Charlie!

2 (1 TEMP) Acalmando os nervos


Notas iniciais
Oi, tudo bom? Esse é o segundo capítulo da história e eu queria fazer uma pergunta pra vocês. De quanto em quantos dias vocês gostam que saia capítulo novo? Claro, eu não vou fazer nenhum absurdo como postar um capítulo novo todo dia. Eu posso postar no máximo em 4 ou 5 dias. Deixem a suas opiniões nos comentários. Sinopse: Charlie está em mais um dia normal. Para falar a verdade, ele está indo no primeiro dia a sua nova escola, mas... Ainda nesse capítulo, Charlie tem sua primeira interação com a enigmática e controversa Terry.

Mike – Bem vindo, Charlie. Essa é a sua nova escola.

Sandy – Não é demais?

Charlie – Se você acha, eu também acho.

Kendall – Puxa-saco. – Charlie dá um beliscão nele. – Aí!

Terry – Oi, patetas! – Terry olha para Charlie. Se virar. Então Charlie a segura pelo braço.

Sandy – Agora ferrou. – Sussurrando – Vem Mike. – Aumentar a voz. – Kendall, Charlie, bem... temos que ir, nós fazemos parte do comitê de limpeza da sala. Ouvi alguém nos chamando. – Fazer outra voz. – “Michael! Sandy! Precisamos de vocês. Venham o mais rápido possível...”

Terry – Cala a boca! Me solta!

Charlie – Acho que você nos confundiu com outros. Não era com nós que você estava falando quando se referia a patetas. Não é mesmo?

Terry – Escolha sabiamente os seus próximos movimentos, podem ser os seus últimos. – Terry fecha a mão e estava pronta pra usá-la, quando de repente uma voz um pouco mais longe aparece.

??? – Terry? É você amiga? Quanto tempo?

Terry – Detesto essa miserável.

??? – Amiga, então é você mesmo! AHHHHH, já faz um certo tempo se não me engano.

Terry – Darke?

??? – Na verdade é Darcy.

Terry – Adson! Vamos nos poupar dos detalhes e deixar algumas coisas bem claras.

Darcy – Não estou gostando do tom dessa sua voz.

Terry – Não que eu tenha algo contra, você até parece uma pessoa decente, mas não somos amigas. Nada verdade, bem longe disso. Você é só a menina que eu peço a caneta emprestada porque sempre acabo esquecendo a minha em casa, não confunda as coisas. Pare de ficar espalhando essas coisas por aí, as pessoas vão acabar acreditando. Estamos entendidas? – Darcy, saí imediatamente dali como alguém que acabou de ser humilhado. Terry vai embora para a sala.

Charlie – Aí, quem você... – Ele é segurado por Mike e Sandy tapa a sua boca.

Sandy – Tá louco nos doces, garoto?

Charlie – Não acho certo fazer isso com alguém. Quem é que age assim? Ela só queria cumprimentá-la.

Sandy – Bem vindo a esse complexo universo chamado Terry Ryan, você não é capaz de lidar com ela. Eu sei porque já tentei. Ela é um enorme tsunami e nós apenas a praia.

Mike – Sandy. – Balançar a mão. – Não precisa ser tão dura, com o tempo ele vai aprender. Além de tudo, se existe uma mínima chance de atingi-la e possivelmente mudá-la, acho que devíamos arriscar. Mesmo que seja quase nula, devemos confiar. Fazia muito tempo que eu não via alguém encará-la dessa forma e ele ainda por cima conseguir sair vivo pra contar história.

Sandy – Essa não é a questão, eu só queria evitar que alguma coisa pior aconteça. Se o Charlie se machucar, a responsabilidade vai cair nos nossos ombros por não termos tentado impedi-lo.

Mike – Era só uma hipótese, além do mais não era você que queria fugir até pouco tempo atrás?

Sandy – Bom! Pra mim, naquela hora, já estava crítico. Não achava que seria possível reverter à situação.

Mike – É, devemos agradecer aquela garota mais tarde. – Uma voz de um adulto “Sandy e Michael Walker, na sala do reitor. Agora!”.

Sandy – O que a Terry aprontou dessa vez?

Mike – Não sei, vamos ter que ir lá para saber.

Sandy – Ah, você acha?

Mike – Você não tem algo importante pra dizer?

Sandy – Charlie... meninos, por favor aguardem-nos na sala. E não aprontem nada, tá?

