Charlie é o Cara
43 Tem uma virgem em risco!
Notas iniciais
POV-Charlie
Eu estava parada na porta da sala de casa, encostada no batente da porta. Já era tarde da noite e a festa não parecia estar nem a ponto de acabar, a casa estava cheia e Lady Killers do G-Eazy estava tocando, o que não deixava ninguém parado ou vestindo as suas roupas.
Tinha acabado de jogar uma partida de beer pong com Bruce, Katherine, Cece, Louis, Amy e Mary Elizabeth, e já tinha bebido o suficiente, não para me deixar bêbada, mas pelo menos mais confortável e relaxada. Rodei meus olhos pela sala a procura de Peter. Ele estava de pé, encostado no mesa de pinball. Uma mão estava no bolso da bermuda jeans que ele usava agora, junto com uma camisa de botão xadrez, estava com seu boné da MLB virado para trás e ria das piadas de três garotas que conversavam com ele e Jon.
Engoli em seco e tentei ignorar a onda de ciúmes que me invadia, era sempre a mesma coisa quando eu via Peter sorrir para outra garota que não fosse eu.
― Ciúmes fica bem em você. ― Ouvi a voz de Joe e olhei para o lado, ele estava parado ali, olhando a mesma coisa que eu. Deu um gole no seu copo e fez uma pausa. ― Combina com os seus olhos.
Soltei uma risada curta e acenei negativamente.
― Não estou com ciúmes.
― Então com o que você está? Porque pela forma com que você está encarando, só tem um sentimento que possa descrever isso, querida.
― Eu estou frustada. ― Resmunguei, dando um gole no meu copo.
― Está encalhada, você quer dizer. ― Ele abriu um sorriso maldoso de serpente e me cutucou, de forma cúmplice.
― Eu não estou encalhada! Porque vocês continuam dizendo isso?
― Você está estressada, tensa, resmungando sobre tudo, travada, dura. ― Ele foi levantando os dedos da mão ao citar cada item. ― Você precisa dar uma, uma não, você precisa dar várias e que bom que eu conheço alguém que pode resolver o seu problema. ― Joe indicou Peter com a cabeça.
― Cala a boca! ― Disse rindo.
― Estou falando sério! ― Ele riu também, meio sério, meio brincando. ― Chame ele para uma sessão de amassos de três horas, então vamos ver como você vai voltar relaxada.
Arqueei minhas sobrancelhas com a sugestão de Joe, não era lá ruim, na verdade, era muito boa e eu estava a considerando. Mas parecia que toda vez que as coisas começavam a engrenar para mim e Peter, alguma coisa acontecia para impedir. Era quase como se não fosse para acontecer.
― Eu não sei se vai ser possível, já que toda vez que estamos conseguindo alguma coisa, algo acontece e atrapalha.
Joe olhou para mim com desaprovação.
― Isso não vai ser mais desculpa, vou garantir que vocês não sejam mais interrompidos. Pelo menos alguém tem que se dar bem nessa festa. ― Ele levantou o copo.
― Eu não vou chegar nele e chamá-lo para dar uns amassos, é ser muito... atirada.
― Não é não. Mas de qualquer forma, você não vai precisar, ele está vindo aqui. ― Joe indicou com a cabeça e eu olhei, ele realmente estava vindo para cá. ― Vejo você em algumas horas. ― Ele piscou e saiu.
Ele passou por Peter e falou algo para ele em seu ouvido que o fez rir, então saiu e Peter continuou vindo na minha direção. Segurei o meu copo na altura do rosto um pouco envergonhada quando ele parou na minha frente.
― Dança comigo? ― Ele pediu quando Sweater Weather do The Neighbourhood começou a tocar.
― Dançar com você? ― Repeti, como se não tivesse entendido a pergunta. Sorrindo por trás do copo.
― Se não dançar comigo, vou ter que convidar outra garota. ― Ele encolheu os ombros.
― Não se atreva. ― Falei, pegando a mão que ele me ofereceu.
Peter pegou o meu copo da minha mão e o virou de uma vez, acabando com ele e colocou o mesmo vazio sobre uma mesinha.
― Você não vai precisar disso.
Demos alguns passos para a ''pista de dança'' que na verdade, era o meio da nossa sala. As luzes estavam baixas e com a escuridão da noite lá fora, davam um ar mais sombrio sobre o lugar. Algumas pessoas dançavam a nossa volta quando Peter me puxou pela cintura de encontro a ele.
Sorri com o contato, um tanto brusco, mas mesmo assim eu havia gostado. Gostado da forma com que ele tinha prendido meu corpo contra o seu em lugares estratégicos, gostado de como ele envolveu minha cintura com um braço e entrelaçou nossos dedos das mãos. Ele quem comandava e movimentava nossos corpos no ritmo da música, garantindo que eu ficasse bem presa a ele e ele a mim.
― O que Joe te disse? ― Perguntei, com a curiosidade me matando, mas tentando parecer casual.
Descansei meu braço livre em torno do seu pescoço.
― Disse que você está estressada. ― Peter falou em tom baixo, olhando para as nossas mãos. Ele desentrelaçou nossos dedos e começou a deslizar a palma da sua mão pela minha, em um movimento de vai e vem. ― E que precisa relaxar. ― Ele olhou para mim ao dizer ''relaxar''. ― E disse que posse resolver o seu problema. ― Um sorriso apareceu no canto dos seus lábios e seus olhos intercalavam dos meus e da minha boca.
― Ele disse é? ― Sorri de volta para ele, tombando a cabeça para o lado para tentar fazer um pouco de charme.
A música diminuiu um pouco o seu ritmo e Peter deslizou a mão pelo meu braço e parou na minha cintura, envolvendo o braço nela também. Passei meus dois braços em torno do seu pescoço, parando uma mão sobre a sua nuca e passando a unha de leve sobre a mesma.
