Chasing The Sun
5 Turn Me On.
Notas iniciais
Turn Me On
Ali estava Percy, saindo de sua cama bagunçada há dias, tomou seu banho rapidamente, vestiu um jeans qualquer, não estava disposto a trabalhar hoje e não iria, colocou um suéter preto e olhou pela janela. Estava chovendo na cidade de Nova York, as gotas pareciam leves e ricocheteavam contra a janela de vidro do apartamento grande e extremamente bagunçado de Percy. A sala estava cheia de roupas sujas e quando se lembrava da sua escada, lembrava de Annabeth correndo apenas de calcinha para o andar de cima. Ele nunca esqueceria essa cena. Abriu a geladeira e não viu nada, além de centenas de coisas podres. Xingou em voz alta e jogou o resto da comida que restava no lixo.
Que se dane, alguém faz as compras pra mim depois, resmungou na sua mente.
Calçou os tênis e já tinha previsto algo pra fazer no seu dia de folga hoje. Fazia uma semana desde que o marido de Annabeth tinha ido para a Califórnia, para a felicidade de Percy, ele disse que teria que ficar mais alguns dias lá porque o juiz disse que queria mais provas e averiguações e blábláblá, nada que Percy deveria se importar. Tinha ligado para ontem para Thalia, e ela disse que sua lua de mel estava perfeita, perguntou sobre os casos e ficou surpresa quando Percy disse sobre o Luke, ele não entendeu muito bem, mas parou de comentar, só de ouvir o nome daquele idiota, tinha vontade de vomitar. Nesta semana, ele e Annabeth saíram muitas vezes, claro que escondidos. E ele descobriu mais algumas coisas sobre elas, do tipo: amava qualquer coisa que fosse feita de frutas vermelhas, principalmente iogurtes e sua fruta preferida era amêndoa, por isso, ele mesmo lhe deu uma pasta de amêndoa que comprara no supermercado. Ele até pensou que Rachel havia esquecido ele, mas quando ela o ligou dizendo que não poderia voltar por uns três meses, quase soltou fogos. Ele nem queria lembrar sobre o que ela tinha dito, agora, descia o elevador para o andar de Annabeth. Nada melhor que uma comida caseira dela, embora odiasse suas comidas saudáveis e todo aquele discurso, quando ela fazia uma daquelas saladas cheias de coisa para ele no almoço, ele pensava que poderia explodir em centenas de fogos coloridos.
Bateu na porta branca e começou a bater o pé, impaciente.
Tocou a campainha e esperou uns dez minutos.
Annabeth não acreditou que alguém tocaria sua campainha no seu dia de folga! Amava seus dias de folga, dormia tarde assistindo temporadas de The Vampire Diares e tinha medo de dormir sozinha, então colocava na temporada de New Girl e dormia no sofá, no entanto, estava querendo que Luke, não, Percy estivesse com ela pra colocá-la pra dormir do jeito mais cansativo do mundo, contudo, não inflaria mais o ego dele... Não procuraria por ele. Olhou para o relógio, eram oito horas da manhã. Só podia ser Silena, mas ela não sabia o porquê dela estar ali, afinal hoje ela estaria trabalhando, não era?
Annabeth desceu as escadas, cambaleando, não conseguia abrir os olhos direito, não se preocupou com a camisola que usava, afinal, era sua melhor amiga que estava ali. Seus cabelos deviam estar um ninho, mas não se preocupou quando abriu a porta.
Percy tentou deixar a boca fechada, ele tentou não babar, ele tentou se manter sério e não ficar excitado tão facilmente com a visão que predominava seus olhos, mas... Céus! Ela usava uma camisola até a metade das coxas totalmente transparente, Annabeth não usava sutiã, ou seja, seus seios estavam perfeitamente à mostra para ele e sua calcinha branca só fazia Percy querer sair de lá e prensá-la contra o chão. Os cabelos bagunçados pareciam uma juba sexy que emoldurava o rosto fino.
– O... O que você está fazendo aqui? – gaguejou
Percy não teve tempo de apreciar seu rosto de nobreza clássica surpreso, ele entrou no apartamento e bateu a porta.
– Estava adivinhando que eu ia vir tomar café aqui?
Annabeth arqueou a sobrancelha.
– O quê?
Percy observou os cílios cor de ouro piscarem levemente, ainda surpresos.
