Chasing The Sun

3 Where Have You Been?


Notas iniciais
oi oi oi

Where Have You Been?


No dia seguinte, tudo parecia normal. Annabeth estava de pijama, descendo as escadas de vidro e indo comer omeletes matinais, Luke já tinha ido embora, alegando que queria chegar cedo para ver esses casos que pegara com Thalia. Provavelmente, não foi citado anteriormente, mas Luke e Annabeth se mudaram para esse prédio, por um único e simples motivo: a maioria dos sócios do Olimpo morava ali, menos Thalia e Nico, que agora moravam em uma casa perto do Central Park. Isso não fazia diferença para Annabeth, quanto mais longe estivesse deles dois, melhor seria para ela. Diferente do que todos fazem, paparicar os chefes era a coisa mais sem graça para se fazer. Ela tinha autoconfiança suficiente para saber que nenhum dos dois seria louco de colocá-la para fora da Corporação Olimpo.

A campainha tocou de um jeito suave e a garota de pijama ridículo se arrastou até a porta, esperando encontrar seu marido querendo ficar mais tempo com ela. No entanto, apenas viu Silena usando um daqueles seus modelos nada formais para uma mulher que trabalha em uma empresa de advocacia. Os cabelos dourados estavam em um coque bem feito com a franja bagunçada, usava uma jaqueta vermelha por cima de uma blusa desgastada branca, uma calça de couro, talvez, preta cobria suas pernas grossas, por fim, um sneaker de salto. Annabeth teve que bufar.

– Você é uma publicitária em uma empresa de advocacia, não um estereótipo da França. – brigou

– Por isso mesmo tenho que andar arrumada. – rebateu, entrando na casa e se jogando no sofá. – Primeiro, querida amiga, tenho algumas novidades para você.

Os cabelos de Annabeth se desenrolaram pelos ombros e os olhos dançaram pela sala, imediatamente, focando na bolsa de alguma loja cara que Silena tinha passado.

– O que é isso? – perguntou, apontando, quase com medo.

– A primeira novidade é: sua secretária não é mais só... Sua. – frisou, a sobrancelha loira arqueou-se – Isso mesmo. E nem me olhe assim, Melanie acabou de me ligar, totalmente irritada, porque além de ser a sua secretária, foi chamada para ser a secretária de ninguém mais ninguém menos do que Percy Jackson.

Ah, não... Os pensamentos de Annabeth ficaram confusos de um jeito assustador, ela não sabia mais o que fazer. Afinal, aquele nome te dava recordações um pouco... Excitantes, e mesmo que fosse levar em conta em um sentindo bom, seu corpo começava a estremecer e ela lembrava-se o que tinha acontecido ontem em um restaurante velho.

– Annie? Você está aí?

– Oi? Claro, pode continuar.

– Suponho que você não ouviu nada do que eu disse. Enfim, a segunda novidade é: eu trouxe uma roupa nova pra você! – disse alegre

Os olhos claros, talvez puxado para o azul, se revirou. A garota limitou-se a jogar seu prato no centro e olhar a roupa que sua melhor amiga tirava da bolsa amarela com roxo. Um saia mullet azul escura, uma blusa branca com uma foto tom de sépia sobreposta – um homem com óculos escuros redondos e uma expressão séria – por fim, sneakers de salto da mesma cor da saia. Silena fez questão de abanar a pulseira de prata.

Dias assim, Annabeth já esperava. Uma vez no mês, Silena saía para fazer compras feito uma doida, e como ela chamava a maioria das meninas do Olimpo de falsas – e não suportava nenhuma delas -, gastava dinheiro com Annabeth, roupas que ela nem precisava, porém se ela não as vestisse... Bom, Silena com raiva não era uma coisa tão boa de se ver.

– Vai logo tomar banho. Eu quero ver uma briga sangrenta entre você e aquele cara que se acha.

– Bom... Em relação a isso, Si... – Annabeth murmurou, olhando para as mãos inquietas – Ele é o chefe e hm... Você sabe, ele é quem manda.

– O quê? Até ontem, você estava querendo arrancar o pescoço dele com os dentes e... ei, o que foi isso no seu pescoço?

Oh, não... Por favor, não.

Silena se levantou do sofá, batendo o salto e apertou uma mancha vermelha no pescoço de sua amiga.

– Você e Luke, finalmente... Hm, tiveram uma boa noite de verdade? – argumentou, quase sorrindo

– Não com Luke.

A expressão de Silena foi uma mescla, variou entre o susto, desaprovação, diversão e surpresa. Então, Annabeth começou a detalhar tudo, desde quando chegou lá e quando ele a beijou do nada... E de como sua língua era perfeita.

– Ah, sim, você vai ter uma boa conversa com ele... – Silena disse, com um sorriso maroto – Estou falando sério, ele vai fazer isso e pronto? Acabou? Ah, não, você também vai mostrar que é boa com isso.