Eu não achava que fosse possível ficar mais perto dele do que estava antes, mas agora eu havia acabado de me provar errada. Conforme acariciava a sua nuca com a unha, ele aproximou seu rosto do meu, encostando sua testa na minha e deslizando a ponta do seu nariz pela minha bochecha.
― E disse muitas outras coisas. ― Sua cocha se esfregou entre as minhas e eu fechei os olhos com o contato. ― Mas eu não quero falar sobre isso agora.
― Você não quer falar, então o que quer fazer? ― Sussurrei, mantendo os olhos fechados e sentindo os eu nariz deslizar pelo meu rosto.
Eu não precisei abrir os olhos para saber que Peter sorriu.
― Agora? Eu quero me trancar em um quarto com você e só sair de lá com a garantia que você está relaxada. ― Ele disse, me fazendo soltar um suspiro que mais pareceu um gemido baixo. ― Então, eu recomendo que é melhor sairmos daqui agora, antes eu resolva tirar as suas roupas aqui mesmo.
Cravei minhas unhas na sua nuca e abri meus olhos, encarando o seu rosto. Deslizei meus braços do seu pescoço e parei com as mãos nos seus ombros.
― Vamos sair daqui. ― Peguei a sua mão e sai andando na frente.
POV-Amy
― Cadê a Charlie? Ela saiu já faz uma meia hora. ― Perguntei, jogando outro lance de beer pong e acertando em cheio em um dos copos de Cece.
― Eu não sei. Ela some o tempo todo. ― Cece respondeu, pegando o copo e o virando de uma vez. ― É como se ela tivesse uma vida dupla por aí.
― O que vocês estão tramando aí? ― Joe apareceu, com um copo na mão e olhou para nós duas. ― E onde está o seu namorado, aquele pedaço de mau caminho? ― Ele olhou para Cece.
― Louis não é meu namorado. ― Cece disse rindo.
― O que te ajuda a dormir a noite, Cece. E quanto a você, Amy? O que descolou para a noite?
― Bom, já estou descolando uma ressaca para amanhã, um pé na cara do Pablo e bom... pior do que isso não pode, ficar né? ― Soltei uma risada nervosa.
― Eu não vou dizer nada. ― Joe falou, acenando positivamente e fiquei confusa.
Olhei para Cece que fez uma careta, olhando na mesma direção que Joe. Me virei e vi Pablo. Ele estava completamente molhado com tequila e quatro garotas lambiam o seu corpo inteiro, enquanto uma galera gritava em volta.
― Ele é um espécime único, não? ― Disse, acenando positivamente.
― Não fique triste, Amy-Amy. ― Joe me puxou pelos ombros para o seu lado. ― Vamos te descolar um novo namorado. Que tal um Alemão dessa vez?
― Hei, alguém viu Mary Elizabeth? ― Cece perguntou confusa.
― Merda! Perdemos a freira para Katherine. ― Falei, dando um tapa na minha própria testa.
― Olha só o que eu achei gente! ― Jon apareceu ao nosso lado, segurando uma nerf gigante de água, mas ela certamente não estava cheia com água.
Uma garota loira passou na nossa frente e Jon atirou nela, molhando os seus peitos, deixando o biquíni colado no seu corpo. A garota primeiro olhou para ele sem acreditar, depois sorriu.
― Quer lamber? ― Ela perguntou, mordendo o lábio inferior.
Oh Deus, espero que Mary já não tenha se tornado uma das: Quer lamber?
POV-Charlie
Nós subimos para o quarto, havia uma boa quantidade de pessoas ali em cima também. Paramos na porta do quarto e Peter tirou um molho de chaves do bolso, usando uma delas para abrir a porta do seu quarto. Ele abriu a mesma e fez um sinal com a mão para eu entrar.
― Primeiro as damas.
Sorri para ele e parei na porta, o olhando. Dei um passo para trás, entrando no quarto. Assim que estava dentro do mesmo, estiquei minhas mãos e agarrei em sua camisa, puxando ele pela mesma para dentro do quarto. Assim que Peter estava dentro, empurrei a porta com o pé, fazendo-a bater e depois o empurrei contra a mesma. Ele sorriu malicioso e usou só uma das mãos para trancar a porta, deixando a chave na mesma.
Levou suas duas mãos para o meu rosto e sugou seu lábio inferior, me olhando. Eu estava usando uma blusa comum de alcinhas, Peter deslizou as mãos dos meus rostos até meus ombros, enganchando os dedos nas alças da minha blusa e puxando ambas para baixo, fazendo-as cair pelos meus ombros.
― Você não vai precisar dessas também. ― Ele disse bem humorado, puxando a minha blusa para cima. Levantei os braços, ajudando-o a tirá-la.
Peter a jogou em um canto e me olhou com desejo.
― E nem você disso. ― Tirei o seu boné e o joguei na mesma direção da minha blusa.
Ele sorriu e passou a mão pelo cabelo, ajeitando-o. Comecei a caminhar para trás, me afastando dele lentamente. Caminhando em direção a cama, fiz um sinal com o dedo o chamando e ele não resistiu, começando a vir também. Cai sentada na cama e fui me arrastando pela mesma, fiquei deitada, me apoiando nos cotovelos para ver Peter se aproximar. Ele veio por cima de mim, o colchão sedendo com o seu peso, uma mão em cada lado do meu corpo, me prendendo embaixo dele.
Ele me beijou de imediato, toquei seu rosto com uma mão e com a outra continuei me apoiando no colchão. Minha boca se abrindo com desespero pela língua dele e ele me entregando o que eu queria. Me deitei completamente na cama, afastando minha boca da dele logo após ele sugar meu lábio inferior para dentro da sua boca. Fiquei apenas deitada ali por um momento, olhando para o seu rosto e ele sorriu.
