Chewbacca Feelings
3 Even now I know what's wrong how can I be so sure?
Notas iniciais
Laura's POV
Antes que Duda saísse do banho, desci até o Loby (Aprendi assistindo aqueles loirinhos gêmeos que passavam na Disney, com o Danny) e comecei a procurar por Danny e Dougie. Achei-os sentados em duas poltronas, com um menininho loiro, de mais ou menos 6 anos de idade, respirando no cangote de Danny. WOW, isso é pedofilia!
Apressei o passo até eles, tentando chegar a tempo antes que a equipe da SWAT chegasse e prendesse meus pobres e pedófilos amigos.
Mas eu pude abordar a minha missão estilo 007, após perceber que o menino estava pendurado em Danny para poder vê-lo jogando algo num Gameboy (OK, furto é menos grave).
– Ei, que isso gente? Não mandei vocês roubarem Gameboys alheios. O nosso plano para dominar o mundo era só roubar doce de criança, lembram?
– Ah, nós queríamos mudar um pouco a rotina. — Dougie se levantou e me abraçou de lado, enquanto o menininho louro me olhava, com medo.
Meu deus, as crianças da cidade do Bozo me amam, né?
Percebi que Danny continuava vidrado no jogo e resolvi me acertar com Dougie primeiro. O puxei para o sofá que ficava mais ou menos perto das poltronas e senti que Danny nos acompanhava com o olhar.
Ah! Agora vai esperar Drama Queen!
– Hm, eu...
– Laura, ei, não precisa se desculpar ok? Isso é birra minha e da Duda, você não fez nada ok? — Eu sorri fraquinho e balancei seus ombros.
– Mas menino, você tem que agarrar ela de volta. Nós já conversamos sobre isso, eu e ela.
– Eu sei Laura, eu juro que estou tentando, mas você conhece sua amiga, né?
– Hum, é. — Eu falei, olhando para Danny, de longe.
– E bem, eu conheço meu amigo também. E ele é mais orgulhos do que você, se isso é possível. — Odeio quando as pessoas (Dougie) tem o poder de acompanhar meu olhar.
Ele se levantou e eu fiquei o olhando, confusa, enquanto ele andava até Danny e apontava para mim, tirando o jogo de suas mãos. Danny bufou (Sério, mesmo estando um pouco afastada, eu sabia que ele tinha bufado) e veio andando até mim, com as mãos nos bolsos e olhando para os pés.
Ai, meu bobão emburrado era a coisa mais linda que existia!
Ahn, do jeito "entre amigos". Se isso existe, né.
– Senta aqui criança. Eu virei a Oprah hoje, depois que fiz merda, e tô aqui pra nos reconciliar, se isso faz sentido.
– Você é louca, Laura. Você sabe disso né? — Ele sorriu de lado, e eu me animei. Já sabia que tinha me "reconciliado" com o meu Dannyboy, só de ter tirado aquele sorrisinho lindo dele. Ok, Laura, você está achando muitas coisas do Danny lindas hoje. Not normal.
– Ahan.
– E sabe que eu não consigo ficar bravo com você por mais de uma hora, não sabe?
– É humanamente impossível, baby.
– Pretenciosa. — Ele falou, apertando meu nariz.
– Bobo. — Mandei a língua para ele. Pouco infantil, hein Laura.
– Palhaça.
– Você me ama. La la la la. — Eu me levantei da cadeira e comecei a saltitar em volta de Danny, feito criança, enquanto cantava.
Ele me olhava, bobo, e eu senti seus braços me envolverem num abraço, repentinamente.
Era aí que estava a parte estranha. Nessa hora, eu senti algo que eu nunca havia sentido com Danny. E nem com ninguém, para ser sincera.
Foi como se uma lufada de ar tivesse sido jogada sobre mim. Porque fiquei toda arrepiada, da nuca até o tornozelo.
Ignorei essa sensação e abracei Danny fortemente. Depois de um tempo, mordi seu ombro e me afastei de seu abraço, um pouco relutante.
Entendam-me. O abraço de Danny era melhor do que o do Pooh. Sim, o ursinho. Não, Laura, o aparelho móvel que aperta bundas.
Não que Danny estivesse apertando a minha bunda no momento. Porque ele não estava. E isso seria estranho.
– Tá bonita hoje, hein. — Ele disse, me fazendo rodar, como se dançasse, no meio do Lobby. Sorri, sem graça e senti novamente aquela "lufada de ar", só que dessa vez, na minha barriga. Mas que coisa. Devia estar com fome.
Dude, eu sempre estou com fome.
– Só hoje, gatinho? — Baguncei os cabelos de Danny, fazendo-o rir e me abraçar de lado. Depois, percebi que Dougie vinha até nós, com uma cara de retardado. Ok, isso era normal, mas não no estado em que estava.
Ele parecia que tinha alguma doença ou algo do gênero. Eu ri dele e me virei, seguindo seu olhar, assim como Danny fez.
Ahn, agora eu entendi tudo!
Dougie olhava para Duda, que saía do elevador, provavelmente procurando pela gente. Eu comcei a pular e a balançar o braço, e estava prestes a gritar por ela, quando Danny, que ainda me abraçava, colocou uma das mãos na minha boca, tapando-a.