– Sabe, eu tirei o dia de folga.
– Não... – ela riu, sem graça – Hoje é o meu dia de folga e você não pode simplesmente decidir que...
– Ei, é só a manhã... De tarde, eu volto. Eu estava com uma dor de cabeça horrível.
Abraçou sua cintura, e a prensou contra a parede, beijando seus lábios. Annabeth pensou em seu hálito terrível de manhã, ele pareceu não perceber já que explorava a boca dela com fervor, bateu seu corpo contra o dela de forma bruta soltando um gemido prolongado.
– Hm... – ela gemeu novamente quando seus beijos desceram ferozes pelo seu pescoço – Isso é uma abstinência de sexo?
– Quatro dias e cinco horas, quarenta sete minutos e alguns ridículos segundos... – murmurou entre mordidas no seu pescoço – Isso não é nada legal.
Ela soltou um riso estrangulado, mas o empurrou.
– Ok, pode sentar aí. Eu vou fazer um bom café da manhã para gente.
– Você já satisfazia tudo.
As orbes cinzas se reviraram enquanto se encaminhava para a cozinha. Percy bufou, mas a deixou ir.
O homem frustrado esticou as pernas sobre o centro de vidro, as calças folgadas davam um ar bad boy aos cabelos negros desgrenhados e aos olhos verdes brincalhões. Ele olhou as costas, praticamente nuas, de Annabeth antes de abrir a boca.
– Você está sentindo isso? – perguntou
Ela arqueou a sobrancelha, ainda de costas preparando o café da manhã de ambos e confusa, piscando os cílios cor de ouro, voltando-se para Percy com sanduíches, um de pasta de amendoim coberto por uma pasta de amêndoa e o outro com alfaces extremamente verdes, um creme pastoso de atum – em várias coberturas, deve-se dizer -, tomates em rodelas salpicados de pequenos pedaços de cebola, sal, azeite e vinagre. Pelo menos, foi assim que ela fez da última vez que esteve na casa dele em frente daquela geladeira assustadora cheia de energéticos, comidas congeladas e gordurosas, carnes em abundância e talvez, um pequeno encontro com vegetais puros e recém-colhidos, Annabeth até tinha pensado em fazer compras pra ele.
– Isso o quê? – ela perguntou enquanto seguia com a bandeja de aço
– Você sabe, isso. – ele frisou, com um sorriso zombeteiro
– O que você quer que eu diga, Percy? – revirou os olhos, sentando-se no sofá ao seu lado, despejando o suco de laranja em ambos os copos e pegando seu sanduíche com o guardanapo
– Que tal: “Percy, eu te quero aqui e agora”, seria uma boa opção. E ah, que tal jogar pasta de amendoim por todo meu corpo?
Annabeth riu, levando as costas da sua mão para limpar um rastro de pasta que escorria pelo canto de sua boca, assim, inclinando a cabeça. Percy sorriu, em seguida, admirando o som de sua risada leve e doce. Ela deu mais duas mordidas consecutivas no sanduíche, talvez animada com o sabor na sua boca, Percy pensou.
– Estou falando sério. – rebateu
– Eu também estou. – disse, indiferente – Coma logo isso, deve ser a única coisa saudável que você come em meses.
– Talvez seja. – deu de ombros
– É... – ela murmurou e deu alguns goles grandes no suco de laranja, em seguida, bocejou
– Eu te acordei, não foi?
Assentiu, ainda sonolenta.
– Eu teria que acordar uma hora mesmo, mas antes que pergunte, sim, eu estou com raiva por ter me feito acordar.
A boca vermelha se abriu em um sorriso no rosto másculo.
– Nada melhor do que me ver assim que acorda. – ele deu de ombros
Annabeth terminou seu sanduíche e bebeu o que restou do suco, Percy já tinha terminado há algum tempo e começava a resmungar dizendo que aquilo não o enchera por completo, mas Annabeth tratara de ignorar, ele podia ser tão irritante, às vezes.
– Sabe, — ela começou – parece que temos uma relação emocional aqui, e você sabe que...
– Que não é isso que queremos? Óbvio que eu sei e não, não estou vendo nenhuma relação emocional, talvez, apenas, uma relação entre amigos. Sabe, amigos com benefícios... Você desabafa comigo sobre sua vida monótona e...
