Notas iniciais
leiam as notas finais, seus lindos

Moments


Se qualquer pessoa olhasse o casal sentado nas cadeiras de ferros altas, debruçados sobre o balcão de vidro do Starbucks, suspeitariam que eles fossem velhos e bons amigos tendo uma conversa adorável em uma manhã fresca, úmida e fria em Nova York. A mulher de cabelos loiros encaracolados usava uma roupa diferente e colorida demais para uma advogada, uma boina cinza cobria parte dos cabelos com uma bolinha felpuda em cima, um jeans claro, uma blusa branca de mangas longas e por cima, um sobretudo pesado cinza. Ela até se sentiria desconfortável indo trabalhar com essas roupas, mas seu amigo de trabalho fez questão que ela saísse o mais casual possível. O homem de sorriso torto e olhos verdes atraentes que parecia decifrar seus maiores segredos não estava diferente com seus jeans surrados – mas com uma aparência sedutora -, um casaco fino preto cobria a pele branca e um sobretudo tão pesado quanto ao da garota ao seu lado.

Annabeth pediu um croissant de queijo, pensando em seu lado vegetariano, as narinas finas inflaram ao sentir o cheiro de café forte, chocolate, leite, chantilly misturadas no ar, ela pensou que pudesse experimentar todas, mas poucos minutos depois, o dever de voltar para o Olimpo bateu em sua cabeça. Percy deve ter percebido isso antes dela se dar conta de que viraria sobre os calcanhares e voltaria para o trabalho. Algumas palavras bonitas, resmungos, xingamentos, voz calma foram preciso para que ela estivesse ali sorrindo feito uma criança enquanto esperava seu café especial. Uma mistura de leite, café e essência de amêndoa, na verdade, Annabeth não sabia muito bem o que isso ia dar, mas Percy insistiu que era uma das melhores bebidas que havia provado no mundo, embora ele não tenha pegado a mesma bebida e sim um Caramel Macchiato que era a mescla de leite vaporizado, essência de baunilha e cobertura de caramelo. Annabeth contorceu o rosto, não era uma boa mistura, mas ele ainda afirmava que eles faziam milagres.

Finalmente, seus pedidos chegaram. O cheiro de queijo quentinho misturado com massa espiralava pelo ar, fazendo a garota lembrar-se de sua mãe com seu avental rosa circulando pela cozinha. O café veio junto em um daqueles corpos térmicos, grandes e brancos do Starbucks com o símbolo da empresa.

Percy ficou feliz quando viu os lábios finos de sua nova amiga enrolar o canudo verde fazendo um pequeno beicinho.

– Isso é bom. – ela apontou, com um sorriso ingênuo

O homem bateu a palma da mão duas vezes sobre o balcão com um sorriso vitorioso.

– Eu te disse. – brincou, enquanto pegava os talheres para comer seu brownie de doce de leite e chocolate

Annabeth fez uma careta olhando para seu café da manhã.

– Você sempre come isso? Sabia que isso faz um mal terrível para seu organismo?

– O que falamos sobre a Annabeth-nutricionista?

Os cabelos encaracolados desceram sobre os ombros finos cobertos pelo sobretudo, depois do suspiro, acompanhado de um resmungo que ela soltou.

– Deixe pra lá. – em seguida, ela deu um sorriso e abocanhou parte do croissant com os dentes

Percy mordeu os lábios, vendo os olhos se fecharem lentamente, escondendo as orbes cinzas... Totalmente cinzas, desta vez. Ela mastigou, ainda de olhos fechados, como se não comesse uma comida boa há anos, e seria quase verdade se não tivesse uma amiga como Silena. As mãos pequenas envolveram o copo descartável térmico e bebeu mais um pouco da bebida nova. Ele se forçou para não rir da sua grande ingenuidade. Cortou um pedaço do brownie e levou até a boca, sentindo o gosto adocicado, finalmente se lembrando da semana agitada que teve com sua nova ocupação em Nova York.

Tudo foi rápido demais: se livrar de Rachel foi a primeira coisa que ele conseguiu fazer e quase soltou fogos com isso. Não terminou com ela porque tinha na mente que se ficasse solteiro, a suspeita que Annabeth estaria traindo seu marido seria maior já que praticamente todo dia ela estava em sua sala. Claro que tinham desculpas – ótimas desculpas, aliás – mas sempre é bom se prevenir, principalmente quando está ao redor de pessoas que foram formadas para desvendar mistérios. Nesse tempo, eles não só faziam sexo, mas saíam para jantar – e Luke não parecia se importar com isso, dizendo que estava feliz por ela: “você está domando a fera”, era o que dizia.

