Notas iniciais
Bom ai esta o segundo...talvez ainda poste o terceiro hoje.Boa leitura...acho que dessa vez nenhum erro de português huehu o/

–Cheguei Art-Gritei ao entrar em casa.Fui direito pra cosinha arrumar o que comer, fazia horas que não colocava nada na boca.

Morava com Art, na verdade Arthur mas só chamo ele assim quando estou brava ou no meio de uma briga com ele.Ele era meu melhor amigo, um dos unícos amigos que me sobrou nesses três anos, falava com alguns ainda de vez em quando.

Resolvi tomar só um copo de leite, estava cansada demais pra fazer alguma coisa pra comer.

Fui até a sala e sentei no sofá, tinha uma massa que parecia macinha ou alguma coisa do tipo não conseguia definir.Tinha alguns traços feminino, se é que aquilo fosse pra ser uma pessoa, bom era uma escultura, só faltava saber aonde estava o escultor.

-Arthuuuuuuuuuuuuuuur.-cantarolei.

-Art, por favor.-ele disse vindo de seu quarto.

-O que é isso?.-perguntei apontando pra coisa que estava na mesa.

-Isso não, tenha mais respeito.-falou se sentando ao meu lado e colocando um saco de massa em cima da mesa.

-Tá, tudo bem mas o que é?.-refiz a pergunta enquanto Art mexia na escultura.

-Gabriel.-respondeu.-anjo Gabriel.

-Confundi o Gabriel com uma mulher então.-disse me inclinando pra frente para ver a escultura melhor.-não sei se você percebeu mas ele esta cheio de traços femininos.-gesticulei para a escultura inteira.

-Perfeito, essa era a intenção.-falou com um sorriso no rosto.- é pra ser o Anjo Gabriel de Constantine, lembra desse? Filme foda demais, amei quando soube que esse era o pedido do cliente.

-Ah sim.-balancei a cabeça.

-Vou ganhar novecentos reais por ele.-ele disse como se fosse uma coisa inacreditavel.

-Huuuum.-disse me encostando de novo no sofa.-e você precisa de alguma ajudante ou sei lá?

-Eu pago o aluguel desse mês Sam, sem neura, por favor.

-Já estou te devendo quatro e ainda mais com a minha pena, agora que vai ser dificil conseguir um emprego.-bufei.

-Ah é, qual foi a pena?.-Art perguntou se virando pra mim.

-Trabalho voluntario no Hospital Municipal.

-Desde quando você faz trabalho voluntario?

-Desde que essa é minha sentença.-falei me levantando do sofa.-agora tenho que cumprir, não quero que meu irmão page de novo o advogado se eu não fizer e for pra cadeia.-estava indo para o meu quarto.

-Já vai dormir?.-Art disse em tom de brincadeira.

-Com alguma ajuda sim.-falei e já estava na porta do meu quarto.-boa noite.

-Boa noite.-Art gritou da sala.


Desde o acidente há três anos eu comecei a sofre de insônia.Cada vez mais fui dormindo menos, minha media nos ultimos meses era dormi de três a duas horas por noite e ainda assim precisava tomar algum remédio.

Fui na mesa de cabeceira da minha cama e peguei a caixinha de remédio, já estava acabando mas desisti de continuar falsificando os atestado da minha medica pra conseguir mais, ela me proibiu de tomar eles a seis meses por que segundo ela já estava ficando dependente.

Tomei o remedio e me deitei na cama, essa noite eu tentava não pensar em nada mas meu subconsciente sempre ficava me lembrando do acidente.Fechei os olhos e me deixei levar.