Chewbacca Feelings

4 You keep messing with my head.


Notas iniciais
Heeeey guys! Espero que gostem e tals. É.

Duda's POV

Corri até Laura e Danny, que dançavam animadamente juntos e a chamei, um pouco distante deles, devido aos milhões de bocós que dançavam que nem bocós na minha frente, pisando no meu sapato bocó, de quebra. É.

- O que foi meu anjo? — Danny perguntou, ao conseguir chegar perto de mim, antes mesmo de Laura conseguir se pronunciar. Eu apenas consegui balançar a cabeça e segurei o braço de Laura, pedindo para irmos embora. Isso mesmo Capitão Nascimento, eu tava pedindo pra sair.

Não adianta, vou ser sempre uma fracote com o Sr. Dougie Baixinho Poynter. Eu era afetada por tudo o que ele falava ou fazia. Se ele sorria, minha barriga se enchia de borboletas com fogo na bunda. Se ele olhava pra mim com aquele olhos escrotamente lindos, eu sentia minhas pernas falharem. Se ele não conseguia, duas vezes no mesmo dia, falar alguma coisa sensata e nem rastejar atrás de mim, eu sofria.

Não sofria de me acabar em lágrimas, não. Havia acabado com isso depois de tomar a decisão de acabar com esse negócio de dormir em pé. De assistir minha vida, o que eu vinha fazendo há alguns meses.

Eu sofria de raiva do Poynter, de incômodo por ele ter me deixado na geladeira durante muito tempo.

Laura veio andando atrás de mim, enquanto eu tentava achar uma saída daquele lugar.

Depois de ums 278234636 pessoas terem pisado no meu pé, eu consegui respirar o ar puro-cheio-de-ar-impuro de Londres.

Chamei um táxi, que parou rapidamente, e puxei Laura, que estava confusa, para dentro.

- Hemingway Hotel, por favor. — Laura falou, para o taxista, e depois se virou para mim. — Desembucha.

- Ahn, Laura! O de sempre, né?

- Aquele baixinho fez alguma coisa contigo? — Ela praticamente gritou dentro do carro e o taxista a olhou, reprovador. Vi suas bochechas queimarem e assim que ela olhou para mim novamente, comecei a contar a história toda para ela.

Quando terminei de falar, senti o carro parar e olhei pela janela, vendo que havíamos chegado. Laura pagou e nós saímos do carro, indo até o hotel e subindo para nosso quarto.

- Ok, eu vou bater naquele pintor de rodapé. — Laura falou, largando a chave em cima da cômoda e pegando o celular dentro da bolsa.

- Claro que não, Laura. Eu tô bem, só um pouco irritada, mas bem. E outra, se eu ficasse toda mole por causa disso, iria só provar o quanto eu estou a mercê dele.

- E isso não é bom, de modo algum, né Duda? — Ela me conhecia, o que eu poderia fazer?

- Claro que não, babe. — Falei, sentada na cama, tirando o sapato que tanto me incomodava.

- Humpf. Conheço. — Laura se jogou na cama ao meu lado, enquanto eu me levantava para pegar alguma bebida. Sim, tinhamos um frigobar. Somos ricas, beijos. — Hey Jones! Seguinte, mamãe Laura vai entrar em ação agora, ok? Pega o Dougie aí e vem logo pra cá, sem ficar de enrolation com as piriguetes daí. Ouviu, bobão? — Laura falou, com Danny no telefone, sorrindo. Hum, to estranhando... — É, Danny! Se mata. Beijos.

Laura desligou, ainda sorrindo e eu praticamente pulei em cima dela.

- Ok, o que aconteceu? Vocês já se pegaram? Não, porque eu sabia que isso iria acontecer, sabe? Não adianta nem mentir, eu sei que você gosta dele e...

- Wow, calma aí ô Tomelherola. Eu e Danny não ficamos, de onde você tirou isso? Tá crazy, é? Só pode. Eu e Danny somos amigos, conhece? Melhores amigos, aliás.

- Ahn... — Murmurei, desanimada. Quer dizer, eu havia apostado com Dougie e Julie que eles iriam fi... Wow, calma aí!

- Laura, cadê a Julie? Ela não iria só almoçar com o namorado? Agora ela tá fazendo a refeição toda? — Laura riu e me olhou com uma cara de "WTF?!".

- Sua louca, ela ligou hoje, enquanto você tava conversando com o tampinha de coca-cola de vidro. Disse que os pais do Dave pediram que ela ficasse lá, que eles se sentiriam incomodados se ela ficasse num hotel.

- Humpf. Então nossa viagem não valeu pra nada? Quer dizer, nós só viemos pra fzer companhia pra ela, já que ela é uma fracote.

