Chantagens

5 Efeitos do ácool


Notas iniciais
Aqui um novo cap. E quem tá feliz? Amanhã chega os Vingadores A era de Ultron. Será que tem coisa melhor? Acho que não. To louca pra assistir, Vai ser o melhor filme do MUNDO!!!! Ah, e nesse cap coloquei uma ceninha do Steve e Tony. Espero que gostem

Peter Povs:

Não sei por que eu ainda trabalho no Clarim Diário. Tony paga os Vingadores, e essa quantia é bem maior que ser fotografo. Mas não posso, ainda não. Tia May desconfiaria se ganhasse dinheiro sem ter nenhum emprego. A única vantagem de trabalhar pra Jameson é que fico sabendo que tudo que ele dirá de mim pra mídia, mas nunca são verdades, somente que sou um vilão que engana a todos. Mas um dia vou mudar sua opinião sobre isso, e está bem perto já que estou nos Vingadores, não oficialmente, mas logo estarei.

E já que hoje eu não trabalho vou à casa de Tony, temos um novo integrante que estava em serviço, o Gavião Arqueiro, ele voltou após cumprir um trabalho ao Fury. Pena que é confidencial, ninguém pode saber o que é.

Hoje além de Sam, Pepper está aqui. Mas não parece muito feliz pela expressão séria. O Tony está ferrado.

– Oi pessoal. – Falo a todos.

– Então você é o Homem-Aranha. – Sam aparece em minha frente com a mão estendida, a aperto num cumprimento. – Não precisa ficar de máscara, ninguém aqui vai entregar a sua identidade.

– Desculpa. É o costume. – Tiro minha máscara. Isso até que é bom. Não preciso respirar sobre todo aquele pano.

– Prazer, eu sou a Pepper. – Aperto sua mão também – Alguém viu o Tony?

– Está descendo a escada agora mesmo. – Clint diz enquanto mexe em suas flechas.

– Obrigada. – Ela vai até ele e o puxa para um canto mais afastado. Não que eu queira, mas posso ouvir a conversa, sabem como é, coisa de Aranha Radioatavia. Steve também tem maior audição, mas deve estar ouvindo menos que eu.

– Tony, você tem ideia do tempo em que a gente não se vê? – ela começa com a voz bem baixa tentando deixa-la calma, mas se pode perceber que está brava – Estou te ligando faz um mês e você nem sequer atende, e nem retorna.

– Não sei se ainda é seguro mantermos contado. Na ultima vez que você foi morar comigo quase morreu. – Tony diz tentando acalma-la.

– Então é isso? Nunca mais vamos nos ver?

– No momento ainda não acho seguro.

– Tony, eu não quero mais um relacionamento assim – ela faz uma pausa – Quero terminar.

Eu e Steve ficamos com a mesma expressão pasma após ouvirmos isso. Trocamos olhares mostrando nossa surpresa, os outros nos encararam não entendendo nada. Só que eu e Steve não respondemos, apenas fixamos nossa audição em Tony e Pepper, buscando ouvir o máximo da conversa.

– Pepper, por favor, pense primeiro. Só estou fazendo isso pela sua segurança. – A voz de Tony sai rouca e baixa, como se estivesse com dificuldade pra falar.

– Eu já pensei muito Tony – posso ouvir seus saltos irem para trás – Tchau Tony. – Ela anda mais veloz até a porta, não se despede de ninguém. A última coisa que ouço foi seus gemidos de choro e Tony se jogando no último degrau de escada.

– Vai lá falar com ele. – Sussurro para Steve. Ele arregala os olhos sem saber como reagir, mas mesmo assim vai até Tony. Sei que Bruce é mais amigo dele, mas duvido que entenda algo de fim de relacionamentos, Steve também não, mas deve mandar melhor que Bruce.

– O que aconteceu aqui? – Natasha pergunta não entendendo o porquê de Steve estar batendo no ombro do Tony diversas vezes falando que já passou por coisa pior.

– Pepper acabou de terminar com Tony e Steve está tentando melhorar o seu ânimo. – Falo resumindo tudo.

– Até que a ruivinha aguentou bastante o Tony. Deveria receber um troféu de maior paciência. – Clint comenta sem estar nem com um pouquinho de pena.

– Em Asgard sempre que estamos deprimidos nos enchemos de bebida – Thor se levanta deixando seu martelo na mesa – Que tal levarmos nosso amigo ao bar mais próximo e o empanturrar de vinho?

– Eu não acho isso certo. – Sam se pronuncia com um olhar de reprovação.

– Eu topo. Isso aqui está chato mesmo. – Clint larga suas flechas e vai para perto de Thor, que sorri feliz.

– Eu só vou porque não tenho nada melhor pra fazer. – Natasha se junta a eles – E vocês dois, vão ou não? – Ela pergunta se referindo a Sam e eu.