Kendall – Pode deixar, somos super confiáveis. Até mais ver!

Mike – Charlie, contamos com você.

Kendall – É claro! – Ali perto duas pessoas observam.

Sandy – O que você acha que ela deve ter feito?

Mike – Algo bom que não foi. Mas nós damos conta disso. – Sandy começa a confrontar a si mesma.

Sandy – Estranho , sinto que me esqueci de dizer alguma coisa muito importante.

Mike – É isso que dá te deixar no comando da situação, você não leva o menor jeito pra ser responsável.

Sandy – Me orgulho muito disso. – Os gêmeos se afastam.

Kendall – O que mais falta acontecer nesse dia maluco?

Charlie – Você não devia ficar dizendo esses tipos de coisa.

Kendall – Parece que já é meio tarde pra me dizer isso.

Charlie – Sério? Percebeu isso agora ou teve que pensar bastante antes de chegar a essa conclusão? – Eles riem disso.

Charlie e Kendall off.

Sandy e Mike on.

Mike – Essa daí não era aquela menina que a Terry humilhou antes?

Sandy – É bem parecida pelo menos. Minha Nossa, já sei! Será que ela também tem uma irmã gêmea? – Apontar com os dedos indicadores e abrir a boca debochadamente.

Mike – Muito engraçado. Ainda bem que convivi com você todos esses anos, isso me ajudou a ser a pessoa forte que eu sou hoje. Alguma outra piada?

Sandy – Eu já falei que te acho muito elegante? – Sandy zomba do visual de Mike que parece de uma outra época completamente diferente da atual.

Mike – Antigamente você gostava de se vestir assim. Por que parou?

Sandy – Eu “gostava”, essa é a palavra certa. Antigamente, quando não achava isso extremamente cafona e descontextualizado. Eu só te apoio, porque você é meu irmão e quero muito que seja feliz.

Mike – Está aí uma coisa bem útil que você disse. Devia ter trazido o meu guarda-chuva.

Sandy – Viu? Quando falo alguma coisa séria e do fundo do meu coração, o indivíduo vem e me retribui dessa forma. É por isso que zoo as pessoas.

Mike – Como se você contribuísse o suficiente para merecer tratamento especial.

Sandy – Tudo bem, o que quer que eu faça?

Mike – Podia começar calando a boca, só pra variar. – Sandy estende as mãos como quem quer dizer “Tudo bem”. – Deixa que o papai aqui conduza a situação. – Sandy concorda. Ela balança a cabeça. – Estranho, porque a demora? – Sandy sinaliza com as mãos e o rosto “Não sei”. Mike bate na porta

??? – Podem entrar!

Mike – Professora, o que a senhora está fazendo aqui.

Professora – Só estava olhando algumas pastas, lendo arquivos sobre os novos alunos. Gostei da sua camisa Sandy, ela é bem atual. – Sandy bate no peito e aponta para o céu. – E você não acha que está, sei lá... meio fora de época pra usar esse estilo de roupa. – Sandy ri e aponta para Michael sem emitir nenhum barulho.

Mike – Isso vai. Aproveita, eu sei que você está se divertindo.

Professora – A propósito, o que vocês 2 estão fazendo aqui? Perderam-se? Já sei! Você estava com receio de que vissem seu irmão assim, então o trouxe pra cá para ocasionalmente evitar passar algum tipo de constrangimento. Mas que pena, vocês não esperavam que eu estivesse aqui. – Sandy começa a bater enlouquecidamente na cadeira e põe uma de suas mãos sobre sua barriga.

Mike – Não, na verdade isso...

Professora – Espera um instante, quero tirar uma foto para mostrar para os meus filhos.

Mike – Dá pra parar com isso? Você é uma professora, devia dar exemplo para os seus alunos.

Professora – Falou o senhor lição de moral, o dono da razão. – Voz mais infantil. Sandy com um sorriso fechado e cara de pau, abraça Mike com um de seus braços e bate 3 vezes no seu ombro.

Mike – Nós viemos aqui para falar com a reitora, ela nos chamou na sala dela.

Professora – A reitora? Na na ni na não. – Balançar o indicador de forma negativa. – Não, isso não é possível. Ela não se encontra na escola no presente momento.

Mike – E porque você não disse isso logo?

Professora – É que você está tão engraçado que eu acabei esquecendo. – Mike respira.