E se ele não se importava, Annabeth muito menos. Receber e dar prazer até cansar era algo novo para ela e não queria parar, com certeza.

Eles descobriram que tinham uma paixão louca por massas, qualquer que fosse a massa e amavam comida italiana, claro. Ela ficou sabendo que sua cor favorita era azul e que tinha o sonho de sair velejando por toda a costa de Long Island, soube também que ele odiava essa cidade barulhenta e poluída, diferente dela, e que Annabeth foi a única coisa realmente boa que aconteceu com ele desde que chegou. Óbvio que ela corou quando ele disse isso, mas ela deu um sorriso reto e forçado.

Percy percebeu que ela nunca sorria com sinceridade, e já fazia uma semana e quatro dias que estava com ela, junto com os finais de semana e não conseguia tirar um sorriso dela. Por enquanto, ele estava determinado a fazer isso.

– Ande com isso rápido. – ela pediu entre mordidas – Eu não quero chegar atrasada... Com você. – frisou

Ele riu.

– Não se preocupe, é bom que não se esqueça que moramos no mesmo prédio.

As orbes cinzas reviraram, começando a trazer os pequenos e calmos raios azuis claros.

– Não se preocupe...

Annabeth não se preocupou muito e continuou comendo seu croissant, rapidamente, quanto mais rápido atravessasse as duas quadras que a dividiam dos seus trabalhos, melhor seria.

– É melhor não comer assim... Pode, hm, se engasgar, sabe. – Percy avisou enquanto mastigava seu café da manhã

Ela não respondeu. E deu um pulo do banco de ferro com o copo do Starbucks na mão, diferente de sua massa, ela bebia o café calmamente, saboreando o novo sabor. Annabeth olhava firmemente para o homem dos cabelos desgrenhados a sua frente, como se o tivesse obrigando a terminar aquilo da maneira mais rápida que conseguisse, neste caso, engolindo tudo sem nem ao menos mastigar.

– Você sabia...

– Ah, não, não, não. Nem tente começar a me enrolar com seus discursos longos e blábláblá, só termine... – ela olhou enojada para o prato branco, como se fosse uma arma altamente fatal do exército – isso e vamos embora.

– Annabeth... – ele tentou

– Percy! Termine logo. – resmungou, ainda olhando para ele

Entretanto, ele não conseguiu nem mesmo passar o pedaço que já estava na sua boca, forçou sua garganta a engolir o pedaço grande e tirou do bolso do jeans velhos uma carteira de couro no mesmo tempo que Annabeth tirava da sua bolsa mostarda. Antes que tirasse o seu dinheiro, Percy já a puxava pelo braço carregando seu café em uma das mãos e praticamente a expulsando do Starbucks.

– Você tem que aprender que eu também posso pagar minhas contas.

Ele bufou.

– Eu sei disso, darling¸ o problema é que eu fui criado deste jeito e...

– Esse é um pensamento completamente machista! – rebateu, pisando fundo – Você deveria me deixar pagar.

– Você não quer que eu te beije no meio das ruas de Nova York, quer? – arqueou uma sobrancelha sem olhá-la

Mesmo que não falasse nada, ele sabia que aquilo era um alto e claro “não” quando atravessaram uma rua movimentada. Apenas mais duas ruas e estaria segura, Annabeth pensou.

– Imagina, Annabeth Chase sendo beijada pelo cara mais sexy e sensual do mundo.

Ela deixou um sorriso escapar. No entanto, Percy continuou com o rosto brincalhão. Não era hora de cantar vitória, ainda, pensou, mas seria hoje.

– Isso continua sendo machista.

– Eu sou sensual por natureza. – eles olharam para os dois lados antes de atravessar a Quinta Avenida, já estavam perto – Com todas as mulheres.

– Percebe-se. – suspirou, quase como um resmungo

– Qual é, Annie, não acredito que você realmente quer ir trabalhar.

– Eu sou paga para isso. – rebateu

– E adivinha quem te paga? Ah, é, eu.

A brisa gélida jogou os cabelos leves e louros para trás de suas costas, contrastando com o cinza claro, a mesma brisa fez com que os cabelos negros voassem para todas direções – como se já não estivesse fazendo isso. No final, ela soltou uma risadinha.

– Você poderia ser comediante, sabe.

– Sei que sou um branquelo e... – ele inflou as narinas – como agora, meu nariz fica vermelho, mas realmente, Annabeth, eu não pareço um palhaço.

