Charlie!
3 (1 TEMP) Marcy (Dike)?!
Notas iniciais

Charlie – E aí, como vai você?
Mike – Estou bem sim! E você?
Charlie – É... você realmente gosta de estar ao ar livre. Acho isso bem tranquilo.
Mike – Faz um tempo que eu não via as coisas tão calmas, não dá nem pra acreditar que a minha vida é assim.
Charlie – Pois, é. Isso faz você se sentir um pouco incomodado. Seria melhor se... você sabe quem estivesse aqui.
Mike – Talvez. Acho que nós ainda não tínhamos conversado, pelo menos não que nem nesses últimos tempos. Literalmente você tem vindo falar comigo todos os dias. Você tem esse costume.
Charlie – Eu já te falei que te considero um cara bem legal?
Mike – É, não sei. Nem tudo tinha que ser assim. Eu? Você? Espero que esteja todo mundo bem.
Charlie – Acho que se você não tem certeza, muito menos eu saberia o que fazer. Mas acho que você prefere não tocar nisso, que tal falarmos de agora?
Mike – Porventura veio aqui pra me ajudar a lidar com isso?
Charlie – Por esse motivo eu tirei um dia inteiro pra ficar por perto.
Mike – E a Terry? Como vai ficar a sua investigação?
Charlie – Pedi pro Kendall ficar de olho nela pra mim. Se ela fizer alguma coisa fora do normal ele vai me avisar.
Mike – Sim, é uma opção. Seria interessante poder ver como aqueles dois vão se dar. Como será que eles estão?
Na casa.
Kendall – ... – Kendall escondido atrás de uma parede observando Terry “Charlie, não entendi porque pediu pra eu ficar grudado nela”. “Hum, olha só... ela parece completamente vulnerável, não sei porque as pessoas tem tanto medo assim. Isso vai ser moleza.”
Terry – “Lá lá lá lá lá lá lá lá... as minhas mão eu vou lavar. Lá lá lá lá lá lá lá...”
Kendall – Hihihi... – “Olha só isso? Então ela tem o super poder de lavar as mãos corretamente e cantarolar músicas de natal.”.
Terry – Aí! Acho que acho bati minha unha. – Kendall continuando a rir Huahuahahahaha.
De volta ao central Park.
Charlie – Qual a relação que você tem com a Sandy?
Mike – Costumamos fazer tudo juntos, ela é a minha melhor amiga.
Charlie – Talvez esteja precisando de uma nova, você não quer ficar assim toda vez que ela não estiver por perto.
Mike – Eu estou bem, já disse. Mas como eu sei que você não vai parar de insistir... ^_^.
Charlie — ^_^. Conhece ela?
Mike – Não me parece Estranha. Darcy Adson, uma menina da nossa classe. Ela geralmente costuma dar uma sumida.
Charlie – Então porque não aproveitamos que ela está por perto e alguém não. Além de tudo, ela parece chateada socialmente e precisando da ajuda de alguém? Vamos ver o que ela está fazendo.
Mike – Tudo bem, mas é bem rapidinho.
Charlie – Sim, concordo com você.
Darcy – Oi meninos. – “Oi!”
Mike – Acho que eu já tenho que... – Charlie puxa ele. No ouvido de Charlie “Não acho que seja uma boa ideia, já viu como ela está angustiada olhando pra gente”.
Darcy – Vocês foram mandados pela Terry? São os capangas.
Mike – Sim, isso mesmo! Mas como somos muito bonzinhos, resolvemos te poupar dessa vez.
Darcy – Ah, tudo bem.
Charlie – Ok, vamos! – Mike no ouvido de Charlie. “Espera um pouco”
Darcy – Vocês não querem ficar um pouco? Não me incomodo que fiquem já que não vão me fazer nenhum mal.
Mike – Sim, mas você está ciente que nós vamos nos arrebentar...
Charlie – Quê?
Mike – Te arrebentar no final. – Com Charlie “Eu não manjo muito dessa artimanha de ser malvado”, Charlie “Percebesse”.
Darcy – Vocês são esquisitos, mais do que a Terry. Tudo bem?
Mike – Percebesse porque você não faz muitos amigos. Em nível de esquisitice, a minha escala vai de tudo aquilo que eu já vi de bizarro nesse mundo a “Terry”. Por falar nisso, você não parece muito afetada pelo o que aconteceu há uns dias atrás.
Darcy – É que eu já esperava isso. É sempre assim, mas não quero incomodar vocês.
Charlie – Por que você é tão sem graça?
Mike – Charlie!
Darcy – Não sei, deve ser pela minha falta de senso de humor.