Mike – Vamos embora! – Virar um pouco o rosto. – E nenhuma palavra sobre o que aconteceu, ok?

Sandy – Excelente! Você realmente fez um trabalho excepcional cuidando da situação. Ao menos sabemos quem de nós tem a audição super sensível.

Mike – Desculpe! Eu não devia ter mandado você calar boca.

Sandy – E eu não devia ter tirado uma onda com você por causa do seu visual espetacular. Mesmo que seja verdade.

Mike – Estamos de boa?

Sandy – Sim. Você sabe que eu implico com você porque te amo.

Mike – Você sabe que eu digo às coisas que digo pra que você crie vergonha na cara. – Eles sorriem e pegam nas mãos um do outro. Após eles andam um pouco e Sandy então põe as mãos sobre a sua cabeça.

Sandy – **** *****! Lembrei-me do que eu tinha de avisar pros meninos. – “Charlie” – Essa não! O Ryan vai te matar quando eu te culpar pelo que aconteceu.

Mike – Espera! E o que acabou de acontecer há pouco tempo atrás?

Sandy – Vamos, não temos tempo pra ficar discutindo sobre isso. – Sandy pega na mão de Mike e eles começam a correr.

Mike – Espera, você disse um palavrão?

Sandy – Saiu sem querer. – Em voz mais baixa. – Malditos canais do Youtube!

Sandy e Mike off.

Charlie e Kendall on.

??? – Oi, você deve ser o Charlie, o menino novo. Não é isso?

Charlie – Oi.

??? – Eu sou a Emily! A propósito Charlie é um nome bem bonito.

Charlie – É a primeira vez que escuto isso. – Emily coloca o seu olhar um pouco pra cima e abre a sua boca como quem quer dizer “Ah!”.

Kendall – Oi, eu sou o K...

Emily – Ninguém se importa. – Quando de repente duas vozes se aproximam.

???(1) – Aaaaaaaahhhh – Voz principal.

???(2) – Aaaaaaaaahhh – Segunda Voz.

Emily – Vamos embora daqui galera. – Emily e seus amigos se retiram.

???(1) – Chaarlieee...

???(2) – Charlie... – Começarem a cantar uma música de introdução.

Kendall – Elas estão cantarolando?

Charlie – Legal! Vamos avaliar.

???(1) – “Charlie está em mais um dia normal. Para falar a verdade, ele está indo no primeiro dia a sua nova escola, mas...”

???(2) – “Mas... acho que ele está precisando acalmar os nervos. Charlie parece indeciso e muito confuso, por isso viemos para ajudá-lo”.

???(1) – Eu sou Mary Elizabete.

???(2) – E eu me chamo Dolores, mas pode me chamar de Lola.

Mary – E juntas viemos para solucionar os seus problemas.

Charlie – Impressionante!

Kendall – Fantástico! – Elas abaixam-se. Uma fica no ouvido direito de Charlie e a outra no ouvido esquerdo de Kendall.

Mary – Oi!

Lola – Oi. Tudo bem?

Kendall – Seria ainda melhor se você parasse de gritar no meu ouvido. – Lola Gritando.

Lola – Tudo bem, eu paro! O que você achou da sua nova escola Charlie?

Kendall – Eu não sou o Charlie, ele é o Charlie!

Mary – Então você que é Charlie?

Charlie – Bem, eu...

Lola – Como você se chama garoto?

Kendall – Será que tem alguém que não pareça ser hostil nessa escola. Bem inconveniente meninas. – Lola empurra Kendall.

Lola – Hahaha! Ele caiu irmã, olha só.

Mary – Veja só, esse não parece ser o melhor tipo de situação. Não é mesmo sô? – Mary usa uma expressão com os braços e o punho fechado de confiança.

Lola – Mas quem será que derrubou ele?

Mary – Acho que deve ter sido eu.

Lola – Você? Mas que coisa mais feia irmã. – Mary bate nas suas próprias costas.

Mary – Para de me empurrar irmã, o meninote pode vir e fazer isso por ele próprio. Não precisa tomar as dores dele. – Mary empurra Lola.

Lola – Para você. – Empurrar e assim suscetivelmente.

Mary – Não, você!

Lola – Mas não fui eu que comecei.

Kendall – Eu preciso ir. Até logo Charlie! – Kendall saí correndo desesperado, escorrega e quase caí.

Lola – Viu só, ele quase caiu de novo.

