Lhe darei uma pequena aula, pena que não servira para nada, já que vai morrer. ”
Cain mostra-lhe a palma da mão, contendo nela uma espécie de tatuagem em formato de lua minguante negra com um dragão rubro enrolada nesta. O sorriso que este possuía na face, parecia o de um demônio.
“— Pulando explicações... Os Hunters são pessoas amaldiçoadas, que possuem este símbolo nas mãos... ” – fala ainda portando um sorriso assustador “— Ele absorve as forças, quando entra em contato com algum vampiro. ”
Cain abaixa-se, chegando bem perto do rosto de Mello para beija-lo novamente, mas este virou o rosto com brusquidão desviando do beijo. Mas algo dentro de si pegou fogo, quando sentiu o toque da mão de Cain em seu rosto. Só este simples ato o fez gemer baixo.
“— Adoro vampirinhos sensíveis e inexperientes como você. ” – falou, para logo em seguida morder-lhe forte na orelha.
“— Ahnnm ” – gemeu de dor.
“— Pena ter que mata-lo, como todos os outros. ”
Prensou-lhe mais contra a parede, rasgando a camisa facilmente. Agora podia ver melhor o corpo do outro.
“— Parece que anda bem alimentado... ” – comentou Cain, beijando o peito de Mello “— Deve ter algum humano que o está ajudando... Isso é proibido, ainda hoje descobrirei quem é esse humano e o matarei. ” – avisou.
“ Near!? ” – pensou Mello.
Ao pensar neste, lembrou da pulseira que Near tinha dado para si. Com as ultimas focas, empurrou Cain. Aproveitando o tempo para apertar três vezes a pedra da sua pulseira.
“ Pronto... ” – pensou Mello, um pouco aliviado após avisar a Near.
“— Ainda tenta me negar!? ” – falou raivosamente, dando um tapa no rosto de Mello.
“— Maldito... ” – rosnou Mello.
“— Sim, eu sou. Um maldito, um amaldiçoado... Mas eu adoro isso! ”
As mãos de Cain foram para o pescoço de Mello, apertando-o. Mello tenta o afastar de todas as maneiras, mas sentia-se mais e mais sem forças.
“— Você é um ‘vampirinho’ tão fofo... ” – comenta Cain, soltando o pescoço de Mello “— Seu Mestre deve ser um tolo ou este simplesmente não dá a mínima para você. ”
“— Não... Fale mal... Dele... ” – falou ofegante, puxando o a com força para os pulmões “— Veck... ” – sussurrou nome de seu Mestre sem nem notar.
“— ‘Veck!?’ ” – falou assustado Cain, afastando-se de Mello “— Por que... Esse nome me é familiar...? ”
“— Por que vocês... Se conheceram no passado. ” – falou Mello, achando ali, um possível meio de fazer ter mais tempo até os reforços.
“— Não diga besteiras vampiro! ” – grita Cain, levando sua mão a cabeça, sentido-a doer.
“— Vocês se amavam... ”
“— Eu!? Amar um vampiro? Pare de ficar inventando histórias. ”
“— O que eu ganharia inventando-as? ”
“— Cala a boca. ”
“— Vectorius Hazard... Este é o nome dele, familiar não? ” – Mello sentia aos poucos suas forças voltando, pelo fato de Cain não o estar tocando.
“— Veck... ” – sussurrou Cain meio triste.
“— Isso… Lembra-se dele? ”
“— Não. ” – falou serio “— Pare de me confundir, só por causa disso farei você sofrer! ”
—X—
Near estava um pouco apreensivo no apartamento, aquela sensação de que algo de ruim iria acontecer não tinha passado. Estava em seu quarto, sentado na cama, tentado em vão esquecer de um certo loiro. Tentava se distrair com seus brinquedos ou seu quebra-cabeça. Mas não tinha animo para nenhum dos dois.
“— Near. ” – falou Matt, aparecendo na porta do quarto, entrando um pouco neste “— Você está bem? ” – perguntou.
“— Sim, só uma leve dor de cabeça. ”
“— Certo... ” – falou rumando para a porta.
Parou. Quando escutou um barulho estranho vindo de um Notebook, que estava em uma mesa no canto da sala. Estranhou, quando viu Near sair de sua cama, quase correndo para olhá-lo.
“— O que houve Near? ” – perguntou Matt, aproximando-se deste.