Charlie – Demais! Me tocou, de verdade!
Darcy – E você me acha sem graça? Se disser a verdade eu vou ficar chateada.
Mike – É que... eu te acho bem legal.
Darcy – Valeu! Você também é bem legal. Cool!
Mike – Legal!
Darcy – Legal! Qual o seu sonho?
Mike – Não sei, curto um monte de coisas.
Charlie – É, tipo tricotar, pular de um pé pro outro, beber água no bebedouro...
Mike – E você, qual o seu sonho?
Darcy – Queria abrir os olhos e não acordar com aquilo que vejo. Não me sentir clandestina no meio de uma terra com tanta amargura e tristeza. “Darcy, sua inútil! Vai lá me pegar uma bebida. Não, melhor! Por que você não resolve ficar e ver o que eu faço com essa *******? Melhor não ver, isso vai ficar bem feio. Pow! Mas já que você está aqui, então porque você não me faz um favor. De novo! Calma, essa vai ser sua primeira vez, não é? Você não vai atirar no seu padrasto? Vai? Para de me chamar de desgraçado mulher, não fica incentivando sua filha a fazer uma coisa dessas. Aí não, meu joelho?! Darcy, por favor, eu quero que seja uma boa menina... você é uma boa... criança...”. Mas isso só ocorre nos meus sonhos, parece que as coisas são piores quando abro os meus olhos. Eu queria ter coragem pra fazer uma coisa terrível, mas no final eu não consigo. Fugi de casa, minha mãe tá em coma e a culpa é minha. Agora eu vivo com o meu pai e tento repaginar a minha vida, não que eu tenha raiva da Terry? Eu até entendo ela, por isso eu a andei seguido e percebi que ela sofre quase tanto como eu. Ela somente esconde isso.
Mike – Entendo.
Darcy – E os seus pais?
Mike – Não tenho nenhuma memória deles.
Darcy – Eu não entendo, por que isso acontece?
Mike – São circunstâncias da vida.
Darcy – Ainda assim eu não consigo entender.
Mike – Charlie! – Mike sinaliza. Charlie toca no ombro do Mike e em seguida se abaixa para perto de Darcy que está sentada. Ele toca no rosto dela levemente, um pouco abaixo de sua mandíbula na esquerda (abaixo do queixo).
Charlie – Nenhuma criança deveria passar isso. Existem muitas crianças ao redor do mundo necessitando de ajuda, do nosso amparo. Muitas vezes viver é a mesma coisa que estar morto. Você sente que não importa o que faça ou pra onde vá, nem quantas vezes se encontre ou perca o sentido da vida, se a chuva vem e a tempestade passa nem se o oceano de lamentações transborde em lágrimas e nem sequer escute a voz daquele que assim diz. Esse amor é imperfeito porque nele se encontra um profundo vazio feito espinhos sobre a terra, sobre o céu se vem estrelas e sobre o reflexo da água está o orgulho de gerações passadas. Porque se perfeito esse amor fosse pra sempre duraria, nunca acabaria. Pra que insistir se tudo um dia se vai? Hoje, amanhã, sempre, esse é o discurso daquele que ceifa vidas, até mesmo por ser tenaz sempre consegue aquilo que quer, se assim é então nunca houve de ser.
Mike – Profundo é este mar porque no primeiro andar dele se encontram os piores de nós, somos humanos e por isso o que é imperfeito tenta nos destruir. Ou nós somos aqueles por quem a natureza tão oprimida e tão constantemente com um grito de misericórdia chora a dor? Deixamos de amar e isso nos esfriou perante o Sol e nos deixou de fora da Via Láctea, tanto que hoje nem sabemos quem somos, então aquele que amou poderia nos ensinar a amar novamente? Amor, amor, amado amor, aquele que acima da fé e da esperança, acima de todos sempre esperou e foi paciente com nós. Por que sempre tem que ser desse jeito? Somos pobres crianças solitárias a procura de um sonho, que choram, são desprezadas e menosprezadas por aqueles que se dizem pregadores da verdade, que destroem muito mais que um Império inteiro conseguiu em plena história e conjunto de eventos civilizacionais, porque o que era... hoje já não é mais o mesmo. Hoje o velho já não é criança e a criança se tornou o velho, o que antes acreditava hoje não acredita mais. O que antes suplicava, perseverava, alegremente acenava, não mais obstante, apesar dos apesares, hoje se torna o que eu ou você, ou nós? Quem é ele? Quem é aquele que pode salvar essas crianças que choram? Esse é o princípio do fim... ou o fim dos fins... um não final oficial. Um alegre e grandioso, um forte e meigo, aquele doce passarinho que canta, que com o tempo se ensoberbe, se conduz, obstinado, sem nada, pobre pássaro! Mal sabe o que lhe espera. Coitado de todos aqueles pobres miseráveis! Para tais e para outros mais a incompetência é assustadora. Os inocentes suplicam por misericórdia, quem será aquele que dará um fim a esses gritos? Não podemos mudar o que está feito, mas podemos tentar ser melhores. Essa é uma circunstância da vida, devemos aprender a viver com elas.
