Chest Of Memories

2 Um Sapatinho de Bebê


Notas iniciais
Hey! Aí vai o Segundo capítulo Mom...
Esperamos que goste!

Luci assoprou o baú e o abriu com um leve rangido. A rainha passou os dedos de leve pelo papel fininho que protegera o conteúdo importante do baú e retirou de lá um minúsculo e delicado sapatinho de lã vermelho com uma flor branca em cima, um leve sorriso apareceu em seu rosto enquanto ela observava o delicado trabalho.

– Ah, Nini... – a rainha suspirou enquanto memórias pareciam dançar em sua mente, bem em frente a seus olhos.


XXX


Trovões e raios enchiam a noite, sem que Luci ou Peter soubessem todas as filhas haviam se reunido no quarto de Giulia e pretendiam dormir juntas para superar o medo de tempestades compartilhado por todas.


Na verdade, Amanda e Fernanda gostavam de dizer que não tinham medo e sim que gostavam de proteger as irmãs do medo delas. Isso sempre fazia Jane revirar os olhos, Carol que era pouco mais que um bebê parecer confusa e Bruna e Giulia sufocar o riso. Missy era a única que realmente parecia não se importar com as tempestades, sentando-se na janela do quarto de Giulia e vendo os raios iluminarem a noite e os trovões fazerem tudo tremer.


Luci acordou de repente, sentindo-se estranha e acariciou o ventre grande de pouco mais que sete meses, percebeu que suava frio e tentou sentar-se com dificuldade quase amaldiçoando sua falta de jeito até sentir um chute do bebê e sorrir levemente e pousar a mão no ventre inchado.


Ao sentir, porém, uma pontada em seu ventre que não era vinda do bebê a rainha encheu-se imediatamente de pânico e foi quando percebeu que acordara por sentir-se molhada. Puxando para longe de si o pesado cobertor viu que sua camisola estava completamente molhada. Empalideceu.


– Peet... – começou a rainha a falar em um tom baixo, tentando não alarmar o marido também.


– Humm... – o Grande Rei apenas resmungou e virou de lado. Luci revirou os olhos sem se conter e empurrou o ombro do marido tentando despertá-lo.


– Peet... – o loiro somente resmungou novamente fazendo a rainha quase irracionalmente querer jogar algo na cabeça dele. Normalmente a teimosia dele de acordar despertaria seus instintos de despertar Peter com beijos, mas naquele momento ela não tinha tempo, nem mesmo vontade!


Seu bebê estava prestes a nascer, oras!


– Peter! – a morena grunhiu começando a socar as costas do marido até o loiros sentar-se e esfregar os olhos piscando várias vezes e perguntar tonto de sono.


– O que foi, Luh? – a rainha grunhiu ao tom carinhoso e sonolento dele e disse rabugenta.


– O bebê está nascendo! Você tem que chamar a parteira! – Peter então deu um beijo na bochecha da esposa e disse bocejando e voltando a deitar.


– Não se preocupe Luh, é só um sonho... Ainda é muito cedo pro bebê nascer.


– Peter! Eu não estou imaginando coisas! Nosso bebê está para nascer! – Luci quase berrou enquanto voltava a sentir as pontadas e ao mesmo tempo os chutes do bebê.


– O bebê está para nascer? – Peter perguntou sentando-se rapidamente, ficando de repente acordado. Luci revirou os olhos ao mesmo tempo em que sentia outra pontada.


– É claro que o bebê está para nascer! Se pensaria que depois de sete filhas você entenderia quando eu digo.... QUE O BEBÊ ESTÁ NASCENDO!


– Eu... Eu... Eu vou chamar à parteira! – Peter disse brilhantemente e se levantou somente em seus calções então disse parecendo em pânico. – Não é muito cedo para o bebê nascer?


– Vá logo Peter! – Luci retrucou exasperada.


A morena conjecturava como um rei tão inteligente poderia ser tão obtuso em suas primeiras horas de despertar, pois depois de tantos anos com ele Luci pudera perceber bem de perto o quanto Peter era lento ao acordar e sempre demorava a entender as coisas mais simples pelo sono.


Minerva McGonagall era uma mulher muito inteligente e severa e também trouxera todas as princesas da casa real ao mundo. Com olhos de gato e o cabelo sempre preso em um coque rígido à mulher intimidava as pessoas escondendo o coração puro e bom que tinha.


