Chantagens
6 Sozinhos em casa
Notas iniciais
Autora Povs:
– Que horas são? – Pergunta Stark sentindo os sintomas da ressaca.
– Duas horas – responde Steve – Todos os Vingadores foram se arrumar pra viajar, menos você.
– Olha só quem está dizendo. Por que não está fazendo as malas?
– Eu já fiz. E faz tempo enquanto alguém dormia. – Ele devolve sentando-se a mesa da cozinha.
– Pelo menos me diz que tem café. – O moreno boceja demoradamente, sentindo suas têmporas pulsar e latejar de dor. O loiro afirma com a cabeça, e o moreno corre pegar uma xícara de café, assim que o faz se senta a frente de Steve.
Eles nada disseram, mas Tony podia reparar em como Steve estava constrangido e inquieto, como se escondendo algo.
– Por que você está assim? – Tony pergunta curioso. Steve apenas o encara por alguns segundos e desvia o olhar, deixando Tony mais curioso ainda.
– Por nada. Estou bem. – Ele responde dando um pequeno sorriso.
– Ok. Mas o que aconteceu ontem? Não consigo me lembrar de nada. – Ele indaga tentando ver se aparecia alguma lembrança na mente, mas nada.
– Você bebeu muito e ficou zoando o Aranha.
– Só isso? Tem certeza? – O moreno indaga, ainda não parecia que Steve tenha contado a história toda.
– Tenho. – Ele confirma nervoso – Mas não me admira que não se lembre de nada, nem sei quantas garrafas bebeu.
– Me dá um tempo picolé, por acaso foi você que perdeu a namorada ontem? Então nem venha reclamar comigo.
– Mas precisava ter bebido tanto? – Steve diz frustrado.
– Na verdade não. Mas eu quis então bebi. – Devolve o moreno. Ele pega em sua xícara e a leva a boca, mas não esperava que o café estivesse tão quente a ponto de lhe queimar a língua. Ele solta um gemido de dor e devolve à xícara a mesa. Coloca a mão em seus lábios, como em reflexo, mas sem saber o porquê sente algo diferente nele.
Ele fixa seu olhar a mesa, fazendo seu cérebro trabalhar ao máximo para se lembrar de ontem.
– Steve, por acaso ontem eu fiquei com alguém? – Ele pergunta ao loiro que arregala os olhos.
– Não. Ontem a única garota que conversou foi com a Natasha, e ela foi embora com o Clint. – Steve já estava suando frio. Ele se levanta, buscando manter a calma e se encosta às gavetas que guardavam comida.
– Sério? Porque eu podia jurar que tinha pegado alguém. – Ele se levanta com a xícara na mão. Havia perdido a vontade de bebê-la. – E também que era loira.
– Você está imaginando coisas Tony, não ficou com ninguém ontem.
– Que estranho. Eu podia jurar que sim. – Ele anda a frente, mas tropeça na cadeira em que Steve estava sentado e esqueceu-se de empurra-la. Ele solta a xícara vendo se espalhar pelo chão estilhaço de vidro e café e logo seu rosto se juntaria e eles. Mas no momento seguinte duas mãos fortes o agarraram pela cintura e o puxaram para cima e seu corpo se juntou a um cheio de músculos. Ele olhou para cima e se deu ao encontro dos olhos azuis de Steve o olhar apreensivo. Ele fixou o olhar. Aqueles lábios, olhos, o cabelo louro, o toque das mãos em sua cintura. E Tony finalmente sacou, ele era a loira.
Seus olhos se arregalaram em um misto de surpresa e pânico. Botou a mão na boca para conter qualquer ataque que tivesse. Ele se afastou do loiro com as penas trêmulas.
– V-Você é a loira. – Ele grita em desespero, mas para perdendo até a cor – Eu beijei um homem! Merda, eu não acredito que beijei um homem. Como você teve coragem de fazer isso comigo? – Esbraveja sacudindo as mãos de um lado pro outro.