Darcy – Uau! Vocês são da terra?
Charlie – O Kendall deve ser, ele não gosta muito de água. – Mike e Charlie riem.
Mike – Você é travada, hein!
Darcy — Poxa, vocês são demais meninos! Eu sempre morro de rir das suas piadas. – Diz Darcy, enquanto finge um sorriso, uma risada e coloca suas duas mãos sobre o seu estômago. – Essa foi boa, vocês são hilários.
Charlie – É? Agora fiquei na dúvida se ela estava debochando de nós ou fingindo mesmo. – Mike ri com um “rum” de apenas um sinal. Ele olha pra ela.
Darcy – Vocês curtem uma parada diferente?
Charlie – A Sandy disse pra eu me afastar dos doces, então sem chances. – Mike coloca a mão sobre o seu rosto.
Mike – O que ela quer dizer é “Vocês curtem ver alguma coisa nova e legal que vocês ainda não tenham visto antes” e aí ela nos apresenta alguma coisa que vai nos deixar surpreendidos.
Charlie – A Sandy disse que quando fossem me oferecer alguma “parada diferente” era pra eu negar porque eram doces.
Mike – É, parece que a influência dela ainda está aqui conosco. – Os dois começam a se entristecer um pouco.
Darcy – Garotos? Vocês estão bem? Se vocês quiserem ficar aí se lamentando, então eu vou ir sozinha até lá.
Charlie – Pode ir.
Mike – Cai fundo. – Mike olha um pouco pra cima e depois pra Charlie. – Vamos!
Charlie, Mike e Darcy off.
Kendall e Terry on.
Kendall – E agora, o que será que ela vai fazer? – Tropeçar. – Opa! – “Será que ela me percebeu?”. Kendall volta para o canto da parede e tenta sair de fininho.
Terry – Kendall! – Aparece Terry de uma forma bem rápida atrás dele.
Kendall – Terry! há quanto tempo você está aí? Sabe, faxina? Estava checando as condições do chão. Então?
Terry – Acho que o bastante.
Kendall – Eu já vou...
Terry – Espera! Eu preciso falar com você.
Kendall – Nem... – Terry o olha de uma maneira sombria. – Do que você precisa? – Terry volta o seu olhar ao normal, até normal demais. Ela vai ficando mais fofa.
Terry – Precisa que você venha aqui comigo.
Kendall – Agora?
Terry – É, seria bom.
Kendall – Ah, sim. – Kendall começa a ficar mais nervoso.
Terry – Você está bem? Não precisa ficar nervoso, eu sei como é. – Eles vão andando até um lugar.
Kendall – É, sim. Valeu! – Terry ri para ele.
Terry – Pois então, vamos?
Kendall – Esse é o seu quarto?
Terry – Eu insisto, por favor! – Quando Terry vira de costas para Kendall, ela fica com uma aura negra.
Kendall – Obrigado! – Terry já abriu a porta para ele. – Isso... – Terry o empurra. Terry o encara.
Terry – Não precisa ser tímido, pode se sentar. – Terry coloca a chave em cima de seu gabinete.
Kendall – Assim?
Terry – É! – Terry já do lado dele, sentada junto bem colocada.
Kendall – “Como ela fez isso tão rápido? O que essa anãzinha pretende?”.
Terry – Então. – Ela olha para ele com um olhar astuto. – Você estava me espionando, não é não? – Terry coloca uma de suas mãos sobre o seu ombro.
Kendall – Se você não gostou...
Terry – Não. Na verdade, achei super fofo. Estranho, mas fazer o quê? Acho que isso não é o tipo de coisa que acontece sempre, não é mesmo? Sinto como se meus sentimentos reprimidos estivessem me fazendo borbulhar. – Terry dá um selinho no rosto de Kendall. Ele fica paralisado, com o coração na ponta da faca. – Eu deveria dizer pra você não fazer mais isso, mas eu só prefiro aproveitar a ocasião. – Terry o deita sobre cima da cama e fica por cima dele.
Kendall – O que você tá fazendo?
Terry – Relaxa, isso é natural. – Terry agora o olha com um olhar completamente diferente. – Mas já que chegamos até aqui deveríamos ir até o final, não acha? – Kendall então fica com um olhar onde as pupilas dos seus olhos mudam. Terry tira as suas calças.