Minerva adorava a Rainha Luci e o Grande Rei Peter como se fossem seus próprios filhos e era muito protetora com ambos, ela sempre morara me Nárnia, mas só havia sido parado de ser chamada de bruxa, feiticeira e maligna depois de ser salva pelo Grande Rei e sua bela rainha e então fora movida para o castelo e morava lá desde então.


A mulher lembrava-se com perfeição do nascimento de cada princesa. O parto de Giulia ocorrera no meio do almoço e fora fácil, apesar de demorado. Jane, ao contrario da irmã fora um bebê enorme e quando chegou o momento de nascer à princesinha parecia ter desistido de vir ao mundo e parecia querer voltar ao ventre da mãe.


Bruna fora um parto tão rápido e fácil que a rainha duvidara que o bebê realmente nascera até tê-la em seus braços. Missy fora uma coisinha teimosa e um bebê pequeno, foi a que mais chorou ao nascer e somente se calou nos braços da mãe quando mamou.


Fernanda desde quando era um bebê fora decidida, Luci entrara em trabalho de parto enquanto estava em uma conversa com Peter sobre possíveis alianças e a princesinha nascera poucas horas depois, somente parando de chorar ao ouvir a voz do pai.


Amanda apesar de ter sido a menor das princesas também foi uma das que mais deu trabalho, se debatia e debatia em seus braços e nos das outras mulheres até ser colocada no braço da mãe e toda vez que era tirada de lá a princesa chorava em altos brados. Caroline, Minerva estivera crente de ser um menino por causa da barriga pontuda da Rainha, tivera um parto extremamente normal, nem demorado e nem rápido. Tampouco indolor ou muito dolorido.


Mas o que preocupava a mulher nesse momento era o chamado do Grande Rei quase nu – o que fizer a boa mulher corar, mas apreciar como qualquer pessoa saudável a beleza do jovem a sua frente – e as palavras dele de que Luci alegava estar em trabalho de parto.


A mulher sabia que muitas vezes as mulheres achavam que a criança estava para nascer e se enganavam, mas como isso nunca ocorrera antes com sua rainha, Minerva temia o nascimento prematuro da criança. Era sabido por todos que poucas vezes crianças que nasciam prematuramente sobreviviam. E Minerva por conhecer bem Luci sabia que se o bebê morresse a rainha ficaria devastada.


Ao entrar no quarto, o coração de Minerva bateu forte, claramente não fora um engano, exatamente como temera. A Rainha tinha o rosto molhado de suor e segurava o ventre inchado com força, os lençóis debaixo dela estavam claramente molhados o que mostrava que a bolsa já rompera. Se aproximando da jovem, Minerva colocou a mão sobre a testa dela e disse em seu tom sério, mas surpreendentemente doce.


– Luci você tem que ser forte e tentar conter o nascimento da criança o máximo possível. – a rainha concordou, mas era possível divisar o medo em sua expressão.


Peter, que fora mantido do lado de fora andava de um lado para o outro, tendo Edmund como companhia e Susan e Lucy dentro do quarto com a esposa. Por fim, o rei acabou por decidir avisar para as filhas que em breve teriam um irmãozinho ou irmãzinha.


Horas e horas depois sem qualquer sinal do nascimento do bebê ou de que Luci estava bem faziam Peter ter certeza de que adquirira cabelos brancos prematuramente. Estava preocupado com o filho e com a esposa e nem mesmo as palavras confortantes de Edmund podiam acalmá-lo.


Luci ofegava enquanto fazia força para dar a luz ao bebê e apertava com força a mão das cunhadas. Até que em um esforço final a rainha se deixou cair contra os travesseiros tendo sentido que o bebê finalmente nascera e esperou pelo choro característico de todas as outras crianças.


Ao não ouvir som alguma rainha se desesperou e levantou o tronco com dificuldade, a única palavra que disse demonstrava todo seu pânico.


– Minerva?!


A mulher não respondeu nada e Luci sentiu seus olhos marejarem até que um chorinho fraco veio do minúsculo embrulho que Minerva segurava e a rainha sentiu-se dominar por um alivio tão grande que achou que fosse desmaiar.


– É uma menina. – Minerva disse suave, a voz preocupada enquanto entrava a garotinha para sua rainha.


Luci pegou a filha com cuidado, deixando a ponta de seus dedos descobrirem o rostinho enrugado e avermelhado da minúscula garotinha. A rainha sentiu as lágrimas caírem de seus olhos, elas eram de puro alivio e felicidade.


A garotinha que segurava em seus braços, onde ela quase parecia desaparecer, tinha cabelos em um de loiro tão claro que era quase branco, era completamente rosada e minúscula, era o menor bebê que a rainha já vira. E Luci achou-a linda, perfeita.