Mary – Ahaha ha. – Elas se viram para Charlie e por serem bem maiores que ele, começam a lhe fazer se sentir vulnerável. Ao mesmo tempo elas começam a colar o rosto nele.

Charlie – Por que vocês fazem isso? – Mary em um tom mais diabólico e psicótico conversa com Charlie.

Mary – Você não vai querer sair de fininho também, não é mesmo?

Charlie – O quê?

Lola – Relaxa, não estamos falando sério. Num é?

Mary – Não sei, pra mim era sério.

Charlie – O que vocês estão fazendo aqui nessa escola?

Lola – Como o que estamos fazendo. Nós estudamos aqui seu bobo.

Mary – Charlieeee hahahaha.

Charlie – Pois pra mim não parece, vocês aparentam ser velhas demais.

Lola – E não é?

Mary – Hã?

Lola – Hã?

Mary – O que esperava? É por esse motivo que viemos, para lhe apresentar a escola (Ensino fundamental I) e os pontos mais referenciais de R City. O que acha disso?

Charlie – A Sandy. – Em um tom mais apaixonado. – A Sandy... – De volta ao normal. – Vai ficar brava comigo se eu fizer isso.

Lola – Não precisa se preocupar, demos um jeito neles. Os chatos Walker não serão mais um problema. Hã? – Curvar o braço e fechar o punho de modo confiante. – O que você me diz. Vamos?

Charlie – Melhor não, eu preciso ir pra aula. – Mary o pega e coloca no seu ombro.

Mary – Não precisa se preocupar, só se deixa levar mesmo. Depois eu te explico tudo melhor. Hoje é um dia especial para minha irmã. – Charlie em seu pensamento “Ela parecia estar falando sério, vou me deixar ser levado então”.

Perto de um Monumento.

Lola – Yupiii. Presenciem a história, esse é moninhemento muito importante da nossa cidade. Eu o chamo de homem em pé fazendo alguma coisa desinteressante. Vamos ao Shopping ou Park. Ou quem sabe os dois, tem muitos lugares que vocês 2 tem que conhecer.

Mary – É monumento Charlie, o nome disso é monumento.

Charlie – Sim.

No Shopping.

Mary – Amo essas roupas, o que acham de irmos ao parque com elas?

Lola – Não conta pra ninguém Charlie. – No ouvido dele. – Mas acho que a minha irmã é bem debilóide. – Mary ri. – Não conta pra ela.

No Park.

Lola – Vocês querem que esse troço fique ainda mais rápido?

Mary – Não! Não! Não! Ahhhhh! – Mary sai de lá vomitando enquanto Lola e Charlie riem.

Na Sorveteria.

Charlie e Mary observam Lola do lado de fora sentada ao por do sol, enquanto eles ficam lá dentro.

Charlie – Hoje foi bem legal, um dos melhores dias da minha vida.

Mary – Eu faço o que for preciso pra ver ela feliz, obrigada Charlie!

Charlie – O que há entre vocês?

Mary – É complicado. Tudo começou há uns anos atrás, parecia um dia bonito como esse, mas aconteceu algo que mudou de forma terrível as nossas vidas. Estávamos a passear de carro, e do nada... eu só lembro de tentar socorrer os meus pais. Minha mãe quebrou o braço, meu pai sofreu uns arranhões. Mas o pior... – Ela deixa o seu rosto de forma estabilizada. – O pior estava para acontecer, tento não chorar. Acho que sou alguém bem forte e sortuda.

Mostrar fotos do dia e uma narrativa.

Pai de Lola e Mary – O que vai acontecer.

Médico – Precisamos estabilizá-la. A sua situação não é das melhores. – Mostrar Lola se debater e Mary sem mostrar nenhum tipo de reação aquilo.

Pai – E a minha mulher?

Médico – Esse é o menor dos seus problemas.

Algum tempo depois, a luz do dia a aparecer.

Mary – Minha irmã não teve a mesma sorte, ela teve ferimentos que acabaram a marcando de forma permanente. – Mary, tira uma faixa que tem em uma parte do seu braço. – Está vendo essa marca no meu braço? Consegui ela quando estava tentando tirar a minha irmã dos escombros, lembro que me senti sem forças nesse dia. Desde esse dia eu tenho me submetido à mesma situação que ela. Ninguém sabe disso além dos meus pais, mas não quero fazer com que ela se sinta só. Ela queria te ver, se empolgou muito quando um “tal” de “Charlie se mudou para cidade.” Naquele dia em que eu e meus pais passeamos pela Europa e você, estava brilhando, só me lembro de ver minha irmã sorrindo como nunca antes. Você deu esperança para ela e me fez criar forças pra continuar lutando, e nunca para de sonhar. Eu quero que nossas vidas possam ser normais um dia de novo, mas até lá acho que posso aproveitar um pouco melhor ao lado de alguém que eu amo.