– Você fala como é bom dormir até tarde assistindo filmes pornôs na televisão.
– Você parece uma menina casta, sabe, e virgem.
– Que pena. – ela bateu as mãos nas coxas nuas e Percy não pode deixar de olhar
– Ah... – pela primeira vez na vida de Annabeth, ela viu seu amante corar, parecia uma coisa nova e tão fofa, ela queria poder apertar sua bochecha e mordê-las... Ela ficou assustada com os próprios pensamentos ridículos e românticos – eu queria testar uma coisa nova, sabe...
– Não, calma aí... Não importa o que você queira fazer, eu não vou tirar minha roupa.
Dessa vez, Percy soltou uma alta gargalhada.
– Como se pudéssemos chamar isso de roupa.
Annabeth revirou os olhos, irritada, mas fez um movimento indiferente, fazendo com que Percy continuasse.
– Sabe, ahn... – ele mordeu os lábios
– É impressão minha ou você está nervoso? – ela colocou sua mão em cima de sua coxa
– Não, não – ele balançou a cabeça –, só estou com medo de que você diga não.
– Pode ser muito provável, mas diga eu estou curiosa.
– Bom, eu não posso dizer, você só tem que me falar, se topa... Ou não.
Annabeth mordeu os lábios, a curiosidade corroendo suas veias e seu cérebro trabalhava constantemente avisando a área de perigo, no entanto, seu corpo clamava por ele novamente, e se não fosse por esse meio, provavelmente ficariam sentados falando sobre idiotices o resto da manhã e ela não precisava mais disso, estavam juntando muito as emoções nos últimos dias.
– Tudo bem.
Não demorou muito para Percy entender a resposta e jogar seus lábios contra os dela em um beijo devastador em cima do sofá de couro. E não demorou muito para Percy hesitar em subir o vestido dela, no entanto, apertou seus seios, como vingança, brincando com todas suas áreas a mostra, suas roupas saíam de uma forma fácil de seu corpo e já estava no chão, ou atrás do sofá, quem sabe.
Ela não sabia o que vinha acontecendo, segundos seguintes, suas unhas arranhavam todo o peito de Percy, ele já estava seminu – apenas de cueca – e se esfregando contra seu corpo, seus beijos desciam insinuantes no pelo seu pescoço, fazendo gemidos escaparem de seus lábios finos, mesmo que Percy quisesse acabar com tudo aquilo, continuou com os beijos e mordidas demoradas no pescoço dela. Annabeth puxava os cabelos negros fazendo seus lábios ficar quanto tempo quisesse ali, mas não ficou por muito tempo... Como ele estava proibido de tirar a roupa dela, apenas apertou seus seios, mordendo-os por cima do pano fino e transparente. Annabeth não pôde conter um gritinho de satisfação, as mãos grossas descendo pelas laterais de seu corpo, acariciando toda extensão... Em seguida, seus dedos acariciaram sua intimidade freneticamente, Annabeth tentava ver sua excitação, mas apenas o que conseguia era ver seu rosto beijando sua pele coberta e seu braço se mexendo em meio de suas pernas. Minutos depois, Annabeth comprovara que um ser humano podia ver estrelas, no momento em que suas pernas deslizaram pelos ombros de Percy e sentiu um suspiro quente no interior de suas coxas, a única coisa que fez, foi apertar as mãos no sofá e esperar por isso. As estrelas dançavam na sua visão e ela mordia os lábios com força, esperando que saísse sangue deles, mas antes que pudesse falar algo ou até mesmo gritar, sentiu algo quente escorrer entre suas coxas. A expressão que Percy fez em seguida, quase a fez rir, ele estava com um sorriso alegre e infantil no rosto... Novamente, ele a surpreendeu, ela queria mandar, implorar, brigar ou gritar pra ele terminar com aquela tortura de uma vez.
Não demorou muito para que ele a penetrasse, sem aviso prévio, arrancando um grito agudo de sua parceira... Ela está entregue, pensou ele dando um sorriso enquanto fazia movimentos violentos e rápidos. Embora quisesse gritar muito, a mão dele tapou sua boca, rapidamente, e seus olhos marotos encaravam os seus enquanto se movia, Annabeth mordeu o dedo médio, com irritação deixando um gemido escapar, Percy desceu os lábios para os seus e deu um beijo avassalador... Então, Annabeth desfaleceu em seus braços, os dois com respirações rasas e ofegantes.