― O que? O que tá olhando? ― Ele perguntou, sorrindo.
― É que você é muito bonito. ― Respondi sinceramente, sorrindo.
― Eu tenho genes muito bons. ― Peter piscou, de forma debochada e me fazendo rir. ― Tem certeza que é só isso? ― Ele perguntou, apertando os lábios em sinal de preocupação. ― Porque se você não quiser, nós podemos nos pegar até não aguentar mais. ― Brincou.
― Bom... ― Fiz uma pausa e desviei meus olhos dos dele por um momento, soltei uma risada curta e nervosa. ― Eu estou meio... nervosa. ― Foi o que eu consegui dizer, o resto das palavras pareciam sumir e a vergonha tomar conta.
― Você não quer?
― Não! Não! Eu quero! ― Me apressei a dizer, não o deixando terminar a frase.
Ele sorriu e acariciou o meu rosto com uma das mãos.
― Não tem porque ficar nervosa, é só sexo. Eu não sei o que você ouviu por aí, mas eu também não sou tudo isso, ok? ― Ele disse me fazendo rir e me deixando mais relaxada.
― Não é apenas sexo. ― Beijei o canto da sua boca. ― É biologia. ― Peter riu com a menção e lhe dei um beijo no outro lado da boca. ― E matemática.
― Você é tão inteligente, minha nossa! ― Ele disse com uma mistura de orgulho e tesão na voz.
― Atração. Aplicando ângulos. Pressão. Velocidade. ― Murmurei, enquanto Peter beijava o meu pescoço e empurrava o seu quadril contra o meu.
Ele estava com os braços apoiados ao meu lado, um pouco mais alto do que eu. Levei minhas mãos até a sua camisa e comecei a puxar a mesma, sem perder tempo em abrir botão por botão. Tirei a mesma dele mais rápido ainda e Peter a jogou longe. Deslizei minhas mãos pelas suas costas, seus ombros e parei no seu peitoral nu.
Peter usou uma das mãos para envolver minhas pernas em torno dele, deixando mais espaço para ele se deitar entre as minhas pernas. Mantive uma mão nas suas costas e a outra na sua nuca, ele baixou o rosto para o meu pescoço e começou a beijá-lo lentamente. Apertei mais minhas pernas contra ele e empurrei meu quadril em direção ao seu. Em resposta, Peter apertou uma cocha minha e levou sua mão até o botão do meu short jeans, o abriu com facilidade e empurrou o zíper para baixo com o indicador. Ele ficou de joelhos na cama e começou a puxar o meu short para baixo com as duas mãos, tirando-o com facilidade.
Quando fiquei vestindo apenas o meu biquíni, me sentei na cama e fiz com que Peter se sentasse também, engatinhei até ele e me sentei em seu colo, de frente para ele. Um joelho de cada lado do seu corpo, sentada sobre as suas cochas e coloquei minhas mãos nos seus ombros. Ele acariciou as minhas costas com as mãos, fazendo eu me arrepiar, enquanto beijava o meu maxilar e a minha mandíbula de leve.
Suas mãos pararam sobre o laço do meu biquíni e ele começou a puxá-lo, desfazendo-o bem devagar para me torturar. Sua boca estava no meu pescoço quando ele acabou, deslizou as mãos das minhas costas até a minha cintura. O biquíni ficou parado no lugar, com a parte de cima ainda amarrada. Tirei o mesmo pela a cabeça e o joguei para o lado. Peter se afastou o suficiente para ter uma visão de mim, completamente nua da parte de cima.
Ele não disse nada, apenas me encarou em silêncio com os olhos queimando de desejo. Colocou as duas mãos nas minhas costas como apoio e beijou o osso da minha clavícula, então foi descendo os beijos, entre os meus seios até alcançar um com a boca. Arqueei minhas costas imediatamente com seu toque, mas Peter me manteve próxima com as mãos nas minhas costas. Deslizei meus dedos entre seus fios de cabelos e puxei os que ficavam próximos a sua nuca, Peter soltou um gemido abafado com a boca contra meu seio. Passando a língua em volta de um mamilo e pressionando os dentes de leve sobre o mesmo. Com a outra mão sobre meu seio, ele massageava e apertava levemente, deslizando o mamilo por entre os dedos. Desci minhas mãos da sua cabeça para as suas costas e arranhei toda a extensão das mesmas, em resposta a mim, Peter usou mais força com a boca.
O volume na bermuda de Peter crescia embaixo de mim, cada vez maior e mais duro. Apertei seus ombros com as duas mãos e comecei a movimentar meu quadril para frente e para trás sobre o volume nas suas calças. As mãos de Peter foram imediatamente paras as minhas cochas, ele foi subindo as mesmas por ali até chegar na minha bunda, apertou a mesma e sorriu.
― Você deve fazer isso quando estivermos sem as roupas. ― Ele falou de forma maliciosa, com o sorriso ainda no rosto.
Não resisti e sorri de volta para ele, em seguida o beijei, envolvi meus braços no seu pescoço e fui diminuindo o ritmo lentamente sobre ele, fazendo o vai e vem mais devagar, porém mais intenso. Peter usou as mãos sobre a minha bunda para me apoiar no movimento. Ele levou uma mão até a parte interna das minhas cochas e começou a deslizar os dedos pela mesma, mas toda vez que chegava perto da calcinha do meu biquíni, corria seus dedos de volta para trás, me torturando. Soltei um gemido descontente contra seus lábios e ele entendeu o recado. Seus dedos vagaram de volta pela minha cocha e dessa vez alcançaram o cós da calcinha do biquíni, ele desceu os quatro dedos da mão pelo tecido, me roubando um gemido com a sensação dos seus dedos quentes me tocando, com apenas uma fina camada de pano no caminho. Usou o dedo do meio para pressionar contra o tecido, alcançando o meu clitóris. Dei um tranco no seu colo e apertei minhas pernas em torno dele e ele repetiu o movimento, me fazendo tremer novamente.
