Chasing The Sun

28 Ready Or not.


Notas iniciais
HELLO!!!!!

Ready or Not


Annabeth subiu pequenas escadas até chegar à sala de segurança. Dois seguranças estavam de prontidão a frente dela, a loira sorriu levemente e eles deram passagem a ela.

– Carly? – chamou quando adentrou a casa

– Sim, Sra. Castellan.

A loira estremeceu e abraçou os papéis contra o peito. Carly era alta, sua pele tinha uma cor de café e seus cabelos eram lisos, sempre em um rabo de cavalo alto.

– Eu queria que você acompanhasse o Detetive Smith com esse caso. Preciso de todo relatório hoje antes das sete, pode ser?

– Sim, senhora. Aonde é o lugar exatamente, senhora?

Annabeth olhou a sala de segurança mais uma vez. Sentia-se bem ali por motivos que não reconhecia, a sala era rodeada de câmeras e corou ao perceber que sua sala vazia estava em uma das pequenas telas.

– Senhora?

– Sim... Aqui. – ela entregou os papéis – Tem tudo aqui. O lugar, o horário. O suspeito está sobre rígidas acusações e eu queria tudo com uma equipe nossa, eu não consegui, mas confio em você e espero que consiga alcançar as metas.

Carly assentiu e desapareceu atrás de si.

Annabeth deu mais uma olhada em uma das telas e espremeu os olhos até conseguir ver a sala de Percy. Ele estava sentado, vendo alguma coisa em suas mãos e... Rachel. Ela se segurou na cadeira de um dos homens que ficou ereto de repente.

– Aproxime. – ela pediu, o homem o fez rapidamente

Rachel parecia zangada, Percy estava assustado, até com medo, percebeu.

– Tudo bem. – Annabeth bateu no ombro do homem que não conhecia que paralisou, virou as costas e deixou a sala de segurança, descendo as escadas de modo desastrado, pegou o elevador, respirando pesadamente.

Annabeth segurou no curto corrimão que tinha no elevador enorme, vazio. Um espelho gigante se erguia desde o top até o final, ela inspirou o pouco oxigênio que se encontrava ali, tentando fazer com o que seu coração batesse menos rápido, parecia que ele poderia sair de seu corpo, rasgando-o ao meio. Mal viu o que estava fazendo, então podia sentir suas pernas andando trêmulas para a sala de Thalia. Não sabia o que ia fazer, mas mesmo assim, inclinou-se na mesa de sua secretária, Rockie, se não se enganara.

– Sra. Di Ângelo está ai?

– Sim, senhora. Só um minuto.

Annabeth assentiu e passou as mãos pelos cabelos. A sala de Thalia era a central, ao lado direito estava a sala de Percy, tão perto. Poderia entrar ali e resolver tudo. Melanie estava resolvendo as coisas do julgamento de amanhã, por que não poderia simplesmente colocar as cartas na mesa?

– Pode entrar, senhora.

A loira conseguiu dar-lhe um sorriso frio antes de abrir a porta pesada sem cerimônias.


– Onde eu consegui isso? – Rachel riu, com o mesmo desdém que Percy rira antes – Emma! Sim, Emma. Bem, acho que a conhece, não é? Tive que roubar essas fotos e tenho cópias se conseguir destruir essas.

Percy nunca pensou que ela poderia ser tão vingativa.

– Então, é melhor você acabar com isso.

– Eu? Eu vou mostrar pra todo o mundo! Eu não sei quem é essa vadia, mas tenha certeza que eu vou culpá-la de tudo e agora, do nosso término e vai ser do pior jeito possível.

– Nós terminamos! Você não tem nada a ver com o que eu faço ou deixo de fazer.

– Mas isso foi no tempo que eu estava namorando você! – ela gritou e fungou ao mesmo tempo.

– Chega de joguinho, o que você quer que eu faça?