– Isso foi... Uau. – ela sussurrou, boquiaberta
– E ainda não terminou. – Percy murmurou, tentando colocar seus pensamentos em ordens novamente
Annabeth não teve tempo de pensar. Percy arrastou a calcinha sobre as pernas torneadas dela e lambeu os lábios de Annabeth, sentindo a maciez deles, em seguida, gemeu longamente, buscando um grunhido dela. Annabeth o deu, no momento que Percy começou a se movimentar, lentamente... Seu rosto coberto de suor, uma gota de suor desceu pela sua testa e dançou até seu nariz, pingando na testa cheia de pelos dourados de Annabeth, ela ainda estava com os olhos fechados com tanta força que quando Percy entrou totalmente dentro dela, acariciou o seu rosto em formato de coração e quase implorou para que ela abrisse os olhos.
– Você é um garoto horrível. – resmungou, ele deve ter emitido um grasnido
Novamente, lá estava ele movendo-se lentamente, arrancando grunhidos e socos no seu próprio peito. Ele começou a se mover de uma forma provocante dentro dela, se deliciando com os gemidos prolongados e os grunhidos estrangulados. Beijou a ponta de seu queixo e mordeu sua bochecha, deixando ainda mais excitada... Ela iria gozar, ele percebeu com um sorriso, mas fechou quando ela o olhou, irritada. Saiu de dentro dela por completo, as mãos pequenas apertaram os ombros largos por cima de seu corpo.
– Isso – ele entrou por inteiro, com violência e saiu, rapidamente – é para ser treinado – repetiu o movimento, deixando um grunhido escapar – sempre. E... – ele segurou os quadris pequenos em suas mãos, e deu mais uma estocada forte – eu gosto – fez a mesma coisa, quando os cabelos loiros caíram para trás do sofá e ela arqueou as costas – de testar isso com você.
Puf, uma única estocada e ele percebera que não poderia deixá-la chegar ao clímax. Mas Percy treinara há algum tempo atrás. Modelos em Londres, jornalistas em Paris, estilistas na Irlanda, e horas perdidas pensando nas orbes cinzas, escondido no banheiro. Pelo menos, tudo isso serviu pra alguma coisa.
– Isso vai ter vingança.
– Temos que fazer o agora... Sem pensar no futuro. – deixou escapar
A próxima rodada era tão deliciosamente erótica quanto às duas anteriores.
Annabeth se surpreendeu com os movimentos seguintes de Percy, ele a virou de costas... Ela mordeu os lábios, insegura, mas os beijos quentes dele em suas costas, a fizeram se acalmar. Percy a penetrou, lentamente... Annabeth fechou os olhos com força, no entanto mesmo nunca tendo provado esse tipo de sexo, não doeu. Ela apenas sentiu uma súbita onda de espasmos e prazer passear pelo seu corpo, Percy percebeu que ela estava mais calma porque começou a estocar com força, dançando beijos pelas suas costas cobertas e suadas.
– Você é extremamente deliciosa... E gostosa. – ele sussurrou no seu ouvido
Isso só fez Annabeth se excitar ainda mais, jogando a cabeça para trás e inclinando as costas para ele, mordeu os lábios com força e esperou ele a penetrar mais uma vez. O corpo pequeno dela pulsava embaixo dele, quente... Uma erupção perfeitamente deliciosa de ser vista, ele pensou quando depositou seu dedo na sua intimidade, estimulando-a. Annabeth deu um grito alto e rebolou contra Percy, mas ele a separou.
– Acho que irmos para um quarto seria melhor. – pediu
– Não... – respondeu, ofegante – Acabe com essa droga... Agora! – implorou
Percy não estava de bom humor com ela, foi isso que pensou quando ele – ainda nu – a pegou no colo e subiu as escadas de vidro, as mãos passeando pela lateral do corpo dela e a outra massageando o meio do interior de suas coxas. O quarto era o único andar, Percy pensou em centenas de fantasias naquele quarto, mas por enquanto, deitá-la na cama enorme, estava de bom tamanho.
Ele a jogou na cama – literalmente – e Annabeth gostou disso. Sem delicadeza, sem carinho. Só prazer. Percy sentou em cima dela e penetrou-a lentamente, saindo por completo e entrando com violência.