― Já provocou o suficiente, livre-se dela. ― Murmurei sem pensar, me referindo a calcinha. Com meus lábios contra os seus e olhos fechados. Já sem conseguir pensar direito com as sensações que ele estava me causando.
Eu pensava em demorar um pouco mais para ficar completamente nua na frente de Peter, mas devido a forma com que as coisas estavam indo, eu já não conseguia aguentar mais. Sai do seu colo enquanto Peter puxava a minha calcinha para baixo, ele a tirou pelos meus pés e apertou na mão antes de jogá-la no chão. Me sentei na cama, enquanto Peter ficou de joelhos na minha frente. Passei minha mão sobre o volume da sua bermuda. Desabotoei o seu cinto com pressa e o tirei, puxando-o de uma vez só e o joguei longe. Abri o botão da sua bermuda e o zíper, puxando-a para baixo e Peter terminou de tirá-la, chutando-a para longe com os pés.
― O que aconteceu com as samba canção? ― Perguntei, vendo que ele usava uma boxer preta hoje.
― Estavam todas sujas. ― Ele dei de ombros e sorriu.
Me ajoelhei na cama também, ficando a sua altura e segurei seu rosto, beijando-o lentamente. Quando meus lábios se afastaram dos dele e nossos olhos ficaram na mesma altura, perguntei.
― Você tem? ― Gaguejei. ― Uma... camisinha? É claro que você tem, é só... ― Ele sorriu pela forma com que me atrapalhei com as palavras.
― Segunda gaveta no criado mudo. ― Ele indicou o criado mudo ao lado da cama com a cabeça.
Acenei positivamente e me estiquei até ali, abri a gaveta e encontrei uma caixinha delas, peguei uma e voltei para Peter. Olhei a embalagem e depois para ele, mordi a lateral do envelope e o rasguei.
POV-Cece
Eu, Amy e Joe havíamos nos separados para procurar por Mary Elizabeth e combinamos de nos encontrar novamente na sala em meia hora. Eu estava procurando ela pela casa quando encontrei Louis na cozinha. Ele estava com as duas mãos apoiadas no balcão, com uma garrafa de cerveja na sua frente e agora vestia uma camiseta cortada do Cheap Trick.
Why'd You Only Call Me You're High do Arctic Monkeys estava tocando. Me aproximei dele sorrindo e lhe dei um beijo no braço, ele me olhou sério e eu sorri.
― Qual a da cara de mau? ― Perguntei sorrindo e ele apenas desviou os olhos para outro lado. ― O que foi? ― Fiquei séria e me afastei dele.
Ele esperou alguns segundos para responder e passou a língua pelos lábios.
― Johnny me contou uma coisa. ― Louis disse sem olhar para mim, a expressão séria.
― Ah, jura? ― Soltei uma risada surpresa. ― E o que o maravilhoso Johnny te contou dessa vez?
― Ele disse... ― Ele começou a falar, mas continuou olhando para a frente e não para mim.
― Olha para mim quando vai falar! ― Disse irritada, o cortando.
Louis se virou bem devagar e olhou diretamente para mim, ainda sério. Então continuou:
― Você fez aquilo com Angel?
A pergunta me pegou de surpresa, eu só não entendia como Johnny sabia disso. Levei alguns segundos para calcular uma resposta que não fosse a mais óbvia: SIM! Mas como eu queria evitar uma briga, apenas improvisei.
― Fiz o que? ― Sorri de forma confusa.
― Você sabe sobre o que eu estou falando.
― Eu acho que Johnny devia cuidar da porra dos seus próprios assuntos. ― Falei irritada.
― Sério, Cece? ― Louis falou e se virou, se encostando no balcão e cruzando os braços sobre o peito, acenando negativamente a cabeça em sinal de desaprovação. ― Não acha que foi longe demais dessa vez?
― Longe demais? Ela merecia coisa pior! Eu não sou santa Louis, mas Angel também não é. Então não fique puto comigo como se ela não merecesse isso.
― Bom, você não pode ser apenas um pouco compreensiva? ― Ele se virou para mim novamente. ― Porque pelo que eu me lembro, há um tempo atrás você costumava ser muito como ela. Apenas ignore, em algum momento ela vai crescer!
― Eu não vou ignorar, porque diferente de você eu não aceito um monte de merda e continuo fazendo cara de paisagem! ― Acabou saindo alto demais da minha boca e eu apontei o dedo direto para o rosto dele, chamando a atenção da pessoas em volta.
Abaixei a mão, um pouco envergonhada e respirei fundo.
― Quer saber, Louis? Isso não funciona. Nunca funciona. ― Apontei para mim e para ele, falando mais baixo. ― Agora se me dá licença, eu tenho uma Amish bêbada para encontrar. ― Peguei a sua garrafa e sai dali.
― Cece, espera! ― Ele pediu mas eu não parei.
POV-Charlie
Tirei a camisinha de dentro da embalagem e joguei a mesma vazia no chão. Olhei para a camisinha e depois para Peter, que aguardava com uma certa ansiedade. Olhei para o volume na sua cueca e depois para ele novamente.
― Você quer que eu? ― Ele perguntou, quando percebeu que eu estava olhando demais. ― Quer que eu coloque?
― Não. Não, tudo bem. ― Acenei positivamente. ― E-eu... eu posso fazer. ― Gaguejei e apertei o lábios.
― Ok. ― Ele acenou positivamente e ficou me olhando, esperando.
― Ok. ― Repeti, estalando os lábios e olhando para a camisinha. ― Eu posso fazer isso. ― Disse, tentando convencer a mim mesma que eu podia.