– Por favor, não grite no meio do Lobby que nem uma maluca. — Ele disse, perto do meu ouvido e eu senti minha nuca arrepiar.
Não gostei daquela sensação e me afastei de Danny, indo até a Duda, que já havia nos visto.
– Querida, se eu não tivesse comprometida com o Ringo, te pegava de jeito hoje, hein.
Duda ria escandalosamente junto dos meninos, que já estavam perto de nós, também. Percebi que Dougie olhou pra mim e pro Danny, e depois pra Duda, nervoso.
Eu puxei Danny like a ninja e o levei para fora do Hotel, apenas piscando para uma Duda confusa e um Dougie nervoso.
Agora era a hora de ele engolir o orgulho dele. E eu e Danny não podíamos ajudar em nada.
Dougie's POV
Engoli seco e olhei, pela primeira vez, nos olhos de Duda, sem saber os efeitos que isso podia causar nele.
Ok, isso tudo vai soar muito gay, mas, lá vai.
Assim que eu olhei nos olhos da minha garota (Por mais que eu tenha perdido o direito de chamá-la desse modo do jeito mais estúpido possível), senti que o mundo podia acabar, mas que eu tinha que estar com ela, junto dela. Não por obrigação (Da parte dela), numa viagem idiota (Palavras dela).
Junto, abraçado, beijando a minha garota. Por deus! Como eu fui tão estúpido para perdê-la daquele modo.
Engoli seco novamente e percebi que Duda me olhava, com um misto de confusão e irritação.
– Você. Wow. Linda. — Eu disse e logo me arrependi de ter aberto a boca.
– O que Poynter? — Eu odiava quando ela me chamava assim. Parecia tão formal. Tão não Duda.
– Você... Hm, você está linda.
– Ah, ótimo. Era só isso que você queria falar? — Ela disse, firme, mas eu percebi pelo seus olhos que ela queria que eu continuasse. Estava quase me incentivando a falar.
– Era só isso mesmo. — Mas eu simplesmente não conseguia. Não ali.
– Brigada então. — Ela falou, parecendo decepcionada, e saiu andando, me deixando ali sonzinho.
– Você estragou tudo de novo, Dougie... Muito bom! — Bati na minha cabeça, com mais força que o necessário e saí correndo para onde os três estavam.
Eu tinha que pensar, em como tê-la de volta, só pra mim, junto de mim.
Já havíamos chegado há algum tempo no tal pub. Danny e Laura foram dançar (Tô falando que esses dois vão longe. Ai, meus dois bebês... Dougie, além de baixinho você é gay. Tá foda.) E Duda, bem Duda não olhava na minha cara desde que nós saímos do Hotel.
Ela conversava com um cara, no bar, e eu ficava de olho nos dois. Estava sentado em uma mesa, perto o bastante de onde eles estavam e ficava de olhos nas investidas daquele pervertido.
Até que Duda olhou para mim, sorriu maliciosa e se virou, agarrando o garoto pelo pescoço e beijando-o. Ele foi pego de surpresa, mas se aproveitou para passar as mãos pelo corpo da minha garota.
Ah, assim eu não aguentava! Era óbvio que ela havia feito aquilo para me irritar. E havia conseguido.
Me levantei, tremendo de raiva, e fui até os dois, empurrando o cara e puxando Duda pelo braço, até o lado de fora do lugar.
Muitas pessoas nos olharam assustadas, porque Eduarda fazia uma baita cena, dizendo que eu estava a machucando.
Assim que saímos do pub, soltei seu braço e disparei:
– O que você pensa que está fazendo, hein garota? Se amassando com estranhos num bar qualquer, só pra me pôr ciúmes?
– Ah, então agora, todo cara que eu beijar vai ser simplesmente para te colocar ciúmes? O mundo não gira em torno de você, querido. Vê se me erra! — Ela esbravejou, com a voz trêmula, e saiu andando em direção ao pub.
Segurei seu braço e a puxei para mais perto de mim, morrendo de vontade de beijá-la, ali, na hora. Mas eu sabia que não podia fazer isso. Não sem acabar com a mão da Duda na minha cara. Eu a conhecia, não seria tão fácil assim.
– Me dê um motivo para não entrar e continuar "me amassando" com o Kevin, Poynter. — Ela me olhou, com os olhos semicerrados e eu engoli seco.
Não sabia o que falar. Eu te amo? Não, mesmo sendo verdade, a Duda não merecia uma declaração dessas daquele jeito. E eu também não estava pronto. Quer dizer, era um grande passo a tomar depois de falar pra garota da sua vida que você não conseguia ficar com uma garota somente.
– Porque eu quero você só pra mim. — Pude sentir que Duda se abalou um pouco pelo que eu disse, mas tratou de se soltar de mim e sussurrar no meu ouvido.
– Pena que você já perdeu a chance de me ter só pra você, depois de decidir tomar posse de Londres inteira também.
Então, ela saiu andando, entrando novamente no pub. E eu apenas fiquei ali, parado, pela segunda vez no dia, enquanto ela se afastava de mim, aos poucos.
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