Chewbacca Feelings

5 I’m Just a jealous Guy.


Notas iniciais
Theeere ya go.

Laura's POV

- Hey, Laura! Tudo bom? — James, nosso "vizinho" loiro, apareceu atrás de mim, me cumprimentando com dois beijinhos no rosto. Atrás dele (No bom sentido) vinham Matt e Charlie, os outros dois.

- Hey guys! Preciso da ajuda de vocês! — Falei, rindo. — O que vocês fazem por aqui, de dia?

- Ah, tem uma praia linda aqui perto, que é um dos poucos pontos turísticos. Se você quiser a gente te leva lá. E aí, topa?

- Claro, só vou chamar o pessoal, trocar de roupa e aí a gente econtra com vocês aqui embaixo. Pode ser?

- Beleza. — James falou, todo australiano, e eu corri até a mesa aonde o pessoal estava sentado.

- Gente, descolei um passeio pra gente. Nossos "vizinhos" tão afim de nos mostrar uma praia aqui por perto, disseram que era ponto turístico. Vamos? — Olhei para Duda, que parecia animada, e para Dougie, que olhava para minha star girl com uma carinha de cachorro abandonado. Desculpa dude, mas depois de ontem...

Depois, olhei para Danny, que me olhava de um modo estranho. Parecia irritado. Assim que ele percebeu que eu o observava, sorriu pra mim. Estranho. Será que tinha acontecido alguma coisa?

Dei de ombros e puxei todos até o elevador, dizendo que eles iam ficar gordos se comessem mais.

Subimos até o quarto e todos trocamos de roupa, descendo meia hora depois, para encontrar com James, Matt e Charlie.

Depois de achá-los, apresentamo-os á Danny e Dougie, que estava com cara de bumbum do Bozo. Eu hein.

Os vizinhos foram no carro deles, nos guiando, enquanto nós seguíamos no carro de Danny.

Assim que chegamos no lugar, descobri porquê era um ponto turístico.

Era lindo, simplesmente lindo. E estranhamente vazio. Só tinha um quiosque por ali, e os vizinhos pareciam muito amigos do dono, de modo que logo tínhamos bebidas na mão.

Eu e Duda nos sentamos na areia, enquanto os meninos iam para a água. Rimos muito de Danny e Dougie, que tentavam surfar com as pranchas dos vizinhos.

Ok, isso soou gay demais, né?

Dougie's POV

Me sentei na areia e uma cerveja para Danny, que tomou quase tudo, num gole só. O olhei assustado e vi que ele encarava um ponto na praia. Ah, mas não era um ponto qualquer. Era a cabecinha ruiva de Laura, dentro da água, junto de Duda (Infelizmente) e dos vizinhos.

Nós estávamos quebrados demais, por causa das tentativas frustradas de surfar, mas, mesmo assim, meus três neurônios restantes sabiam que o que meu melhor amigo sentia era ciúmes. Eu ri, tomando um gole da minha cerveja.

- Sabe cara, ficar parado não vai adiantar de nada. Não siga meu exemplo.

- Eu sei. Percebi isso hoje. Mas eu não sei o que fazer cara! — Ele falou, passando as mãos no cabelo. Nossa, fazê-lo confessar o que sentia pela Laura foi mais rápido do que eu pensei.

- Então somos dois. — Eu murmurei, após ver que as meninas vinham rindo, até nós, com os meninos atrás.

- Danny! Vamos, vem dar um mergulho comigo! — Laura tomou um gole da cerveja de Danny e tentou o levantar.

- Eu tô quebrado, Laura.

- Ah, vamos! Por favor! — Ela falou fazendo biquinho. Ok, ele não resistiria ao biquinho dela.

- Não. — Ih, cara, mandou mal. Laura olhou pra ele, magoada, e foi andando até os vizinhos e Duda, que conversavam animadamente. Asssim que ela chegou, James abraçou sua cintura e foi só aí que eu percebi que Charlie abraçava a cintura de Duda.

- Eu não acredito. — Eu e Danny falamos, juntos.