– Foi você que me beijou! – Responde Steve sem qualquer educação, mas ainda um pouco vermelho – Ontem estava dizendo que ficaria com homens pra ver se dava mais certo que com mulheres.
– Eu disse isso? – Ele esfrega as mãos no rosto, buscando mais lembranças – Vou matar a Natasha! Não podemos contar isso pra ninguém, está me ouvindo?
– É claro que não vou contar! O que os outros pensariam de mim?!
Tony o encara furioso.
– Não se faça de inocente. Quando te beijei você não me empurrou, e tem forças pra isso! E alias, até apertou a minha cintura!
– E você brincou com o meu cabelo. E você gemeu!
– Você também gemeu! Não venha falar de mim! – Os dois se fuzilam com o olhar, até que Tony abre um sorriso maldoso – Agora que me lembro de que você não pode ficar bêbado, então não pode dizer que foi a bebida. Você gostou de verdade!
Steve trava por um momento, não sabendo nada pra contradizer.
– Na verdade, gostei sim. – Ele responde com as bochechas mudando de cor.
Tony se surpreende, mas solta um sorriso que não pode conter.
– Também gostei. – Ele volta ao encontro de Steve pisando em cima do café e do vidro. – E estou com vontade de fazer de novo. – Ele ergue os pés enquanto Steve se abaixava com a boca já entreaberta. Eles fecharam os olhos e roçaram seus lábios adentrando com a língua uma na boca do outro, nem se importando em começar com um beijo calmo, apenas queriam algo quente. Dessa vez foi Steve que puxou Tony para si e juntou suas mãos no final da costa do mesmo, que começou a brincar com o cabelo do loiro.
Não tinham que se preocupar se alguém os vir ninguém estava lá a esse horário. Podiam desfrutar daquele beijo quanto quisessem, ou quanto o ar permitir.
Sentiram seus pulmões implorar pelo doce oxigênio, e se separaram descontentes. Voltaram a se olhar, olhos azuis se cruzando com castanhos.
– Tony... – Steve começa – Eu...-
prim prim prim
Toca um despertador que é jogado no mesmo instante na parede. O moreno acorda sentindo sua cabeça latejar e seu estômago contrair. Ressaca. Mas se lembrará do beijo com Steve no bar, e o sonho que tivera agora. E se surpreendeu que ficasse excitado com isso. Todos os homens tinham ereção quando acordam, mas a sua está mais dura que o normal, e sempre que vêm as cenas do beijo em sua mente seu pênis lateja de excitação.
Ouve batidas na porta.
– Tony, já acordou? Eu te trouxe café. – Grita uma voz masculina do outro lado da porta. Mas o moreno já sabe quem é. Steve.
Ele se senta na cama e coloca o travesseiro por cima da ereção, escondendo-a de vista.
– Pode entrar.
Steve abre a porta com uma bandeja na mão, e nela esta o café e torradas.
– Trouxe seu café. Duvido que consiga descer as escadas depois do tanto que bebeu ontem.
– Obrigado. – Tony pega a bandeja. Seu estômago ainda não estava bom, mas era melhor do que passar fome depois.
Os dois se encaram por um momento, mas Steve se vira envergonhado.
– Tenho que arrumar minhas coisas. Depois nos vemos. – Ele diz e se virá, mas igual Tony também tivera sonhado com os dois, mas não com um beijo tão quente quanto de Tony, um calmo e doce. Mas mesmo assim dava vergonha olha-lo e não se lembrar das cenas.
“O que está acontecendo comigo?”. É o que os dois estão se perguntando agora mentalmente para si. Não entendo nada do que estão lhes ocorrendo.
oOo
Deadpool Povs:
Tá se controle. Peter irá ficar alguns dias no meu apartamento e só tem uma cama.
(Será que podemos tirar uma casquinha dele esses dias? Só um pouco).
(Pra ele fugir e nunca mais o vermos?).
E vocês acham que é fácil? Tem um adolescente bem no meu quarto e não posso tocar nele.