Eu não tive muita experiência colocando camisinhas na vida, elas estavam bem resumidas ás aulas de Educação Sexual na escola e uma vez só com meu ex-namorado, já que ele insistia em fazer isso sozinho. Mas não era tão difícil assim, era só colocar e deslizar, certo? Deslizar e colocar? Ah, que se foda!
Segurei no cós da cueca de Peter e a puxei para baixo, abaixando-a até a metade das suas cochas. Baixei os olhos para o seu membro ereto, arquei as minhas sobrancelhas e os cantos da minha boca foram para baixo em surpresa.
― Nada mau. ― Falei, acenando positivamente para ele em aprovação.
― Eu disse, eu tenho genes bons. ― Ele sorriu orgulhoso de si mesmo e então olhou para baixo.
― É meio grande, né? ― Perguntei, virando a cabeça para o lado e olhando para baixo também. ― Será que vai caber?
Peter começou a gargalhar e eu fiquei vermelha de vergonha, olhando para ele.
― Vai. ― Ele acenou positivamente, ainda sorrindo e eu me encolhi de vergonha.
Não sei se depois dessa eu ia conseguir ir adiante, mas já estava ali, então tinha que ir. Abaixei as duas mãos e levei a camisinha até a cabeça do seu membro, tentando encontrar a melhor forma de encaixá-la ali. Olhei para cima e vi que Peter fazia uma careta.
― Quase lá... ― Falei, mas eu estava realmente me atrapalhando.
― Precisa de ajuda aí? ― Ele perguntou.
― Não... ― Acenei negativamente, mas eu precisava, precisava muito, estava desesperada por ajuda. ― Porque eles fazem essas coisas tão lubrificadas? É difícil de segurar sem escorregar.
― Deixa eu ajudar. ― Escutei Peter rir e ele colocou suas mãos sobre as minhas, me ajudando. ― Viu? É assim. Muito bem. ― Ele sorriu orgulhoso e eu olhei para ele envergonhada. ― Na próxima vez você vai se sair melhor, a pratica leva a perfeição. ― Peter piscou.
― Próxima vez? Nós nem tivemos uma primeira ainda. ― Disse sorrindo.
― Ok, então você quer discutir a semântica da minha frase ou fazermos uma vez? Para depois irmos para outra. ― Ele me roubou um beijo. ― E depois outra e outra...
― Vamos fazer isso. ― Respondi, sorrindo.
Peter terminou de tirar a sua cueca enquanto eu me deitei na cama, respirei fundo e esperei que ele viesse até mim.
― Isso é tão constrangedor. ― Falei, quando ele se deitou sobre mim. ― Sexo poderia ser como nos filmes, assim não íamos passar por situações constrangedoras como essas.
― Ah, não! Se fosse como nos filmes não ia ser tão divertido, eu não ia poder rir da sua cara. ― Ele disse rindo, bem humorado.
― Cala a boca. ― Disse sorrindo de volta e lhe dando um tapinha no ombro.
― Ok.
Ele abaixou o rosto na altura do meu e pressionou seus lábios nos meus, sem pressa. Iniciando um beijo devagar, a cada vez que sua boca se movia na minha, a intensidade do beijo aumentava um pouco mais. Passei meus braços por debaixo dos seus e coloquei minhas mãos sobre as suas costas, ele tinha as costas deliciosamente largas, subia e desci as minhas mãos pelas mesmas e as arranha de leve de vez em quando. Peter beijava, mordia e chupava o meu pescoço levemente. Com um braço se apoiava na cama e o outro levou até seu membro, segurando na base do mesmo e o deslizando sobre o meu sexo. A lubrificação da camisinha ajudava, mas o que realmente fazia a ponta do seu membro deslizar com tanta facilidade por mim era a forma pela qual eu estava molhada por ele, latejando e o desejando. Encontrou a minha entrada e encaixou a cabeça do seu membro, soltei um gemido baixinho quando o senti.
Peter começou a empurrar seu quadril na direção do meu e levou a outra mão livre até a minha cintura. Dei um tranco para trás quando senti seu membro me invadindo e cravei minhas unhas na sua costas, Peter parou e me olhou.
― Está tudo bem? Doeu? ― Havia preocupação evidente no seu olhar.
― Não, tudo bem. ― Soltei um suspiro e sorri. ― Está até muito bom, é só que eu não faço isso há algum tempo.
― Ok, ok. Eu vou mais devagar. ― Ele disse.
Ele continuou empurrando seu membro para dentro de mim, mas agora um pouco mais devagar. Me fazendo sentir centímetro por centímetro dele me invadir. Beijei do seu pescoço até o seu ombro enquanto ele me penetrava até onde conseguiu. Envolvi minhas pernas em torno da sua cintura e o apertei, pedindo por mais e conseguindo. Ele ficou parado sobre mim por uns instantes, me dando tempo o suficiente para me acostumar com seu pau dentro de mim para se movimentar, a sensação era ótima. Realmente, eu estava encalhada e precisando disso, só agora que eu tinha eu conseguia entender.
Peter começou com movimentos lentos do seu quadril contra o meu, apenas o pressionando e foi aumentando a cada vez. Indo e vindo dentro de mim, bem devagar, enquanto eu me comprimia ao seu redor a cada movimento. Passei um braço em torno do pescoço dele e mantive o outro na suas costas, acompanhando os seus movimentos lentos e sem pressa. Mesmo com o pouco esforço, o contato físico de nossos corpos ligados em todas as partes e o tesão que fazia o nosso sangue ferver, esquentou os nossos corpos e junto com aquele calor nós dois já estávamos cobertos por uma fina camada de suor. Isso fazia o seu peitoral deslizar sobre o meu. Peter encostou sua testa na minha e apertei a sua nuca, ele mantinha seus olhos nos meus. Seus lábios eram uma linha fina de concentração e a minha boca estava entre-aberta, enquanto eu soltava gemidos baixos sem perceber.