Ela riu, levantando a cabeça e dando uma visão bonita para ele. Percy quase gritou de vitória.

Gritar? Por uma mulher, o que está acontecendo com você, cara?

– Não, você não parece. – apertou a alça da bolsa no ombro, deixando o ar escapar de seus pulmões

Chegaram ao Olimpo. O hall movimentado e lustroso tão conhecido por ambos, o teto alto e a fachada intimidadora era familiar, a recepcionista falando em um telefone e digitando furiosamente no computador, também era normal. Chegarem juntos com roupas – quase coloridas –, bebendo copos gigantes de Starbucks... Não, isso não era normal, parecia uma ilusão para os outros, uma paisagem diferente de acontecer. Eles não perceberam, entretanto, ou fingiram que não. Adentraram o elevador, Percy batia o pé impaciente no chão que parecia de ouro, mas Annabeth ainda bebia o café, e percebeu porque Percy o elogiou tanto, no mesmo tempo que você bebia, você sentia o gosto de café com leite e segundos depois, um gosto de amêndoas impressionante. Ela não sabia como ele adivinhara isso, mas amêndoa era sua fruta preferida, depois, talvez de framboesa, morango e groselha.

– Ótimo, chegamos ao inferno. – ele murmurou

Annabeth sorriu e bateu em seu pé com seu salto, também cor de mostarda.

– Acabamos de chegar, é só... Sorrir. – ela deu de ombros, no momento em que as portas pesadas do elevador se abriram e revelaram uma Melanie pronta para dizer tudo

– Bom dia, Sr. Jackson.

– Bom dia, Srta. Collins.

– Tchau, Sr. Jackson. – Annabeth deu um aceno preguiçoso batendo os saltos no piso de madeira

Percy soltou um sorriso torto – e sedutor, ela teve que acrescentar.

– Espero que tenha gostado da minha opção no Starbucks. – falou, balançando seu copo em sua mão

Antes que Annabeth lhe lançasse um olhar nervoso e zangado, as portas se fecharam e ela viu uma Melanie a olhando, confusa.

– O que temos para hoje, Mel?

Logo, sua secretária começou a despejar os processos em andamento, os que ela deveria começar e coisas básicas, algumas fofocas e o que ela queria de almoço. Annabeth optou por um hambúrguer vegetariano e algumas frutas, Melanie deu um sorriso antes de fechar a porta e desaparecer por boas três horas.

– Sra. Castellan?

Annabeth se remexeu, desconfortável na poltrona executiva. Não estava tão acostumada nas pessoas lhe chamando de “senhora”, a voz de Percy ecoou em seus ouvidos a chamando de Annabeth ou de Srta. Chase, sua voz rouca ficava tão bonita e sexy. Ela balançou a cabeça, em negação. O que estava acontecendo?, ela pensou confusa

– Oi? – respondeu à voz meiga de Melanie

– Srta. Beauregard quer falar com a senhora.

Annabeth deu um suspiro de alegria e deixou os papéis caírem na sua mesa de carvalho.

– Pode deixá-la entrar.

Quando o rosto em formato de coração adentrou a sala morta de Annabeth, ela sentiu todo seu corpo se alegrar, sua melhor amiga estava ali com os cabelos presos em um coque de trança, usava um vestido preto com saia rodada e uma jaqueta jeans de aparência surrada. Annabeth se lembrou que era apenas aparência, deveria ter acabado de sair de uma fábrica Gucci ou Prada, quem sabe.

– Você já sabe da novidade?

– Que você não trabalha?

Silena não pareceu se afetar com isso, afinal, nem era advogada mesmo. Apenas trabalhava no marketing e publicação da empresa, embora fosse formada nas duas áreas.

– Seu marido recebeu ordens diretas – destacou – de Percy Jackson para encerrar aqueles casos de Thalia. Na Califórnia e na Carolina do Norte?

– O quê? – Annabeth quase gritou

– Aliás, amei seu sapato, eu disse?

– Você não viu meu sapato, Silena. – rebateu, furiosa, levantando-se da poltrona e andando de um lado para o outro – Ele não pode fazer isso...

– Ele pode. Luke estava focado apenas em seus casos, e por alguma maneira, o seu...

– Sh! – repreendeu sua amiga

– Chefe. – corrigiu antes de falar – Ele brigou com o seu marido.