– Eu quero – ele murmurou no seu ouvido – mais. – sussurrou
Annabeth urrou de prazer e tentou rebolar contra ele, mas suas mãos grandes seguraram seus quadris doloridos. Os dois quadris estavam doloridos. Percy estava cansado e tudo aquilo era tão prazeroso que queria se entregar a vontade de despejar-se dentro dela. Mas não. Ia fazê-la ter a melhor noite da vida.
O melhor orgasmo, prometeu.
– Eu quero que acabe. – ela pediu, mordendo os lábios
– Não vai acabar agora. – avisou
Ela só pode soltar um grito, sentindo o seu membro excitado chocar-se contra ela. Percy não estava satisfeito, então começou a estimular sua intimidade com vigor, ouvindo urros, gemidos e gritos deliciosos que ele fazia questão de tentar ignorar, claro... Não podia acabar com tudo quando estava no topo do campeonato. Ele começou a estocar rapidamente, mas de repente, parou e Annabeth soltou um gemido manhoso, em protesto.
– Você gosta do lento? – provocou mordendo seu ombro – Ou do rápido?
– Percy... – ela gemeu
– Eu só vou parar quando você gritar meu nome.
E entrou mais uma vez, lentamente, provocando-a de um jeito inacreditável.
Annabeth não iria gritar. Mas no momento que ele desapareceu de dentro de si, e voltou – como estava costumado a fazer – com violência e brutalidade. Apenas soltou um grito enormemente agudo com a única palavra que a fazia ficar deslumbrada “Percy”. O corpo de Annabeth pulsava abaixo do seu, ele sabia que quase estava no fim. Mais três estocadas e ela gritou seu nome mais uma vez quando chegou ao ápice.
Percy apertou os lençóis de seda com força, revirou os olhos de prazer, sentiu uma pontada aguda na boca do estômago e gozou. E Annabeth veio logo em seguida, duas... Três... Quatro vezes. Ele se deu por satisfeito quando os dois estavam extremamente ofegantes sem conseguir falar nada, além de “ah”, ou “uau” ou “O quê...” e mais nada saía da boca deles. Annabeth se sentia dolorida e por fim, tirou a maldita camisola. Percy conseguiu soltar uma risada frustrada e mordeu o seio dela, com força.
– Eu estou acabada. – ela conseguiu murmurar algo coerente
Percy saiu de trás dela e deitou-se ao seu lado, ainda ofegante. Nem sabia onde tinha todo aquele autocontrole... Aliás, o que aconteceu ali?
– Se aquela foi sua surpresa... Espero que ocorra mais e mais vezes. – avisou
– Só é você pedir, darling.
Annabeth se virou e olhou para o teto, espantada com o que tinha acabado de fazer. Ele já teria feito aquilo trezentas de vezes, mas... Uau, ela nem sabia o que falar. Percy nem sabia o que fazer ou o que falar, apenas puxou seu corpo contra o seu – o dela, ainda de costas – e suspirou em seu ouvido sentindo todo o corpo pequeno, brilhante e dourado pela luz preguiçosa da manhã que entrava sorrateira pela janela, tremer. Ela estava tremendo e por ele. Percy não sabia porque estava tão alegre, o rosto dela não tinha cor e seu corpo estava tremendo, no entanto ela tinha um sorriso no rosto.
– Espero isso mais vezes, Sr. Jackson. – ela murmurou
– Não se preocupe.
Contudo, Annabeth não ouviu. Já estava dormindo. Ele deu um risinho safado, dormindo não, ela desmaiou. Ela estava tão dolorida quanto ele, ainda sentia o líquido dos dois escorridos e se misturando pelos lençóis, obviamente, sujos. Percy tentou tirá-los sem acordá-la, mas estava tão cansado quanto ela, o máximo que fez foi afastá-los com os pés e apertá-la em torno de seus braços. Só se lembrou de apreciar o rosto de anjo dormindo, a pele brilhando por causa da luz do sol, e ela deslizando a mão preguiçosamente pela coxa suada e grudenta dele, em seguida, afundou o rosto nos cabelos suados com cheiro de morango e fechou os olhos, vendo tantas estrelas que pensou que estava no paraíso.
Oh, you make it, make it right, my temperature is super high, if I scream, if I cry, it's only 'cuz i feel alive.
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