- Vamos lá. — Eu resmuguei, me levantando e indo até eles.

- E aí, vamos meninas? Já tá escurencendo.

- Ah, Dougie, os meninos tavam falando de uma boate que tem por aqui, que é famosa também. Nós podíamos tomar um banho e ir pra lá, né? — Laura falou, ignorando Danny.

- Claro. Claro que sim.

- Nós só não vamos poder ir com vocês até esse lugar, porque temos que visitar uns parentes daqui. — Charlie falou, olhando pra Duda.

- Ah, legal. — Danny, finalmente! — Vamos então? — Ele olhou pra Laura, que desviou o olhar, se virando pra James e se despedindo dele, com dois beijinhos.

Ela se despediu de Charlie e depois de Matt, e veio para o meu lado.

- Vamos Duda. — Eu falei, nervoso.

- Ah, eu vou com os meninos até o hotel. — Ela foi até sua bolsa e começou a guardar as coisas que estavam no chão.

- Ah, ok, vou também.

- Não, que iss... — Duda ia protestar, mas eu a interrompi.

- Tem problema garotos?

Os três se olharam entre si e depois negaram com a cabeça.

Acho bom.

Ajudei Duda a guardar o resto das coisas, enquanto ela bufava. Eu conhecia Duda, e ela não bufava a não ser que quisesse demonstrar a todos que estava muito irritada.

Desculpa, Dudinha, mas não vou te deixar sozinha com esses marmanjos.

Laura's POV

Daniel já estava me irritando. Primeiro, ele dá aquela ignorada básica, grosseiro... Depois, ele vai andando, com a cara mais emburrada do que a do meu tio Frank. Ugh. Eu odiava quando ele ficava irritado. Mas eu sempre sabia porquê.

Agora, não. Eu não fazia a mínima idéia.

Acho que era por isso que eu estava tão irritada com ele. Quer dizer, ele estava emburrado com algo, parecendo um idiota, e, pela primeira vez, eu não sabia o porquê.

Terminei de juntar minhas coisas e olhei pra trás, vendo Dougie, Duda e os vizinhos entrando no carro. Acenei pra eles e me voltei pra Danny, que me esperava, de braços cruzados.

Argh! Que garoto irritante!

Apressei o passo, ignorando-o e indo direto até o carro. Alguns segundos depois de ele ter dado partida, me virei pra ele, quase gritando.

- O que eu fiz?

- O quê?

- O que eu fiz? O que eu fiz pra você ficar desse jeito, todo emburrado?

- Nada. — Ele falou, ainda irritado, e olhou para o lado.

Fiquei observando-o e senti aquele frio na barriga, novamente. O que era aquilo? Quer dizer, ele estava lindo, ele sempre est... Wow, Laura! Você está mesmo babando seu melhor amigo?

Sim ou claro?

Bom, em legítima defesa, não tinha como não babar. Ele dirigia, com um dos braços pra fora da janela, que obviamente estava aberta (Porque o braço de Danny não ultrapassava o vidro) e o vento que vinha dela bagunçava os seus cabelos. O sol de mais cedo havia deixado-o com as bochechas vermelhas e sua irritação contribuia com isso, deixando suas sardas mais à mostra.

E, para melhorar a minha situação "Socorro Oprah, o que eu faço, eu estou babando meu melhor amigo", ele estava sem camisa e usava ray ban. E eu tenho uma queda de 2987438473894 metros por garotos com ray ban.

Mas Danny não era um "garoto".

Ele era meu melhor amigo. Meu quase-irmão.

E babando ele me fazia pensar que eu estava pondo tudo isso a perder.

Quer dizer, nossa amizade nunca seria a mesma. E seria ridículo trocar essa amizade por um romance qualquer. Não é?

Senti meus olhos arderem. Eu realmente estava sendo uma menininha. Engoli o choro e me virei para Danny novamente, mais irritada.