Charlie – Você não precisa agir assim pra fazê-la se sentir feliz, ela só quer a irmã ao lado dela.

Mary – Eu sei, mas gostaria que tivesse sido eu no lugar dela. Afinal, nós sempre fomos fortes... não é, Charlie?

Charlie dá um pulo lá fora.

Lola – Oi, Charlie. – Chorando. – Eu sempre acabo chorando.

Charlie – O que foi? Não gostou do dia de hoje, afinal foi tudo ideia sua.

Lola – Não é isso, é que...

Charlie – Não precisa ter receio, é só por pra fora. Se quiser é claro.

Lola com um sorriso – É que todos os dias tinham que ser como o de hoje. Isso me faz sentir saudade dos tempos passados, aqueles que a nossa juventude um dia vai acabar levando. Queria que estivesse aqui.

Charlie – Então, pode parar. Já chega de tanta dor e sofrimento por hoje. – Mary aparece metendo a língua.

Lola – Ela é tão infantil. Tenho pena da minha irmã, acho que vou pedir pros meus pais arrumarem alguém para examinar ela. – Gritar para a irmã. – Aí para de meter língua. – Dar um soco no braço de Charlie. – Vamos, a gente te dá uma carona.

Charlie – Pode ir, eu vou ficar bem. Vou após vocês.

Lola – Cuidado, é perigoso ficar andando por aí. A sombra pode te pegar.

Charlie – Sombra?

Lola – É, não irrite ela. – Charlie saí andando até a escola que fica ali perto.

Terry – Oi.

Charlie – O que você está fazendo aqui, não deveria estar em outro lugar há essa hora?

Terry – Hum...

Charlie – Eu vi uma garota bem familiar me esperando na frente da escola, esperava que dissesse que não era pra mim que ela estava se referindo quando nos (amigos) chamou de patetas.

Terry – Sei lá, não acho que seria legal te deixar andando por um local que você ainda nem conhece direito. Me lembrou eu quando era mais nova e fazia coisas perigosas.

Charlie – Ah. Você parece que teve um bom dia. Sabia sobre as Elizabete?

Terry – Sabia o quê?

Charlie – Não se faça de santa, posso ser ingênuo, mas também não precisa exagerar. – Terry esbanja um leve sorriso.

Terry – Não faço ideia do que você tá falando, não ligo pra essas paradas emocionais que vocês estavam conversando. Vamos indo.

Eles andam um pouco. Terry coloca os seus fones de ouvido.

Charlie – Você não acha perigoso ficar andando com isso por aí.

Terry – Perigoso? Eu não vejo nada demais.

Charlie – Só não quero que nada ruim aconteça.

Terry – Não precisa ficar se importando comigo, é só fingir que eu não existo.

Charlie – Mas como eu vou fazer isso se você está aqui?

Terry – Não sei, mas você vai dar seu jeito.

Charlie – Ah, para. Não vai fazer isso mesmo?

Terry – Bem, você... – Um homem misterioso com uma máscara, dois furos pros olhos e um pra boca.

Charlie – ... – Nos seus pensamentos “Agora não”

Terry – Joe, é você? É isso mesmo?

??? – Meu nome não é Joe, pelo menos não aqui. Entendeu?

Terry – Acho que sim.

Joe – Ele tá com você? – Terry olha para Charlie.

Terry – Sim.

Joe – E aquele cara ali? – Joe aponta.

Terry – Não.

Joe – Aí, Play Boy! Perdeu, passa o celular. – Eles se afastam.

Terry – Ei, tudo bem? Não quero ter que te carregar nas minhas costas só porque você tá paralisado de medo.

Charlie – De onde eu vim, não tinha que me preocupar em perder alguma coisa já que geralmente eu nunca tinha nada. – Terry ri. – Você não parece que sentiu muito medo na hora que ele apareceu. Pensei que você ia me entregar pra ele.

Terry – Se eu precisar fazer alguma maldade, eu mesmo que me encarrego de fazer isso. Não preciso mandar os outros se encarregarem disso pra mim.