A morena já sabia que não permitiria que nada, nem ninguém a separasse de sua linda garotinha, nem o nascimento prematuro dela, nem as palavras venenosas do conselho, nada mais se intrometeria em sua vida conjugal com Peter. Observando aquele rostinho enrugado a rainha soube disso.


Peter entrou com cuidado no quarto, cheio de preocupação com a esposa e a nova filhinha. Ao ver Luci segurando cheia de cuidado e reverencia um embrulhinho minúsculo o Grande Rei suspirou levemente aliviado, se sua Luci estava sorrindo levemente e com as filhas nos braços ela deveria estar bem.


– Luh? – sussurrou, chamando a atenção da esposa.


Luci sorriu calmamente para ele e fez um pequeno e cuidadoso gesto para ele se aproximar, a ponta dos dedos longos da rainha deslizavam cheios de cuidado pela cabeça loura da garotinha. Peter observou a filha e imediatamente achou-a tão pequena, tão frágil e temeu quebrá-la ao segurá-la.


– Ela é tão pequena... – sussurrou estendendo a mão para tocar no bebê, mas ainda cheio de medo de quebrá-la de algum forma.


A morena simplesmente concordou e falou naquele tom suave, orgulhoso e feliz.


– Ela é... Mas é uma Pevensie e já nasceu com a teimosia da sua família.


Peter não conseguiu se impedir de revirar os olhos e dizer em um tom jocoso.


– A teimosia da minha família? Tem certeza que não quer dizer a da mãe dela? – Luci riu baixinho, mas nada disse.


Segundos depois eles ouviram os passinhos leves das filhas e trocaram um sorriso, a porta se abriu e viram Carol parada olhando-os sem entender nada. Peter riu e pegou a garotinha de pouco mais de um ano e sentou-se na cama.


Amanda pareceu criar coragem e entrou também começando a pular enquanto tentava subir na cama. Fernanda, que era alta para sua pouca idade revirou os olhos castanhos e empurrou levemente a irmã ajudando-a a subir na cama. Missy, Jane e Bruna vieram em seguida e também se empoleiraram em cima da cama querendo, obviamente, ver a irmã mais nova.


Giulia foi a ultima a entrar, os cabelos vermelhos balançando envolta de seu rosto e ela se aproximando do pai ao invés de subir na cama junto das irmãs e perguntando primeiro em uma voz baixa e levemente sonolenta.


– É um menino? – Peter sorriu observando o embrulhinho que a esposa mostrava com cuidado para as filhas e disse calmo.


– Não, é uma menina... Nossa nova princesinha.


Myss que estava usando a cabeça de Bruna como apoio disse com seu pequeno nariz franzido e falando com cuidado para não errar as palavras.


– Ela parece a Sra. Mundrock de tão enrugada...


Peter e Luci imediatamente tiveram de conter o riso ao lembrar de como a Sra. Mundrock era. A velha senhora era habitante mais velha de Cair Paravel – talvez até de Nárnia – e realmente parecia uma uva passa por causa de seus anos de vida, seus cabelos eram completamente brancos e ela tinha olhos pequenos que viviam fechados, pois a mulher passava a maior parte do tempo dormindo.


– Você era exatamente como ela quando nasceu, Missy. – Luci disse para a filha, tentando conter o riso. – A diferença é que você tinha cabelos escuros e olhos escuros e ela é loirinha...


E então como se querendo mostrar que sabia que era de si que falavam, a pequena bebezinha lentamente abriu seus olhos e ao invés do comum azul escuro de recém nascidos a garotinha tinha olhos de um tom já espetacular de verde jade.


– De olhos verdes. – Peter completou observando maravilhado os olhos da filha.


– Qual o noie dela mamã? – Amanda pronunciou tentando imitar Missy ao falar certo.


– Eu não sei... – Luci disse pensativa e então virando-se para o marido disse mordendo o lábio inferior. – O que acha dela ter o nome da minha mãe, Peet?


Peter ficou pensativo por alguns instantes e olhou o bebê.


– Eu gosto de Katherin... Mas de alguma forma...


– Parece faltar algo. – Luci concluiu e Amanda gritou animadamente.


– Mandy! Mandy, mamã! – Luci riu e deu um beijo leve no rosto gorducho da filha e então explicou.


– Não pode ser Amanda, querida, essa é você. – a garotinha pareceu frustrada por um instante e Bruna que se aproximara silenciosamente disse observando a cara da irmãzinha.