– Não sei se devo. Ainda nem tenho idade pra beber. – Respondo incerto.

– Não precisa se preocupar, é só usar a máscara. Ninguém vai pedir carteira de identidade pro Homem-Aranha. – Clint diz fazendo parecer a coisa mais óbvia do mundo.

– Tudo bem então.

– E você Sam, vai ou não?

– Se todos vão, eu também vou.

Thor, com um enorme sorriso, vai ate Tony e Steve e perguntam sobre ir ao bar.

– Não me importo de ir – Steve diz levantando Tony – É até melhor eu ir já que sou o único que não pode ficar bêbado e posso dirigir depois.

– Bom eu quero ficar bêbado – Tony diz melancólico – E quando acordar amanhã eu quero esquecer tudo que aconteceu no dia de hoje.

Thor envolve seus braços no ombro de cada um e os guia para fora, e nós apenas os seguimos.

oOo

Viemos há um bar no centro da cidade com estilo country, estou um pouco envergonhado, todos estão nos olhando. Os barmens estão fazendo os drinks dos fregueses lento só para nos encararem.

– Querem alguma coisa? – Uma garçonete nos atende. Ela olha para cada um de nós com um sorriso no rosto, mas sempre para seu olhar nos músculos de Thor e Steve. Isso nunca vai acontecer comigo, nem com DNA de aranha radioativa ganhei músculos, mesmo que minha força tenha aumentado.

– Traga uma garrafa de cada bebida que tiver. E ainda mais as que forem cheias de álcool. – Tony fala balançando a mão na insinuação de mandar a garçonete embora, ela vai, mas não antes que olhar feio para Tony.

– Meu amigo hoje você vai honrar seus ancestrais. – Thor fala alegre na esperança de anima-lo.

– Tanto faz. Só quero ficar de porre mesmo.

A garçonete aparece carregando em um prato dourado varias garrafas e todas parecem que nem foram abertas. Devem ter no mínimo umas doze garrafas ali. Ela as coloca na mesa e sai.

Tony pega a de vodka e enche um copo.

– Primeiro o Aranha já que nunca bebeu.

Ergo minha máscara até o nariz e pego o copo. Travo um pouco vendo que todos me olhavam vendo qual seria minha reação.

Ergo o copo ate os meus lábios e sinto aquele líquido ardente passar por minha garganta. Em sua metade não aguento e tenho um grise de tosse ficando com a boca seca. Respiro um pouco esperando ela voltar ao normal. O pessoal começou a rir, mas pelo que parece já sabiam que isso iria acontecer.

– É sempre assim nas primeiras vezes, mas logo você se acostuma. – Clint diz enchendo um copo e tomando de uma vez, mas fazendo uma careta no final.

Tony enche seu copo.

– Que amanhã tenhamos a maior ressaca de nossas vidas. – E o engole de uma vez.

Todos seguem seu exemplo e fazem o mesmo, menos eu que bebo pouco por pouco. Não quero chegar depois na casa da tia May bêbado e tossindo.

Trinta minutos depois:

– Eu não sei por que ela fez isso. – Tony diz com a voz lenta, efeitos do álcool, somente eu e Steve ainda estamos sóbrios. – Teve uma vez que dei de presente um coelho enorme com peitos pra ela de natal. Tem presente melhor que esse? Eu sou o namorado perfeito.

– Isso não parece muito normal. – Natasha comenta dando risadas do nada. Assustador! Ela nunca ri. – Faz que nem o Aranha, namora homens, quem sabe dá certo.

Engasgo com o copo que bebia espirrando um pouco de Whisky em Sam que estava em minha frente, mas nem pude me desculpar pela nova crise de tosse. Todos no bar voltam e me olhar curiosos. Uma garotinha tira uma foto minha.

– Quer saber, talvez eu faça isso mesmo. O que tenho a perder? – Tony levanta seus braços dando de ombros.

Thor vendo meu desespero começou a bater em minhas costas tentando me ajudar, só que com isso minha tosse saiu mais alta e rouca. Dessa vez eram muitos tirando fotos minhas. No último tapa desengasgo, mas acerto na cara de Sam mais bebida.

– D-Desculpa. – Quase grito.

– Tudo bem. – Ele responde.

– Peraí quem eu estou namorando? – Pergunto alarmado.

– O Deadpool. É isso que estão dizendo por ai. – Natasha responde.

Fico sem fala. Estão dizendo? Então quantos sabem? Não deveria ter tratado Deadpool legal ontem a noite. Olha no que isso virou.

Perco completamente a vontade de beber e apenas fico observando o pessoal se divertir.