Charlie – Ao menos você se preocupou o suficiente pra não deixa que nada de ruim acontecesse comigo.

Terry – Se você continuar falando, a minha preocupação não vai ter servido de nada.

Charlie – Mesmo, me deixou muito impressionado a forma como você agiu. Eu penso que não, mas você sempre está por perto. Eu sei disso.

Terry – Me descobriu. Parabéns! Satisfeito?

Charlie – Feliz, mas ao mesmo tempo preocupado porque você estava me seguindo. Você faz isso com as outras pessoas?

Terry – Eu conheço todo mundo dessa cidade na palma da minha mão, eu sempre estou por dentro de tudo e sei da vida de todo mundo. Exceto por Charlie.

Charlie – Tem o Kendall também?

Terry – Ele não é muito ofensivo sem você. Além do mais você é um espécie muito mais interessante, é o experimento perfeito. Eu estive te estudando e analisando bastante nos dois últimos dias.

Charlie – Se te serve de consolo eu também estive te investigando esse tempo todo.

Terry – Você não é bobo, como suspeitei.

Charlie – E pra quê?

Terry – Eu já venci praticamente todo mundo nessa cidade, nenhum deles me pareceu um desafio a minha altura.

Charlie – Então você quer me derrotar, que nem com todos os outros?

Terry – Eu poderia te derrotar. Facilmente se eu quisesse, mas qual seria a graça se eu fizesse isso? Mas, finalmente tem alguém que jogue o meu jogo. – Pensamentos de Terry “Tem alguém nos seguindo, melhor desviar de assunto”. – Então, me diga alguma coisa interessante sobre você.

Charlie – E pra que eu te diria isso? Prefiro perguntar sobre você.

Terry – Boa tentativa, mas eu perguntei primeiro.

Charlie – Posso dar uma opinião. – Terry não responde por um tempo. Ela olha no seu celular, uma mensagem já lida de Ryan “Eu já busquei a Sandy e os outros na escola, procure o Charlie e o leve pra casa”. Horário da mensagem 13:00 PM, horário atual 18:33 PM. – Já que você conhece tudo que é preciso saber sobre essa cidade e as pessoas que vivem aqui nela, você deveria escrever um livro. Parece ter bastante talento pra isso. – Pensamentos de Terry “Deveria ter o nocauteado quando tive a chance e trazido ele pra casa naquela hora, em vez disso o deixei andar por aí com as irmãs Elizabete e de alguma forma acabou percebendo a minha presença. Mas quando? Ah não ser que... é isso, dever ter sido naquela hora que ele estava conversando com aquela garota, a tal de Lola. Ela disse algo pra ele, mas não consegui ouvir porque estava longe. De qualquer jeito o importante é que não descubra o que eu estava fazendo antes, mas ele não vai cessar tão facilmente. Lola? Por que será que eu deixei que ele aproveitasse esses momentos com as irmãs Elizabete? Será que há bondade em mim? Mesmo que seja só um pouco? Não pode ser...”. Fazer uma cara fria. – Eí, você vai ficar parada aí?

Terry – Pare de dizer asneiras, o que um insignificante como você acha que sabe sobre o que eu devo fazer da minha vida.

Charlie – Agora você não está mais sendo a Terry, a verdadeira. Você não consegue ser dura com alguém, você não estava castigando aquela menina naquela hora, mas sim a si mesma. – Terry começa a fazer a sua risada. – Hum...

Terry – Não existe uma verdadeira versão de nós, somos quem escolhemos ser. Você mesmo deveria saber disso depois de hoje. Se eu faço algo por mim ou pelos outros isso não importa, o importante é que eu decida fazer algo. Essa é quem eu sou, a verdadeira. – Ambos sorriem um para o outro, como se tivessem começado algo.

Terry e Charlie off.

Mike, Sandy e os outros on.

Kendall – Isso é bem divertido Sr. Ryan.

Ryan – Não sabia que gostava de esportes, você tem bastante vigor para alguém da sua idade.

Kendall – É, mas eu não sou o único aqui com mais de uma opção de carreira.

Ryan – Se você opta por uma coisa ou outra, o mais importante é que você decida fazer algo. Se você faz algo que você gosta e se dedica, você vai fazer bem. Os frutos virão com o tempo, não precisa se preocupar com aquilo que os outros escolhem para si mesmos. Nem mesmo se for o Charlie ou qualquer um de nós.