Com os meus gemidos aumentando, Peter gradativamente aumento a velocidade e a força nas investidas contra mim. Com o tesão subindo a cabeça, eu já empurrava o meu quadril de encontro ao dele toda vez que ele investia contra mim, com força o suficiente para fazer meu corpo se movimentar embaixo dele. Se ele continuasse desse jeito, eu não ia aguentar muito tempo.
― Vamos trocar. ― Sussurrei em seu ouvido e empurrei seus ombros, obrigando-o a sair de cima de mim.
― Ok. ― Ele disse meio ofegante e acenou positivamente.
Peter se deitou e eu fui para cima dele, montando-o. Usei uma das mãos para me apoiar em seu peitoral e a outra para segurar o seu membro enquanto eu me sentava sobre o mesmo. Peter soltou um gemido baixinho.
― Minha nossa, adoro mulher por cima! ― Ele sorriu, aprovando.
― Não me diga! ― Saiu como um gemido e eu estava de olhos fechados, com Peter completamente dentro de mim novamente.
Ele levou as duas mãos as minhas cochas, me apoiei com as duas mãos no seu peitoral e comecei a movimentar meu quadril com seu pau dentro de mim, indo o mais rápido e o mais forte que conseguia. Mantive meus olhos fixos nos de Peter, as mãos dele apertaram as minhas cochas com força e eu soltei um gemido alto, sem me preocupar com o fato de alguém ouvir, mas eu sabia que não seria possível. Até porque ainda ouvíamos a música alta de dentro do quarto e a festa ainda acontecia lá fora. Tirei as mãos do seu peitoral e joguei meus cabelos para trás, então me apoiei nas suas cochas, com as duas mãos para trás, me conseguindo mais liberdade para me movimentar sobre ele. Cavalgando em cima de Peter, o colchão sedia com os nossos movimentos e a cama se movia junto. Peter deu um tapa ardido sobre uma das minhas cochas e em seguida levou a mão até um seio meu, apertando-o. Tirei uma mão da sua cocha e agarrei a ele no meu peito, entrelaçando meus dedos nos dele. Peter aproveitou essa oportunidade e me puxou pela mão, fazendo eu me deitar sobre ele.
― Não para! ― Ele disse quando eu parei de me mover em cima dele.
Obedeci e continuei, meus seios se esfregando contra o seu peitoral molhado de suor. Peter levou uma mão até a minha nuca, envolveu meus cabelos na mão e puxou-os de leve. A outra mão estava envolta na minha cintura, me mantendo presa a ele. Me apoiei na cama com um cotovelo e com a minha mão livre segurei seu rosto para beijá-lo. Peter segurou na minha cintura, me impedindo de me movimentar sobre ele, foi então que ele começou a investir contra mim. Empurrando seu quadril para cima e dando várias estocadas seguidas. Soltei um palavrão em forma de gemido com a boca próxima ao seu ouvido e Peter beijou meu pescoço, um beijo que acabou virando um chupão. Cravei minhas unhas no seu ombro, sem conseguir mais resistir. Minhas pernas já davam pequenos espasmos em sinal de que eu estava atingindo um orgasmo. A cada investida de Peter eu me sentia mais apertada, não conseguia mais aguentar. Deixei vir e tremi nos braços de Peter, que me apertou com mais força e não parou de empurrar seu quadril contra o meu, transformando a coisa toda numa sensação maravilhosa. Eu alcancei o orgasmo, mas Peter ainda não havia acabado, ele continuou com os movimentos intensos e aquela sensação maravilhosa continuou se alongando enquanto ele não parou. Era como ter um orgasmo atrás do outro. Peter precisou me segurar sobre ele, enquanto eu apertava o lençol da cama nas mãos e gemia com a boca contra o seu ombro. Quando Peter finalmente gozou, com uma última investida com força, ele afrouxou os braços ao meu redor mas ainda não me soltou, seu corpo se relaxou completamente e o meu finalmente pode se relaxar também. As minhas pernas ainda tremiam devido a intensidade do que eu havia sentido, nossas respirações estavam ofegantes e descompassadas, o suor escorria de nossos corpos.
Eu não conseguia dizer nada ou pensar em algo para dizer, apenas ouvia as batidas fortes do meu coração nos meus ouvidos e sentia o peito de Peter se pressionar contra o meu toda vez que ele respirava. Fechei os olhos por um momento, curtindo a sensação e descansando a cabeça no seu peito.
POV-Amy
Eu não conseguia encontrar Mary Elizabeth em lugar nenhum e torcia para Cece e Joe estarem tendo mais sorte do que eu nessa busca, já que sabe lá o que poderia estar acontecendo com ela agora. Olhei ao redor dos jardim a procura dela, encontrá-la seria fácil se ela ainda estivesse usando aquele vestido Amish rasgado, mas se ela estivesse sem, seria um desafio.
Meus olhos pararam sobre Pablo, ele estava dentro de uma piscina de plástico com um monte de garotas sem a parte de cima do biquíni. Olhei para o outro lado, tentando me focar em ir procurar Mary e não ir até lá fazer uma cena sem sentido, mas eu não resisti, me peguei caminhando até lá.
― Hei, Pablo! Eu só estava passando e vi você aí... ― Falei, sorrindo demais ao tentar parecer casual.
Pablo sorriu e acenou positivamente, fingindo acreditar naquilo. Ele levantou o sombreiro que usava e sorriu, então pegou uma garrafa de tequila que estava do lado de fora da piscina e me ofereceu, acenei negativamente.
― Garotas, essa é Amy. Ela me deu um fora ontem a noite. ― Pablo falou bem humorado, arrancando risadinhas da sua nova platéia particular. ― Amy, essas são Gucci, Piu-Piu e Lola e... bom, eu esqueci o nome das outras. ― Ele riu e elas também.