– Uma noite. Duas... E não sei, uma semana inteirinha para mim... Percy, você me ama. – a ruiva piscou os grandes olhos verdes inclinando-se sobre a mesa, o moreno fez menção de se afastar

– Saia da minha sala! – ele murmurou

– Não, não, Percy. Esse não é o jogo.

– Saia! – ele gritou e deu um pulo da cadeira

– Vamos, continue fazendo isso. – ela enxugou as lágrimas que caiam sobre seu rosto

– Rachel Elizabeth, saía agora da minha sala!

Percy abriu a porta e ficou esperando que ela passasse.

– Eu não sei quem é essa vaca, mas ela vai se ver comigo, você vai ver. – ela gritou segurando seu braço, Percy saiu da sala junto com ela – Vamos, Percy... Foram dois anos comigo, como você pode me esquecer tão facilmente? – ela deixou as lágrimas caírem, Percy fez uma careta

Nico estava fora da sala, na mesa de sua secretária, conversando sobre algo e ergueu os olhos ao ver aquilo, seu primo fez uma menção com a cabeça indiferente, como se dissesse que não valia a pena tanta atenção. O homem de olhos negros assustadores deu de ombros e voltou ao seu trabalho.

– Sai de perto de mim, vadia. – Percy resmungou baixinho, balançando o braço – Você parece uma sanguessuga

– É isso que você faz comigo? – ela gritou, em um misto de choro e fungos – Eu te amo, Percy!

– Pare de ser mais vadia e falsa do que você já é! – ele finalmente gritou e se afastou – Você não é nada para mim. Acabou! Isso mesmo e faz dois meses. E se eu estou ou não saindo com alguém não é problema seu.

– Você cuida de quem você ama! Percy, você é tudo para mim.

Então, ela fez a coisa mais humilhante de tudo. Jogou-se no chão, de joelhos para ele, Percy revirou os olhos e colocou os braços atrás do corpo. Thalia saiu de sua sala, com uma expressão irritada como alguém tivesse atrapalhado algo muito importante, Lee caminhava calmamente até ver aquilo e assobiar, assustado.

Seu mundo parou quando viu Annabeth atrás de Thalia, sua expressão assustada, respirava fundo e tentava se esconder por trás dela, mesmo parecendo lindamente confiante.

– É ela. – Rachel ofegou

– Não, não, não. – Percy sussurrou – Só pode ser um pesadelo.

– É ela! Ela que é seu brinquedinho, não é?

– Rachel, pelo amor de Deus. – ele bufou passando as mãos pelos cabelos

– Rachel, por favor, aqui não é lugar para se fazer escândalos do tipo. – Thalia resmungou – E quem que seja “ela”, não estamos interessados em saber sobre seu drama matinal.

– Eu vou gritar. Eu vou mostrar aquelas fotos pro mundo!

– Quais fotos? – Nico inclinou a cabeça ao lado de Thalia

Percy puxou o braço dela com força e murmurou rente ao seu ouvido.

– Eu vou pro parque com você. Agora, cale a boca ou eu acabo com sua carreira e dessa vez, você vai ter que vender o corpo literalmente para viver.

Rachel arfou, no momento que Percy mandou um sorriso vergonhoso e entrou no elevador até estarem sentados em seu carro.

– Nunca mais faça isso. – ele rosnou apertando o volante em seus dedos – O que você quer de mim?

– Você sabe que eu posso te envergonhar mais do que isso?

– Quanto mais você pode me envergonhar? Ficar nua e dizer que é minha?

– Então, ela trabalha no Olimpo. – Rachel sussurrou, olhando pela janela

– Rachel, quanto você quer? Eu saio com você, eu te pago... De qualquer jeito, estamos oficialmente em um término.

– Você é meu, Percy. Eu consegui te fisgar na Europa, agora você veio para esse continente... – ela fez uma careta – Aqui só tem vadias.

– Não tanto quanto você.

– Isso é um insulto.

– Acho que não vamos conseguir conversar como dois adultos independentes, porque, aliás, você não é independente. Você precisa de mim pra conseguir sua faminha. Então, vamos fazer uma coisa boa para nós dois, eu tenho que voltar pro Olimpo antes da hora do almoço, eu não vou passar Ação de Graças aqui e se você tentar me seguir... Eu... – ele bufou

– Vai mandar me matar?

