Chartam albam
2 II.
Notas iniciais
Kageyama dedilhava o shamisen concentrado. Nesses momentos, ele conseguia com facilidade se desligar do mundo, assim como se conectar com tudo isso. Dependendo da direção do vento, o cantar dos pássaros ou a posição dos seres, ele alternava, decidia e aproveitava as brechas encontradas.
As pessoas ao seu redor o chamavam de prodígio, até mesmo de rei, mesmo que tudo o que buscasse era aproveitar o som que saia do instrumento com o máximo de aproveitamento possível. Kageyama se deparou com o shamisen quando mais nada na vida valia a pena; era sua válvula de escape em meio a uma constante perseguição de pessoas que o viam apenas pelo seu exterior. Uma delas, no momento, lhe encarava pela janela.
Tsukishima Kei o dissecava com os olhos como se fosse um espécime de laboratório a ser analisado, e isso o aborrecia muito. Kageyama diria algo, todavia, sentia um aperto no peito toda a vez que ouvia Akiteru falar do irmãozinho mais novo como se fosse a pessoa mais adorável do mundo. Por isso, o músico não conseguia começar o assunto. Entretanto, quando Kei chegou ao ponto de tirar fotos de Kageyama com a câmera do celular, o limite enfim havia chegado.
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