Chartam albam
3 III.
Notas iniciais
— Posso gravar? Digo... você tocando? — Tsukishima disse, se arrependendo do que acabou de dizer, pois o estômago revirava.
Kageyama teve uma série de mudanças faciais que deixaram até o próprio Tsukishima tonto. A raiva, por algum motivo, já estava na face do rapaz desde o início. Depois veio a surpresa pelo que Tsukishima havia dito, a confusão pela assimilação da ideia sugerida, e, por fim, um constrangimento que tingiu as bochechas de Kageyama de vermelho claro.
— Vai depender do motivo... — Kageyama disse, franzindo as sobrancelhas — você é tímido?
Tsukishima olhou quase que indignado para Kageyama, entretanto, acabou por se sentar na cadeira próxima à escrivaninha com um sorriso. Como que segurando uma risada, disse:
— Você acha que eu sou?
— Só precisava descer¹ para escutar. — Kageyama disse direto, cruzando os braços.
— Não estava a fim, mas como vossa majestade² subiu aqui por conta própria não podia perder a chance de perguntar, não é?
— Não me chame assim — Kageyama disse, fuzilando Tsukishima com o olhar —, mas foi bom você ter perguntado, ou a primeira coisa que eu teria feito era socar essa sua cara.
— Sério? E porque não tenta isso agora? — Tsukishima disse, encostando a testa a de Kageyama sem muita demora.
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