Charmer
3 Sexo?
–Você esta atrasada.-Jhow disse quando eu entrei no carro.
–Bom dia pra você também.-falei fechando a porta do carro e colocando o cinto de segurança.-sabe é meio dificil quando você sofre de insonia e só consegue dormi duas horas antes de ir pra um trabalho que você nem sera pago pra fazer.
–Até ontem você achava justo.
–Ainda acho.-falei e ele começou a andar com o carro.-mas é chato.
–Vai passar rapido, você vai ver...
–Você vai ter que preencher essa ficha.-uma mulher na recepição do hispital me estendeu um papel.
–Mas meu advogado levou os papeis pro diretor daqui.-falei pra mulher entregando a ficha pra ela.-eu só quero saber o que um voluntario faz aqui, bom um voluntario que foi obrigado pela justiça a esta aqui.
–Mesmo assim tera que preencher.Aqui esta a caneta.-ela me entregou e depois saiu pra atender o telefone.
–Ah, tudo bem.
Comecei a preecher a ficha.
NOME: Samantha Gallietto.
IDADE: 19.
SEXO: Feminino.
COR: Branca.
TIPO DE TRABALHO QUE QUER PRESTAR: O mais facil que tiver.
HORARIOS DISPONIVEIS PARA O TRABALHO: Qualquer horario e se possivel ficar pouco tempo.
Acabei de preencher e levei pra mulher da recepção.
–Esta aqui.-entreguei o papel para a mulher e ela começou a lê-lo.
–Tem certeza que deseja fazer esse trabalho.- a mulher me perguntou olhando sobre os oculos.
–Não eu não quero mas tenho que fazer, você por acaso prestou atenção no que eu falei a alguns minutos atras?.-perguntei para a mulher que guardou o papel em uma pasta e me deu um cartão de passe livre como voluntaria.
Peguei e fui sentar pra aguardar o Jhow.
–Pronto.-disse ele vindo da sala do direto.-você ira cuidar do Sr.Jancovisk, quarto 42.
–Senhor?É um velho? Faldras geriatricas, que otimo.
–Sim e sim com fraldas.-Jhow falou e começou a andar pra fora do hospital.-bom trabalho Sam.
Fui para o quarto do Sr.Jancovisk mas não tinha ninguem.Resolvi dar uma olhada pela janela, talvez tivesse algum lugar aberto naquele hospital em que eu pudesse ir fumar.
Quando cheguei na janela, vi uma menina que parecia ter uns 15 anos sozinha em um parquinho de diversão .Ela era ruiva e com a pele branca, quase palida.Ela se balançava lentamente soltando os pés do chão e jogando a cabeça para trás.
–Quem é você?
Escutei uma voz que parecia de uma pessoa idosa vindo atrás de mim e logo em seguida uma do imensa no meu ombro.
Quando me virei vi que era um velho, ele tinha uma bengala na mão e começou a me bater com ela.
–Saia do meu quarto.- e me bateu mais uma vez, coloquei minha mão no rosto pra me proteger.-sai daqui, sai, sai
–Seu velho louco.-gritei pra ele saindo do quarto.-para de me bater.
Ele vinha atrás de mim com a bengala erguida.
–Eu vou cuidar de você.-disse e já estava fora do quarto dele.
–Ninguem precisa cuidar de mim.-ele falou se apoiando com a bengala agora.
–Senhor Jancovisk, calma.-uma enfermeira veio apressada pro lado do velho.-ela vai cuidar de você, volte para o seu quarto.
–Ele me agrediu.-gritei para a enfermeira.-não vou cuidar desse velho.
–Não preciso que cuidem de mim.-repetiu.-sai daqui e nunca mais volte, sai, sai...
Ele continuava a falar isso enquanto a enfermeira o empurrava para o quarto.
–Gente louca.-falei desci as escadas e sai por uma porta que deu para o parquinho aonde a menina estava.
Ela ainda continuava na mesma posição se balançando com os olhos fechados mas agora estava se balançando sem as mãos.
Resolvi ir sentar no balanço ao seu lado, ela nem pareceu perceber minha presença.
Peguei um cigarro e o acendi.No mesmo momento que soltei a fumaça da primeira tragada ela agarrou nas correntes do balanço, parou e me olhou.
–Cuidado pra não cair.-falei ao ver que ela quase caiu mesmo.
–Como você...daonde você veio?.-perguntou assustada.
–Vim da minha mãe.-falei e depois dei um sorriso de orelha a orelha.
Ela revirou os olhos.
–Você esta em um Hospital, não pode fumar.
–Estou fora dele, posso fumar.
-Você ainda esta nas propriedades do Hospital, não pode fumar.-ela insistiu.- e além de fazer mal pra sim mesma, pessoas se incomodam com isso.-ela balançou as mãos pra espantar a fumaça quando soltei mais uma tragada.
–Um pouco de fumaça não faz mal.-levantei a cabeça e soltei mais uma.
Olhei pra ela e ela ficou me encarando sem falar nada.
–Você sabia que quando uma pessoa fica te olhando por mais de três segundou ou ela quer te matar ou fazer sexo?-perguntei pra ela com as sobrancelhas arqueadas.
–EU NÃO QUERO FAZER SEXO COM VOCÊ.-disse gritando mas mesmo assim ainda continuava com a voz fina.-EU NEM TE CONHEÇO.
–Bom eu estava pensando que você iria escolher a primeira opção, por causa da sua antipatia comigo logo de cara.-Falei pendendo a cabeça pro lado.-então se você me conhecesse ia querer?
–NÃO!.-falou se levantando.-você tem problema.-e entrou no hospital.
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