– Como você sabe de tudo isso? – a garota de cachos perguntou, desconfiada

– Ah, Annabeth, você sabe que eu não sou fofoqueira em si, mas eu sei de tudo. E se eu não me engano, um dos dois vai vir te procurar em poucos minutos.

– Mas... Será que ele vai vir se despedir de mim?

– Não aja como uma adolescente, Annie!

Batidas irritadas soaram na porta e fez com que o corpo de Annabeth estremecesse. Poderia ser um dos dois, como se estivesse em um difícil triângulo amoroso. Ela nem estava percebendo que deixou Percy subir para a sala dele, o quê? Meia hora atrás e isso já estava acontecendo.

– Acho que deve ser um...

Luke abriu a porta. Seus cabelos loiros estavam bagunçados, mas uma de suas mãos jogou para um lado e pronto, estava correto de novo. Usava um terno cinza sem gravata e ao olhar para Annabeth com um olhar de quem repreendia suas roupas, ela quis se encolher e se esconder de seu próprio marido, mas continuou em pé ao lado de Silena. Ela percebeu que ele era diferente de Percy, tinha olhos azuis sérios diferentes dos olhos verdes brincalhões...

– Amor? – ele atravessou a sala com poucos passos e colocou as mãos pesadas em suas bochechas

Percy tinha mãos grandes e pesadas, mas pareciam flutuar quando estavam no seu corpo.

– Sim? – perguntou, com os olhos ingênuos

– O idiota do nosso... – então, ele percebeu a presença de Silena, quieta sentada na cadeira e pigarreou – Nosso chefe, bom, ele me mandou para Carolina do Norte e depois para a Califórnia, eu vou ficar um mês longe. – explicou – O momento em que os verdadeiros chefes chegarão.

– Eu sei que fará um bom trabalho. – garantiu – Não se preocupe comigo.

Ele suspirou e lhe deu um selinho nos lábios.

– Bom, eu vou fazer minhas malas. – repetiu os mesmos passos e saiu da sala

– O que foi isso? – Silena disse pausadamente, levantando-se da poltrona de visitantes – Ele te deu um selinho e... O quê? Foi embora?

– Acho que foi isso.

– Desculpa perguntar, mas como foi que Percy se despediu daquela vez que foram pra casa dele?

Annabeth sentiu as bochechas queimarem de um jeito terrível – como se todo o seu corpo voltasse a pegar fogo –, lembrando-se de ter colocado o vestido rosa longo, estava indo abrir a porta então Percy apareceu com uma panela cheia do brigadeiro que fizeram juntos, apenas de cueca, a encostou contra a porta e a beijou até perder o fôlego e se jogarem no sofá branco.

– Foi bem diferente. – confirmou

– Espero que note isso.

Então, Silena se encaminhou para a porta de madeira e Annabeth ainda ouvia seus saltos batendo no piso de madeira. E Annabeth notou que realmente... A despedida de Percy foi bem melhor, Luke nem ao menos disse uma palavra realmente carinhosa.


Não demorou muito para Melanie avisar que teria que ir almoçar depois trazer o almoço de “Sr. Jackson” e em seguida, o seu. Annabeth tinha vontade de chamar Melanie de idiota e retardada por não entender o quanto tudo estava milimetricamente armado, no entanto, seu coque cor de ouro se desfez caindo em cascatas pelos ombros quando ela assentiu com um sorriso forçado. Ainda lia calmamente o email que a perícia lhe mandara sobre seu caso preferido, Annabeth tinha tudo para ganhar, mas ainda teria que reler aquilo mais algumas vezes até ter uma fórmula bem formada na cabeça, teria que impressionar os sócios com seus discursos e dilemas e mesmo que não quisesse, queria muito impressionar seu chefe, Percy Jackson, deveria ser o melhor presente para o seu enorme ego que começava a inflar-se no momento que imaginava o rosto de Percy orgulhoso, em seguida, sua voz rouca perto de si, sussurrando... Ops, não era sua imaginação.

Ela não sabia como ele conseguiu passar pela porta e estar atrás dela, com a cabeça baixa sussurrando coisas, fazendo com que sua respiração batesse contra seu pescoço, deixando sua pele arrepiada... Suas mãos grandes eram calejadas, mas ao mesmo tempo trazia uma suavidade e segurança para o corpo de Annabeth, elas massageavam os ombros tensos dela e suspiros saíam de seus lábios frequentemente, Percy sentia o corpo pequeno de ela estremecer-se a cada aperto, e aquilo só fazia que seu ego inflasse ainda mais, mesmo assim admirando-a.