– Não, Silena. Eu me sinto... Mal. – confessou – Luke nem sabe disso. Imagina quando ele souber.

– Ele vai surtar. – confirmou – Mas você sabe que eu não incentivaria se isso não fosse bom pra sua auto-estima e felicidade. Estou falando sério. Se ele for atrás, você vai com tudo.

Annabeth soltou um sorriso, e subiu as escadas, tomando uma ducha rápida. Vestiu a roupa e ao olhar-se no espelho, lembrou da maldita marca, procurou uma echarpe – e por insistência de sua melhor amiga, azul – e fez um nó em seu pescoço, grata por ter escondido. Silena fez um rabo de cavalo com os dedos em seu cabelo, junto com uma maquiagem leve, talvez um brilho nos cantos dos olhos e uma sombra cor de cobre na pálpebra móvel – tão clara fazendo um pequeno e discreto contraste com os olhos -, um blush rosa e um batom rosa chiclete. Annabeth quase riu. Parecia uma boneca nas mãos de Silena. Não sabia se a saia azul escura estava combinando com a maquiagem, e nem queria saber, afinal estava se sentindo tão bem. E isso durou até chegar ao Olimpo.

Estava um caos, como sempre. Pessoas correndo de um lado para outro, reuniões sendo marcadas, clientes entrando, dinheiro no caixa, policiais à procura de algum advogado junto com as perícias. Annabeth e Silena poderiam se passar por duas clientes, além da expressão dura que as duas carregavam. Entraram no elevador, sem nenhuma palavra dita e se encaminharam para suas salas com sorrisos discretos.

Ao chegar em frente a sua porta de madeira, Annabeth sentiu falta de Melanie sussurrando-lhe as coisas que teria que fazer hoje, mas não se importou. Não iria brigar com Percy por causa disso.

Ela olhou para o teto alto, deixando soltar um suspiro, as orbes estavam da mesma cor do céu nubloso de NYC, pensando o que faria agora. Esquecer? Seria uma ótima escolha, mas não conseguia deixar escapar os olhos com ondas lentas nem mesmo os cabelos negros bagunçados, ou o sorriso safado. Era como se necessitasse dele ali. E agora.

O que está acontecendo comigo? Ela se perguntou pela milésima vez e olhou para os saltos estranhos em seus pés. Algo apavorante passava pela sua espinha, como um aviso, ela ficou mais amedrontada do que já estava e quando a porta de madeira se abriu lentamente, seu medo se intensificou. O rosto de Melanie estava cansado, mas trazia um sorriso bondoso no rosto.

– Sr. Jackson está te chamando na sala dele em poucos minutos. Disse que é sobre algo... Hm, um caso eu acho, ele não se aprofundou. – avisou

– Como? Agora? – Annabeth perguntou, confusa

– Sim, contudo ele me liberou para fazer resumos de seus casos e mandá-los para a polícia liberá-los para a imprensa.

– Ah, ótimo, eu posso fazer isso.

– Não, ele te quer lá. – reforçou – Desculpe, Sra. Castellan.

O sobrenome de seu marido fez tudo voltar à tona. Ela era errada, não ele.

– Mas ele parece nervoso, bom... Seria melhor que você não demorasse.

– Obrigada, Melanie. – agradeceu

Enquanto olhava seu reflexo na tela do computador. É só agir profissionalmente e não ouvir a voz idiota de Silena em sua cabeça.

Foi o que ela tentou fazer enquanto caminhava para o penúltimo andar.



As pernas de Annabeth tremeram de um jeito assustador quando abriu a porta de madeira dele. Foi fácil achar sua sala. No penúltimo andar, existiam apenas três salas, e as outras duas tinham plaquinhas, escritas “inativas”. Percy estava de frente à porta com uma pose sexy, a perna cruzada na altura da canela, os braços fortes cruzados no peito. Ele parecia mais sexy do que ontem com a blusa social branca, dois botões abertos e uma calça preta, também social. Ele estava sem gravata e fazia com que ficasse mais despojado. Uma música no fundo tocava, era uma voz conhecida, mas ela não sabia se devia perguntar o nome do cantor, talvez Rihanna? Quem sabe, era difícil de adivinhar, ou se concentrar na música.

Percy pensou que poderia aguentar ficar sem ela... Por o quê? Mais cinco dias? E por que fora chamá-la? Realmente, ele parecia um adolescente que teve a primeira vez, fala sério. Mas Percy percebeu que foi o certo a fazer quando viu a saia balançando atrás de suas pernas grossas, levantadas por um sapato estranho, mas ela estava linda, o que fez seu coração falhar, duas... Três ou quatro batidas, quem se importava agora?