– Ela tem cara de Annie.


Peter tremeu a cabeça e disse suave para a filha.


– Annie é o nome da filha do Lorde Marcus, Bruna.


– Ninia... – Nanda falou de repente observando o bebê.


– Eu gosto de Ninia... – Luci comentou. – Mas o que acham de Aninia?


Todas as garotinhas concordaram vigorosamente e Peter sorriu enormemente e disse tocando cheio de cuidado a cabecinha dourada da filha.


– Aninia Katherin Pevensie, então.


É claro que aquele não foi o fim dos problemas, pois pouco depois Aninia ficou tão fraca que seus pais temeram que a garotinha não sobrevivesse, Luci pela preocupação extrema com a filha acabou ficando doente também. E em meio à esposa e a filha mais nova doentes, Peter decidiu que ele e a esposa não deveriam ter mais filhos.


XXX


– Luci... Ela vai ficar bem. – Peter disse novamente enquanto via a esposa velar a filha mais nova no berço.


– Eu só... – a rainha suspirou. – Eu só fico às vezes pensando que se não ficar vendo-a ela vai desaparecer no ar. – com seus olhos marejados Luci se virou para o marido e o abraçou com força. – Eu não sei o que vou fazer se a perder, Peet... Não sei.


– Você não vai. Ela vai ficar bem. – o Grande Rei disse firme, enquanto puxava o rosto da esposa em direção ao seu.


Quando colaram seus lábios o gosto das lágrimas de Luci podiam ser sentidos por ambos e o desespero contido do rei também era mostrado. Uma leve batida na porta os fez se separar e Minerva apareceu com um sorriso de desculpas e segurando algo.


– Eu mesma os bordei, Majestade, e eles são para dar sorte, para que nossa princesinha fique bem. Fiz todas as minhas orações para que Aslam a proteja e guarde, que não as tire de nós.


Luci sentiu que podia chorar de novo e abraçou a velha mulher com força.


– Obrigada Minnie, obrigada. – pegando o embrulhinho que Minerva tinha nas mãos cheia de cuidado a rainha lentamente soltou os laços que o prendiam.


Observando com cuidado o trabalho bem feito de Minerva, Luci sorriu enormemente para a mulher vendo o lindo par de sapatinhos vermelhos que segurava. Eles eram em um tom de vermelho vivo e tinham uma flor de pétalas brancas e miolo vermelho cheia de bolinhas pequenas e delicadas, tanto nas pétalas quando no miolo da flor. Era delicado e mal pesava, Luci achou-o lindo e beijando de leve cada pé a rainha se aproximou e colocou ele com cuidado nos pequenos pés da filha.


A bebezinha se remexeu levemente e abriu os olhos fazendo a rainha se orgulhar do lindo par de olhos verde jade que ela ostentava e dar um beijo leve em cada pezinho minúsculo da princesa.


– Fique bem, minha lindinha.


Minerva sorriu em apoio para sua rainha e Peter observava a esposa e a filha com nada além de amor e preocupação.


Uma semana depois como se por milagre a pequena princesa Aninia finalmente deu sinais de melhora e começou a crescer forte e feliz como todo o bebê deveria fazer, Luci quase brilhava de felicidade, o rei sempre era visto sorrindo ou enchendo as filhas de beijos sem qualquer aviso.


Até mesmo as pequenas princesas todos os dias visitavam o quarto de sua irmãzinha, vendo-a brincar com os dedinhos gorduchos e parecer sorrir para si mesma.


Luci não era uma mulher supersticiosa, mas dentro da rainha estava enraizada a consciência que sua pequenina só melhorara quando ganhara o sapatinho de Minerva e logo a rainha o guardava com todo o cuidado e zelo, sempre limpando-o e o colando na filha mais nova as vezes.


Aquele era um dos dias em que a família Pevensie tirava para fazer um grande piquenique em frente às margens do lago de Cair Paravel. A princesa Aninia estava já com dez meses e parecia desabrochar com uma rapidez surpreendente, quem visse a garotinha naquele momento jamais imaginaria às vezes em que seus pais haviam lutado para sua sobrevivência.


E enquanto a garotinha crescia seus pais logo perceberam que ela era espevitada e sempre parecia conseguir o que queria, fosse com seu rostinho adorável fazendo um biquinho ou fosse com uma carinha tão triste que partia o mais duro dos corações a princesa mais jovem era uma garotinha mimada e feliz.