“—Algo deve ter dado errado. ”
“— Como assim? ”
“— Pelas coordenada aqui... ” – falava olhando para o monitor “— Parece que esta em uma casa alugada... Próximo a boate. ”
“— Pensei que ele o traria para cá. ” – comenta Matt.
“— Vamos lá. ” – fala Near, indo em direção a porta.
“— É só um humano... O que de mal pode fazer contra o Mello? ” – pergunta Matt, rindo um pouco.
“— Não quero saber se é um humano, um vampiro ou até mesmo um demônio. ” – falou friamente para Matt “— Mello não pediria ajuda por nada. Se não fosse algo serio, você acha que ele pediria? ”
“— Tem razão... Mello é orgulhoso demais. ”
Saíram do quarto meio apressados, encontrando Gevanni na sala, olhando TV.
“— Gevanni, pegue sua arma. ” – falou Near.
“— Arma? ” – perguntou este, levantando-se do lugar que estava.
“— Hei Near, nós não podemos mata-lo... ” – comenta Matt.
“— Se ele fizer algo para o Mello... ” – sussurrou Near.
“— Certo, certo... Vamos então. Quanto antes melhor ” – fala Matt, pegando, por precaução sua arma também.
Pegaram tudo que precisavam e saíram os três do apartamento, pegando rapidamente um táxi em frente ao prédio.
“— Acho que você esta exagerando Near ” – comentou Matt, sentado ao lado deste no táxi.
“— Cala a boca. ” – pediu Near, soando quase uma ordem.
Matt assustou-se com o Near, este pareceu o Mello quando estava de mau humor. Talvez os dois fossem parecidos e nem estes sabiam. Suspirou cansado, seria melhor realmente ficar quieto, e ir solucionar este mal-entendido.
O local nem era tão longe de onde estavam hospedados, levaria poucos minutos. Mas para Near, que nunca deixava as emoções controlarem suas ações, aquilo estava parecendo séculos. Estava sendo emotivo demais.
Nunca fora assim, em tempos antigos, teria ficado no apartamento, dando apenas ordens. Deixando o trabalho duro para os outros, usando-os apenas como peões. Mas sabia que dessa vez não poderia agir assim, tinha muitas coisas a perder, e não queria correr esse risco.
Medo. Era isto que estava sentindo. Tinha medo de perder Mello novamente. Medo também daqueles dias negros que foram quando pensava que este estava morto. Olhava a paisagem pela janela do carro, tentando se acalmar. Mas aquela sensação de que algo estava errado não passava.
“— Chegamos. ” – avisou o motorista.
Gevanni pagou a conta, e rapidamente saíram do carro. Near rumou para a casa, na qual tinha as coordenadas, sendo seguido pelos outros dois.
“— É esta. ” – avisa Near, em frente a uma bela casa.
“— Bem... Vamos tocar a campainha? ” – perguntou Matt, rindo logo em seguida.
“— Matt, não é hora para brincadeiras, o Near esta serio. ” – fala serio Gevanni repreendendo Matt.
“— Ok, ok. Deixa-me arrombar a porta. ” – falou, indo na frente.
Em pouco tempo, não de uma forma muito silenciosa, entraram na casa. Esta era bem arrumada, com vários quadros enfeitando as paredes. Estavam na sala, e não sabiam para que lado ir, a casa estava deserta.
“— Quartos. ” – falou Near, procurando estes pela casa.
Os outros dois apenas o seguiam, pois se caso Near achasse o lugar primeiro, este não saberia se defender e acabaria tudo indo pro brejo. Olharam em todos os quartos e nada. Todos os cômodos e nada. Mello não estava ali.
“— Impossível... O sinal vinha daqui... ” – comenta Near, ficando realmente preocupado.
“— Talvez ele tenha perdido a pulseira e alguém a teria achado... ” – fala Matt, tentando acalmar Near “— Quem sabe o Mello já tenha voltado. ”
“— Se ele estivesse voltado, e não visto nenhum de nos lá, ele teria ligado para o celular de alguém. ”
“— Certo Near... Mas-” – Matt para de falar sentindo um cheiro familiar pelo ar “— Sangue... ” – sussurrou.
“— Como? ” – perguntaram Gevanni e Near juntos.
“— É o cheiro do sangue o Mello, tenho certeza. ” – avisa Matt, começando a ficar preocupado.
“— De onde? ” – pergunta Near.