Kendall – Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhh! – Kendall dá um gritão e saí correndo rapidamente de forma assustada pela escada. – Ela viu o meu pinto! Ela viu meu pinto Vey! – Terry em seu quarto.
Terry – Acho que com isso ele nunca mais querer ficar me espionando outra vez.
Kendall e Terry off.
Mike, Charlie e Darcy on.
Charlie – Posso falar com você rapidamente? – Eles se distanciam um pouco de Darcy, na verdade eles já estão na entrada do local. – A Sandy. Por qual motivo ela decidiu fazer isso?
Mike – Ela tinha que pensar na vida. Pensei que a Terry tivesse te falado isso.
Charlie – É que eu não consigo entender as coisas com alguém me insultando o tempo todo. Mas...
Mike – O quê?
Charlie – Ela não fez isso por minha causa? Fez?
Darcy – É aqui garotos! Vocês caminham muito rápido! – Algum tempo depois. – E aí! O que acharam? – Diz Darcy com um sorriso e uma risada.
Mike – Não sabia que era chegada em astronomia.
Darcy – Eh. Tá vendo aquilo ali? Eu e minha mãe costumávamos ficar olhando pra ele(a). Às vezes eu achava e às vezes não. Acho que não sou muito boa nisso, mas era divertido!
Mike – É, você é mais surpreendente do que eu esperava.
Darcy – A melhor parte desse local aqui é... – Ela pega em um aparelho de som e o liga. – ... a música! – Você gosta de dançar? Sabe. – Ele sinaliza “Mais ou menos”. – Vamos?
Mike – Não, obrigado! Chama o Charlie?
Darcy – Você é meio travado, hein! Vamos lá Charlie! Mostra pra ele do que somos capazes. Eu amo essa música e você? – Sinaliza virando o rosto de forma carinhosa e voltando. Eles começam a se divertir. – Hahaha, poxa Charlie! Você é um tremendo pé de valsa! Já tinha feito isso antes?
Charlie – É a minha primeira vez, então acho que eu sou um tremendo prodígio. E você?
Darcy – Já fiz aulas de balé. – Charlie “Ah” – Isso é muito desafiador e ao mesmo tempo divertido. Acho que não vou mais conseguir acompanhar o seu ritmo. – Charlie “Quieta aí!”. Darcy sai completamente nocauteada, seus olhos ficam com um “x” enquanto algumas estrelas começam a girar por sua cabeça.
Mike – Isso foi astronômico! – Darcy começa a rir.
Charlie – Eu diria mais pra humilhante.
Darcy – Acho que temos outras coisas pra fazer, vamos Charlie!
Charlie – Espera! Eu estava tentando arrumar uma nova amiga pro meu amigo e não pra mim. – Mike ri e depois começa a escrever uma carta.
Mike – “Irmã! Já faz um certo tempo que não nos vemos, enfim. Sei que você queria dar um tempo pra si mesma e pensar um pouco melhor na vida. Só queria dizer que estamos bem. Saudade!
Bom! Tive um dia bem legal com a minha amiga “Darcy” (É, eu fiz uma amiga graças a alguém) e o Charlie. A propósito, ele está muito bem. Vi umas coisas bem interessantes e isso me deu uma ideia bem bacana. Espero que curta.
Com isso dou início ao projeto: protocolo casa da árvore.
Vai ser meio trabalhoso, mas vou convencer todo mundo a fazer parte disso. Com a inteligência da Terry, a criatividade do Charlie e o Kendall fazendo todo o trabalho duro, tenho certeza que isso vai dar certo. E claro! Com uma nova pessoa ajudando. Era seu sonho ter uma casa na árvore. Vou fazer tudo o que eu puder para que você se sinta bem quando ocorrer o seu regresso.
Vou sentir saudade das suas piadas!
Com Amor! De Michael Walker para Sandy Walker.”
Para Kendall e Terry.
Kendall – Isso é um bolinho?
Terry – Toma! Sei que o Charlie que mandou você ficar de olho em mim.
Kendall – Você descobriu.
Terry – E a propósito, nunca mais volte a fazer isso de novo. Estamos entendidos? – Kendall sinaliza com a cabeça e após ele dá uma mordida no bolinho. Após ele começa a desconfiar de algo como se tivesse se tocando.
Kendall – O que você colocou nele?
Terry – Massa. – Com uma cara de “Hum?”.
Kendall – Se não matar engorda!
Terry – Boa noite pai!
Ryan – Boa noite! Pelo menos uma fala nesse capítulo.
Fim.
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