– Você mandou meu marido pra longe... Isso tudo porque...? – ela deixou a frase no ar, encostando-se na poltrona, descansando-se

Percy deu um sorriso torto.

– Porque ele é insuportável. – afirmou – Ele queria brigar comigo, você acredita nisso? Disse que ele ainda não deveria ir porque a policia ainda nem tinha os fatos completos, mas você sabe... Eu mando aqui.

– Você sabe que as suspeitas vão crescer. Isso foi idiota de sua parte.

– Mas eu precisava disso. – Percy sussurrou, mas não estava tão calmo como antes, suas mãos desceram pelos seus ombros e apertaram seus seios em suas mãos – Eu precisava desse tempo com você. E agora eu tenho.

Annabeth se controlou para não gemer.

– Sabe, — ele virou a poltrona para si, fazendo os olhos abrirem assustados – eu te quero. Agora. – disse com urgência em sua voz

Ela se levantou e refez o coque, nervosa, afastou Percy de si e andou pela sala, respirando fundo, suspirando e tentando manter a calma. Não podia se entregar a qualquer momento que ele quisesse, ela não era esse tipo de mulher... Mas ele causava um desejo louco no seu corpo. Percy não entendeu o porquê de ela agir assim, mesmo assim andou até ela e enlaçou sua cintura com seus braços, aproximando seus corpos.

– Eu sei que isso pode ter sido idiota, mas... Eu simplesmente queria ficar mais com você.

Ele encostou seu nariz carinhosamente no dela, sentiu seu coração bater descompassado e estava se obrigando a fazê-lo bater normalmente, mas ele não o escutava, continuava com aquilo. Implorou para que Annabeth não estivesse ouvindo isso, mas ela não estava. Os batimentos de seu próprio coração ecoavam em seus ouvidos, ela estava envergonhada e corada.

– Isso vai ser perigoso, para nós dois. – ela levantou o dedo, apontando para si e depois, para seu amante

– É, eu sei. Ei, o perigo é tão legal... E excitante. – ele mordeu seu lábio inferior, ouvindo o gemido baixinho dela

No entanto, ela fez algo que o surpreendeu. Empurrou seu peito e o fez deitar no pequeno sofá, um sorriso grande já se formava em seu rosto, Annabeth se sentou de joelhos ao lado e mordeu seu queixo, passeando a mão pelo peito largo dele, lambeu seu pescoço e novamente, mordeu levemente seu ombro, podia vê-lo excitado, e isso te trazia uma grande satisfação. A mão grande dele puxou a nuca dela com brutalidade para trazer aos seus lábios, mas ela hesitou mesmo que sua mão a tivesse forçando.

– Hoje não, Percy. – murmurou contra o seu rosto

Ele travou o maxilar, e grunhiu.

– Você nem gosta do sexo dele! – brigou

– É, eu sei... Mas, eu já disse que você foi idiota?

– Nem um pouquinho? – pediu fazendo um beicinho

– Não. – ela se levantou, e ajeitou o cabelo

Percy levantou-se e puxou sua cintura, se jogou no sofá com as pernas torneadas dela envolvendo seu quadril, ele deu uma mordida forte em seu lábio inferior e fez com que seus membros se tocassem, com força.

– Eu preciso de você... – sussurrou contra os seus olhos fechados – e você precisa de mim. É só uma troca.

– Melanie já deve tá chegando. – ele bufou, e apertou a cintura fina em suas mãos

– Eu não me importo. Eu preciso de você. – repetiu

Ela desceu de seu colo, tentando esquecer-se da pressão que seu membro fez contra sua intimidade. Ela só pensava em coisas terríveis mentalmente, mas teve um sorriso calmo no rosto.

– Que ótimo, mas hoje não.

Percy não debateu, resmungou alguns palavrões bem feios, ouvindo a risada maliciosa atrás de si, bateu a porta com força e viu Lee Fletcher – se não se enganava – com uma pasta preta, ele o olhou assustado, Percy passou as mãos pelos cabelos, desgrenhando-os ainda mais, estava com raiva e pouco lhe importava se ele desconfiaria ou não, a única coisa sensata que deveria fazer agora era correr até o banheiro mais próximo e se aliviar, até esquecer a sensação de ver Annabeth brincando consigo.

Hearts beats harder, time escapes me, trembling hands touch skin and makes this harder...

Notas finais
Eu sei, eu sei que eu tô demorando a postar, mas ajudaria se vocês deixassem alguns reviews, recomendações, sei lá... De qualquer jeito, espero que tenham gostado, ok?