– Não, seria muito fácil.

Rachel tentou não demonstrar surpresa ou nenhum emoção de medo, mas seu olhar e seu arfar demonstrava o quanto ela estava com medo de ele conseguir fazer isso mesmo.

– Agora vamos logo para essa droga de parque e inventar uma briga boba... E se você vir atrás de mim... De novo. Eu juro... Juro mesmo que sua vida vai ser um inferno.

Percy não olhou para sua expressão, mas esperava que fosse de medo.


– O que será que eles estão conversando? – Annabeth perguntou, mexendo o garfo em seu espaguete – Ele nem chegou ainda. – suspirou

– Eu sei que eles não estão transando. – Silena deu de ombros

Elas estavam na cantina do Olimpo. Ao horário do almoço, era muito cheio, às vezes, tinha muitos clientes que ficavam lá, mas era difícil isso acontecer. Seu marido estava sentado e sorrindo na mesa dos homens, Beckendorf mandava olhares para Silena que sorria de leve.

– Annabeth, coma.

– Por que Beckendorf fica olhando?

– Por nada. – Silena deu de ombros

– Eu sei que vocês estão ficando, mas já passou para aquela etapa?

– Não estávamos falando de Percy e como ele conseguiu uma namorada tão vadia?

– Isso.

– Eu não vi o que ela fez, mas Lee disse que foi muito feio.

– E foi. – Annabeth largou o garfo no prato e deixou as costas relaxarem no encosto da cadeira

– Você está tão cabisbaixa. – a recém-ruiva esticou o braço e segurou a mão de sua amiga entre os dedos – Não se preocupe, ele não vai muito longe com ela.

– Ele? – Thalia perguntou, empurrando a terceira cadeira com a cintura e sentando-se com um prato de macarronada e um copo enorme de coca

Annabeth quase revirou os olhos, mas se sentia bem com Thalia ao seu lado, por mais irônico que isso seja, era relaxante. Embora ela tivesse aqueles olhos elétricos sempre te avaliando, não importa o que você fizesse, era bom falar com ela. Talvez, por isso ela suspeitasse que Silena fosse melhor amiga da Thalia também.

– Quem é ele?

– Estávamos comentando sobre o drama que a namorada do Percy fez hoje de manhã. Lee disse que foi muito dramático.

Thalia revirou os olhos e deu alguns goles na coca.

– Eu sempre odiei Rachel, ela disse que a mulher que o Percy estava, podia estar lá. Eu não sei, mas sempre a achei louca, sabe? – a morena deu de ombros – E quem quer que seja ela, fico feliz porque o Percy anda mais radiante ultimamente.

– Uhum. – Annabeth concordou, finalmente comendo de um jeito digno seu almoço

Thalia deu um sorriso para ela antes de voltar sua atenção para a macarronada. Seus cabelos pretos caíam pelos ombros, eles tinham crescido muito desde a lua de mel, usava um blazer azul marinho e uma calça da mesma cor, a blusa era branca e combinava totalmente com ela.

– Onde está Nico? – Silena perguntou, limpando os cantos da boca com toda elegância que podia existir nela

– Ele foi conversar com os homens. Disse que hoje teria um jogo e não poderia faltar. Homens. – revirou os olhos

Annabeth bebeu mais um pouco de seu suco de laranja antes de se engasgar com o mesmo. A visão de Percy entrando sozinho com as fases vermelhas e uma mais vermelha que a outra, suado, os fios grudando na testa e um pouco ofegante. Não podia acreditar que uma vadia de tão baixo calão tivesse feito aquilo com ele.

A loira pediu umas ligeiras desculpas e procurou o guardanapo com os dedos trêmulos, enxugando o liquido que tinha escorrido pelos cantos de sua boca.

Thalia soltou um risinho.

– Ele está muito mal mesmo.