- Ah, você tá odiando tanto aqui?

- Não, né, chegamos hoje.

- Lindia. Vou tomar um banho, antes dos meninos chegarem. Tô um nojo.

- Hum, quer ficar cheirosinha pro Danny.

- Ah, claro! E a Bruna Surfistinha é virgem.

Fiquei mexendo no celular, jogando aquele jogo do ninja e da banana que eu sempre esqueço o nome, até os meninos chegarem. Laura não havia saído do banho e eu bati na porta, porque Danny queria tomar um banho. Chato.

- Anda logo Laura! O Dannyboy quer tomar banhinho porque ele é limpinho. — Danny me olhou com uma cara de "WTF?!" (Idêntica a de Laura) e se sentou na nossa cama.

- Vou comprar água lá embaixo, ok? — Falei, para Danny, que riu de mim. Ialá, que muleque louco.

- Não tem água aqui, Duda?

- Nops, acabei com as três garrafas que tinham. Enfim, vou descer.

- Duda, são três da manhã. Não é mais fácil ligar pra alguém vir trazer.

- Tenho que fazer exercício, SE NÃO FICO GORDA QUE NEM A LAURA, QUE ENTALOU NO RALO DO CHUVEIRO. — Gritei, e Laura (De dentro do banheiro) e Danny riram histericamente.

Esses dois aí... Sou a Mãe Duda de Ogum-Shumablaiê-Oxalá-Issofoiumespirro, e meus búzios dizem que esses aí vão ficar juntos num futuro próximo.

Rum!

Laura's POV

Saí do banheiro cantando Bon Jovi e vi Danny deitado na minha cama (Sorry, Duds, mas sou uma gatchenha possessiva. Miau), quase dormindo.

Fui até ele, ainda exugando o cabelo, e cutuquei seu ombro. Não sei porquê, mas senti um frio na barriga e fiquei arrepiada quando ele abriu os olhos e sorriu. Aquele sorriso dele que iluminava Londres inteira e me fazia sorrir junto, quase que instantaneamente.

- Oi, linda.

- Bobão, você dormiu na minha cama. Não queria tomar banho? — Falei, me sentando na pontinha da cama e olhando para Danny, que esfregava os olhos, ainda sorrindo.

- Aham. Mas eu tomo amanhã de manhã. Quer dizer, hoje...

- Enfim.

- É, enfim. Boa noite, pequena. — Ele finalmente se levantou e deu um beijo na minha testa, indo direto para sua "parte" do quarto.

Pude sentir minhas bochechas queimando. WHAT THE HELL? O que tava acontecendo comigo?

Me deitei e puxei o cobertor até o pescoço. Ô cidadezinha fria, hein.

Quando senti meus olhos pesarem, dei lugar ao sono, ainda pensando em Danny.

Danny's POV

Olhei pro Poynter babando na cama inteira e achei melhor ir dormir no sofá.

Puxei um travesseiro eu um edredom, desajeitadamente, que estavam debaixo de Dougie, e fui até o sofá, me cobrindo até o pescoço.

Assim que eu deitei, ouvi Duda (Ou o Dexter, nunca se sabe) abrindo a porta, e me levantei. Duda deu um tchauzinho mudo com uma das mãos, já que a outra carregava uma sacola cheia de água e afins. Eu ri dela e mandei tchauzinho também, me deitando novamente, enquanto ela ia para sua "parte" do quarto.

Fechei os olhos, tentando chamar o sono, que não vinha, apesar de já serem 3 e meia da manhã. Virei dum lado pro outro, e nada.

Peguei me pensando na Laura, como sempre. Quer dizer, como nos últimos dias. Sim, eu tenho que confessar. Ela era tudo em que eu pensava nos últimos dias. E isso é tão gay e tão estranho.

Quer dizer, hoje nós fomos num pub! Sempre que eu vou num pub, eu fico com alguma menina. Mas hoje, não. Fiquei a noite toda dançando com a Laura. E eu nunca me diverti tanto.

Quer dizer, ela é minha melhor amiga. Isso não é estranho. O que é estranho é essa minha vontade de beijá-la, que aparece de vez em quando, como agora há pouco, quando ela minha acordou. Ou quando eu sinto minhas mãos suarem quando ela aparece, linda e sorridente, e vem me abraçar.

Eu vivo pensando em como seria se ela fosse minha. Só minha.

Como seria se fosse a mim que ela chamasse no meio da noite, só pra dizer boa-noite. Se fosse comigo que ela dançasse, a noite toda, e que eu pudesse beijá-la no final. Tê-la só pra mim.

E todos esses pensamentos estão me deixando louco. Mesmo. Quer dizer, ela é a minha melhor amiga. Eu am... Eu adoro aquela garota. É, eu adoro ela.