(É só dizer que vai entregar ele pros mercenários. Cara a gente tem que aproveitar ele um pouquinho).
Será que vai dar certo?
(Podemos tentar. Mas espere um pouco, hoje ainda nem chega a ser o primeiro dia, esperamos ele se acostumar e ai curtimos um pouco).
Tá bom só não espere que eu vá aguentar.
– Deadpool. – Petey me chama baixo parecendo estar envergonhado. O fito terminando de conversar com as vozes. Ele é tão fofo, ainda não o tinha visto de perto usando óculos. Fica tão lindo, ainda mais com esse olhar constrangido. Se ele continuar assim daqui a pouco eu ataco ele.
(Aguenta, essa é a única chance que a gente tem com ele, não estrague tudo!).
– O que Baby Boy?
Ele parece não encontrar as palavras certas.
– Onde eu vou dormir?
– Na cama. – Respondo como se parece óbvio.
– Mas não vai ser onde você vai dormir?
Seguro um sorriso de malicia.
– Sim. Nós dois vamos dormir nela.
Ele me encara com um olhar reprovador.
– Petey, somos homens, o que de mal pode acontecer? – Pergunto sorrindo no final.
– Não sei me diz você. – Responde ríspido.
– Não se precisa se preocupar, eu não vou fazer nada.
(Hoje)
Ele dá de ombros. Sorrio ainda mais.
– Deixa que eu guarde sua mala. – Digo a ele. Ele me dá sua mala e coloco em cima do meu guarda-roupa. – Vai dormir assim?
– Vou. Por quê?
– Sei lá, podia usar algo mais leve, ou mais curto quem sabe. – Ele está com uma camisa azul sem imagens e uma calça jeans desbotada com all-star pretos. Não é muito uma roupa de dormir.
– E você? Vai colocar que roupa?
– Essa. Sempre dormi de uniforme. – Na verdade coloco um pijama, mas vão aparecer minhas cicatrizes, então não pretendo tira-lo.
– Então nem tem o direito de falar de mim.
Dou de ombros. Jogo-me sobre a cama e dou espaço para o Baby Boy. Dou leves batidas no lugar onde deve deitar.
– Não vai vir? – Pergunto.
Peter me olha feio, mas anda até a beirada da cama onde tira o tênis. Ele deita de costas para mim dando um longo suspiro. Por que ele tinha que deitar desse jeito? Que vontade enorme eu estou de abraça-lo de conchinha. E sentir a sua bunda.
(Mano se acalme. Lembra que esse foi um dos motivos de suas “ex” terem tentado te matar? Sé que posso dizer que eram ex, ou apenas garotas que perseguíamos).
Nunca ouvi elas reclamando enquanto fugiam desesperadas de mim.
(E fugir já é pouco?).
Antes do que levar tiros de algumas. E ser decapitado.
(É isso que vai acontecer com você se atacar o Petey agora).
Tá tudo bem. Não vou ataca-lo, mas não posso dizer nada amanhã.
Fecho meus olhos na esperança de dormir, mas é meio difícil quando a pessoa que você gosta está deitada do seu lado na cama totalmente indefesa, ou quase, só espero que essa noite passe logo.
oOo
Acreditem ou não, mas não consegui acordar tarde. Se ficasse na cama mais um segundo com Petey ao meu lado não me controlaria. Ele saiu pra comprar café da manhã para nós, parece que panquecas da semana passada não valem. Ele acabou de voltar e foi tomar banho, enquanto eu assistia TV e comia rosquinhas açucaradas.
O barulho da água do chuveiro para e se ouve a porta sendo aberta.
– W-Wade. – Peter me chama incerto. Viro-me na poltrona. – Argh... Cof... Cof... – Me engasgo com a rosquinha. Bato em meu peito até ela sair de minha garganta, respiro fundo.
Baby Boy está na minha frente com uma mini toalha na cintura, e com o corpo todo molhado. Cara ele tá pedindo.
– Eu me esqueci de pegar minhas roupas – ele diz antes que eu perguntasse algo – Onde você colocou a minha mala?