Silena virou-se na cadeira, voltando rapidamente e sorrindo doce.

– Poderia ser bem pior.

Percy caminhou de modo confiante e determinante até a mesa que ela estava e Annabeth tentou controlar sua respiração para que não ficasse tão ofegante quanto o mesmo.

O homem em seu blazer inclinou-se sobre Thalia; dando-lhe um beijo terno em sua bochecha. Sua prima segurou a lapela do blazer e o puxou para baixo, Percy abaixou-se, apoiando sobre os calcanhares e piscando os olhos de modo gentil para ela. Nem parecia que eles estavam brigados ou qualquer coisa do tipo que ela ainda não sabia o motivo. Se não fosse pelos olhos, eles pareciam irmãos.

– O que aconteceu? Você não está com uma aparência muito boa.

– Nem me diga. – resmungou e olhou para Annabeth, intenso, como se fosse um pedido, ela desviou o olhar e pegou o celular, nervosa, tentando prestar atenção ao que eles conversavam

Thalia esticou os dedos e tocou levemente a bochecha mais vermelha, Percy fez uma careta e tirou a mão dela, gentilmente, colocando em suas pernas cruzadas, Annabeth sentiu um pouco de ciúmes pelo jeito que ele a tratava. Bufou, fingindo estar fazendo algo muito importante.

– Você sabe, a única coisa que vocês, mulheres, conseguem fazer quando estão ameaçadas é dar um tapa na cara, então... – ele deu de ombros, se levantando

– Você está muito mal. Não, você sabe, aparentemente. Fisicamente.

– Aqueles fotógrafos imbecis. – bufou — Eu tive que colocar meu carro do outro lado da rua e vir correndo para cá.

– Tudo bem. – Thalia afagou sua mão, Percy olhou para a loira mais uma vez antes de pedir seu almoço

– Vocês parecem irmãos, é tão... Fofo.

Thalia revirou os olhos.

– Nossas brigas não são tão fofas.

– Imagino. – Annabeth sussurrou, saindo da mesa educadamente


A sala de reunião estava cheia. Todos os sócios estavam sentados, conversando alto, entusiasmados pela surpresa que Annabeth já tinha sido avisada. Eles riam e a cada piada que Lee contava, muitas começavam a rir.

– Bem, podemos começar? – Nico pediu, inclinando-se sobre a cadeira que ficava a esquerda da cadeira de Thalia

– Percy? – Thalia indicou com a cabeça

O moreno pigarreou e virou-se para todos. Olhando especificamente para Annabeth de um jeito discreto e reprimindo um sorrisinho que insistia em aparecer nos seus lábios.

– Ação de Graças já está chegando. E todos vocês sabem disso. Muitos vão passar com a família e eu tenho que certeza, mas nossa empresa... Nós, — ele envolveu os primos com o dedo – na verdade, pensamos que poderíamos passar juntos. De um modo ou de outro, somos primos, lembrando que o Olimpo começou com uma família. E pensamos que assim podemos continuar. Vamos passar o feriado em um resort, com chalés e etc. O de todos vocês estão reservados, querendo ir ou não. Os seus chalés estão prontos.

Annabeth relaxou no encosto da sua poltrona. Deveria ser a milésima vez que fazia isso no dia.

Resort. Ela amaciou a palavra em sua mente. Um chalé para cada um. Ela teria um chalé sozinha. Arfou, percebendo que ninguém estava prestando atenção nela, apenas os olhos verdes intensos, brincalhões. Por fim, ela sorriu.

Resort. Chalé. A sós. Talvez, fosse um bom feriado de Ação de Graças.

You'll be my William, I'll be your Kate, livin' like fairytale [...] But I'll find you, ready or not...

Notas finais
Espero meus reviews e minhas recomendações!! Enfim, eu esqueci de dizer mas tá faltando uma fanfic no capitulo anterior mAS como eu sou muito boa, ela vai ser postada antes do fim de chasing the sun, até porque é só uma short fic de dez capitulos.

Beijos.