Charlie

3 Relacionamento


Ainda não conseguia retira-la da cabeça, mas mesmo assim eu resolvi não a ligar, não queria correr atrás dela. Se passaram algumas semanas e eu continuei saindo com garotas aleatórias, dormindo com elas e pensando em Raquel.

Não foi estranho receber uma mensagem dela, mesmo depois de semanas sem conversar, abruptamente ela queria sair comigo. Ainda não foi estranho como eu saí com ela, como eu bebi e como nós dançamos durante muito tempo. E como eu, Raquel, Jack e Rupert acordamos em outra situação bizarra na manhã seguinte.

Na manhã seguinte acordamos dentro de um banheiro químico, todos nós quatro. E toda essa história bizarra começou a realmente incomodar Jack, que com o tempo parou de ir comigo aos meus encontros com Raquel, de pouco em pouco. Naquele tempo eu não percebi ele se afastando lentamente, e eu também não me importei muito com toda essa ideia, especialmente porque achava que tinha muitos amigos e que toda aquela história realmente só tinha a ver com ele.

Como muito tempo se passava desde que começamos a sair, resolvi pedir para sair com Raquel, em um encontro real. Eu queria ter algo com ela, com aquela garota que sempre me tirava das piores situações do mundo, tinha um corpo perfeito, me abraçava e me beijava. Eu queria conversar com ela, queria conhecer ela, queria poder querer estar com ela.

Fomos a esse restaurante bem barato e bem arrumado do qual eu costumava levar todas as garotas com as quais eu saia. Nós sentamos perto da janela, com um arranjo de flores ao nosso lado.

Raquel era muito animada, falou sobre a comida, sobre descolorir seu cabelo e sobre como ele era crespo naturalmente e ela amava aquele black. Ela era linda, sorria sempre, ria das minhas piadas, mesmo que horríveis, além de falar com suas mãos bastante. Aquilo me manteve entretida. Nós gostávamos das mesmas series e dos mesmos filmes, e apesar de não ler, ela amou todos os poemas que eu recitei.

Raquel também achou que eu realmente tinha um estilo francês com meu chapéu e olhos azuis. Já ela omitiu partes de várias partes de várias histórias de sua vida, parecendo toda misteriosa e excitante. Ela me prendia, intensamente. Sua cor favorita era verde claro, ela estudava em uma escola perto de minha casa, ela não escutava tantas músicas, mas gostava bastante de eletrônica e rock pesado. Raquel partilhou minhas músicas indie e tirou fotos com meu chapéu, ela já tinha uma carreira e gostava de roupas caras e ficava me ouvindo fazendo caretas. Ela gostou do meu perfume e levou uma blusa minha para casa, disse que não queria transar e me beijou, intensamente.

Passaram três dias e eu fui buscar ela em sua escola, a pedido dela. Fiquei parada no portão da escola, apoiei no portão da escola e fumei um cigarro. Assim que ela me viu, correu do portão de sua escola e pulou em meus braços, me beijando. Aparentemente, ninguém intervia em nada do que ela fazia, passando por todos, enquanto eles abriam caminho e ela estava sozinha. Comemos no Mc Donald’s ao lado da escola e ela me deu um moletom grande com seu cheiro e disse que mandasse uma foto dormindo com ele. Raquel disse que realmente gostava de mim, de uma forma especial e ela cabia em meu abraço quase que perfeitamente.

Fui trabalhar, no mesmo dia e no final das minhas horas de trabalho, ela estava lá na porta, me esperando, na porta da loja, como uma pervertida louca. Seu sorriso iluminou o meu dia pesado por mil homens diferentes buscando por alugar filmes pornôs. Ela segurou a minha mão e disse que queria que eu conhecesse a sua casa.

Caminhamos algumas quadras até uma casa atrás da loja. Ficamos no portão de uma enorme casa branca com janelas azuis. Nos sentamos em um dos três degraus e ficamos conversando até seus pais chegarem, quando subimos para seu quarto.

Raquel retirou sua mochila e jogou na cama, abriu sua blusa de botões, mostrando uma blusa abaixo daquela. O corpo de Raquel foi jogado na cama e eu me sentei em seu lado.

–Como é trabalhar em uma loja de artigos pornográficos? – ele jogou seus pés sem sapato sobre minhas pernas.

–Bem engraçado na verdade. Você não sabe as insanidades que me aparecem. – coloquei minhas mãos sobre suas pernas.

–Me conte o que aquele gordinho que saiu da loja quando eu estava lá comprou hoje. – ela sorriu e se arrumou na cama.

–Ele alugou quatro filmes. – ela suspirou, como se fosse inútil, então eu arrumei minha postura e falei de forma intensa – Um gay, um lésbico e dois de bondage, mas não qualquer bongade, um bondage com uma dominatrix. Dois tipos de lubrificante, uma caixa de camisinha e uma daquelas roupas estranhas de látex. – comecei a rir, no momento em que terminei de falar aquelas frases.

–Meu Deus — Raquel caiu em gargalhada, e então respirou fundo e disse -, qual o mundo bizarro de onde surgiu essa criatura? – e voltou a rir.

Depois de parar de rir ela se apoiou sobre os cotovelos, ficando levemente sentada, me olhando em minha direção. E ela estava linda, muito linda.

–Você tem olhos lindos. – passei os dedos sobre sua bochecha, então ela sorriu e beijou a minha bochecha, então sorriu.

–Achei que fosse tentar algo. – ela se sentou.

–O que?

–Você sabe... – seu sorriso malicioso se abriu.

–Você disse que não queria... Eu estou respeitando isso.

Raquel então saiu da cama, ela trancou a porta. Então ela parou em minha frente, tirou sua roupa e se sentou em meu colo, enquanto eu fiquei ali, boquiaberta.

–Talvez eu esteja pronta. – ela me beijou.

Raquel me deixou paralisada mais uma vez, e assim que eu voltei do meu choque, rapidamente, a deitei. Não bastou muito tempo para que ela retirasse toda a minha roupa, sem que eu nem ao menos percebesse. Seu corpo era perfeito e eu finalmente consegui beija-lo por completo, pude a fazer ter prazer, pude a ter comigo, pela primeira vez.