― É, eu entendo o porque. Talvez você devesse dividi-las por as que estão vestidas e as que não. ― Sorri de forma simpática. ― Posso falar com você?
― Claro, pode falar. ― Ele disse, sem sair de dentro da piscina.
― Ham... em privado? ― Tentei novamente.
― Está tudo bem, pode dizer o que dizer na frente delas. Mi piscina, es tu piscina. ― Pablo falou em espanhol e piscou para mim. ― Não quer entrar também?
― Entrar em uma piscina cheia de DST's com você? Não, obrigado. Passo. Mas já que você insiste que eu fale na frente da sua platéia, eu vou falar. Me desculpe, ok? Me desculpe por ser uma idiota, exatamente como você está sendo agora! Mas você é um cara muito legal para fazer esse joguinhos, Pablo. E eu realmente quero muito ser a sua amiga, então se você puder, por favor, voltar a ser aquele cara legal e gentil que você é, para que possamos ser amigos e ficar numa boa, eu ficaria muito feliz.
― Eu não estou jogando joguinhos nenhum. ― Ele respondeu, sério. Então fez uma pausa. ― Você quer ser a minha amiga? ― Pablo passou a mão pelo bigode, ele sempre fazia isso quando estava pensando. ― Podemos falar sobre isso amanhã? Porque hoje eu bebi muita tequila e você sabe... tequila sempre te faz escolher péssimas decisões.
Fiquei em silêncio depois dessa e acenei positivamente, ok, talvez eu mereci. Acenei positivamente para ele e forcei um sorriso.
― Ok, aproveite e sua... suruba. ― Apontei para a piscina e as garotas e sai.
POV-Joe
― Vocês não a viram? Ok, obrigado. ― Agradeci duas garotas que parei para perguntar se haviam visto Mary Elizabeth, a descrevendo.
Mas não importa quem eu parasse, ninguém parecia a ter visto. Já era tarde, todo mundo estava bêbado e ficar descrevendo pessoas para bêbados não funcionava muito bem. Me virei para voltar e falar com Cece e Amy, mas esbarrei em Adam. Que provavelmente ficou ali de propósito. Ele sorriu para mim e cruzou os braços sobre o peito.
― E aí. ― Ele falou.
― Cadê a sua namorada? ― Perguntei, sorrindo de volta para ele.
― Por aí. ― Ele deu de ombros e olhou em volta.
― Ela não pode tirar os olhos de você por um segundo, né? ― Falei sem acreditar.
― Ela confia em mim. ― Adam disse confiante.
― É um hábito dela confiar nas pessoas erradas? ― Cerrei meus olhos para ele, que perdeu o sorriso do rosto.
― Olha, não fique bravo, ok? Eu surtei! O que você esperava que eu fizesse? Os seus amigos viram a gente, a minha primeira reação foi aquela.
― É por isso que eles são meus amigos, Adam. Porque eles não vão contar nada a ninguém. Eu sei que você não está muito familiarizado com o termo amizade, especialmente com as pessoas que você anda, mas ainda é uma coisa.
― Me desculpe, ok? Eu sinto muito. ― Ele pediu, de forma gentil e doce. Só fazendo aquilo para que eu o perdoasse, ele sabia que eu não ia resistir.
― Tudo bem. ― Disse dando de ombros e ele sorriu.
― Podemos nos ver mais tarde? ― Ele pediu, mordendo o lábio inferior.
― Eu perdoei você, mas isso não significa que estamos bem. ― Falei sério. ― Eu preciso ir, você por acaso não viu uma garota viu? Morena, alta, pernas de matar, meio inocente, sorriso bonito, usava um vestido Amish cortado.
Adam fez força para pensar e levou alguns instantes para responder, então acenou positivamente.
― Na verdade, eu a vi sim. Tem uma meia hora que vi ela com Johnny. Eles estavam saindo da piscina juntos, acho que ele ia levá-la para o matadouro. ― Adam deu um sorriso sacana e bem humorado, enquanto eu fiquei sério e sem acreditar. ― O que foi?
― Aquela garota é... ― Nem terminei de falar. ― Tem certeza que ela está com Johnny? Aquele puto!
― Tenho, porque? Relaxa, o que foi?
― Ela é Amish, Adam. Hoje é o primeiro dia dela na faculdade, ela é inocente feito criança! Deixar ela com Johnny é como deixar bebês brincarem com najas! ― Falei irritado. ― Tem certeza que ele ia levá-la ao matadouro?
― É, absoluta. ― Adam acenou positivamente.
― Merda, eu vou ligar para Cece e Amy. Você, liga pro babaca do seu amigo e não deixa ele fazer essa merda!
Liguei imediatamente para Cece e Amy, pedi para elas me encontrarem na esquina da rua Grega. Enquanto isso Adam tentou ligar para Johnny, mas o celular só tocava e Amy e Cece não chegavam lgoo, o que me deixou mais tenso ainda. O matadouro era um parque ficava dentro do campus, haviam muitas árvores antigas e grande por lá, o lugar ficava completamente escuro a noite e era praticamente um motel drive-in quando haviam festas no campus. Eles chamavam o local de matadouro graças a todas as virgindades que foram perdidas ali, eu nunca havia entendido o sentido da piada antes, por nunca ter visto ninguém perder a virgindade lá, mas agora fazia sentido até demais.
Cece e Amy chegaram juntas e eu já andava de um lado para o outro de nervoso, Adam foi pegar o seu carro para nos levar até lá.
― Finalmente! Vamos lá gente, velocidade, tem uma virgem em risco! ― Falei, estalando os dedos em sinal de pressa para as duas.
