Chapeuzinho Vermelho
10 Chapeuzinho Vermelho - IX
Notas iniciais
(Jake, não estamos falando de você ^^)
E para quem não gosta da Saga crepúsculo...
(Van Helsing, não estamos falando de você ^^)
Então continuando...
Boa Leitura =)
Depois de passar pelas folhas e os galhos, eles deram juntos o passo que os tirava da estrada, para dentro de um campo verde com a grama baixa que parecia ter sido cortada à tesoura.
O cheiro de pinheiros foi substituído por um aroma doce de flores. A visão de um Bosque fechado com árvores grandes e antigas transformou-se em colinas adornada com pontos coloridos, flores azuis, cor-de-rosa, amarelas... E um lago muito limpo com canoas balançando no ritmo do vento.
Havia pessoas carregando enormes cestos de vime com frutas e pães saindo pelos lados, camponeses com lenços na cabeça e saias compridas. Uma feira, crianças correndo por todos os lados. Não poderia existir lugar mais tranquilo que aquele.
E no alto de uma colina, um castelo. Um lindo castelo de mármore marfim.
– Que lugar é esse? – Perguntou Violet maravilhada.
– Outra história, criança. Aqui, por mais beleza que se tenha a tristeza impera. A filha dos reis sumiu, há dezoito anos. Infelizmente, não podemos fazer nada para ajudar.
– Então quer dizer que... – Começou Violet.
– Sim. Eu sempre estive certo.
Violet começou a correr pelo campo de braços abertos indo em direção ao lago. E quando estava prestes a pular sentiu-se tocada novamente por Lorenzzo. Ele a segurava pelos cotovelos com uma expressão infeliz.
– Não pode.
– Você me traz aqui e eu não posso nem me banhar?
– Alguém poderia vê-la. Não podemos interferir na história dos outros. Temos que agir com cautela... E Violet, precisamos voltar logo para casa. Ficamos fracos quando estamos longe do Bosque.
Violet o encarou tristemente, ainda sem saber o que sentir. Raiva por não poder ficar e tirar proveito daquela terra desconhecida, ou mesmo agradecê-lo por tê-la levado até ali.
– Posso pelo menos molhar os pés? — Perguntou.
– É claro, criança.
Ele a soltou e começou a andar em direção às árvores de onde sairam.
– Não é justo. Não é justo... — Disse chutando a água. — Aqui é tão melhor!
Ela olhou para trás por alguns segundos e o viu sentado no chão com as mãos apoiadas na cabeça, perdido em pensamentos. Não adiantaria sair correndo — ou nadando — só iria se dar ao trabalho de fazer Lorenzzo ficar bravo e deixar de falar com ela por pelo menos uma semana. E talvez ele estivesse certo quanto ao "interferir na história dos outros", Violet tinha mais com o que se preocupar e não tinha tempo para um mera capricho.
Tirou os pés de dentro da água transparente e despediu-se dos peixinhos que vieram apenas para brincar com as pontas de seus dedos.
Caminhou tranquilamente pela grama tentando registrar cada sensação, cada cheiro, para poder se lembrar todas as vezes que se deitasse para dormir — e se forçasse a sonhar com aquilo.
– Agora acredita? — Perguntou Lorenzzo levantando-se do chão.
– Ainda tenho muitas perguntas.
– É claro... É claro que tem.
Lorenzzo passou o braço em volta dos seus ombros e guiou-a pelas árvores, arrancando-a daquele belíssimo lugar, fazendo-a entristecer-se ao lembrar que suas verdades não passavam de frases soltas.
– O que quer saber, Violet? — Perguntou assim que puseram os pés na estrada novamente.
– Gostaria de saber o que vai acontecer de agora em diante.
– Isso, eu não sei.
– Você disse que me explicaria.
– Há coisas inexplicáveis, criança.
– Péssima hora para filosofar, Lorenzzo. Diga-me, o que vai acontecer conosco daqui para frente. Você vai me magoar? Vai me assustar, me fazer sofrer?
Lorenzzo fechou os olhos e respirou fundo, inflando as costas. Afastou-se da garota e segurou a cabeça com as mãos, ameassou sentar com as mãos no chão.
Violet se agachou e levantou seu rosto levemente ruborizado. Ele estava tremendo, arranhando as unhas naquele chão duro de pedra.
– Vou, Violet. Eu quero muito.
Notas finais
Deixa de ser orgulhoso, man. Já levou a mina pra passear, já mostrou que é inteligente, agora parte pro abraço
o/
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