- Jones, eu... — Ele ia olhar pra mim, mas, de repente, o carro parou, no meio do caminho. Olhei para ele, assustada, e ele acelerou com o carro, que fez um barulho estranho.

Nós abrimos a porta e vimos que, como a estrada era toda de terra, o carro havia atolado. Ouvi Jones bufar e voltei, pegando meu celular e o dele.

- Sem sinal. Ótimo. Agora eu vou ficar presa aqui, com você de TPM.

- Wow, calma aí. Isso aqui é culpa sua! Só porque ficou toda encantadinha com o James, quis vir pra esse fim de mundo aqui!

- Eu não fiquei encantadinha com o James, seu idiota! Só estava tentando arranjar algo pra gente fazer!

- Ah, sim, e o James, Sr. Sem-segundas-intenções, foi um anjinho de querer te arrastar pra cá, né? — Nós dois gritávamos muito alto, ambos irritados, e Danny ia chegando cada vez mais perto de mim.

- Mas o que o James tem a ver com o seu carro e a sua irritação?!

- Tudo! Tem tudo a ver, Laura! Você não entende?! — Ele já estava perto o bastante pra fazer minha repiração falhar. Meu deus, o que estava acontecendo?

- Não, Daniel, eu não entendo. Pela primeira vez na vida eu não te entendo! — Baixei um pouco a voz, me sentindo frustrada.

- Você... Você tá caidinha por esse James e... — Ele chegou mais perto, quase sussurrando.

- Eu não estou caidinha por ele Jones! Que dor de cotovelo toda é essa? Eu não te entendo, eu... — Danny estava tão perto de mim, que senti seu hálito corando as minha bochechas. Meus olhos pesaram e eu os fechei, sem nem pensar no que estava fazendo. Senti suas mãos na minha cintura e quando estávamos prestes a acabar com a distância que existia, ouvi meu celular apitar.

Me afastei num pulo de Jones, e senti minhas bochechas queimarem. Ele me olhava, envergonhado e desapontado. Ei, espera aí, desapontado?

Eu ia falar algo com ele, mas o celular apitou novamente e Danny se virou, indo até o carro, com as mãos na cabeça.

O que nós havíamos feito? Aquilo não podia acontecer. Não mesmo! Né?

Olhei para o celular e vi que apitava pra avisar que o sinal havia voltado.

- Danny! Voltou! O sinal, voltou! — Ele sorriu fraco, enquanto eu pulava em frente ao carro. Ia ligar pra Duda ou pra Dougie, mas ouvi o carro acelerando e me virei para Danny, que sorria também.

Ele conseguiu "desatolar" o carro!

Eu ri alto e corri, louca pra sair dali. Passamos o resto do caminho em silêncio, cada um com seu pensamento.

E era óbvio que eu não parava de pensar no que havia acontecido. Pensava no que poderia ter acontecido. E me pegava sorrindo.

Ok, eu não tô bem. Já falei pra Duda que ela tinha que parar de colocar drogas na minha bebida. Humpf.

Abri o porta luvas, incomodada com o silêncio entre nós, e peguei o meu CD favorito, que vivia por ali.

Danny havia me dado de aniversário, e como eu só andava no carro dele, deixei o CD.

Coloquei na faixa 2 e a voz de Bob Dylan cantando "Blowing in the wind" tomou conta da minha mente, afastando outros pensamentos.

Isso até Danny rir, feito um maluco.

- O que foi, seu louco?

- Não, nada. É só que você é muito imprevisível pra mim. Quando ouvimos esse CD, você sempre coloca "Like a Rolling Stone", mas hoje colocou essa aí.

- Tá reclamando?

- Não. Só estou insinuando que te seduzi e agora tu tá caidinha por mim, aí precisa de uma música dessas aí pra te acalmar.

- Jones, você não seduz nem uma hiena cega! E isso tudo não fez o menor sentido! — Eu ria, envergonhada, daquele bobão. Tínhamos salvação, afinal.

- Aposto que eu consigo te seduzir em um segundo.

- Ah! Claro! E a Dercy Gonçalves é mais bonita que a Gisele Bundchen.