POV-Johnny
Parei o Porsche embaixo de duas árvores que se transformaram em uma só no matadouro. Desliguei o motor e os faróis e olhei para Mary ao meu lado, abrindo um sorriso charmoso para ela. Ela sorriu de volta, um pouco envergonha.
― Aqui estamos. ― Falei, tirando a mão do volante e me encostando no banco.
― Oh, ok. ― Ela acenou positivamente e soltou o cinto, eu não sei nem porque ela o vestiu. Mary foi abrir a porta e eu a olhei confuso.
― Onde você está indo?
― Você disse que chegamos. ― Ela falou, confusa. Me fazendo sorrir.
― E chegamos. ― Disse sorrindo. ― E ficamos aqui, no carro.
― Oh. ― Ela levantou a sobrancelhas e sorriu surpresa, como se tivesse feito a maior descoberta do mundo. ― Agora ficamos aqui?
― É, podemos ouvir um pouco de música se você quiser. Você me disse que gosta de música.
― Uhum. ― Ela acenou positivamente.
Liguei o rádio e coloquei Pull Me Down do Mikky Ekko para tocar baixo e me virei para ela novamente. Mary continuou me olhando e não disse nada, apenas ficou parada ali. O que ela estava fazendo? Era burra assim mesmo ou esse era um novo tipo de flerte?
Me movimentei no banco e me inclinei para frente, na sua direção, colocando um braço no apoio do banco dela e outra mão na sua perna. Ela ficou imóvel e sem reação, mas quando fui beijá-la, ela simplesmente se afastou. Me olhando como se eu estivesse fazendo algo errado.
― O que foi? ― Perguntei confuso.
― Você ia me beijar! ― Ela falou, como se isso fosse loucura.
― Eu sei! ― Disse rindo, sem entender. ― O que tem?
― Eu acho melhor eu ir embora. ― Ela falou e se virou para abri a porta, mas toquei em seu braço antes de ir.
― Espera! Me desculpa, sério. Me desculpa. Me deixa te levar então, não vou te deixar voltar sozinha. ― Falei sério. ― O que foi? Eu pensei que... bom, você veio comigo até aqui.
― Eu nunca fui beijada por um garoto antes. ― Ela disse, séria e olhando para mim. ― Na verdade, eu não sei nem como se faz. ― Mary falou tímida e sorriu.
― Tá zoando né? Não pode tá falando sério! ― Sorri, sem acreditar e ela continuou séria.
― Tô falando sério sim.
― Nunca, nunquinha? Nem um selinho, nada?
― Nada. ― Ela acenou negativamente. ― Somente Cece que me fez fumar da boca dela hoje. ― Mary sorriu, orgulhosa de si mesma.
― Eu nunca estive em uma situação assim antes, então não sei o que fazer. ― Fiquei em silêncio por um momento. ― Você quer que eu te beije?
― Eu não sei. ― Ela deu de ombros. ― Você quer me beijar?
― Quero. ― Respondi e isso pareceu deixá-la nervosa. ― Posso te ensinar, se quiser.
― Então me ensine.
Mary se inclinou um pouco para a frente no banco, se aproximando de forma ansiosa, com um sorriso tímido no rosto. Me aproximei dela novamente, puxando a sua perna na minha direção, fazendo com que ela se sentasse de lado no banco. Aproximei meu rosto do seu, olhando a sua boca de perto, ela fechou os olhos e engoliu em seco, nervosa.
― Relaxa. ― Sussurrei com os lábios próximos aos seus, pressionando meu hálito quente contra seu rosto.
Me aproximei bem devagar e encostei meus lábios nos dela, eles tremeram por um momento e então naturalmente, Mary os empurrou na direção dos meus também. E foi só isso, um beijo simples e calmo, eu não queria apavorá-la de primeira. Ela afastou sua boca da minha e sorriu, abrindo os olhos.
― Foi bom? ― Perguntei.
― Foi muito bom. ― Ela sorriu.
― Quer tentar de novo? ― Ela acenou positivamente. ― Vamos tentar com um pouco de língua dessa vez.
Beijei ela novamente, com um pouco mais de intensidade dessa vez, pedindo passagem na sua boca para penetrá-la com a minha língua. Mary pareceu se apavorar no começo, mas em seguida cedeu. Fui aumento o ritmo do beijo e ela foi me acompanhando, ficando cada vez melhor.
― Muito bom. ― Murmurei com meus lábios sobre os dela.
― Sim, é muito bom. Eu quero mais. ― Ela disse, puxando meu rosto com as duas mãos e me beijando novamente.
Ela ia com sede ao pote, cada vez exigindo mais da minha boca e eu lhe entregando o que queria. Segurando meu rosto com as duas mãos, deslizei minhas mão pela sua cocha, subindo pela mesma até chegar ao tecido do seu vestido, não ousei parar e o empurrei para cima também. Ela murmurou alguma coisa com a sua boca na minha que eu não entendi, apenas continuei o que estava fazendo, até que ela afastou seu rosto do meu.
― Devemos parar.
― Parar, porque parar? Agora está ficando bom. ― Falei sorrindo, lhe dando um selinho no lábio inferior.
― Porque eu estou sentindo coisas. ― Ela falou, ofegante.
― Coisas? ― Arqueei minhas sobrancelhas. ― Que tipo de coisas?
― Um formigamento. ― Ela respondeu, com sua testa contra a minha.
Abri um sorriso ao ouvir a sua resposta.
― Formigamento? Onde? ― Deslizei minhas mão pela sua cocha e fui subindo pela mesma até a sua virilha. ― Aqui? ― Perguntei, com a mão próxima a ela.
Quando ela foi responder, ouvi alguém bater na janela do carro e me afastei dela, olhando para a janela. Mary fez o mesmo e ficou surpresa. Foi quando eu vi Adam, Joe, Cece e Amy.
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