Annabeth continuou atrás da porta, esperando as palavras certas virem a boca, eles apenas se olhavam e esse clima estava ficando chato para ambos.

– Preciso deixar claro que o que aconteceu ontem...

Foi difícil terminar. Na verdade, ela engoliu todas as palavras e discurso sobre traição que tinha para falar porque todas desceram por sua garganta já que os lábios vorazes de Percy tomaram conta dos seus em um beijo diferente do que ambos já provaram na vida. Percy prensou o corpo pequeno dela contra a parede, sentindo sua perna nua encostando-se às suas cobertas, os seios dela bateram contra os seus e todos aqueles pensamentos conservadores foram trocados por um sentimento de vingança pervertido e perverso. Annabeth desceu suas mãos para o cinto de couro que ele usava, abaixou a calça dele com força, o deixando apenas com uma cueca branca... Ela mordeu os lábios quando viu de esguelha porque ele estava tirando seu echarpe rapidamente e aprofundando seus lábios para um de seus pontos fracos, Annabeth gemeu com o seu contato e acariciou o membro de Percy que começava a ganhar vida. Ele gemeu com o contato, apertando Annabeth de um jeito assustador na porta... Ela gemeu, talvez de dor, talvez de prazer, era difícil distinguir. Mas a Annabeth preservada saiu do seu corpo quando continuou a estimular seu membro.

– Vou fazer ele gostar de mim. – ela sussurrou em seu ouvido, de forma provocante ainda acariciando-o.

– Não se preocupe com isso... Ele já gosta... Até demais. – resmungou, jogando seu corpo contra o dela e espalhando beijos pelo seu pescoço e descendo para o colo.

As orbes tempestuosas ganharam mais alguns raios, como o céu azul se abrindo em um dia nublado. A mão pequena e fria dela adentrou em sua cueca e o homem de queixo másculo e cabelos negros bagunçados soltou um grunhido feroz, novamente, brincando com seu pescoço, ela começou a estimulá-lo levemente.

– Eu gostei de sua saia. – elogiou, afastando-se dela, o que a fez soltar um muxoxo, afastando também sua mão boba

Percy desceu a saia aberta na frente se deparando com a blusa grande, tirou-a e viu que ela não usava sutiã.

– Uau. – ele soltou com o coração quase saindo pela boca

As bochechas douradas dela ruborizaram, ganhando um tom avermelhado, mas Percy não se prendeu a isso, sua boca acariciou os seios redondos e rosados da mulher incrível a sua frente, mordendo os mamilos eretos. Annabeth se encostou com mais força a porta e puxou os cabelos de Percy, ele riu com a cabeça no vale entre os seios, ainda apertando os dois seios com as mãos, os beijos foram para o umbigo, mas Annabeth o empurrou com o pé.

Ele cambaleou confuso, até cair no chão e ela se sentar em cima do seu membro, rebolando. Percy deu um sorriso safado e jogou os braços musculosos e bronzeados para trás do pescoço, os seios dela balançando em sua frente... Sua ereção aumentando a cada segundo. Os olhos dos dois não se desconectavam sempre juntos. Verde no cinza. Annabeth abriu as pernas dele e se pôs entre elas, o que o fez arquear a cabeça, ela abaixou a cueca olhando o membro, com os olhos famintos. Percy mordeu o lábio inferior, jogando a cabeça para trás, gemendo. Apenas o olhar dela fazia seu membro latejar. Elaparecia uma tigresa, pronta para atacar a vitima. Decretou, e isso a fazia ser mais sexy ainda.

Annabeth estimulou o membro com as duas mãos ouvindo os grunhidos e gemidos estrangulados do homem, ela se aproximava, insegura, e mesmo que não soubesse o que estava fazendo, quase matara Percy com um infarto, talvez um AVC, quem sabe. Ele não costumava olhar, afinal sentir era o bastante. Entretanto os olhos ingênuos dela, e o jeito que os seios dela encostavam-se a seu membro de um jeito “sem querer”... Era um crime se ele não olhasse tudo isso. Por fim, Annabeth começou a lamber, Percy apertou os olhos com força, gemendo baixinho e dizendo que essa era a pior tortura que já passara na vida, Annabeth ouvia, dando sorrisinhos enquanto mordia levemente. Ela percebeu que já estava na hora de parar quando as mãos dele se fecharam em punho, procurando algo para apertar. Então, ele se sentou, confuso. Ela estava de pé e ele não entendeu isso, mas segundos depois, lá estava o novo chefe tirando a calcinha rosa com os dentes e a jogando de lado. Percy não conseguiu deixar de pensar: Onde esta mulher esteve por toda minha vida?

Ainda estava sentado quando seu membro estava mais latejante de tantas vezes na vida dele. Percy a desejava e precisava dela... Agora.