Uma hora depois:

– Não sabia que você estava namorando. – Tony se dirige a mim, está tão bêbado que está até difícil entender o que ele – ou melhor – todos estão dizendo – Cara o Deadpool? Isso é um gosto meio estranho. – Ela abre um sorriso malicioso antes de sorrir maldosamente – Vocês já transaram?

Engulo em seco perdendo a voz.

Todos começaram a gargalhar, menos Steve que se mantém responsável, mas dá pra ver que esta achando graça. Thor está dando risada tão alto que nem dá para eu responder.

– Ativo ou passivo? – Clint pergunta com os olhos brilhando em divertimento.

– Aposto que foi o passivo. Duvido que Wade fosse à mulher. – Tony gargalha entre as palavras.

– É verdade que dói a bunda nas primeiras vezes? – Natasha me pergunta com o rosto corado de tanto álcool. Nem sei o que responder, a única coisa que quero é fugir daqui.

Bruce que quase nem bebeu saiu de lá enquanto se despedia.

– Não se esqueça da viagem amanhã. – Steve grita antes de ele sair pela porta.

– Viagem? – Pergunto.

– Amanhã vamos fazer uma missão em Tokyo. Você não poderá vir, mas na próxima talvez.

– Ainda está muito cedo pra eu fazer missões. Mas um dia chego lá.

– Esse é o espírito!

Mais meia hora depois:

– Então Aranha – Tony começa entre soluços – Como o Deadpool é na cama?

– Nós não transamos! – Digo pela milésima vez.

– Isso é vergonha de ser o passivo?

– Nós não transamos! E por que eu tenho que ser o passivo? – Esbravejo.

– Você é mais parecido com aqueles ukes de yaois. O deadpool é o seme. – Clint diz com a cabeça abaixada na mesa.

– Eu não sou um uke!

– É claro que é. Pode falar Spider. A gente não te vai zoar de ser o passivo. – Natasha me encara com um olhar bondoso. Pelo menos Thor, Bruce e Sam já foram embora, não queria que estivessem vendo isso.

– Vocês usaram lubrificantes? – Tony me pergunta tomando outro copo. – Foi estranho?

– Acho melhor te levar pra tomar um ar. – Steve se levanta e carrega Tony para fora.

– Aranha, não esqueça o lubrificante! – Tony grita no meio do bar. Todos me olham, a maioria corada.

– Eu vou embora. – Digo a Clint e Natasha e caio fora dali.

Perto dos carros está Steve e Tony. Não resisto e ouço a conversa deles.

Escondo-me atrás de um carro. Ficando sentado atrás de uma das rodas.

– Acho que não tem dia pior – Tony comenta – Até o Deadpool está namorando e eu não.

– Não acho que isso seja verdade. Pra mim Peter o odeia. – Steve justifica. Os dois estão sentados em cima do carro de Tony, que ele parece que vai cair a qualquer momento.

– Olha só quem tá dizendo. Você tem mais de setenta anos e só teve uma namorada, que hoje tem uns noventa anos. Vocês pelo menos transaram?

– N-Não. – Steve responde envergonhado com o assunto.

Tony o olha de cima a baixo, sorrindo malicioso no final. O que está acontecendo?

– Talvez devêssemos experimentar a dica da Natasha. O que acha? – Tony chega bem perto de Steve, somente centímetros de distância. Isso tá ficando estranho.

– Do que você está falando Tony?

– De namorar homens. Se não temos sorte com garotas devíamos ao menos tentar. Que tal ficarmos?

Steve fica atônito. Ele tenta de afastar de Tony, mas ele envolve seus braços no ombro do mesmo.

– Tony, eu não acho que... – Tony o interrompe selando um beijo. BEIJO???

Steve não reage, apenas deixa que Tony aprofundasse o beijo e colassem seus corpos. Por que ele não tá reagindo? Tony começa a massagear os fios loiros de Steve, que por ele corresponde, colocando suas duas mãos na cintura de Tony. Não acredito que isso está acontecendo! Por que não trouxe meu celular, queria tanto filmar isso pra zoar eles depois.

Eles começam um beijo de língua, saindo gemidos dos dois, que arfavam sem ar. Tony se afasta de Steve e encerra o beijo. Os dois ficam se encarando sem dizer nada. Enquanto Tony está de boa, Steve parece uma pimenta de tão corado.

– Steve, eu... Eu... – Tony parece não encontrar as palavras certas.

– Tony... – Se vê um brilho de alegria nos olhos de Steve, como se estivesse esperando por algo.

– Eu... Acho que vou vomitar!

Ele se desgruda de Steve e corre pra um latão de lixo na entrada do bar, que vomita sem parar.

Steve vai atrás dele e segura em seus ombros para mantê-lo em pé enquanto vomita.

– Espero que não se lembre disso quando acordar. – Ele sussurra para si mesmo ainda constrangido.