Senti meus olhos pesarem e dei lugar ao sono, ainda pensando em Laura.

Acordei no dia seguinte, com Dougie tacando água em mim. Me levantei num pulo e olhei para a cara dos três patetas, que riam de mim.

- Vamos, bobão. Eu tô com fome! Coloca qualquer trapo e desce com a gente. — Laura balançou meus ombros e me levantou, enquanto Dougie e Duda não conseguiam nem respirar de tanto rir.

- Eu também tô com fome. Anda logo Ratleg! — Dougie tacou a almofada na minha cabeça e eu mandei o dedo pra ele, levantando.

- Você tem lumbrigas na barriga, Laura!

- O Dougie é o pai da minha lumbriga. — Laura falou, fazendo Duda rir mais, enquanto ela pulava no colo de Dougie, que ria, sentado na cama.

Senti, hm, ciúmes? Não, acho que não.

Ah, a quem eu quero enganar! Eu morri de ciúmes.

Pronto, ganhei meu diploma de viadagem!

Peguei uma bermuda e uma blusa qualquer de dentro da mala e fui até o banheiro, me trocando rapidamente.

Povo todo lumbrigado!

Quando voltei até a nossa "parte" do quarto, vi os três deitados na cama, rindo loucamente do Bob Esponja.

Sorri bobo, só de olhar para Laura. Ela estava deitada no meio dos dois, com Duda deitada em sua barriga e com a cabeça encostada no peito de Poynter.

Mais ciúmes pra quê, né?

- Bora, cambada! — Eu gritei, indo até a porta.

Laura foi a primeira a se levantar, deixando Duda e Dougie numa situação desconfortável, como sempre. Ela veio até mim, me abraçando pela cintura e eu sorri, só por esse simples gesto. Sou gay.

Duda veio atrás dela, e ficou no meu outro lado.

Saímos do quarto assim, até Laura gritar, no meio do corredor:

- Eu quero ser o Super Homem!

- Mas você acabou de ver Bob Esponja! — Eu gritei, fazendo todos rirem.

- Mas eu tive infância! Vai Danny, você vai me ajudar a realizar esse desejo. — Laura pulou nas minhas costas e ergueu o punho fechado, no ar, me fazendo rir. Depois de alguns chutes na minha cintura, eu saí correndo, fazendo zums com a boca. Ela morria de rir e eu pude ouvir a risada de Duda, também.

Ela vinha atrás de nós, nas costas de Dougie, que a rodopiava no alto.

Já falei que eles formavam um casal lindo?

Já falei que eu sou gay?

Assim que chegamos em frente ao elevador, eu comecei a rodar com Laura e algum tempo depois, ouvi a porta se abrindo. Quando me virei, provavelmente com cara de maluco, a garotinha que havia rido de Laura começou a apontar pra nós dois e a chorar. Seus pais a puxaram pela mão, nos encarando com olhares reprovadores.

Eu ri baixinho e entrei com Laura no elevador, seguido por Dougie e Duda, que já havia descido das suas costas.

Antes que a porta se fechasse, vi Laura mandando a língua para a menininha e ri, sozinho.

- Tá vendo, Laura? Isso que dá ser feia igual a um Doritos. — Duda falou, rindo de Laura.

Todos olharam pra ela, com uma cara de "WTF?!".

- Como um doritos pode ser feio, sua leprosa?

- Ah! Sendo, ué. Doritos são feios, mas são gostosos. Tipo o Shia Labeouf.

- Ele não é feio! Os bozos que tu tá comendo, tão afetando sua visão.

- Ele é mais feio que a bola esquerda do Dougie! — Como assim a Duda já viu a bola esquerda do Dougie?

- Como assim a bola esquerda do Dougie? — Laura gritou.

- Como assim a minha bola? O que tem de errado com ela?

- É feia, só isso. Parece com o Shia Labeouf. — Duda deu de ombros, fazendo uma careta engraçada.

Eu ri, histericamente, junto de Laura. Dougie apenas tentava segurar o riso, olhando para Duda, que fingia que ele não estava ali.

Ouvi a porta se abrir e nós saímos dali, indo até o restaurante. Tomamos café da manhã, rindo de coisas estúpidas.

Era tão bom quando as coisas eram assim, sem clima entre Duda e Dougie. Tão mais divertido.

Nós ainda estávamos comendo, quando Laura se levantou e foi até a recepção, pegar alguns anúncios de passeios pela região.

Quer dizer, esse era o objetivo dela. Mas é claro que Murphy me ama. Então ela TINHA que encontrar com os caras do quarto em frente ao nosso, só pra me deixar cheio de ciúmes.