Naquele momento, por exemplo, a princesinha lutava para soltar-se dos braços do pai e andar, pois desde que aprendera a andar Nini não parara mais, andando com seus passinhos incertos pelo castelo, quebrando coisas e derrubando pessoas por se meter sempre entre as pernas dela como se elas simplesmente fossem um obstáculo ou portas humanas que ela gostava de abrir.


O barulhinho irritado de Nini trouxe Luci de volta ao momento atual e a rainha viu a filha se contorcendo e empurrando o pai até Peter soltá-la, então a garotinha sorriu enormemente e andando em seus passinhos incertos ela se aproximou da margem do lago fazendo com que todos se levantassem a prontamente se colocassem para pegá-la.


Como se sentindo o que os adultos fariam a garotinha andou ainda mais rápido até parecer desaparecer na frente do lago fazendo Peter e Luci se desesperar e correr.


Quando encontraram a filha eles não sabiam se riam ou choravam. Nini caíra em uma poça de lama e estava suja da cabeça aos pés e segurava com firmeza um gato velho, sujo e feio. Então olhando para os pais a garotinha disse sua primeira palavra.


Ato! Ato! Ato! – Luci olhou para Peter e disse entre cômica e indignada.


– De todas as primeiras palavras possíveis ela escolheu gato? Onde fica o mamãe? Papai? – então pegando a filha sem se importar em se sujar a rainha sorriu charmosa para ela e disse suave. – Vamos filhinha, diga mamãe. Mamã serve, também. Ou só ‘mã’...


– Ato! – Nini repetiu e Peter riu pegando o gato e observando que ele parecia ter a pata quebrada. – Ato!


– Parece que nossa caçula encontrou seu primeiro bichinho.


Luci suspirou e então olhando para o gato disse levemente rabugenta.


– Você roubou a primeira palavra dela! – então olhando para a filha e segurando os dedinhos dela a rainha falou dramática. – O que ele tem que eu não tenho?


– Ato! – Nini repetiu teimosa se inclinando em direção ao gato nos braços da mãe. – Ato! – a garotinha repetiu impaciente.


– Certo... Ficaremos com o Ato. – Luci disse revirando os olhos. – Mas ele precisa de um banho!


– E a Nini também. – Nanda disse sabiamente e Luci conteve o riso ao ver Mandy balançar tanto a cabeça que ela parecia querer sair do lugar a qualquer momento, Carol tapar o nariz, Giulia fazer uma delicada careta de nojo e Jane e Bruna indagarem indignadas.


– Porque só ela pode ter um gato?


Missy que se mantivera calada até aquele momento puxou a barra do vestido da mãe e disse tentando falar baixo.


– Mamãe... Nini está toda suja... E fedendo.


Luci gargalhou e concordou e então disse sorrindo enormemente para todas as filhas e o marido.


– Que acham de um banho no lago? Parece que a irmã de vocês está... Suja. – a rainha observou divertida vendo como Nini estava marrom da cabeça aos pés.


A rainha não fazia ideia de como a filha conseguira ficar tão suja a ponto de não parecer ter uma parte dela não suja, mas sabia que isso logo se tornaria um dom da princesinha.


– Ato! – Nini repetiu fazendo a rainha revirar os olhos.


– Mamãe. – respondeu ela.


Então Nini sorriu sem dentes e disse encostando o rostinho sujo no peito da mãe.


– Mamã...


Luci deu um grito feliz e girou com a filha nos braços então disse orgulhosa para o marido.


– Viu? Viu? Ela disse mamãe antes de papai!


Nini então olhou para o pai e disse.


– Papá!


Peter sorriu provocante para a esposa.


– Mas ela disse papai mais rápido e sem que eu ficasse repetindo. – Luci mostrou a língua para ele, mas logo riu e entrou no lago ainda vestida encostando a filha na agua e a limpando aproveitando que a agua não estava muito fria e sim bem morninha.


– Ato! – Nini repetiu então. – Papá... Ato!


Peter riu para a filha e entrou ajudando as outras filhas e aconselhando-as a não ir para o fundo e então aproximou o gato da caçula.


– Ato! – a princesinha disse satisfeita enquanto agarrava a cabeça do gato. Luci e Peter somente sorriram enquanto observavam as filhas brincarem no lago e a caçula brincar com o gato. Aquele sim era um dia e um momento perfeito


Notas finais
EEEE! Bom, este capítulo foi escrito pela Nini Pevensie (1 Lily Evans, no FF.Net).
Mom... Já falamos que te amamos??
Beijooos!