- Tá duvidando? — Ele falou, parando o carro na garagem do hotel.

- Já falei, bobão, nem a hiena cega do tio Frank te quer...

Saímos do carro rindo e fomos direto para o quarto, falando coisas sem noção. Abri a porta e me deparei com Duda e Dougie, sentados no sofá, jogando cartas. Sim, safadênhos, eles estavam apenas jogando cartas.

- Hey, meus gatinhos! — Gitei, tacando a bolsa no chão e me jogando em cima de Duda.

- AAAH! Alguém tira essa gorda de cima de mim! — Bebezona.

- Ui, fala nada não que tu me ama! — Saltei de cima dela e fui até a nossa parte do quarto. — Vou me arrumar e depois vem você, ok Duds?

- Sim, mamãe. — Palhacita.

Escolhi um vestido e um par de sapatos Louboutin, porque eu sou rica, beijos.

Fiquei mais de meia hora me arrumando e, assim que eu saí, gritei por Duda, que chegou uns cinco minutos depois.

- Fala tu, mocréia.

- Ih, querida, vou abalar bambu hoje, vai vendo.

- Ai, adoro! — Duda se sentou na cama, mexendo na mala, enquanto nós ríamos histericamente.

- Ok, para de me enrolar. O que houve com você e Dougie hoje?

- Wow, você também tá me enrolando aqui. O que houve entre você e Danny?

- Perguntei primeiro.

- Bobona. — Somos crianças, beijos. — Ah, nós viemos no carro e tal, tranquilos, e quando chegamos aqui, ficamos conversando, normalmente. Aí você e Danny estavam demorando, e nós estávamos sem nada pra fazer, então resolvemos jogar cartas. Só. — Eu ri e taquei a almofada nela.

- Só? Você não tem falado com ele durante uns dois meses e agora vocês ficam de papinho e é só? Se mata Kozlowisk.

- Ai, tu me ama. Mas, enfim, desembucha. — Rolei os olhos e contei a história pra ela, parte por parte. E, invés de me ajudar, o que a ridícula faz?

- Eu sabia! Eu sabia! — Começa a pular e a dançar no meio do quarto. Mereço pagar esse preço (Rimou), taquei chiclete na cruz e ainda fiz la cucaracha na frente dela.

- Cala a boca! Sabia do quê?

- Uh, até parece que você não sabe! — Taquei a almofada nela, que saiu correndo e apertou minhas bochechas no caminho até o banheiro.

- IDIOTA! — Gritei, e a ouvi rir do banheiro.

Fui até a "parte" dos meninos e parei no batente da porta, que separava os quartos.

- E aí, como estou? — Peguntei, fazendo cara de modelo (Ah, tá)

- Gatinha s2. — Dougie, que estava largado na cama, falou, rindo.

Olhei para Danny, que estava no sofá, e ele me olhava de um modo estranho. Senti minhas bochechas queimando e tentei disfarçar.

- Hey Danny! How do I look? (Como eu estou?) – Perguntei, dando voltas, igual a uma maluca, no meio do quarto.

Dougie ria escandalosamente e eu pude ver Danny sorrindo, fraquinho.

- Você ta linda. Como sempre, pequena. – Juro que eu devia estar parecendo o Coringa, do Batman, pois minhas bochechas esquentaram mais do que a bunda da Eduarda quando ela vê um filme do Harry Potter.

Mandei a língua pra ele e me deitei ao lado de Dougie, na cama, e comecei a assistir desenho animado com ele, rindo demais, por fora.

Mas com minha mente louca igual a não sei o quê por dentro.

O que estava acontecendo com Danny? Não, porque, normalmente ele teria me zoado ou algo do gênero e não ficar me olhando com aquela cara de bunda de Pikachu.

Será que ele estava assim por causa do que aconteceu mais cedo?

Laura, sua burra, é claro que sim!

Ah, mas que coisa.

Eu também fiquei um pouco boba demais com o que tinha acontecido.

Argh, eu odeio isso tudo!