– Annabeth... – ele gemeu

Ela sentou-se em cima de seu membro, posicionando-se e cavalgando, lentamente, de um modo sexy. Percy soltou um grunhido, talvez alto demais... Uma das mãos de Percy estava em suas costas, ajudando-a e fazendo com que ela fosse mais rápido e com mais força, a outra mão estava em cima do piso de madeira, mas Annabeth pegou-a e colocou em cima de sua boca, mordendo e lambendo. Percy quase delirou. Embora Annabeth ainda não soubesse o que estava fazendo de verdade, vê-lo quase louco deixava feliz e excitada, ela continuou a cavalgar mais forte e mais rápido. Ela levantou-se – o suficiente para que seus seios ficassem na altura de seu rosto -, ele lambeu o vale entre seios e depois mordeu um dos mamilos com força, Annabeth gemeu alto... E se sentou de uma vez, Percy segurou suas costas com as duas mãos, movimentando-a de um jeito inacreditável.

– Eu te quero... – ele gemeu em seu ouvido e ela só conseguia sorrir enquanto cavalgava

Primeiro, ele chegou ao ápice, mas ele continuou com as mãos firmes nas costas de Annabeth, ajudando-a a gozar... Segundos depois, os dois estavam desfalecidos no chão, ela por cima de Percy, bagunçando seus cabelos negros. As respirações ofegantes não pareciam ter fim, os seios médios dela estavam contra a blusa suada dele, Percy ainda acariciava com uma das mãos os seus seios, os dois corações batiam descompassados.

– Eu acho melhor... Eu ir. – apontou para a porta atrás de si

– Você... Uau. – Percy tentou formular uma frase, mas parecia difícil demais com seu corpo nu escultural a sua frente – Você é perfeita naquilo e... Eu nunca senti...

Annabeth corou, então ele parou, achando que ela poderia ficar desconfortável.

Desde quando você é respeitoso e educado? Ah, qual é, Jackson, resmungou em sua mente.

– Não, eu acho melhor eu ir...

– O que você queria falar mesmo sobre ontem? – ele brincou, olhando em seus olhos, por fim, puxou seu queixo contra o seu e beijou seus lábios com gosto de morango, suas línguas movendo-se em uma dança nova.

– Sem sentimentos. – ela avisou

– Absolutamente nenhum. – confirmou, com um sorriso

– E nada de motéis. E ninguém pode suspeitar. – pediu

Percy mordeu os lábios, indeciso.

– Nada de motéis, ok. Mas...

– Pra quem você contou? – ela levantou a cabeça, rápido demais, trazendo seus cabelos junto.

– Pro meu primo, Nico. – ele disse, ressentido

– Oh, não... Não... Não. – murmurou de forma repetida.

Annabeth se levantou e sentou-se na barriga dele com as mãos na cabeça, como se fosse o fim de mundo.

Ela é tão ingenuamente sexy.

– Não como se ele fosse falar pra Thalia... Não, ok? Ele... Nem sabe quem é você, eu só disse que era uma mulher do Olimpo. – falou

Annabeth deixou o ar sair dos pulmões, aliviada.

– Ótimo, isso é um progresso.

Ela se levantou dele, começando a vestir suas roupas. Ele fez o mesmo.

– Mas ei, você tem um marido, não é?

Ela corou, até o último fio de cabelo, percebeu. Percy riu.

– Não... Não é nada, é só... Que, hm, eu gosto do perigo. Só queria confirmar. – ele disse

– Tudo bem. Ninguém precisa saber disso, tá? Ninguém.

– Ok, Srta. Mandona. – ele olhou para Annabeth ainda de costa e puxou-a contra si beijando seu pescoço nu – Você não precisa de outra marca... – sussurrou

– Não. – ela murmurou em concordância

Percy sorriu e beijou seu lóbulo, virou-a para si e ajeitou seu batom, todo borrado ao redor de sua boca. Que merda você está fazendo? Por favor, Percy, implorou.

– Agora eu tenho que ir. – avisou

Annabeth abriu a porta de madeira e fez um coque no cabelo preso em um rabo de cavalo, Percy a observou além da porta. A cintura se mexendo e os cabelos se desfazendo do coque em vários cachinhos caindo pelas costas. Ele ia ter essa mulher... Não só para ele. No entanto, mais do que o próprio marido. Ele já tinha conseguido o que queria... Ela estava ao seus pés, ela o queria muito, mas ele não se sentia vitorioso por um simples motivo: Percy a desejava mais do que ela poderia imaginar. E esta é apenas a segunda vez, frisou em sua cabeça. Só faltava dar a outra notícia á ela. “Estamos morando no mesmo prédio”. Não era uma boa pra se dizer no segundo encontro, não, por enquanto.

Where have you been? Cause I never see you out, are you hiding from me? Somewhere in the crowd.