“— Não sei ao certo... Está fraco, mas é nesta casa... Em algum lugar. ”
Revistaram novamente a casa, e novamente não acharam nada. Mas Matt agora sabia que seu amigo corria perigo. Então concentrou-se, mas a verdade era que estava fraco. Faltava sangue para concentrar-se melhor.
“— O que foi? ” – pergunta Gevanni ao lado de Matt, vendo o esforço que este estava fazendo para achar uma pista que levassem a Mello.
“— Se eu estivesse bem alimentado... Eu acharia mais facilmente o rastro do cheiro. ” – comenta baixinho Matt.
“— Você continua com a frescura de não comer... ” – comenta friamente Near “— Pega o meu sangue. ” – ofereceu.
“— Não sou nem doido de fazer isso. Se o fizer... Mello me mata. ” – explica Matt.
“— ... ”
“— Então pegue o meu. ” – fala Gevanni seriamente.
“— O-o... Seu? ” – gaguejou Matt.
“— Sim, o que está esperando, Mello corre perigo. ” – fala Gevanni, estendendo o pulso para Matt.
“— É que... ” – Matt recuou alguns passos.
“— Não me faça ter que cortar a minha mão... ”
“— Matt, pare com isso. O Mello corre perigo. ” – falou Near.
“— Certo... Passa para cá este pulso. ” – falou já segurando o pulso, levando até os lábios.
Matt suspirou fundo. A verdade era que queria distancia do sangue de Gevanni, não por não gostar, muito pelo contrario. Mas queria primeiro por tudo em ordem na sua mente, para depois ir falar com este.
Entretanto agora não teria tempo para pensar nisso. Cravou lentamente suas presas no pulso deste, não desviando os olhos do outro. Queria ver a expressão que este fazia quando tinha o prazer de ter seu sangue sendo sugado.
“— Aihnn... ” – gemeu o outro, ao sentir as presas em sua carne.
Matt deliciava-se com o gosto e com a expressão que via no rosto do outro. Gostava muito de vê-lo de boca aberta, em busca de ar e aqueles olhos brilhando em luxuria. Gevanni tentava se controlar, mas não conseguia, sentindo o doloroso prazer de ter as presas de Matt em si, tal como o olhar rubro em sua direção.
Após alguns instantes, Matt retira suas presas, lambendo em seguida o local até o sangue parar de sair. Soltou o pulso, suspirando satisfeito em seguida. Por um momento seus instintos foram mais alto que a razão, quando puxou Gevanni pelo braço, o beijando desejosamente e sendo correspondido.
“— ...Sei que este é um dos efeitos da mordida... ” – comenta Near ao lado “— Mas poderiam deixar isto para depois... ”
Os dois afastaram-se rapidamente, ofegantes. Matt rapidamente poe a mão na boca, assustado com seu próprio ato.
“— Desculpe... ” – pede Matt.
“— Si-sim... ” – fala Gevanni, vermelho.
“— Agora concentra-se a ache o Mello. ” – pede Near.
O ruivo sorri, respirando profundamente em seguida. Ainda estava querendo o corpo do outro, mas iria se controlar. Fechou seus olhos, deixando seus sentidos mais elevados. Podia notar tudo melhor agora, já que estava bem alimentado.
De olhos ainda fechados, andava lentamente pelo local, sendo guiado pelo cheiro. Parando em cima de um grande tapete no meio da sala, abrindo seus olhos rapidamente. Olhou para o chão atentamente, notando que o tapete era falso, e que era uma passagem secreta.
“— Achei. ” – avisa Matt.
Abaixou-se pegando em uma alça no tapete, que estava muito bem escondida, alevantando-a. Fazendo a passagem se abrir.
“— Isso está ficando cada vez mais estranho. ” – comente Gevanni, tirando sua arma da roupa.
“— É... Near, você tinha razão. ”
“— Eu nunca erro. ”
Entraram os três, cautelosamente no lugar. Era uma escadaria longa de pedra, toda iluminada por castiçais nas paredes. Desceram, dando em um longo corredor, no qual no fim tinha uma porta metálica.
“— O cheiro vem dali... Esta muito mais forte agora. ” – comenta Matt, preocupado.
“— Vamos entrar. ” – fala Gevanni, ficando em posição.
Matt da um soco na porta, fazendo esta se quebrar em vários pedaços. Entraram os três rapidamente no local.
“— Mello!!! ” – gritou Near.
CONTINUA
(26/11/08)
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