– Em cima daquele guarda-roupa. – Aponto pare ele.
Peter vai até lá, andando meio trêmulo. O guarda-roupa era maior que ele, por isso teve que ficar na pontinha dos pés para alcançar a mala, nisso a toalha caiu um pouco para baio, delineando ainda mais sua bunda.
Ele pega sua mala e se vira na direção do banheiro, mas sem pensar levanto-me da poltrona e o prendo na parede, segurando seus pulsos com uma mão, na região onde ficam os lanças teias. Totalmente indefeso.
– O que está fazendo?! Para com isso, Deadpool! – Ele esbraveja se debatendo.
– Minha casa, minhas regras. – Sussurro em seu ouvido com uma voz rouca. Ele se arrepia com isso.
Coloco minha mão livre em seu queixo e o obrigo a me encarar. Ele me lança um olhar de fúria. Sorrio achando isso ainda mais divertido. Ergo seu rosto e abaixo o meu. O beijo. Ele tenta virar sua cabeça, mas não dá, não vou permitir. Adoro aquela boca quente e úmida. Adentro com a língua, enlaçando-a com a dele sem sua vontade. Quero mais, muito mais. Encosto meu corpo ao dele, e sinto meu pênis endurecer a tocar o dele. Aumento a rapidez do beijo e finalmente ouço os gemidos de Baby boy, tanto de raiva quanto de prazer. Musica para meus ouvidos. Desgrudo os nossos lábios.
– Já chega Deadp – Não dou tempo dele terminar a frase. O viro grudando sua parte da frente na parede.
– Eu ainda não acabei. – Digo lentamente. Passo minha mão enluvada por sua costa, descendo até a toalha, puxo-a dando finalmente a visão da bunda empinada do Baby Boy. Colo seu corpo ao meu, sentindo aquela área macia tocar em minha ereção.
Por mais que Peter relutasse, só fazia sua bunda se esfregar em meu pênis e me deixar mais duro.
Vou com minha mão em seu peito, fazendo voltas circulares nos mamilos. Baby Boy queria gemer, dá pra ver. Vou descendo até seu pênis e toco com um dos dedos na glande. Ele solta um gemido baixo. Mas quero mais. Começo o vai e vem, e seu pênis começa a endurecer, aumento o ritmo indo com cada vez mais força. Agora sim posso ouvir seus gemidos, cada vez mais altos.
Vou indo cada vez mais rápido, sentindo o pré-gozo sujar a minha luva.
– Deadpool... Ah...
Ele está quase lá. Vou mais rápido, os gemidos se intensificando.
Petey fica rijo por um momento e amolece o corpo. Ele gozou na minha mão. Desaperto um pouco seus pulsos. E fico o ouvindo respirar descompassadamente. O viro de novo para mim. Ele olha para baixo, mas seu rosto inteiro está vermelho, seu peito sobe e desce todo momento. Sorrio vitorioso.
Ele me fita todo ruborizado. Parece que quer dizer algo. Chego bem perto de seu ouvido.
– Wade...
– O que? – ele se aproxima mais. – Ah! – Ele pisa em meu pé e me chuta para longe. Até parece que vai vencer. Volto para cima dele, só que o mesmo se desvia, nossos ombros se trombam e sinto algo ser levado junto. Um vento bate em meu rosto. Foi minha máscara.
– Agora posso saber quem você é sem ela. – Ele me diz com um jeito sarcástico. Isso já perdeu totalmente a graça. Viro-me para ele e vejo seu sorriso orgulhoso mudar, para uma expressão de horror e nojo. Ele perde totalmente a fala.
O fito com um pouco de raiva e tristeza. Puxo a máscara de sua mão e a recoloco. Peter não se move, parece ter ficado paralisado. Pego minhas armas e pulo a janela subindo no primeiro prédio em que vejo.
Eu estava sendo legal com o Baby Boy, mas já chega. Ele vai ver agora o que te espera. E não vou ter piedade.
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