Kendall – O Charlie parece alguém bem assediado, talvez eu não seja tão interessante quanto ele.

Ryan – Só tem um jeito de saber, e não vai ser as com as dúvidas que perduram por dentro de você, mas sim para as soluções que elas vão te levar.

Kendall – Obrigado!

Ryan – Você tem um grande coração, só não percebe isso. É incrível a preocupação que você tem com o Charlie, vocês são como irmãos. Ele não sabe a sorte que tem.

Kendall – Mesmo assim deixei ele sozinho. Deveria ter sido homem suficiente e estar do lado dele quando precisasse de mim. Eu estava com inveja pela forma como ele estava sendo tratado por todos e acabei deixando-o por conta própria, correndo esse risco com aquelas birutas. Era eu quem deveria socorrê-lo, não a Terry. – Pegar a bola e jogar com toda a força em algum lugar.

Ryan – O importante é que você reconheça o seu erro e não faça mais isso.

Kendall – Pode ser. Fico um pouco mais contente e aliviado. Mas confesso que dói um pouco.

Ryan – É que nem eu sempre digo: cada um de nós é protagonista da sua própria história. – Mas adiante com os gêmeos.

Mike – Está preocupada?

Sandy – Sim. Principalmente por aqueles dois estarem juntos. Não sei se devo me preocupar mais com a Terry ou com o Charlie.

Mike – Quer jogar uma partida?

Sandy – Eu não jogo mais pra disputar pontos, não tenho mais a mesma idade.

Mike – Você diz isso, mas a verdade nós dois sabemos qual é. Você também joga pra ganhar pontos, se não não agiria da forma que age. Você não costuma agir com as outras pessoas da mesma forma que age quando está com Charlie. Então o que te difere da Terry? Você também não quer entregar os pontos.

Sandy – Essa é a minha jogada, eu e o Charlie continuamos amigos e no final nenhum de nós precisa entregar os pontos.

Mike – Hoje você demonstrou estar bastante preocupada com ele, não parecia aquela Sandy desinibida e cheia de humor como todos conhecemos. Mostrou realmente estar bem preocupada? Você não é tão obcecada. Não está gostando dele? Está?

Sandy – Não, só que eu e ele precisamos nos afastar por um tempo pra que isso não se transforme num algo mais. É isso que eu vou fazer, vou me dar um tempo pra pensar melhor nisso. Se não adiantar então eu entrego os pontos, não vou ficar me reprimindo por causa disso. Além disso é possível que ele não esteja se sentido como eu estou me sentindo agora.

Mike – Mudou tão rápido assim? De uma hora pra outra.

Sandy – É que... eu só não sei pela primeira vez na vida o que eu realmente devo fazer. Nunca tinha vindo ninguém aqui pra casa além de você e da Terry.

Mike – De qualquer jeito espero que tome a decisão certa.

Sandy – É isso que eu vou fazer, vou dar um tempo pra cada um de nós pensar melhor naquilo que cada um de nós sente.

Mike – Vou estar na torcida por você. Check Mate!

Sandy – Desisto, é impossível ganhar de você nesse jogo. Você sempre vai ser melhor do que eu nele.

Mike – Vou precisar arrumar um novo adversário por um tempo, até que você esteja melhor.

Sandy – Você não precisa de mim, vai saber se virar muito bem sozinho sem eu por perto.

Mike – O que você está olhando?

Sandy – Estou procurando alguma coisa que possa preencher esse vazio que existe dentro do meu coração. – Sandy pulsa as mãos no seu coração e uma leve brisa passa por seu dourado cabelo, enquanto de forma sorridente ela começa a sentir um pouco de respiro de vida respingando dentro de si.

(Transmissão

Sr. Azul – Você está aí dentro?

Sr. Verde – Sim, eu vou lhe ajudar. De Charlie.)

Notas finais
É isso, qualquer dica ou conselho será muito bem-vindo. Também não estou fechado a uma possível parceria. Digam nos comentários o que vocês acham que poderia melhorar. "Capítulo 3 - Marcy (Dike)?! Sinopse: Sandy resolveu dar um tempo. Mike ainda não conseguiu se ajustar a nova situação, então Charlie tenta ajudá-lo fazendo-o se aproximar de Darcy Adson, uma intrigante colega de classe deles... Terry traumatizará Kendall de forma permanente?"