E eu? Fico olhando tudo aquilo de olhos arregalados. Isso aconteceu mesmo? Melhor não contar pra ninguém, não quero um exército de armaduras robóticas e um super soldado tentando me matar.

Acho melhor dar o fora daqui. Saio de fininho pulando no primeiro prédio que avisto. Ainda distraído com a cena do beijo nem presto atenção na garota que está sentada na borda. Ela usa uma jaqueta a calça de couro preta, além das botas e maquiagem preta, tem cabelo curto e me encara com um olhar de poucos amigos.

– Estava te procurando. – Ela me diz.

– E quem é você?

– Dominó, a mercenária de Harry Osborn.

– Já sei, vai tentar me matar. – Digo sarcástico.

– Se te matar não recebo salário. Preciso te levar vivo ao Harry.

– Não estou a fim de brigar hoje, não pode ser amanhã?

Ela tira uma arma de sua cintura e mira em minha perna.

– Não pode. Se fosse você não correria.

Jura que ela espera que vou me entregar sem lutar? Nunca vou ser a cobaia de alguém.

Sem ouvir nada do que ela diz jogo um bolo de teia em sua direção e corro. Mas não esperava que ela pudesse mirar em minha teia e cortar com uma faca. Ela saca sua arma e atira uma bala em minha direção.

Pensando que ela me acertaria Deadpool aparece em minha frente e a corta no meio.

– Eu disse que te salvaria. – Ele se posiciona na minha frente em posição de luta com suas katanas em cada mão.

– Otário. – Repudia Dominó antes de atirar várias vezes nele. Todos os tiros que podiam ter me acertado Deadpool corta a bala antes. Ele vai indo cada vez mais perto de Dominó, até que fica em sua frente e aperta a ponta da katana em seu pescoço.

– Hoje você perdeu Dominó. – Ele sorri vitorioso.

Ela sorri de volta e guarda suas armas.

– Hoje Deadpool. – Ela sorri para mim antes de pular do prédio.

Deadpool vem em minha direção.

– Obrigado. – Digo baixo contra minha vontade.

– Acho que não ouvi direito. Pode repetir?

– Obrigado! – Falo mais alto.

– De nada Baby Boy – ele se aproxima de mim – Que tal um beijo de agradecimento?

– Não! E além do mais que história é essa de você falar por ai que estamos namorando?

– Falei isso pro Harry quando ele perguntou se queria trabalhar pra ele.

– Sabia que até a os Vingadores já sabem. E se isso se espalhar?

– Todos vão saber que você é um cara de sorte.

O fuzilo com o olhar.

– Desminta isso! – Grito – Tenho que ir. E não ouse falar isso pra mais ninguém.

– Tá tudo bem. Hoje mesmo falo que foi uma mentira minha.

Dou de ombros. Não tenho tempo para conversas. Tenho que ir pra casa. Tia May deve estar tendo um ataque de preocupação.

Corro de volta pra casa, mas sempre olhando pra trás pra ver se tem “alguém” de seguindo.

Mas quando chego vejo que tem um monte de dedetizadores em casa.

– Peter, que bom que chegou. – Tia May me abraça.

– O que está acontecendo?

– Parece que está tendo uma infestação de pragas no bairro. Todas as casas estão sendo dedetizadas. No nosso porão está cheio de ratos. Mas essa não é a pior parte.

– E qual é?

– Tenho que viajar pra outra cidade. Vou trabalhar uns dias no hospital de lá. Se for vou ganhar o dobro que me pagam, não posso recusar. Desculpe querido, mas isso é por nós dois.

– E onde eu vou ficar? – Pergunto vendo toda a minha casa sendo coberta por uma lona azul.

– Que tal no Harry? – Não, péssima ideia, se deixar minha roupa de Spider aqui os dedetizadores podem achar, e se levar no Harry os mercenários podem achar e me capturar facilmente. Os Vingadores estão em missão. Ah, só tem um lugar para eu ir.

– Tudo bem tia, eu sei de um lugar que posso ficar.

oOo

E de novo como Spider, só que dessa vez carregando uma mala nas costas, estou parado em uma das portas de um apartamento.

Incerto, bato na porta.

Logo ela é aberta e Deadpool aparece, até em casa ele usa uniforme. Ele me olha surpreso, quase como sem reação.

– Petey, o que faz aqui?

Travo, sentindo que as palavras não querem sair, ou melhor, não quero fala-las. Respiro fundo. Desvio meu olhar para baixo, não quero olhar Deadpool nessa hora, mas mesmo assim o encaro, puxando o máximo de coragem para falar essa frase:

– Posso ficar no seu apartamento por uns dias?

Notas finais
O que acharam do beijo do Tony com o Steve. Legal? Sem graça? Comentem